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Sete dicas para lidar com funcionários brilhantes
29 de julho de 2011
Uma premissa básica da gerência em relação aos funcionários é: quanto mais inteligentes eles são, maior a dificuldade de gerenciá-los.
Funcionários com alto grau de inteligência do lado esquerdo do cérebro, fato comum entre os profissionais de TI, às vezes são exigentes e avessos a opiniões alheias. Ficam entediados com facilidade e empenham em ser “corretos”, de acordo com quem os gerencia.
Pessoas extremamente inteligentes, extremamente técnicas, habitam uma subcultura onde conhecimento significa status social e poder. E correção é fundamental. Isso pode gerar descontentamento quando discordâncias inevitáveis ocorrem, principalmente entre o funcionário e o chefe.
Talvez você sonhe em supervisionar uma equipe brilhante, mas tome cuidado com o que você deseja – ou, pelo menos, aprenda a melhor maneira de gerenciar pessoas ultra-inteligentes.
Veja sete dicas de quem está por dentro do assunto.
1 – Gerencie resultados, não o processo
É perfeitamente cabível o chefe dizer ao funcionário o que fazer, mas, quando se trata de como fazer, um ambiente controlador pode ser frustrante.
Você não pode pegar pessoas que têm paixão por alguma coisa e começar a criar muros ao redor delas.
Uma equipe composta destes tipos de pessoas precisa de estrutura, mas esta estrutura deve ser voltada mais para resultados do que para processo.
Segundo os especialistas, o melhor a fazer é formatar as coisas em termos dos resultados que você está buscando, em vez de condenar o modo como elas precisam ser feitas para se alcançar estes resultados.
2 – Adote uma abordagem socrática
Raramente pessoas muito inteligentes gostam de se sentir comandadas. Isso não significa, contudo, que elas não precisem ser controladas.
Para conseguir este truque, faça perguntas que levem estes funcionários a perceberem seu ponto de vista, de maneira próxima ao método filosófico proposto por Sócrates. Se eles não querem que as coisas lhes sejam ditadas, você tem que gerenciá-los de uma forma mais socrática.
Isso demanda tempo e paciência, principalmente quando você acha que já sabe a decisão que, no fim das contas, precisa ser tomada.
Você tem que examinar as ideias deles e deixar que eles saiam com a recomendação de que você as rejeita ou concorda com elas. Mesmo que você só queira tomar a decisão, tem que lhes dar uma oportunidade de tomar parte nela.
3 – Seja aberto a aprender coisas novas
Seria um desperdício não permitir que algumas das ideias de uma equipe extremamente inteligente se concretizassem. Esteja aberto a explorar aonde a experimentação pode levar.
Se você for aberto às ideias que emanam de profissionais brilhantes, pode e deve aprender muito com eles.
Para isso, você tem que estar disposto a ser testado. Mas precisa fazer seus profissionais brilhantes justificarem as respectivas posições de modo equilibrado e convincente. Isso não significa que você possa abdicar de suas responsabilidades gerenciais.
4- Não finja saber mais do que sabe
A pior reação é se sentir inseguro e ameaçado ao reconhecer que um subordinado direto é mais brilhante do que você. Alguns chefes se vêm compelidos a tomar decisões sobre assuntos sobre os quais eles são totalmente incompetentes para decidir, o que acaba por afligir todo mundo.
É melhor aceitar que seu papel não é ter as melhores ideias, mas ser capaz de determinar quais são as melhores ideias.
Na realidade, você ganha o respeito das pessoas extremamente inteligentes quando permite a concretização das ideias. Mesmo que as pessoas não estejam felizes, vão respeitar que você esteja sustentando sua decisão. As pessoas realmente inteligentes querem ver ação e resultados, não importa como.
“é muito importante que cada gerente técnico se conscientize de que é um guia, não um chefe. Pode conduzir a expedição e sabe onde quer chegar, mas tem que confiar em seu caçador para caçar e no seu cocheiro para tomar conta dos cavalos.
5 – Encontre maneiras de extrair mais deles
Sofisticação intelectual é a perdição dos profissionais extremamente inteligentes, que gostam de ser desafiados – às vezes até demais.
A tendência é ir atrás da coisa mais nova e atrativa e priorizá-la em relação ao trabalho passível de cobrança. Para contrabalançar isso, os funcionários podem se oferecer para participar de uma equipe de ideias especiais, que se reúne a cada dois meses para explorar preocupações ou oportunidades importantes. Isso ajuda a manter o pique durante períodos mais lentos. Ajuda muito o moral.
E Cuidado para não subutilizar pessoas brilhantes, alertam os especialistas.
6 – Não se deixe cegar pelo brilho
Só porque alguém é brilhante não significa que deva dirigir o espetáculo. Ficar fora do caminho dos indivíduos brilhantes não é abdicar da autoridade gerencial. Em vez disso, equilibre quando deve lhes dar espaço para conduzir suas próprias ideias, quando monitorá-los e quando intervir. Afinal, existem muitos tipos de inteligência. Um codificador brilhante, por exemplo, nem sempre é capaz de ver a estratégia geral.
Outro erro comum é delegar todas as decisões à pessoa ultrabrilhante do grupo. Presumir que a pessoa é brilhante em todos os aspectos da vida é condená-la ao fracasso.
7 – Mantenha a humildade
Na função de CIO, inevitavelmente você trabalhará com pessoas mais brilhantes do que você. Se não for assim, é porque você está contratando muito mal.
Dito isso, experimente começar cada novo dia com humildade. Você tem a sorte de contar com sua equipe e ela o levará ao seu destino.
Procure não se sentir ameaçado por não ser o mais brilhante da sala.
Fonte: CIO
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Os cinco maiores erros do treinamento
29 de julho de 2011
Você implementou um novo sistema em toda a empresa e o help desk foi inundado com chamados. Soa familiar? O problema pode estar no treinamento. É natural a equipe de TI jogar a culpa nos usuários finais quando sistemas novos ou atualizados causam problemas. Mas, em vez de acusar alguém, a TI deveria levar em conta seus próprios erros de treinamento, aconselham os especialistas.
Um bom programa de treinamento pode ser uma vantagem competitiva, mas a gerência nem sempre está convencida dos benefícios que o treinamento tecnológico eficaz pode trazer para o negócio. As empresas ainda não valorizam plenamente o treinamento.
Conversamos com gerentes de TI, instrutores internos e terceirizados, defensores do setor e acadêmicos para descobrir os cinco principais erros que os profissionais de tecnologia cometem quando treinam usuários finais.
1 – Você não planejou o treinamento previamente
Os budgets de TI são examinados atentamente há anos e a verba destinada a treinamento tem sido uma das mais afetadas. Como resultado, muitas empresas não computam o treinamento do usuário final no custo total das implementações de sistemas e ficam lutando por financiamentos e recursos na extremidade final da implementação.
É consenso na indústria que um bom programa de treinamento deve tomar de 10% a 13% do gasto total, mas a maioria das empresas subestima o custo e os recursos.
2 – Você não está sintonizado com seu público-alvo
Para que qualquer tipo de treinamento seja eficaz, não basta o instrutor ter domínio do material. Ele também precisa estar apto a se conectar com seu público e apresentar informações de maneira interativa e envolvente. O problema é que os profissionais de TI não são conhecidos por apresentar uma capacidade de comunicação fantástica e habilidades de gerenciamento “soft”.
Instrutores com fortes habilidades de comunicação e interpessoais são mais capazes de perceber seu público e talhar o treinamento para ele. Os profissionais de TI, por outro lado, podem estar tão à vontade com o assunto que correm o risco de apresentar o material de uma maneira excessivamente detalhada e técnica ou ao contrário, simplificá-lo demais.
3 – Você não seguiu modelos de treinamento padrões
Treinar uma comunidade de usuários vai muito além de mostrar a eles como utilizar uma nova área de trabalho ou realizar um relatório específico. Upgrades de sistemas importantes significam uma grande reviravolta no modo como os usuários trabalham e o treinamento de tecnologia deve ajudá-los a abraçar estas mudanças.
“Os usuários precisam se sentir à vontade com a mudança – eles precisam saber o que está acontecendo e de que maneira isso afeta seu papel”, um conceito ao qual a comunidade de treinamento se refere como “prontidão organizacional”. A equipe de TI, normalmente, não considera a prontidão organizacional como parte do treinamento.
4 – Você está treinando fora do contexto do negócio
A área de TI está bastante à vontade com a tecnologia, mas o treinamento, muitas vezes, termina aí. Falta ensinar aos usuários como empregá-la para ampliar os modelos de trabalho tradicionais. Para fazer isso, os instrutores de TI precisam entender a operação de uma função de negócio específica, como marketing. Conhecimento que nem sempre possuem.
5 – Você se esqueceu de fazer parcerias com o negócio
Tendo em vista que grande parte do que constitui um bom treinamento ultrapassa o domínio de TI, é vital que o departamento de TI estenda a mão. Os departamentos de recursos humanos são candidatos óbvios a parcerias que podem ajudar TI a colocar em seu currículo as metodologias de ensino formais e o contexto de negócio indispensável.
Interagir com a comunidade de usuários é outra boa opção.
A TI pode fazer uma implementação em fases para “super usuários” e, depois, capitalizar o feedback e o expertise destes para talhar o treinamento para os demais usuários. Este super grupo é a mesma comunidade que tende a se apoiar pesadamente em tecnologias web 2.0 como blogs e wikis, que podem desempenhar um papel importante no treinamento de tecnologia, dizem os especialistas.
Fonte: CIO
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Os 3 cargos de TI que devem sobreviver no futuro
27 de julho de 2011

A área de tecnologia da informação é um dos setores mais dinâmicos da economia. A velocidade de lançamento de produtos e serviços, assim como a necessidade de inovação constante, fazem com que os profissionais desse segmento estejam o tempo todo em busca de conhecimento. Mais do que isso, a disseminação dos recursos tecnológicos pressiona uma mudança no perfil de quem trabalha com TI.
Com base nessa constatação, o ex-gestor de TI e hoje jornalista Jason Hiner, escreveu um artigo no site TechRepublic, no qual prevê quais os três perfis de profissionais que serão demandados pelas empresas no futuro. Acompanhe as conclusões do especialista:
1. Consultor
“Vamos encarar a verdade: todas as grandes empresas prefeririam não ter profissionais de TI ou, pelo menos, contar com o mínimo possível de pessoas na equipe”, cita Hiner. Ainda segundo ele, não se trata de algo pessoal contra quem atua no setor, mas isso acontece pelo fato de que os especialistas em tecnologia custam caro e, muitas vezes, costumam ser uma barreira aos projetos corporativos.
Como reflexo, o jornalista acredita que a maioria das funções de administração e suporte de TI serão terceirizadas para consultorias, que podem ser desde grandes multinacionais especializadas em serviços até consultores independentes, focados, principalmente, no mercado de pequenas e médias empresas.
Com essa terceirização dos departamentos de TI, Hiner acredita que muitos profissionais que hoje trabalham dentro das empresas terão de buscar uma recolocação no mercado de trabalho, para atuarem em grandes fornecedores ou em como consultores, prestando serviços.
2. Gestor de projetos
Em alguns anos, o especialista prevê que a maioria dos profissionais de TI que continuarem a trabalhar para empresas tradicionais vão ter de assumir a função de gestores de projeto. “Eles não serão parte de um departamento de tecnologia centralizado, mas estarão espalhados em várias unidades e áreas”, aponta, informando que a principal atribuição deles será garantir que os gestores que cuidam de negócios tomem as decisões corretas, na hora em que elas envolverem soluções tecnológicas.
Outra função desses gestores de projeto será dizer aos diversos públicos da companhia quais as soluções e serviços de TI que são mais adequados a cada necessidade. Além disso, precisarão, de forma pró-ativa, sugerir a adoção de novas tecnologias que possam trazer resultados para o negócio.
“Esses gerentes de projeto irão servir também como um ponto de contato com fornecedores de tecnologia e consultorias”, pontua, acrescentando: “Já podemos ver um monte de gerentes de TI mudando nessa direção.”
3. Desenvolvedor
Hiner destaca que as áreas de programação e de desenvolvimento já têm atraído um número crescente de profissionais. E, segundo ele, esse movimento deve-se a uma mudança na própria TI, que deixou de apenas gerenciar hardware e software, para oferecer aos usuários aplicativos baseados na web e que ajudam as diversas áreas da empresa a realizarem melhor seu trabalho.
Dentro desse cenário, o especialista acredita na explosão da demanda por aplicativos móveis. “Essa já é uma tendência nos dias de hoje e só vai acelerar ainda mais na próxima década”, acrescenta.
Fonte: Olhar Digital
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Cinco maiores erros a evitar na segurança de TI
26 de julho de 2011

A segurança pode ser uma tarefa ingrata, porque só se percebe quando não é feita. E para fazer este trabalho bem feito na era da virtualização, smartphones e cloud computing, é preciso evitar erros técnicos e políticos. Em particular, cinco muito comuns:
1. Pensar que o seu papel na organização não mudou nos últimos cinco anos.
O seu poder e influência estão sendo desbastados enquanto a organização para a qual trabalha escancara as portas para permitir que os funcionários usem dispositivos móveis pessoais no trabalho, e empurra os recursos de computação tradicional e aplicações para a nuvem – às vezes sem o seu conhecimento.
Cada vez mais é preciso ser pró-ativo na introdução de práticas de segurança razoáveis para escolhas “fast-moving” de tecnologia que às vezes são feitas por quem está totalmente fora do departamento de TI. É uma “missão impossível” de atribuição, mas é a sua. Pode envolver o desenvolvimento de uma nova política de segurança para explicitar claramente os fatores de risco e para que não haja espaço para falsas premissas.
2. Não construir relações de trabalho entre as equipes de TI e os gestores de nível superior.
Grupos de segurança de TI são geralmente pequenos em relação ao resto do departamento de TI. Normalmente os profissionais de segurança precisam do apoio do restante do pessoal de TI para realizar funções básicas.
O profissional de segurança pode ter conhecimento especializado e um bolso cheio de certificações como CISSP, mas isso não significa que seja necessariamente admirado por causa disso – especialmente porque as pessoas da segurança são normalmente as que mais dizem “não” aos projetos de outras pessoas.
Além disso, não pense que a estrutura de poder está sempre apontando para o diretor de informática (CIO) como um decisor de nível superior. Uma mudança fundamental está ocorrendo em que o papel tradicional do CIO como comandante dos projetos de TI está em declínio a favor do aumento do poder do diretor financeiro (CFO) como dono da palavra final sobre os projetos de TI. Algumas evidências mostram que o CFO nem sequer gosta do departamento de TI. As ideias do CFO sobre a segurança podem ir apenas até à ideia legal de “compliance”. O trabalho do profissional de segurança deve ser comunicar, comunicar, comunicar.
3. Não entender que a virtualização tem puxado o tapete do mundo da segurança.
As organizações estão no caminho para alcançar 80% de virtualização da sua infraestrutura de servidores, e os projetos de virtualização de desktops estão aumentando. Mas a segurança está atrasada, com muitos profissionais assumindo erradamente que ela começa e termina com as VLANs. A realidade é que arquiteturas de virtualização mudam tudo a partir da abertura de novos caminhos que podem ser explorados. Como já aconteceu tantas vezes na indústria de TI, tecnologias revolucionárias passaram a ser usadas sem atenção adequada ao impacto da segurança.
Alguns produtos de segurança tradicionais, como software de antivírus, por exemplo, não funcionam muitas vezes bem em máquinas virtuais. Dispositivos físicos podem ter novos “pontos cegos”. Hoje, produtos de segurança especializados para ambientes virtualizados estão chegando finalmente ao mercado – e os profissionais de segurança precisam descobrir se algum deles deve ser usado e, ao mesmo tempo, se devem se manter a par da evolução dos planos de segurança de fornecedores como a VMware, Microsoft e Citrix. A virtualização é uma promessa tremenda, eventualmente, para melhorar a segurança, especialmente na recuperação de desastres.
4. Não se preparar para uma violação de dados.
É o cenário de pesadelo em que dados sensíveis são roubados ou acidentalmente divulgados. Além da detecção e correção técnica, a lei precisa ser aplicada às violações de dados. Mas que leis? Quase todos os países têm agora as suas próprias legislações sobre a violação de dados e algumas regras com impacto em algumas indústrias mais que em outras, como é o caso da área de saúde. Quando isso acontece, uma violação de dados vai ser um evento – e caro – que exige uma ação coordenada pelo gestor de segurança de TI, envolvendo o departamento de TI, o departamento jurídico, os recursos humanos e o departamento de comunicação, se não mais. As organizações devem-se reunir para planejar os piores cenários, realizando internamente exercícios de violação de dados e formas de combatê-las e mitigá-las.
5. Complacência com os fornecedores de segurança de TI.
É necessário ter sólidas “parcerias” com os fornecedores de TI e de segurança. Mas o perigo em qualquer relação com fornecedores é esquecer como olhar para produtos e serviços com um olhar crítico, especialmente para confrontar o que eles têm em relação à concorrência ou encontrar novas abordagens para problemas básicos de autenticação e de autorização, avaliação de vulnerabilidades e proteção contra malware. Muitos fabricantes estão tentando adaptar controles de segurança tradicionais para estruturas geradas a partir da virtualização e da computação em nuvem. E isso tem se transformado em um verdadeiro caos, que demonstra claramente o quanto a área de segurança vai ter que se esforçar para conseguir o que acredita que a organização precisa agora ou no futuro.
Fonte: CIO
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Três dicas para construir a carreira dos seus sonhos
25 de julho de 2011
Muitas pessoas se dizem descontentes com seu trabalho atual. Não à toa, estudos indicam que 45% dos profissionais brasileiros estão dispostos a mudar de emprego. No entanto, quando conseguem fazer essa transição, na maior parte dos casos, em pouquíssimo tempo, voltam a ficar frustrados. O motivo para isso? É necessário fazer um planejamento adequado para conseguir e se manter no emprego dos sonhos.
A consultora especializada em carreira Erika Andersen, autora de diversos livros sobre o assunto, dá três dicas, em seu blog na revista Forbes, para fazer essa mudança de carreira e não se sentir frustrado no final do caminho:
Dica 1: Tenha objetivos razoáveis
O profissional precisa entender exatamente o que o inspira e qual o trabalho que pode dar mais prazer no futuro para definir um emprego ideal. “E você precisa ser realista em seus objetivos: se sua ambição é tornar-se um astrofísico e você já está formado em uma universidade e não tem qualquer afinidade com ciências, esta não é uma aspiração razoável”, exemplifica.
Ela aconselha que as pessoas pensem na carreira baseadas nos conhecimentos que já possuem, experiências e interesses, além de, obviamente, descobrirem ser têm os recursos necessários para trabalhar na área desejada.
“Foque no que você gostaria realmente de fazer e que acha ser possível”, pontua a especialista, aconselhando que o profissional escreva suas principais conclusões e, a partir daí, trace um plano de ação para atingir seus objetivos, em determinado tempo. “Se seu objetivo vai depender de voltar para a faculdade ou ganhar muito mais experiência profissional, pense em algo de longo prazo. Já se você quiser fazer um simples avanço em sua carreira atual, seu tempo para atingir o objetivo pode ser mais curto”, exemplifica.
Dica 2: Seja honesto sobre os obstáculos
Depois de ter uma clara ideia de qual a carreira que gostaria de seguir e quanto tempo vai ser necessário para atingir o trabalho dos sonhos, se prepare para as barreiras que podem surgir no caminho. “Eu sugiro que você enxergue obstáculos de mercado e pessoais”, cita a especialista.
Entre os exemplos de situações que precisam ser analisadas, ela destaca que o profissional deve enxergar se a cidade em que mora tem espaço para a carreira que quer seguir; se está disposto a abrir mão de parte do salário atual para entrar em uma nova área; se vai ter dificuldade para aprender novas coisas que serão fundamentais na área que pretende seguir, entre outros.
Dica 3: Organize o plano de ação e vá à luta
Após entender exatamente o que quer fazer e quais os obstáculos vai enfrentar pela frente, o profissional deve detalhar todos os esforços que serão necessários, na ordem correta, para atingir os objetivos.
“Por exemplo, se você descobre que precisa buscar conhecimentos adicionais [para atingir o emprego dos sonhos] deve traçar um plano de ação específico para isso, em ordem cronológica”, afirma Erika. Como exemplo, ela cita que o profissional em questão pode traçar uma ação em quatro passos: 1. falar com as pessoas no mercado para entender o que elas pensam que é mais importante em termos de conhecimento e formação; 2. pesquisar os cursos específicos; 3. definir quais são as opções razoáveis em termos de tempo e dinheiro; 4. determinar a melhor opção.
A especialista conclui dizendo que a decisão de definir os rumos da própria carreira serve como um estímulo para qualquer profissional. “Minha experiência é que muitas coisas boas se seguem a isso: mais energia, aumento da auto-confiança, moral elevada e uma excelente sensação de sucesso”, finaliza.
Fonte: Olhar Digital
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Quais os cuidados para preparar um bom currículo
25 de julho de 2011

Ninguém questiona que o currículo é uma das principais ferramentas para quem quer se candidatar a qualquer vaga de emprego. No entanto, o que pouca gente sabe é que hoje esse documento precisa ser mais do que uma simples folha de papel. Pois, de acordo com Elizabeth Garone, jornalista norte-americana especializada em carreira, a internet mudou a forma dos recrutadores analisarem os candidatos.
Em artigo no Wall Street Journal, Elizabeth fala sobre as principais mudanças que ocorreram nos currículos tradicionais nos últimos dez anos e o que os profissionais precisam fazer para acompanhá-las:
Esteja presente no mundo virtual – Hoje em dia, qualquer profissional precisa ter uma rede de contatos e uma presença online. Não se trata mais de uma opção e, sim, de um requerimento.
“No mercado atual de busca de executivos, quem não está no LinkedIn não existe”, cita Wendy Enelow, autora de diversos livros voltados a ajudar profissionais que buscam emprego. Ela sugere que é importante citar o link para seu perfil na rede social (LinkedIn) no próprio currículo, pois isso facilita o trabalho dos recrutadores.
Não resuma tudo a uma página – A regra de que um bom currículo deve conter apenas uma página deixou de ser uma verdade absoluta. Ela vale só quando trata-se de um profissional com pouca experiência. Mas alguém com 10 ou 20 anos de carreira dificilmente conseguirá colocar todas as suas informações em uma folha.
Para o sócio da consultoria em gestão de carreira Essex Partners, Howard Seidel, não existe problema algum em escrever um currículo com duas ou três páginas, desde que tenha informações realmente relevantes em cada uma delas e a primeira folha contenha dados extremamente atraentes a um possível recrutador.
Evite frases prontas – escrever no currículo palavras como “inovador”, “trabalho em equipe” e outros termos super usados nesse tipo de documento pode representar um erro, de acordo com Krista Canfield, diretora de comunicação corporativa do LinkedIn.
Krista fala isso com base em uma recente pesquisa realizada no LinkedIn, que analisou milhares de perfis na rede social e descobriu uma lista dos dez termos mais usados: inovador, dinâmico, motivado, ampla experiência, orientado a resultado, experiência comprovada, trabalho em equipe, ritmo acelerado, solucionador de problema e empreendedor.
“Os problemas em usar termos genéricos em seu perfil e no currículo é que outras centenas, se não milhares, de pessoas estão se descrevendo exatamente da mesma forma”, cita a diretora do LinkedIn. Com isso, ela considera que os recrutadores não enxergam um diferencial no candidato. Para evitar isso, Krista sugere que as pessoas descrevam os projetos nos quais trabalharam, com os resultados concretos obtidos.
Cuidado com a forma e a aparência – Por mais que hoje tudo possa ser comunicado de forma bastante informal por e-mail ou por comentários na internet, quando se fala em recrutamento, a estética da apresentação ainda é importante. Ou seja, o visual do currículo continua a chamar a atenção de um recrutador. Além disso, deve-se tomar o máximo de cuidado na escrita, já que um erro de gramática pode arruinar com as chances de uma recolocação profissional.
Assim, se seu forte não for a língua portuguesa, peça para que alguém com domínio do idioma faça uma revisão de seu currículo, antes de encaminhá-lo a qualquer vaga de emprego.
Fonte: Olhar Digital
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Seis dicas para usar o home banking com segurança
22 de julho de 2011

Um dos golpes mais populares na internet são os e-mails de “phishing” que alegam que um banco está “recadastrando contas” ou fazendo uma “atualização de segurança” , e que tentam convencer o usuário a visitar um site (que parece o site do banco, mas é comandado por criminosos) para “confirmar seus dados pessoais”, incluindo aí o número da conta, agência, senha…
Não precisamos dizer que quem cai nessa história tem prontamente todo o dinheiro em sua conta roubado, e ainda corre o risco de ter que arcar com os custos de empréstimos feitos pelos falsários. Isso não significa que você deve evitar o home banking: não dá pra abrir mão desta comodidade com a correria da vida moderna. Basta seguir alguns cuidados básicos, como os que mostramos a seguir. Não garantimos que você ficará imune aos hackers, mas os riscos serão bem menores.
1. Instale software de segurança
Não dá pra frisar o quão importante é isso. Instale um pacote anti-vírus e anti-spyware, nem que seja um gratuito como o AVG Free ou o Microsoft Security Essentials, e o mantenha sempre atualizado. Um anti-vírus desatualizado é pior do que anti-vírus nenhum, pois dá uma falsa sensação de segurança.
2. Tenha cuidado com os e-mails
Você recebeu uma mensagem do banco dizendo que é necessário algum tipo de recadastramento ou atualização, ou você perderá o acesso à sua conta. Em primeiro lugar, pare e pense: você tem conta no banco que supostamente mandou o e-mail? Não? Então vai atualizar o quê? Descarte a mensagem, pois é golpe.
Em segundo lugar, preste atenção: os golpistas costumam cometer erros grosseiros de português, que um banco de verdade nunca cometeria. Se a mensagem parece ter sido escrita por um repetente da 5ª série, desconsidere.
Em terceiro lugar, por mais legítima que a mensagem pareça, não clique em nenhum link. Mesmo um link que parece legítimo à primeira vista pode estar “armado” para levá-lo a uma página falsa que irá tentar roubar suas informações pessoais, isso se não infectar também seu computador com malware. Feche a mensagem, abra um navegador e digite manualmente o endereço do site de seu banco. Veja se a página fala sobre algum recadastramento, se ele for verdadeiro estará lá. Em caso de dúvidas, entre em contato com o atendimento ao cliente do banco.
3. Não continue na página se ela não for segura
Antes de digitar seu nome de usuário e senha na página do banco, dê uma espiadinha no endereço. Ele deve começar com “https://” em vez de “http://”. O “s” extra indica uma conexão segura entre o site e seu navegador. Se a conexão não for segura, não prossiga. O Firefox e o Chrome dão uma forcinha, e destacam o começo do endereço em verde se estiver tudo OK.
4. Use uma senha forte
As melhores senhas tem pelo menos 8 caracteres e são uma combinação aleatória de letras (idealmente maiúsculas e minúsculas) e números, como “LVtkG70D”. “joao1234” ou “12senha3” não são combinações aleatórias, e são péssimas senhas pois são fáceis de adivinhar (assim como datas de aniversário). Se seu navegador se oferecer para guardar a senha, diga que não. Estas dicas servem não só para bancos, mas para qualquer site ou serviço na web.
E nem pense em usar a mesma senha do banco em qualquer outro site que você visita. Se você não quer ter o trabalho de criar senhas fortes e se lembrar delas, use um gerenciador de senhas como o LastPass, que é gratuito e funciona com qualquer navegador.
5. Evite computadores e redes públicas
Não acesse o site de seu banco, de sua operadora de cartão de crédito ou mesmo uma loja virtual em um computador público, como uma Lan House, nem usando uma conexão Wi-Fi “gratuita” em um shopping ou restaurante. Você nunca sabe o que pode ter sido instalado no computador (há programas chamados keyloggers, que capturam tudo o que é digitado e enviam a informação para um criminoso) ou se há alguma “escuta” na conexão.
6. Proteja informações confidenciais
Se você guarda recibos de banco ou formulários de imposto de renda no computador, encontre uma forma de criptografá-los. Assim, mesmo que seu computador cair em mãos erradas eles estarão a salvo de bisbilhoteiros. Uma alternativa é guardar estes arquivos em um pendrive ou HD externo com criptografia e um leitor de impressões digitais integrado. Assim, só você terá acesso a eles.
Fonte: IDGNow
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10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década
20 de julho de 2011
Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.
Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).
Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos.
1. A internet das coisas
A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que “coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala”, diz Evans.
Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon.
Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.
2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood
Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. “É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora”, diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.
Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado “zettaflood”, que exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.
3. Tudo na nuvem
Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014.
Isso é suficiente para criar o próximo Google. “A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM”, diz Evans. “Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica.”
Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. “Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização”.
Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.
4. A próxima internet
Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.
Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.
Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.
Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado “networking quantum”, baseado na física quântica. Ele envolve “emaranhamento quântico”, em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é.
5. O mundo ficou menor
Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.
Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. “Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia”, diz Evans.
A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de “tempo recente” para “tempo real”. Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.
6. Energia solar a caminho
A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.
“A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano”, diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.
Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para “imprimir” células solares usando uma impressora a jato de tinta.
7. Pense em um alimento e faça-o na hora
Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora.
“Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada”, diz Evans.
Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.
“Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos”, aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.
8. Outra árvore genealógica
Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. “Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala”, diz Evans.
Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software.
Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.
Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.
Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. “Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente”, observa ele.
9. Sim, há uma cura
“Nada de usar marca-passos”, diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. “A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais”, diz ele.
Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.
10. Seres humanos ou Borgs?
De acordo com Stephen Hawking, “os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. “Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:
Julho de 2009 – Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.
Outubro de 2009 – Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.
Março 2010 – Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.
Junho 2011 – Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.
Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.
Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie.
Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça.
Fonte: Computer World
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Oito dicas para montar uma nova empresa de tecnologia
20 de julho de 2011

A maioria das startups (empresas iniciantes) de tecnologia morre logo no primeiro ano de vida. Os motivos são muitos, mas estão, em grande parte dos casos, ligados à capacidade de gestão dos fundadores dessas companhias.
A partir dessa constatação, Bill Clark, CEO da Microventures – grupo norte-americano que trabalha com investimentos em empresas iniciantes da internet – escreveu um artigo no site Mashable no qual dá oito dicas para quem quer montar uma startup e ter sucesso em longo prazo:
Dica 1 – Tenha bons programadores
Clark destaca que é essencial ter alguém na equipe com um sólido conhecimento em programação e que possa implementar as ideias para um novo produto ou serviço. “Você precisa se assegurar que essa pessoa já criou sites com requisitos similares a seus objetivos”, pontua.
Ele lembra ainda que problemas de programação são um dos principais itens que atrasam o lançamento de um empreendimento na internet.Dica 2 – Lance o produto rapidamente
Quando as pessoas querem lançar um produto ou serviço inovador, a todo momento, surgem novas ideias de funcionalidades que podem ser adicionadas a ele. “No entanto, isso pode atrasar o lançamento”, aponta o especialista, que considera a perda de tempo como algo fatal para qualquer startup.
Ele aconselha que as pessoas façam o lançamento do produto ou serviço com suas principais funcionalidades e, depois, acrescentem ferramentas ou adequem os recursos necesssários, inclusive, a partir de opiniões dos próprios usuários. “Se você está inseguro sobre lançar algo, deixe os clientes saberem que é uma versão beta e que eles podem esperar melhorias em breve”, indica Clark.
Dica 3 – Identifique os usuários
Antes de colocar qualquer produto no mercado, as startups precisam estar certas de que, realmente, entendem as necessidades dos seus clientes. “Você pode assumir que os clientes potenciais estão procurando sua solução em particular para descobrir, depois do lançamento, que ela é muito cara ou não é adequada às necessidades dos usuários”, informa o consultor.
Assim, ele aconselha que é necessário dedicar algum tempo para entender exatamente o que os clientes desejam e quanto eles estão dispostos a pagar por isso.
Dica 4 – Não se foque em um pequeno nicho
Resolver um problema de um grupo específico de usuários não é uma má ideia para se diferenciar da concorrência, no entanto, pode não gerar volume suficiente de usuários para trazer receitas para a startup. O mais interessante é encontrar um nicho de mercado onde o produto ou serviço possa ser interessante, mas que também tenha uma escala de venda que justifique a operação.
Além disso, Clark aconselha que o ideal é buscar outros nichos de mercado que possam se interessar pelas soluções oferecidas pela empresa e que só demandem pequenos ajustes da ideia original.
Dica 5 – Levante o dinheiro necessário para começar
“Como a maioria das startups sabe, determinar quanto de dinheiro é preciso levantar [para começar o negócio] é difícil”, ressalta o especialista, mas ele considera que definir isso representa um passo essencial. Para chegar a um valor adequado, deve-se considerar possíveis problemas que ocorrerão no meio do caminho até o lançamento do produto e, caso precise de um investidor, o custo total precisa ser muito bem justificado, inclusive com as previsões de retorno sobre o investimento inicial.
Dica 6 – Não desperdice dinheiro
Por mais que isso pareça meio óbvio, nem sempre as startups se dão conta de que estão desperdiçando dinheiro todo dia. Como? Gastando muito mais do que o necessário em ferramentas que poderiam ser adotadas em um segundo momento ou comprando coisas que não trarão os resultados esperados. Para evitar isso, o ideal é terceirizar o máximo de atividades possíveis, com o intuito de não ter de fazer um investimento inicial muito alto.
“Uma área na qual as startups costumam desperdiçar dinheiro é contratando muitos funcionários rapidamente”, explica Clark. A solução para isso é tentar trocar a contratação de profissionais pelo uso de trabalhadores temporários.
Dica 7 – Tenha múltiplos co-fundadores
Uma startup pode consumir muito tempo, mais do que isso, exige competências diversas e que, dificilmente, uma pessoa sozinha conseguirá suprir. Assim, o ideal é ter sócios com conhecimentos e vivências complementares.
Uma empresa de internet, por exemplo, deveria ter fundadores com conhecimentos técnicos, de design e de negócios. “Você até pode reunir todos esses requisitos, mas não terá tempo no dia para assumir todas as responsabilidades”, aconselha.
Dica 8 – É tudo ou nada
Por fim, Clark diz que quem quer ter uma startup de sucesso precisa estar ciente de que precisará investir muito tempo e esforço nela. Ele lembra que, ao contrário de empresas já consolidadas no mercado, em uma companhia iniciante não é possível que as coisas sejam resolvidas no dia seguinte. Ou seja, para ser fundador de uma startup é necessário estar preparado para, durante algum tempo, ficar 100% dedicado a ela, o que significa abrir mão da vida pessoal e da diversão.
Fonte: IDGNow
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7 maneiras de NÃO conseguir um emprego em TI
18 de julho de 2011
Com ou sem experiência, quem busca emprego comete erros antes, durante e depois de entrevistas que podem acabar com as chances de conseguir uma vaga. Tracy Cashman, parceira e gerente geral do grupo de informação e tecnologia na empresa de contratação Winter Wyman, afirma já ter visto candidatos eliminados no passado por falar mal do antigo emprego e por perguntar sobre férias e benefícios antes da hora.
Cometa um erro no seu currículo e pode esquecer a possibilidade de ser chamado para uma entrevista de emprego. Não impressione o entrevistador e o gerente de contratação cortará sua entrevista pela metade. Seja introspectivo com um potencial empregador depois de uma entrevista e pode dar adeus às suas chances de receber uma oferta.
A maior parte dos erros de candidatos são comuns e facilmente evitáveis com uma dose de bom senso ou preparação. Aqui estão sete deles, que todo candidato deve evitar cometer:
1 – Minta sobre qualificações
Se existe algo de vai destruir as suas chances de conseguir um emprego é a mentira, seja no seu currículo, na entrevista, seja sobre capacidades, histórico profissional ou universitário.
”Mentiras no currículo serão pegas na checagem do seu histórico”, afirma Tracy. “Tivemos um candidato, recém-graduado, que mentiu quanto ao MBA e o contratante rescindiu a oferta de trabalho”.
2 – Vá despreparado para a entrevista
Procure estar informado sobre o projeto que a empresa contratante está desenvolvendo, ramo, cultura, necessidades de gerenciamento e estilo.
As pessoas perdem oportunidades de emprego quando não entendem as necessidades da empresa. É tão fácil pesquisar sobre o empregador atualmente que se você chegar sem informações básicas sobre a companhia, vai parecer estúpido ou demonstrar falta de interesse na vaga.
3 – Seja negativo
Ter atitude negativa ou falar mal do antigo emprego é um erro comum.
Quando o candidato fala pouco sobre o antigo empregador, os contratantes imaginam quanto tempo levará para que o funcionário comece a falar mal da empresa. Isso também causa a preocupação de que o profissional a sua frente nunca ficará satisfeito.
Portanto, tome cuidado ao falar sobre os motivos que o levaram a deixar o antigo emprego, o que pode facilmente se tornar negativo. Informe uma razão e seja breve na explicação.
4 – Deixe de fazer as perguntas certas
Contratantes entrevistados informaram que perguntas específicas sobre o emprego ou a empresa, durante a entrevista, podem impressionar gerentes de recrutamento. É sempre bom ouvir as pessoas perguntando coisas relevantes sobre a companhia.
“Mesmo que todas as perguntas que você queria fazer foram respondidas na entrevista, tenha mais duas perguntas”, acrescenta Tracy. “Ou então você vai demonstrar falta de interesse na vaga. Boas perguntas são definitivamente vistas como marcas de bons candidatos”.
Mas não pergunte sobre férias e benefícios, ao menos durante a primeira entrevista. Segundo Tracy, ao fazer essas perguntas você demonstra que só se importa com isso, então os contratantes não te levarão a sério e você será descartado.
Foque no trabalho e nos desafios profissionais, em vez de “o que eu ganho com isso”.
5 – Seja lento
Alguns recrutadores sempre caminham com os profissionais de TI que entrevistam para ver se eles conseguem acompanhá-los. E não contratam mais quem não consegue. Pessoas lentas no caminhar tendem a ser lentas no trabalho.
6 – Não “feche” a entrevista
Alguns recrutadores comparam entrevistas de emprego com ligações sobre vendas. Assim como os vendedores visam fechar uma venda durante um encontro com clientes, o candidato deve buscar “fechar” a entrevista de emprego. Há como fazer isso de algumas maneiras: seja perguntando ao entrevistador questões sobre seus estudos, ou se o contratante der a última palavra ao candidato, aproveitar oportunidade para reiterar por que está adequado para a vaga e para a companhia.
7 – Deixá-los quietos
Não entrar em contato com um entrevistador após o encontro pode ser fatal. Isso passa a ideia de que você não está interessado no emprego. Então, no mínimo, envie uma mensagem de agradecimento após a entrevista, aconselha Tracy. Isso pode ser um diferencial.
Para gerentes de recrutamento que preferem a moda antiga, a melhor aposta é enviar um e-mail bem escrito. Se o contratante estiver com pressa de preencher a vaga e for analisar dois candidatos igualmente qualificados, o envio do e-mail pode fazer toda a diferença. Tracy afirmou já ter visto isso acontecer.
Claro, candidatos precisam de tempo para avaliar ofertas. Mas demorar para responder a uma vaga de emprego também não é aconselhável. O gerente de recrutamento pode achar que o candidato está inseguro ou que perdeu o interesse pelo trabalho oferecido.
Assim que receber uma oferta, informe ao recrutador o tempo que precisa para estudar a proposta. Os candidatos podem pedir desde um dia até uma semana para tomar a decisão, dependendo da complexidade da oferta, o nível da carreira em que está e do prazo do empregador.
Fonte: IDGNow