Blog do TreinaWeb
Dicas, notícias e informações sobre cursos, programação, webstandards e desenvolvimento web.Arquivo de setembro de 2011
-
Como evitar a perda de dados corporativos
27 de setembro de 2011

Com base nos resultados do estudo sobre Segurança da Informação nas Empresas, divulgado hoje (23/9) pela Symantec, que identificou que as empresas estão preocupadas com a proteção de seus ambientes, a companhia recomenda cinco iniciativas para evitar perda dos dados corporativos.
Políticas de TI
É preciso desenvolver e aplicar políticas de TI. Depois de priorizar riscos e definir políticas que envolvam todos os ambientes, as empresas podem aplicá-las por meio de processos automatizados e fluxos de trabalho que protejam as informações, identifiquem ameaças e corrijam incidentes ou se antecipem a eles.
Sempre alerta
As companhias precisam garantir a proteção pro-ativamente, com uma abordagem centrada nas informações para proteger tanto os dados quanto as interações.
De acordo com a Symantec, adotar uma abordagem sensível ao conteúdo para proteger as informações é fundamental para identificar e classificar dados confidenciais e críticos, conhecendo onde eles estão armazenados, quem tem acesso a eles, e como estão chegando ou saindo da empresa. Criptografar os endpoints também ajudará as organizações a minimizar as consequências associadas a perdas de dispositivos.
AutenticaçãoPara ajudar a controlar os acessos, os administradores de TI precisam validar e proteger a identidade de usuários, sites e dispositivos em toda a organização. Além disso, precisam fornecer conexões confiáveis e autenticar transações, quando necessário.
Ambiente em dia
A Symantec recomenda que as organizações gerenciem os sistemas por meio da implementação de ambientes operacionais seguros, distribuição e regulamentação de níveis de patche (atualizações), automação de processos para elevar a eficiência, monitoramento e relatórios sobre o status dos sistemas.
Novas tecnologias sob controle
Os administradores de TI, afirma a Symantec, precisam proteger a infraestrutura, garantindo a segurança de todos os endpoints – incluindo o número crescente de dispositivos móveis –, além das mensagens e ambientes Web.
Proteger os servidores internos críticos e assegurar a capacidade de fazer backup e recuperar dados também devem ser prioridades. Além disso, as organizações precisam de visibilidade, inteligência de segurança e avaliações de malware em seus ambientes para responder às ameaças rapidamente.
Fonte: CIO.
-
Como criar rapidamente uma cloud privada ou híbrida
26 de setembro de 2011
O hype em torno da computação em nuvem é difícil de ignorar e como os fornecedores estão, cada vez mais, inserindo a palavra “nuvem” antes de todos os produtos oferecidos, as empresas estão descobrindo que é difícil filtrar o barulho e realmente encontrar quais os produtos que funcionam melhor no data center.
Embora a capacidade de utilizar a nuvem pública seja atraente, por reduzir a necessidade de gestão de infraestrutura, CIOs e gerentes de data center hesitam em migrar dados importantes e aplicativos para esse modelo. Com esse ponto de vista cauteloso, as companhias estão se voltando para soluções de cloud privada e/ou híbridas, que viabilizam os benefícios de uma nuvem pública, mas mantendo a infraestrutura sob controle próprio.
A popularidade do modelo fez sua adoção crescer no ano passado, à medida que as empresas buscaram uma maneira mais simples e rápida de infraestrutura de nuvem. Uma nuvem turnkey, ou seja, simples e pronta para o uso, promete alguns benefícios atraentes como simplicidade, rápido roll-out e redução de custos. Ainda assim, muitas organizações têm dúvidas sobre como integrá-la com a rede existente e a infraestrutura de armazenamento.
Para ajudar as organizações a avaliar, abaixo veja três elementos essenciais para constituir qualquer nuvem turnkey privada e/ou híbrida:
1. Recursos de automação inteligentes e confiáveis
Uma nuvem turnkey deve ser capaz de realizar configurações automaticamente quando necessário. Além disso, deve ser capaz de combinar todos os dispositivos conhecidos, descobrir novos dispositivos e compilá-los em um pool de recursos. Com a introdução da computação em nuvem híbrida, a importância para a automação inteligente aumenta significativamente. As empresas precisam ser capazes de acessar de maneira confiável e segura uma nuvem pública quando os recursos não estão disponíveis na cloud privada.
Um dos elementos mais importantes para assegurar a seleção da solução de turnkey correta é escolher uma tecnologia que não só conta com recursos virtualizados, mas também com recursos físicos e cloud pública. Hoje, quando organizações pensam em soluções de cloud computing parecem voltar às atenções para plataformas que lidam com a virtualização.
No entanto, essa é apenas uma solução parcial para empresas que têm, em média, 50% das aplicações virtualizadas. A capacidade de fornecer hardware virtualizado que inclui computação, rede e armazenamento, é crucial em uma solução turnkey. Esse sistema é fundamental para controlar a dispersão de recursos e maximizar a utilização.
2. Adaptadores para a infraestrutura existente
Integração de uma ferramenta de gerenciamento de cloud em infraestrutura existente é vital. CIOs e gerentes de data centers tentar tirar o máximo proveito da infraestrutura existente. Hoje, a maioria dos ambientes de TI é heterogênea com equipamentos de múltiplos sistemas, rede e fornecedores de armazenamento. Por isso, quando as empresas adotam uma solução de cloud privada, devem ser capazes de trabalhar nesse ambiente.
Se recursos adicionais precisam ser adotados, a TI não pode hesitar. Uma solução turnkey que não é capaz de fornecer grande variedade de dispositivos pode causar dor de cabeça para a TI.
Existem milhares de dispositivos de hardware de vários fornecedores de virtualização que contam com um adaptador para cada um dos recursos. Esse cenário é desafiador e empresas devem procurar ferramentas que têm adaptadores pré-construídos para a maioria dos hardware físicos e virtuais. Dell, IBM, HP, NetApp, EMC, Cisco, Juniper, VMware, Citrix, Microsoft e Red Hat são exemplos.
Criar uma nuvem privada em um hardware existente não só possibilita economia de tempo, mas também gera redução de Capex, já que será possível reutilizar recursos existentes e evitar a aquisição de novos equipamentos.
3. Modelos predefinidos para calcular computação usada, configurações de rede e de armazenamentoModelos predefinidos de uma solução em nuvem pode ser uma mão na roda. O maior investimento para a construção de uma nuvem privada está relacionado à concepção e à elaboração dos modelos para as topologias que serão utilizadas.
Quando uma solução de nuvem turnkey oferece uma biblioteca pré-construída de modelos usados, as empresas podem acelerar significativamente o tempo que leva para operacionalizar uma nuvem privada. Esses modelos predefinidos podem entregar de 50% a 90% do projeto de ambiente privado e tudo o que a companhia precisa fazer são personalizações de TI para alinhar o modelo ao seu ambiente.
O objetivo de uma solução turnkey é ser capaz, de forma rápida e confiável, converter um ambiente estático existente em um de autoatendimento. E para que esse ambiente seja bem-sucedido, a solução turnkey deve conter os três elementos discutidos. Esses recursos serão fundamentais para empresas que buscam implementar uma nuvem privada ou híbrida.
Fonte: Computer World
-
Sete mitos sobre o uso do LinkedIn para encontrar um novo emprego
22 de setembro de 2011

O LinkedIn tem atraído cada vez mais pessoas em todo o mundo, por conta da promessa de ser a maior rede de contatos profissionais na internet e, portanto, facilitar a recolocação no mercado de trabalho. E a consultora em carreiras Kathy Caprino, que já escreveu diversos livros sobre o assunto, considera que o site tem cumprido muito bem esse papel.
“Você tem a chance de se conectar com pessoas com interesses comuns que, de outra forma, nunca teria oportunidade de conhecer”, aponta Kathy. “Mas, depois de dois anos usando o LinkedIn várias horas por dia – e após aconselhar outras pessoas sobre como construir uma imagem profissional na rede -, eu tenho testemunhado algumas visões distorcidas”, cita a executiva, em um artigo divulgado na Forbes. Segundo ela, muitos indivíduos se enganam em relação às expectativas do que é realmente possível conseguir com essa rede social.
Com base nessa situação, a consultora elencou os sete mitos sobre o LinkedIn, em especial, para quem busca um novo emprego.
Mito 1: O LinkedIn garantirá um emprego
Kathy explica que as pessoas podem procurar vagas abertas no LinkedIn e se candidatar a elas pela rede social. Ou, ainda, os profissionais têm a chance de buscar ajuda de contatos virtuais para que eles os indiquem a uma determinada oportunidade de trabalho. “Mas essas etapas não vão garantir um emprego”, avisa.
A consultora destaca que para conquistar um potencial recrutador, os profissionais precisam de muito mais do que um simples perfil na rede social ou a indicação de alguém que esteja no LinkedIn. As pessoas precisam convencer os recrutadores de sua capacidade, o que depende de questões que vão além da internet, como capacitação, talento, experiência, entre outros.
Mito 2: O LinkedIn vai substituir os recrutadores
Existe um medo crescente de que o LinkedIn substitua os profissionais de recursos humanos na condução do processo para busca de profissionais. No entanto, a especialista explica que isso não faz sentido, já que a rede social representa apenas um facilitador de uma das etapas: encontrar os possíveis candidatos.
Nas demais fases do processo de recrutamento e seleção de profissionais, os recrutadores tradicionais não são substituíveis. Isso porque, eles precisam selecionar os currículos mais adequados, entrevistar os possíveis candidatos e fazer toda a comunicação de suas percepções para os contratantes. “Recrutar é um trabalho intenso, que requer competências específicas, conhecimentos e atenção”, complementa.
Mito 3: Não é necessário escrever um perfil extremamente completo no LinkedIn
As pessoas costumam pensar que escrever uma ou duas linhas sobre sua experiência profissional no LinkedIn já é suficiente. Contudo, Kathy avisa que isso representa um engano, já que os indivíduos perdem a chance de mostrar seus diferenciais e resultados. “Como recrutadora, quando eu vejo um perfil pobre, enxergo isso como uma falta de interesse da pessoa de se promover, demonstrar um comprometimento e empenho”, ressalta a consultora.
Mito 4: Quanto mais contatos, mais oportunidades vão surgir
“Como em tudo na vida, qualidade vale mais do que quantidade”, informa a especialista. Portanto, mais do que encher a rede de contatos com pessoas desconhecidas – só para demonstrar um grande networking -, os profissionais deveriam estar preocupados em se relacionar, por meio da rede social, com pessoas realmente relevantes na área em que trabalham ou que pretendem trabalhar.
Mito 5: O LinkedIn é a melhor rede social para todos os negócios e carreiras
Ao contrário do que muitos pensam, o LinkedIn não é a melhor ferramenta para todos os profissionais ou para qualquer pessoa em busca de emprego. O segredo para entender quando essa rede social é realmente adequada é analisar se ela representa o ambiente preferido de profissionais, parceiros e potenciais recrutadores em sua área de atuação. Em alguns casos, avisa a consultora, o Facebook ou o Twitter podem ser mais interessantes.
Mito 6: Quanto mais coisas eu postar na rede social, melhor De novo, Kathy ressalta que a qualidade não supera a quantidade. Assim, antes de publicar um comentário ou abrir uma discussão no LinkedIn, os profissionais devem analisar se aquilo vai, realmente, justificar o tempo e a energia que as pessoas vão gastar para lê-lo. “Tenha certeza de que as coisas que você compartilha atendem a, pelo menos, uma dessas funções: informar, entreter, animar, ajudar os outros ou trazer algum tipo de valor”, aconselha.
Mito 7: Pessoas com muitos contatos no LinkedIn são bem-sucedidas profissionalmente
“Ter centenas (ou milhares) de conexões não significa, necessariamente, sucesso”, pontua a consultora, que acrescenta: “Isso significa apenas que o usuário gastou muito tempo e energia para construir sua rede de contatos.” Ainda segundo ela, os recrutadores não costumam atrelar volume de conexões a questões positivas sobre o desempenho dos profissionais.
Fonte: Olhar Digital
-
Facebook: 5 coisas que você precisa saber antes de usar as listas
22 de setembro de 2011

Na última semana, notícias davam conta de que o Facebook estava testando um novo recurso de listas, similar aos círculos do Google+. A diferença é que a sua ferramenta organizaria os contatos automaticamente em grupos, como “trabalho”, “família” e “escola”.
Na terça-feira (13/9) a empresa de Zuckerberg encerrou o mistério. Anunciou que, de fato, a novidade fora desenvolvida e que ela chegaria aos internautas nos próximos dias.
O recurso aprimora as listas que já existem há anos na rede social. Elas precisavam ser alteradas, afinal, o modo como funcionavam era pouco intuitivo. Esse foi inclusive o motivo alegado por Blake Ross, diretor da área de produtos, para reformulá-las.
A seguir, listamos cinco coisas que você precisa saber antes de começar a usar a nova funcionalidade.
1:: Organização automática
As listas inteligentes organizam seus contatos automaticamente. Se você escolher utilizá-las, elas formarão quatro grupos: trabalho, escola, família e cidade. Os internautas serão colocados em cada um destes de acordo com as informações exibidas em seus perfis. Se você, por exemplo, informa que estuda em determinada faculdade, todos os seus amigos que também estudam nela serão inseridos na lista a ela dedicada.
Os grupos são atualizados automaticamente, de modo que o usuário não terá de adicionar todos os contatos manualmente – um grande avanço em relação ao modelo antigo.
2:: Amigos próximos e conhecidos
Há mais duas listas que serão incorporadas. Embora o Facebook destaque as inteligentes – ou seja, as que se organizam sem a interferência do usuário – os grupos adicionais serão úteis para dividir os contatos em dois lados: os que você conhece dos que você não conhece tão bem assim.
Ao incluir alguém na lista dos amigos próximos, você poderá escolher por visualizar apenas as suas atualizações, e mesmo optar por receber um aviso sempre que algo é postado, de forma que não perca nada.
Agora, ao inserir um contato na lista dos simplesmente “conhecidos”, as atualizações desta pessoa aparecerão em menor número. As mais importantes, como mudança no status de relacionamento ou de cidade, no entanto, serão exibidas.
3:: Restritos
Alguns usuários entram em pânico quando o chefe, por exemplo, pede para adicioná-los. No entanto, em vez de fingir que a solicitação não chegou, será possível inseri-los na lista “Restritos”.
Quem foi incluído nesse grupo, só poderá ver as atualizações que você colocar como públicas. É importante, portanto, verificar a quem a mensagem é direcionada antes de postá-la (pública, amigos, amigos de amigos). A vantagem é que você poderá conversar com seu chefe pelo chat ou marcá-lo em fotos sem que ele veja tudo o que é compartilhado em seu perfil.
4:: Listas antigas
Não se preocupe, as listas antigas continuarão existindo. Se você perdeu muito tempo organizando seus contatos em grupos distintos, saiba que essa seleção não será desconsiderada; será possível utilizá-las quando desejar.
5:: Informações exibidas
Caso você, por exemplo, compartilhe algo tendo selecionado sua lista de amigos próximos, eles não poderão ver o nome da lista nas quais estão inseridos, mas visualizarão quem mais recebeu a mensagem.
Segundo o Facebook, o recurso serve para dar aos contatos um “contexto” maior sobre o que estão vendo. A rede social explica que, ao verem quem mais está visualizando a atualização, os contatos se sentirão mais livres para comentá-la, já que pessoas de outro grupo não poderão ler o que foi dito.
Fonte: IDGNow
-
Dez verdades que a TI deve aprender a aceitar
14 de setembro de 2011
Em um mundo perfeito, a sua rede não sofreria nenhuma degradação de serviço ou ataque. Você ficaria em conformidade perfeita com todos os regulamentos do governo, e seus usuários seriam todos auto-sustentáveis. A nuvem tomaria conta de quase todas as suas necessidades de infraestrutura, e não haveria um único dispositivo de acesso a rede você não aprovasse primeiro e controlasse.
Você receberia, finalmente, o respeito e a admiração que você realmente merece.
Infelizmente, o fosso entre seus sonhos e a realidade ura e fria só fica maior a cada dia. Isso não significa que você deva desistir, mas que você precisa cair na real sobre o que você pode mudar e o que você deve aceitar.
Aqui estão 10 cenários que os times de TI devem aprender a conviver.
1:: A revolução do iPhone chegou para ficar
Mais e mais nos dias de hoje os locais de trabalho se assemelham a uma festa nerd do tipo BYOD (traga seu próprio dispositivo). O problema? Muitos departamentos de TI nunca receberam um convite ou se dispuseram ao RSVP.
Pesquisas realizada pela IDC para a Unisys, em maio de 2011, descobriu que 95 por cento dos profissionais da informação utilizam tecnologia pessoal no trabalho – ou seja, aproximadamente o dobro do que os executivos das mesmas empresas entrevistadas estimaram. E a IDC prevê que o uso de smartphones de propriedade dos empregados no local de trabalho vai dobrar até 2014.
Nathan Clevenger, arquiteto chefe de software de dispositivos móveis da empresa de gestão ITR e autor ddo livro “iPad na empresa” (Wiley, 2011), diz que o iPhone e iPad são os catalisadores para o consumo de TI. Departamentos de tecnologia podem permitir que eles sejam usados de forma segura ou assumir as conseqüências do risco.
“É melhor que a TI suporte os dispositivos e as tecnologias demandas pelos usuários, porque de qualquer modo eles usarão a tecnologia pessoal para fins comerciais”, diz Clevenger. “Essa é uma situação muito mais perigosa do ponto de vista de segurança do que apoiar a dispositivos de consumo, em primeiro lugar.”
É preciso encontrar um meio termo entre tentar (sem sucesso) manter a tecnologia de consumo fora do local de trabalho, e permitir o acesso irrestrito à rede a partir de qualquer dispositivo, diz Raffi Tchakmakjian, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Trellia.
“O BYOD é um cenário com o qual os departamentos de TI estão aprendendo a conviver, mas lutam para gerenciá-los com segurança”, diz ele. “Torna-se muito difícil garantir a conformidade com padrões corporativos e ainda atender às necessidades de negócios. Eles precisam de uma solução de gestão que garanta a segurança dos dados corporativos e permita gerir os custos com um impacto mínimo nas operações de TI e infra-estrutura.”
2:: Você perdeu o controle sobre como sua empresa usa a tecnologia
Não são apenas os dispositivos pessoais de consumo que estão invadindo o local de trabalho. Hoje, um usuário da empresa sem absolutamente nenhum talento para a tecnologia pode contratar serviços de terceiros, na nuvem, com apenas um telefonema e um cartão de crédito ou, em muitos casos, um formulário Web e um clique. A TI perdeu o controle sobre ele.
Isso não é necessariamente uma coisa ruim. O universo crescente de nuvem e aplicativos móveis pode dar aos usuários de negócio acesso rápido aos recursos de tecnologia que precisam, sem criar uma carga adicional sobre a equipe ou os orçamentos de TI.
“Durante anos, a TI tem controlado a cada aplicação, e o processo em torno da tecnologia”, diz Jeff Stepp, diretor da Consultoria Copperport. Agora, seu trabalho não é mais o de fornecer todas as soluções, mas permitir que os usuários de negócios tomem as decisões corretas, diz Scott Goldman, CEO da TextPower, fabricante de plataformas de mensagens de texto para o negócio.
“Em vez de lutar para recuperar o controle, os departamentos de tecnologia devem se esforçar por algo mais valioso: ter influência”, diz ele. “Quando os departamentos de TI passam a tratar seus usuários como clientes em vez de queixosos, ficam mais próximos dos resultados que desejam. Os dias do todo-poderoso departamento de TI se foi. Quanto mais cedo eles percebem isso, mais rápido eles vão realmente recuperar algum nível de controle.”
3:: Você sempre enfrentará algum tempo de inatividade
Eventualmente, até mesmo os data centers com melhor manutenção vão cair. E, nessa hora, se você tiver redundância, perfeito. Você é um dos poucos sortudos a trabalhar em um ambiente ideal.
Em setembro de 2010 , uma pesquisa com mais de 450 gerentes de data center, patrocinada pela Emerson Network Power e realizada pelo Instituto Ponemon, revelou que 95 por cento deles já sofreram pelo menos um desligamento não planejado durante os últimos 24 meses. A duração média do tempo de inatividade: 107 minutos.
Em um mundo perfeito, todos os centros de dados seriam construídos em torno de arquitetura altamente redundante, onde nunca a carga máxima seja superior a 50 por cento, diz Peter Panfil, um vice-presidente de Liebert AC Power, uma divisão da Emerson Network Power. Eles seriam capazes de lidar com cargas de pico, mesmo quando os sistemas críticos falhassem e outros estivessem em manutenção, com a possibilidade de recuperação separada pronta para entrar em operação em caso de um desastre de toda a região.
No mundo real, no entanto, 100 por cento o tempo de atividade só é possível se você estiver disposto a pagar por ele, e a maioria das empresas não é, diz Panfil.
Organizações onde o tempo de atividade é essencial para a sobrevivência estão segmentando seus data centers, acrescenta ele, reservando-se a alta disponibilidade para seus sistemas mais críticos e aceitando menos em outro lugar. Se seu e-mail cai por meia hora, é chato, mas não é fatal. Se o seu sistema de transações em tempo real cai, sua empresa pode perder milhares de dólares por minuto.
“É sempre melhor ter a capacidade e não precisar usá-la e a não ter”, diz ele. “Mas as pessoas que estão assinando os cheques nem sempre fazem essa escolha.”
4:: Seus sistemas nunca serão totalmente compatíveis
Como o tempo de atividade, a adesão 100 por cento é um objetivo nobre, mais teórica do que prática. O seu nível de cumprimento irá variar dependendo de que indústria você está, diz Mike Meikle, CEO do Grupo Hawkthorne. Organizações em áreas fortemente regulamentadas, como as de saúde ou finanças, provavelmente não estarão em plena conformidade porque as regras mudam com muita frequência, assim como as diferentes maneiras que podem ser interpretadas.
“É seguro dizer que, assim como nenhuma rede pode ser 100 por cento segura, nenhuma organização pode ter certeza que é de 100 por cento compliance”, diz ele. “Se um fornecedor está tentando vender um produto que garante o cumprimento perfeito, está mentindo.”
Outro risco é cair na armadilha de conformidade, em que as organizações gastam demasiados recursos tentando ficar em sincronia com os regulamentos, ignorando outras partes mais vitais de suas operações, diz Meikle.
“As organizações que lutam pelo cumprimento de regulamentos, muitas vezes caem em outras áreas”, diz ele. “Estar em conformidade com os regulamentos não significa necessariamente que você está fazendo o que você precisa fazer para o seu negócio. Compliance é realmente apenas um componente de gestão de risco, que é um componente de governança corporativa. É uma questão de negócios abrangente que precisa ser tratada como tal.”
5:: A nuvem não vai resolver tudo (e pode até romper algumas coisas)
Nuvens estão no horizonte das equipes de TI. De acordo com pesquisas do Gartner, mais de 40 por cento dos CIOs esperam executar a maioria das suas operações de TI na nuvem, até 2015.
Mas, mesmo a nuvem não é a solução definitiva. Confiabilidade, segurança e perda de dados continuarão a causar dores de cabeça para os departamentos de TI – eles simplesmente têm menos controle sobre o material que está na nuvem.
“A perda de dados é inevitável em qualquer organização e ainda pode acontecer na nuvem”, diz Abhik Mitra, gerente de produto do Kroll Ontrack, empresa de consultoria especializada em gestão de informações e recuperação de dados. “As empresas devem se preparar para o pior, planejando com o seu fornecedor o tempo de inatividade e de recuperação de dados, de migração e de perda catastrófica. Segurança dos dados será sempre uma preocupação, apesar dos avanços das soluções de cloud.”
A nuvem também introduz um novo problema: como as organizações podem medir com precisão os gastos com TI, especialmente porque os usuários de negócios contratam seus serviços em nuvem sem supervisão de TI. O chamado “shadow IT” pode causar dores de cabeça para empresas e departamentos de tecnologia forçando-os a valorizarem mais os serviços que prestam, diz Chris Pick, diretor de marketing da Apptio, fornecedora de soluções de tecnologia de gestão de negócios.
“Pela primeira vez, os usuários de negócios têm uma escolha entre as ofertas do departamento de TI e as que os usuários podem contratar por conta própria”, diz ele.
6:: Você nunca terá o suficiente
Os departamentos de TI muitas vezes querem o mais justo quando se trata de terceirização, mas não é provável obtê-lo, diz Meikle.
A indústria de terceirização de tecnologia é muito mais madura do que, digamos, a de terceirização de serviços de RH. A solução para os problemas de mão de obra de TI, diz Meikle, é aproveitar os terceirizados e integrar com eles, tanto quanto possível.
“Os profissionais de TI precisam entender que eles trabalham para eles mesmos primeiro, e depois para a organização”, diz ele. “Eles precisam continuar desenvolvendo sua rede de contactos e de marketing, e desenvolver uma marca pessoal, mesmo quando eles são empregados. Goste ou não, os profissionais de TI podem ter que desembolsar algum dinheiro, pessoalmente, para pagar a sua educação, lembrando que isso pode render dividendos quando a situação fica ruim.”
7:: A sua rede já foi comprometida
Todo mundo quer que as suas redes para sejam fáceis de gerenciar e de difícil violação. De acordo com a pesquisa mais recente do Computer Security Institute, 4 em cada 10 organizações experientes já sofreram com infecção por malware, ataques de bot nets, ou foram alvo de alguma tentativa de invação em 2010. Outros 10% sequer sabiam se as suas redes tinham sido violadas.
Uma abordagem mais inteligente é começar com a suposição de sua rede já foi comprometido e projetar a segurança em torno disso, diz Wade Williamson, analista sênior da ameaça a segurança da rede da empresa Palo Alto Networks.
8:: Os segredos mais profundos da sua empresa estão a apenas um tweet de distância
Seus funcionários estão usando redes sociais no trabalho, seja isso permitido ou não. O problema? De acordo com pesquisas da Panda Software, um terço das pequenas e médias empresas sucumbiram às infecções de malware distribuídas através de redes sociais, enquanto que quase um aem cada quatro organizações enfrentaram vazamentos de dados confidenciais.
“O comportamento de pessoas usando a mídia social é como o seu comportamento através de e-mail há 10 anos”, diz Rene Bonvanie, vice-presidente de marketing mundial da Palo Alto Networks. “Com o e-mail, nós aprendemos a nunca clicar em nada. Mas por dentro da mídia social, as pessoas clicam em cada URL porque confiam no remetente. É por isso que botnets controladas há cinco anos estão voltando à ativa agora, via redes sociais. É um grande risco.”
Mesmo as organizações que usam soluções de segurança para mídias sociais ou ferramentas de prevenção de perda de dados não podem impedir que os fãs do Facebook ou do Twitter vazem segredos da empresa ou outros fatos embaraçosos para o mundo, diz Sarah Carter, vice-presidente de marketing da Actiance, fabricante ferramentas de segurança Web 2.0.
“O mais importante é a educação”, diz Carter. “Educar, reeducar e educar novamente. Coloque a tecnologia de treinamento de soluções no lugar, onde você pode lembrar os usuários sobre os riscos e também sobre a política da empresa para uso de sites não são relevantes para os negócios.”
9:: Seus usuários nunca deixarão de precisar de suporte
É o sonho de qualquer departamento de TI. Se eles pudessem tirar os usuários carentes das suas costas, poderiam ter mai tempo para se dedicar a outras tarefas mais nobres. Mas apesar dos investimentos em bases de conhecimento on-line e soluções de suporte automatizado, a noção de que as organizações podem abandonar o suporte presencial é ainda a coisa de ficção científica, diz Nathan McNeill, diretor de estratégia da Bomgar, fabricante de aparelhos de suporte remoto.
“A TI pode tratar de vários problemas comuns nos ambientes de auto-suporte – como redefinições de senhas, etc – mas sempre será mais fácil o contato pessoal para lidar com as questões pontuais e mais complexas”, diz ele. “Mesmo que a tecnologia milagrosamente funcione 100 por cento do tempo, os usuários não serão capazes de descobrir o que precisam nelas 100 por cento do tempo.”
Em vez do suporte self-service, as organizações fariam melhor se investissem em soluções de assistência remota, diz Chris Stephenson, co-fundador da empresa de consultoria de gestão Arryve.
10:: Você nunca vai ter o respeito que você merece
Não importa o quanto sua equipe trabalhe e como é vital para a existência de uma empresa. Os profissionais de TI não devem esperar obter respeito fora de suas próprias fileiras.
“O que o pessoal de TI quer é ser apreciado, valorizado e entendido”, diz Steve Lowe, fundador e CEO da Innovator, desenvolvedora de software personalizado. “E isso acontece tão raramente.”
A melhor maneira de conseguir algum respeito? Conquistá-la todos os dias, diz Lowe.
“A principal coisa que os líderes de TI podem fazer para combater esses equívocos é o foco na prestação de serviços de extraordinário valor para a empresa”, diz Lowe. “Encontre um lugar onde um pouco de tecnologia terá um retorno enorme. Se você puder demonstrar que a TI faz a diferença, que torna as tarefas mais fáceis para os executivos, estará a um passo de dar à equipes de TI o respeito que merece .”
Fonte: CIO
-
O que você precisa saber sobre PaaS
13 de setembro de 2011
Discussões sobre computação em nuvem, invariavelmente, começam com a taxonomia “IPS”: Infraestrutura como serviço (IaaS), Plataforma como um serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS). Esta taxonomia tem a virtude de ser compreensível e deparar perfeitamente os requisitos de avaliação:
Quer uma aplicação? Olhe para um provedor de SaaS para aplicações dedicadas (HR, finanças, impressão, etc)
Quer escrever sua própria aplicação? Olhe para um provedor de IaaS que lhe permite criar seu próprio aplicativo personalizado.
Quer entender o conceito de dar aos usuários o poder de gerenciar a entrega de serviços ligados aos aplicativos. Olhe para algo como o Google App Engine para ter uma ideia do que pode ser o PaaS.
Esta última categoria nunca foi uma preocupação premente, por não ter concorrentes muito fortes. No entanto, isso está mudando.
Provedores de nuvem de todos os matizes estão convergindo para o que será o campo de batalha desenvolvimento de amanhã – PaaS. Eles identificaram claramente um mercado crucial, no qual os vencedores poderão desfrutar recompensas enormes. O mesmo mercado que vai apresentar desafios significativos para os usuários.
A evidência dessa convergência está ao nosso redor. A Amazon, de longe, o prestador de IaaS de maior sucesso, tem carregado seus serviços de funcionalidades adicionais que, embora não anunciadas como “plataforma”, têm o efeito inegável de fornecer um conjunto de serviços que ajudam a construir aplicativos mais rapidamente e gerenciar recursos mais fácil. Falo de RDS para o gerenciamento e dimensionamento de bancos de dados; conexão direta para garantir acesso a aplicações externas; nuvem privada virtual para segregar aplicações dentro dos data centers, e do CloudFormation para gerenciamento de aplicativos.
Semana passada, no evento Dreamforce, a Salesforce apresentou a sua oferta de PaaS baseada na recente aquisição da Heroku.E pequenos fornecedores seguem a mesma tendência.
O efeito disso é que a taxonomia IPS está com os dias contados, e o mundo da computação em nuvem ficando muito mais complicado, com cada provedor procurando oferecer uma solução que cubra todas as necessidades de computação dos clientes. Seu provedor de SaaS quer ajudar você a escrever seus próprios aplicativos. Seu provedor de IaaS quer cercar sua infraestrutura com uma funcionalidades úteis capazes de tornar os desenvolvedores mais produtivos. Neste mundo da computação em nuvem onde a combinação de serviços impera é muito mais difícil de discernir facilmente apenas o que um provedor oferece, e essa ambiguidade apresenta novos desafios para as empresas. Principalmente no que diz respeito a PaaS, já que o poder inquestionável dessas plataformas impõem questões para as empresas que elas só perceberão, muitas vezes, depois de terem implementado uma série de aplicações.
Aqui estão algumas dessas questões nas quais os líderes de TI deverão pensar ao começarem a avaliar as suas opções de PaaS:
1. Lock-in – Cada provedor implementa seu próprio conjunto de APIs e muitas vezes seu próprio banco de dados e ambiente de programação. O resultado é que o usuário acaba ficando aprisionado na nuvem deste provedor, uma vez que o trabalho de mover suas aplicações para outras nuvens não será muito simples e nem será barato.A produtividade que você ganha, aproveitando as ofertas do provedor de PaaS, pode ir pelo ralo frente à dependência que você sofre por conta das especificidades da oferta. Mas, estou menos disposto do que muitos a ver o lock-in como uma questão puramente negativa. Acho que até pode fornecer benefícios significativos. Mas é importante estar de olhos abertos para isso.
2. Complexidade - Cada provedor PaaS coloca seu conjunto de funcionalidades de forma diferente, com o seu framework construído de acordo com sua visão de como os aplicativos devem ser projetados. Determinar a melhor forma de escrever e executar o aplicativo em um ambiente PaaS não é trivial. Com certeza, bem distante da prática tradicional no ambientes locais.
3. Diferenciação do provedor dos serviços de cloud - Como observado acima, uma série de frameworks PaaS fornece uma camada de abstração que esconde do desenvolvedor de aplicativos os detalhes do provedor de nuvem. Quanto maior o nível de abstração da nuvem, maior seu potencial de lock-in.
4. Novas habilidades - Seus desenvolvedores terão que aprender um novo framework e como desenvolver aplicativos para ele. Muitos dos primrieos usuários a adotarem cloud computing foram abençoados com o pessoal de desenvolvimento altamente qualificado capaz de absorver rapidamente novas habilidades. mas isso não é comum. Aqui temos, sem dúvida, um desafio de recursos humanos.
5. Mapeamento de práticas existentes - A maioria das organizações já tinha frameworks, metodologias e práticas operacionais. Eles terão que ser reavaliadas à luz de um novo framework e modificada em conformidade. Este problema já existe na adoçào de IaaS. Vai apenas ser exacerbado.
Esta lista pode parecer um rol de lamúrias cheio de razões para levá-lo a recusar-se a abraçar a computação em nuvem. Na verdade, nada poderia estar mais longe da verdade. A realidade é que questões significativas apresentam-se com cada nova plataforma, seja ela um servidor, um computador pessoal, um computador em nuvem ou um computador móvel. É crucial reconhecer que os desafios veem sempre acompanhados de benefícios associados a cada nova plataforma. E que é preciso estar preparado para enfrentá-los. Também é importante ter em mente as tensões – e soluções – que ocorreram no passado. Para citar o escritor George Santayana: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.”
Fonte: CIO
-
Três passos para tornar sua próxima apresentação imbatível
12 de setembro de 2011

Sempre
Exponha já na primeira linha o seu objetivo, dizendo em poucas palavras o que você está propondo, por que você está propondo isso, e o que deseja dos executivos. Financiamento? Apoio para uma mudança organizacional? Aprovação do produto? O tempo dos executivos é escasso. Eles querem que você vá direto ao ponto.
Obedeça a regra 10/30. Se você está agendada para 30 minutos, prepare sua apresentação para 10 minutos apenas. Espere gastar 20 minutos com perguntas e comentários. Em outras palavras, esteja preparado para uma discussão, não uma palestra slide-driven. Isso significa limitar a quantidade de slides a dois ou três apenas. Mas tenha slides com detalhamento dos seus planos à mão no caso de haver necessidade de aprofundamento de dados.
Às vezes
Você precisa colocar sua cabeça no lugar certo antes de iniciar a reunião. Focar. Você não está indo para a reunião à procura de um tapinha nas costas. Não se sinta obrigado a impressionar. Altos executivos não querem ouvir falar de todo o trabalho duro que você e sua equipe fizeram para chegar aos dados que você vai apresentar. Eles querem que você traduza o significado dos dados em relação à sua proposta e o processo de tomada de decisão deles e, o mais importante, em relação ao sucesso da empresa.
Nunca
Ficar na defensiva ou argumentativo demais não é um bom negocio. Ser apaixonado por um projeto ou ideia é bom, mas seu comportamento deve ser sempre calmo e aberto a contribuições.
Além disso, nunca deixe a espiral da reunião fugir controle. Se a discussão se afastar demais do tema, ou pior, levar os executivos a discutirem uns com os outros, na paralela, procure calmamente trazer a discussão de volta aos trilhos. E nunca se esqueça de verificar e reavaliar seus números antes de sua apresentação. CEOs muitas vezes podem ser muito bons com números. Se eles estiverem errados, você estará morto.
Fonte: CIO
-
Sua empresa está preparada para reagir a uma catástrofe?
9 de setembro de 2011
Em julho de 2005, uma série de atentados suicidas no sistema de trânsito de Londres matou 56 pessoas e levou caos à cidade. Na sede, nos Estados Unidos, o CEO de uma empresa financeira multinacional com escritórios em Londres fez uma pergunta que parecia simples e essencial: “Todo o nosso pessoal está bem?”
O mais difícil foi obter uma resposta. Em primeiro lugar, porque não havia uma listagem centralizada de todos os funcionários da empresa, atualizada de acordo com as contínuas mudanças no quadro de pessoal. Tampouco existia uma listagem centralizada com informações de localização e contato de cada funcionário. E, mesmo que houvesse, não incluiria os prestadores de serviços, que, no entanto, encaixavam-se na definição de “nosso pessoal” do CEO.
No fim das contas, foi difícil fazer contato até com os funcionários que a companhia sabia que estavam em Londres, mesmo tendo seus endereços e números de telefone.“O transporte foi paralisado e os serviços de telefone celular e SMS foram interrompidos”, recorda Andrew Marshall, diretor da Consultifi, que ajuda as empresas a entender os riscos aos negócios. Em suma: os departamentos de RH e TI da empresa foram incapazes de dar uma resposta rápida ao CEO.
Qualquer líder de TI pode tirar muitas lições dessa história. Para começar, não existem lugares seguros. Todos estão sujeitos a transtornos. Também é importante ter um plano que explicite as responsabilidades de cada indivíduo e que inclua todas as informações de que o líder de TI necessitará. E, por fim, é preciso ter um sistema de comunicação redundante, uma vez que os métodos “normais” de comunicação provavelmente irão falhar – em especial, o serviço móvel, que rapidamente fica sobrecarregado com o aumento de demanda local durante uma crise.
Hoje, é praticamente impossível deixar de ter pelo menos algumas preocupações em relação a sistemas, a dados e a empregados, principalmente fora da sede da empresa. Durante pesquisa realizada em 2010 junto às cem maiores empresas globais de tecnologia, 55% dos executivos se mostraram preocupados com catástrofes naturais, guerras, conflitos e ataques terroristas. Quando os mesmos executivos foram ouvidos novamente, em 2011, o percentual subiu para 81%.
Neste mundo cada vez mais globalizado e interligado, é fácil perceber o motivo da inquietação. Na realidade, uma operação substancialmente global está propensa a ser afetada por perturbações em algum lugar e com muita regularidade. Quedas de energia, catástrofes climáticas, agitações políticas ou mesmo algo tão banal como a âncora de um navio partindo um cabo de fibra óptica ou um raio caindo em uma subestação de energia podem interromper as operações de TI de maneiras inesperadas.
“Há eventos ocorrendo quase que constantemente, a qualquer hora, em diferentes partes do mundo, seja um bombardeio em Jacarta, uma inundação no Brasil ou um terremoto no Japão”, diz Michael Shea, vice- presidente-executivo de TI da International SOS, empresa que fornece serviços médicos e de segurança para viajantes.
E mesmo que uma organização tenha poucas operações em regiões instáveis no exterior, é aconselhável avaliar quais eventos podem paralisá-la, afetar seus dados ou ameaçar funcionários. Uma política externa bem- arquitetada deve fazer parte do arsenal de todo CIO. Mas como se preparar efetivamente para qualquer catástrofe que o mundo imponha?
Aqui vão algumas ideias que podem ser úteis.
Não tente planejar tudo em todos os lugares
In omnia paratus. “Pronto para tudo!” À primeira vista, parece uma boa abordagem para proteger as operações de TI de todos os perigos no exterior. E, de fato, alguns líderes de TI adotam a postura de que, se não é possível prever o que pode acontecer a seguir sem nenhuma localização geográfica, a melhor estratégia é estar preparado para enfrentar absolutamente qualquer ameaça em qualquer lugar que ela possa surgir. Certo?
Errado. Essa visão tem um problema: a impossibilidade de concretizá-la, acredita Dan Blum, analista do instituto de pesquisas Gartner. Tentar se preparar para tudo em toda parte conduz a dois caminhos, nenhum deles ideal. “Uma alternative é dizer que qualquer atitude está adequada, já que não dá para entender de tudo. Outra é ser paranóico e perseguir fantasmas exaustivamente, embora nenhuma organização tenha fôlego para fazer isso durante muito tempo. Os CIOs ou chief information security officers que tentarem atingir e manter um nível muito alto de preparo em toda parte verão sua credibilidade e sua influência diminuírem com o passar do tempo.”
Pergunte: “E se…?”
Depois de avaliar os tipos de problemas mais prováveis nas diversas operações da empresa, é hora de se reunir com os principais funcionários e conversar detalhadamente sobre cada um dos diferentes cenários. É uma grande oportunidade de saber o que a alta gerência vai esperar da TI em uma crise. “Verá que em 90% das vezes, alguém dirá: ‘Achei que vocês estariam preparados para isso!’”, alerta Marshall.
As pessoas tendem a presumir que os sistemas que estavam em execução continuarão funcionando depois de um desastre, observa Marshall. “Quem já trabalhou em uma empresa com armazenamento de dados centralizado sabe que há todos os tipos de equívocos em relação ao que será ou não possível acessar, e que as suposições que são feitas em TI não são as mesmas de outros departamentos”, justifica. De acordo com Marshall, as principais questões a serem cobertas em cada cenário são: a internet estará disponível? E o serviço telefônico? Se for necessário restaurar os dados a partir de um backup, quanto tempo levará? As pessoas pensam que, se existe backup, então os dados estarão disponíveis instantaneamente.
Outra boa razão para fazer esse exercício é descobrir quais sistemas são mais essenciais para manter a empresa em atividade – e talvez eles nem sejam os mais complexos ou desafiadores do ponto de vista de TI. Em geral, tudo que diz respeito a fluxo de receita é altamente crítico, afirma Terry Assink, vice-presidente de grupo da Brand Velocity, que presta consultoria em implementações de projetos de negócios, e ex-CIO da Kimberly- Clark. É preciso continuar ganhando dinheiro e pagando os funcionários.
Shea acrescenta que o departamento financeiro pode ser muito necessário em uma situação de crise. Se você estiver no Egito durante um distúrbio social e precisar fretar aviões para retirar pessoas de lá em segurança, por exemplo, necessitará de funcionários da área financeira e de recursos financeiros. Com operações em 70 países, grande parte em mercados emergentes e outras áreas política ou economicamente instáveis, atravessar momentos de crise é a algo natural para a International SOS. A cada três ou quatro semanas um dos planos de continuidade de negócios é ativado.
Outro benefício da pergunta “E se?” é ajudar a tomar (ou influenciar) decisões melhores sobre onde colocar dados ou operações de TI críticas.
Adote uma abordagem militar
Já reparou que soldados, policiais e equipes de emergência, muitas vezes, parecem calmos no meio de uma crise? Eles têm um conjunto específico de regras e procedimentos a ser seguido, que os permite manter o foco e os impede de entrar em pânico enquanto tentam descobrir o que fazer em seguida. Crie um conjunto igualmente bem delineado de planos e procedimentos que seu próprio pessoal deverá seguir em uma situação de crise.
A International SOS adota essa abordagem. Sua equipe de TI tornou-se adepta da elaboração de planos extremamente detalhados. A maioria não só descreve tarefas e responsabilidades muito específicas que cada funcionário deve assumir em uma crise, como também traz um diagrama do local exato onde sentará na sala de gerenciamento de crises. A informação é reforçada com ensaios. Nas instalações da empresa, existem diagramas e cartazes lembrando os funcionários aonde devem ir em caso de emergência ou o que eles devem informar aos supervisores se um dos telefones internos especiais tocar.
O mesmo vale para quem está distante do local da crise. Uma tarefa importante, mas muitas vezes esquecida, é informar ao restante da companhia e talvez até seus clientes. Eles devem saber que você tem o controle da crise e entender como ela poderá afetá-los.
Ao planejar para uma crise, os executivos da International SOS promovem reuniões frequentes com funcionários em diversos locais para definir quem vai executar as tarefas. “Analisamos os departamentos individualmente e elaboramos planos de ação”, conta Jonathan Bar, gerente-geral de Infraestrutura Global. “São uma espécie de fluxograma a ser seguido por cada departamento. Descrevem etapas específicas, com informações e números de telefone de pessoas a serem contatadas. Orientam todas as etapas.”
Lembre-se de que, muitas vezes, em caso de emergência, poderá ser necessário recorrer à ajuda de todos os funcionários, e não apenas do pessoal de TI ou suporte. Por isso, é importante que todos participem de algumas reuniões de planejamento de crise, salienta Bar. O gerenciamento de crise não é uma função exclusiva da gerência sênior ou mid-level. Todos têm de conhecer e entender o plano de continuidade.
Fonte: CIO
-
Oito principais razões pelas quais as pessoas falham no trabalho
6 de setembro de 2011
A falha é inevitável, na vida pessoal ou profissional. De forma geral, ela ocorre porque a pessoa não está preparada para lidar de forma adequada com uma situação. Mas para Geoffrey James, jornalista especializado na área de negócios e autor de livros sobre esse tema, algumas situações tendem a se repetir quando os indivíduos erram no trabalho.
Em artigo escrito no site BNet, James elenca as oito principais razões pelas quais os profissionais falham. E, segundo ele, de forma geral, os problemas ocorrem por mais de um desses fatores.
Fator 1: Sua auto-estima depende do que os outros pensam
As pessoas que se motivam apenas a partir do que chefes, colegas de trabalho e clientes pensam a seu respeito, tendem a ficar extremamente magoadas com qualquer crítica. Como resultado, vivem uma montanha-russa no trabalho, cheia de altos e baixos
Fator 2: Medo de falhar
Algumas pessoas acham que falhar é algo tão desagradável que tentam, a todo custo, evitar o erro. Como resultado, evitam qualquer situação que possa resultar em falha. No entanto, como os projetos mais importantes dependem que os profissionais assumam risco, evitar o erro pode ser encarado como uma falha para quem quer fazer algo que seja, realmente, significativo
Fator 3: Crença na sorte, destino ou intervenção divina
Parte dos profissionais acredita que seu status e seu potencial humano são determinados por eventos externos e incontroláveis. Tais crenças, no entanto, deixam esses profissionais constantemente focados no que não podem mudar (por exemplo, o destino), em vez de ficarem preocupados em melhorar algo concreto, como seus conhecimentos
Fator 4: Falta de atitudes adequadas
Atualmente, o sucesso nos negócios exige três características básicas dos profissionais: empatia – entender o que motiva as pessoas; confiança, para convencer e inspirar; e resiliência, para que obstáculos temporários não o desmotive a seguir em frente.
Fator 5: Vontade de fazer outra coisa
Muitas pessoas trabalham em algo que está longe do que elas consideram ideal e, na maior parte das vezes, se mantêm nessa condição por conta da necessidade de ganhar dinheiro. Quem se encaixa nessa situação está, de forma indireta, sabotando o próprio sucesso ao gastar tempo com algo que não dá prazer
Fator 6: Dificuldade de aprender com os próprios erros
Quando lidam com o erro, as pessoas tendem a se apegar a ele tão seriamente que não conseguem lidar com a situação ou, ainda, tentam esquecê-lo, fingindo que nada aconteceu. No entanto, só quando os profissionais entendem como, por que e aonde falharam conseguem descobrir formas de evitar que os mesmos problemas se repitam no futuro
Fator 7: Resistência ao novo
O ser humano, por natureza, tende a ser resistente a mudanças, em especial, quando isso significa ter de aprender algo novo. A situação só fica pior se as pessoas já atingiram um patamar na carreira no qual são consideradas especialistas em suas áreas. No entanto, isso representa uma falha, já que muitas vezes o trabalho exige que os profissionais estejam abertos e comprometidos a aprender algo novo
Fator 8: Você pode, mas não quer fazer o que é necessário
Algumas falhas no dia-a-dia das empresas ocorrem porque as pessoas sabem o que tem de ser feito, mas não apresentam a disposição necessária para fazer um esforço voltado a garantir que as coisas aconteçam
Fonte: Olhar Digital
-
5 sinais de que seus concorrentes roubarão seus melhores funcionários
5 de setembro de 2011
Dizer que a contratação de TI está em ascensão é subestimar processos de seleção que estão acontecendo na indústria de tecnologia. As empresas não estão procurando apenas contratar um ou dois desenvolvedores, gerentes de projeto ou analistas para suas equipes; alguns empregadores precisam contratar centenas de trabalhadores de TI.
Além de rede social voltada para o mercado de trabalho, a LinkedIn é também uma empregadora de profissionais em TI. Recentemente, anunciou planos para contratar mil funcionários este ano. Entre os potos de trabalho a serem preenchidos, 40% estão nos departamentos de engenharia e Pesquisa & Desenvolvimento. A empresa precisa, literalmente, de dezenas de analistas de dados, especialistas em mineração de dados e desenvolvedores de software com habilidades diversas.
A mesmo tempo, o site de oferta de empregos Dice.com constata que os fabricantes de chips analógicos no Vale do Silício estão à procura de engenheiros de hardware, e a Microsoft busca desenvolvedores WebOS para trabalhar em Windows Mobile.
Onde a LinkedIn, a AMD, a Atmel, a Microsoft e outros grandes empregadores estão tentando encontrar todos os trabalhadores de TI? Acertou quem disse que eles estão tentando recrutar os melhores e mais brilhantes funcionários de seus concorrentes. De fato, uma pesquisa de recrutamento de pessoal realizado pela Jobvite mostra que 61% das empresas que planejam contratar nos próximos 12 meses pretende recrutar profissionais alocados em seus concorrentes.
Michael Greco, parceiro do escritório de advocacia Fisher & Phillips LLP, identificou em seu blog sete sinais que indicam uma empresa está correndo o risco de perder seus funcionários para os concorrentes. Aqui estão os cinco primeiros.
1. Moral baixo
Greco observa que os gerentes de RH e os recrutadores estão ativos nas mídias sociais atrás de sinais de descontentamento entre as atualizações de status de funcionários de concorrentes dos seus clientes. É comum o descontentamente se manifestar através de manifestações de interesse por novas oportunidades de carreira. Os recrutadores, então, procuram engajar esses profissionais em discussões sobre novos postos de trabalho.
2. Crise na sua indústria
“Os funcionários que estão enfrentando maior regulamentação, um ataque de fusões ou incerteza sobre a rentabilidades são mais propensos a querer encontrar um ambiente mais estável”, escreve Greco. “Se sua indústria está em transição, não deixe seus funcionários tentarem adivinhar o que está acontecendo. Seja aberto e honesto. Funcionários que se sentem participantes são mais leais às suas empresas e são menos propensos a fugir quando a turbulência surge.”
3. Saída de gerentes e executivos top
Segundo Greco, a rotatividade no nível executivo pode causar um efeito dominó dentro das empresas, levando a deserções em cascata. Se os funcionários vêem os gestores de topo de sair, eles também podem quer fazer o mesmo.
4. Concorrentes se estabelecendo na vizinhança
Se um concorrente abre um escritório perto de uma das instalações da sua empresa, diz Greco, você pode apostar que eles vão convidar seus talentos para uma visita.
5. Deixar de compartilhar o sucesso com os empregados
Como a recuperação da economia (embora fraca) e e os lucros de volta, os empregados que sofreram cortes salariais ou salários congelados durante a recessão começam a perceber que os empregadores não estão partilhando a sua riqueza com os colaboradores.
São, todos, motivos para ver a força de trabalho sair pela porta da frente para sempre.
Fonte: IDGNow