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Arquivo de outubro de 2011



  • Sete competências-chave mais procuradas na área de TI


    31 de outubro de 2011

    O CIO da U.S. Gas & Electric, Greg Taffet, está buscando talentos. Ele empregou quatro nos últimos seis meses e está pensando em somar mais 11 à sua equipe de 20 pessoas. Sua lista de vagas em aberto inclui um programador de EDI, um programador de gestão de risco, um programador de CRM, um analista de negócios e um assistente do gerente de TI.

    No entanto, Taffet duvida que qualquer graduado preencha facilmente qualquer uma dessas posições. Os programas de graduação e pós-graduação não têm sido capazes de acompanhar as necessidades das empresas de TI, diz.

    “É algo horrível de se dizer, mas o pouco tempo na faculdade não é o suficiente para aprender todas as habilidades que as pessoas precisam para ser bem-sucedidas. Esperamos cade vez mais, e as universidades estão fornecendo mais. Porém estamos pedindo ainda mais”, diz Taffet.

    Afinal, qual é o “mais” que Taffet e outros líderes de TI querem? Eles continuam a valorizar o “soft skills”, particularmente as habilidades de comunicação, atendimento ao cliente e uma compreensão de como se comportar profissionalmente.

    Agora eles também estão encontrando várias lacunas na formação para negócios específicos e em habilidades técnicas. Os gerentes de TI entrevistados disseram quais as competências que desejam. Leia e tome nota.

    1. Conhecimento das funções empresariais básicas

    Novos graduados em ciência da computação entendem termos como contas a receber, logística ou projetos de marketing? Provavelmente não, diz o CEO da Computing Technology Industry Association (CompTIA). A maioria dos estudantes procura disciplinas dentro do campo de estudo de seus cursos de ciências da computação.

    Isso ocorre mesmo com os graduados de tecnologia que buscam posições corporativas de TI em que espera-se que desenvolvam aplicações que facilitem o trabalho de outros departamentos. E embora os programas de TI de pós-graduação tenham melhorado em relação a iniciar os alunos nos negócios, ainda há deficiências de conhecimento.

    Nos Estados Unidos, as faculdades estão começando a lidar com o problema, diz o professor do College of Business and Economy e associado FedEx Center for Supply Chain Management da Universidade de Menphis, Brian Janz.

    A universidade está em seu segundo ano com o modelo de currículo elaborado pela Association for Information Systems (AIS) e a Association for Computing Machinery (ACM), que oferece aos estudantes de tecnologia tanto habilidades de TI e quanto profissionais, como comunicação e liderança.

    A mudança trouxe mais cursos de negócios para a grade de Ciência da Informação, diz Janz. “Se conseguirmos dar-lhes a base sólida, [as empresas] pode dar-lhes o material específico para sua organização.”

    Nesse meio tempo, os líderes de TI têm desenvolvido estratégias para assegurar que seus empregados tenham uma visão básica de negócios. Taffet, por exemplo, procura novos graduados com alguma experiência em trabalho profissional, com a compreensão de como uma empresa opera. O CIO da U.S. Gas & Electric afirma que muitas vezes eles são encaixados mais rapidamente do que outros no mercado de trabalho.

    Para os novos contratados que não têm conhecimento do negócio suficiente, especialmente na área de finanças, Taffet oferece um curso que ensina o que ele chama de “Finance 101″, que são lições informais sobre conceitos básicos de contabilidade, como contas a receber e contas a pagar.

    “É menos glamouroso do que várias disciplinas que estão sendo ensinadas, mas é importante para um funcionário entender [as funções de negócio] que todas as empresas têm”, explica Taffet.

    2. Procura-se: sxperiência com empresa de integração de sistemas

    Não há como negar que os estudantes universitários têm muito conhecimento sobre computador. Mas essa experiência não significa que os alunos são escolarizados nos processos de TI que as empresas utilizam, diz o presidente e CEO da Computing Technology Industry Association (CompTIA), Todd Thibodeaux.

    A maioria dos estudantes de ciência da computação passa grande parte do tempo na faculdade aprendendo a construir suas próprias aplicações e sistemas, ainda que as companhias, muitas vezes, não precisem necessariamente, desse tipo de conhecimento.

    “Quando você entrar no mundo dos negócios, será menos necessário saber criar seu próprio sistema e mais sobre como integrar sistemas”, diz Thibodeaux.

    Os novos graduados que podem construir seus próprios sistemas a partir do zero podem impressionar, mas muitas empresas dão mais valor àqueles que podem integrar várias aplicações empresariais e grandes pacotes comerciais.

    Segundo Taffet, diante dessa lacuna de competências, muitos departamentos de TI corporativos optam por treinar os novos contratados. As grandes empresas tendem a contratar consultores para auxiliar no processo, enquanto as pequenas e médias encontram maneiras de treinar novos funcionários diretamente.

    3. Procura-se: conhecimento de tecnologias emergentes da empresa

    Business Intelligence (BI) e cloud computing são duas tendências emergentes de tecnologia que são de alta prioridade para os gerentes de TI nos dias de hoje, mas não são ainda tópicos nos currículos universitários.

    Algumas faculdades podem oferecer apenas alguns dos cursos mas, com as tecnologias mudando tão rapidamente, tendem levar algum tempo para o desenvolvimento de cursos extensivos sobre tendências que estão em evolução, diz o vice-presidente sênior da empresa de recursos humanos de TI Modis, Marty Sylvester.

    Sylvester diz que sempre ouve CIOs que falam da dificuldade de encontrar jovens trabalhadores treinados em tecnologias corporativas emergentes, particularmente a computação em nuvem.

    Algumas empresas oferecem cursos para obter uma evolução mais rápida dos ovos contratados. O CEO da consultoria de TI Pariveda Solutions, Bruce Ballengee, planeja abrir cem vagas de emprego para graduados da faculdade, oferecendo cursos para aqueles com graduação em ciência da computação ou MIS.

    Ainda assim, Ballengee diz que as novas contratações de sua empresa começarão com uma semana de “developer school”, para familiarizá-los com áreas emergentes que não foram abordadas na faculdade, como cloud computing e BI, assim como linguagens de programação da companhia como SQL, .Net e Java.

    4. Procura-se: o básico da tecnologia

    “Uma lacuna que estamos descobrindo é que as faculdades não ensinam o básico”, diz o diretor de Sistemas de TI da fornecedora de software Dassault Systèmes, Jeff Browden. Como a tecnologia se torna cada vez mais avançada, Bowden tem visto um declínio na capacidade dos recém-formados para lidar com tarefas simples de TI.

    As novas contratações realizadas por Bowden têm um baixo nível de competência técnica, e não conhecem o caminho de um prompt de comando ou não sabe como consertar um PC quando não está respondendo à entrada do mouse.

    “Se você começou 20 anos atrás foi forçado a aprender isso, mas como os computadores evoluíram, as pessoas ignoraram essas atividades básicas, mas pode haver demandas desae tipo quando se está solucionando problemas de computadores.”

    Bowden afirma que, muitas vezes, deixa os novos funcionários descobrirem  o que fazer por conta própria quando são confrontados com problemas básicos de tecnologia. “Nossa preferência é fazê-los aprender fazendo, pesquisando”, diz ele. “Depois de passar por algumas experiências, você passa a conhecer a tecnologia”, afirma o executivo, acrescentando que, em determinados casos, ele tem um membro da equipe mais experiente para ensinar o profissional recém-contratado.

    5. Procura-se: familiaridade com sistemas legados

    Já Sylvester, da Modis, diz que as empresas estão procurando pessoas que possam trabalhar com sistemas legados. Eles querem que os profissionais de tecnologia saibam Cobol, Customer Information Control System (CICS) e tenham habilidades com mainframe entre outros conhecimentos. Mas faculdades não estão ensinando esse temas, diz Sylvester.

    “Há uma preocupação real de que as organizações devem perder algumas das habilidades com mainframe quando os [baby] boomers [nascidos imediatamente após a Segunda Guerra Mundial] se aposentar, pois elas não estão sendo ensinados nas universidades”, acrescenta Jerry Luftman, diretor-executivo e professor emérito da Escola de Gestão de Tecnologia do Stevens Institute of Technology em Hoboken. Ele diz que algumas companhias pedem que fornecedores de seu legado treinem novos contratados diretamente.

    Tanto Luftman quanto Sylvester dizem que as companhias estão buscando graduados dispostos a aprender lidar com sistemas legados, embora não seja uma tarefa fácil encontrá-los. Eles dizem que as empresas estão tentando atrair novos talentos para aprender habilidades de mainframe.

    6. Perspectiva do mundo real

    Para o executivo de TI da Geiger, Dale Denham, os recém-formados tendem a se concentrar na melhor tecnologia sem considerar o que é melhor para limitações fiscais da empresa ou população de funcionários.

    “Eu tenho um monte de pessoas que, por exemplo, sabem como projetar o banco de dados no papel [ou] o melhor storage, mas não estão olhando para os impactos sobre a experiência do usuário”, diz Denham.

    “Eles não sabem como equilibrar TI com as necessidades dos negócios. Ou não percebem o custo de fazer alguma atividade, o tempo que irá demorar, as habilidades necessárias etc”, acrescenta. A maioria das contratações pode até adquirir essas habilidades no trabalho, mas “as escolas poderiam dar uma bases para isso.”

    Denham diz que tenta trazer os novos funcionários para a realidade, mostrando as razões pelas quais seus projetos não ganharão sinal verde. “Se eles têm  mente aberta, funciona”, diz ele.

    7. Procura-se: capacidade de trabalhar em equipe

    Pode ser surpresa, mas a geração mergulhada em Facebook, Twitter e outras comunidades, acabam não tendo a habilidade de construir o mesmo espírito de colaboração no local de trabalho, segundo relato dos líderes de TI.

    Para Thibodeaux é um desafio para as empresas. Ele observa que as dificuldades de trabalhar em equipe é maior entre os que fizeram o curso de ciência da computação, que passaram muito tempo da faculdade trabalhando sozinho em projetos. “Muitos deles não sabem como trabalhar em conjunto de forma eficaz ou definir e gerenciar expectativas. Isso não está sendo ensinado muito bem em faculdades ou em escolas de pós-graduação.”

    O presidente da consultoria e de treinamento SEBA, James T. Brown, diz que algumas faculdades estão tentando resolver a lacuna por meio de mais cursos para as equipes, em vez de alunos individuais.

    Brown diz que poucas companhias têm liderança robusta e programas de formação de equipes de treinamento para seus funcionários, incluindo empregados de tecnologia, mas as empresas que oferecem tais programas reconhecem que obter o valor integral de qualquer funcionário quando ele ou ela trabalha bem com os outros .

    E alguns traços que os gerentes de TI amam

    Embora seja verdade que os gerentes de TI estejam consternados que os graduados em novas tecnologias não tenham habilidades específicas, em geral eles concordam que essa nova geração é tech-savvy, trabalhadora e com vontade de aprender.

    Thibodeaux, CompTIA, diz que ouve de colegas que a última geração de graduados é enérgica, criativa e disposta a contribuir.

    “Eu não tenho certeza de que foi sempre assim”, diz ele. “Vinte anos atrás havia mais de um ambiente de comando e controle. As pessoas não eram tão voluntariosas. As crianças de hoje gostam de variedade, energia, criatividade e uma boa natureza, que vem junto com isso.”

    Os executivos de TI também dizem que suas contratações mais recentes têm um senso intuitivo de tecnologia – em particular perspicácia, redes sociais e novas ideias sobre como aplicá-las para melhorar o negócio.

    “Muitas vezes eles têm grandes conhecimentos sobre o que deveria ser avaliado ou até se pode funcionar”, diz John N. Oglesby, executivo de TI e fundador da Society for Information Management. “Eles trazem uma nova perspectiva, completamente diferente, e é daí que a inovação vem.”

    Fonte: Computer World

  • 16 práticas para reduzir diferenças entre CIO e CEO


    28 de outubro de 2011

    Com o orçamento de TI registrando crescimento de 3% pelo 11º ano consecutivo, é hora de os CIOs deixarem para trás antigos hábitos que impedem a expansão não só de sua área como de negócios, aconselha consultores do Gartner.

    A consultoria de pesquisas analisa que os executivos de TI precisam sair da zona de conforto e olhar para novas formas de lidar com a explosão das informações, mobilidade e colaboração. “A TI precisa direcionar tempo e dinheiro para entrar nesse admirável mundo novo”, avalia Ken McGee, vice-presidente do Gartner.

    Para alcançar esse objetivo, o McGee lista 16 práticas de negócios que precisam ser eliminadas com urgência. “A companhia pode não precisar deixar para trás todas elas, mas ajudará a trilhar o caminho certo em busca da excelência”, acredita o consultor.

    1. Deixar de recomendar megaprojetos
    2. Eliminar as diferenças entre projetos do CIO e do CEO
    3. Acabar com projetos que não alavancam a receita
    4. Abandonar as prioridades do CIO que não estejam em linha com as do CEO
    5. Em vez de solicitar financiamento por “aplicações de negócios” ou “infraestrutura técnica”, indicar de forma clara e concisa as consequências do financiamento do projeto
    6. Encerrar aplicativos existentes que não geram valor negócio mensurável
    7. Acabar com a prática de inserir os gastos de TI dentro do orçamento do CIO
    8. Abolir ambientes de prestação de contas com pouco ou nenhum gasto
    9. Eliminar modelos de negócios que geram surpresas para a TI
    10. Matar a “cloudfobia”
    11. Abandonar os níveis um, dois e três de suporte de tecnologia
    12. Não abraçar projetos não financiados
    15. Acabar com a discriminação das habilidades comportamentais em torno das ciências da computação
    16. Suporte desequilibrado entre back e front office

    Além desses pontos, McGee acrescenta ainda algumas dicas baseadas em análises e estudos do Gartner.

    Aplicações
    •    Descontinuar 10% dos aplicativos até o final de 2012 e 20% até o final de 2014. Redução de despesas operacionais por meio da descontinuidade das aplicações existentes, mas não patrocinadas pelos negócios será mais rica fonte de financiamento para novos projetos durante os próximos anos.

    •    Identificar três aplicações para migrar para a cloud. Serviços com maior valor competitivo, como processos corporativos e serviços transacionais que são core, vão demorar mais tempo para chegar à nuvem. A razão para maior adesão da cloud é o alto grau de confiança entre os prestadores do serviço e seus clientes. Os serviços na nuvem vão exigir certo grau de segurança e robustez que só agora estão se tornando viável para a computação baseada na internet, aponta McGee.

    •    Impor uma moratória de três anos em todos os projetos de TI com valor superior a 500 mil dólares que precisam mais de um ano para implementar.

    Operações de TI
    •    McGee afirma que grupos inflados de apoio técnico são como monóxido de carbono: inodoro e incolor, mas pode matar. A menos que a companhia abandone essa configuração. Estrutura Tier 1, 2 e 3 de suporte técnico continuarão minando o sucesso da entrega de novos projetos, interrompendo desenvolvedores para resolver falhas que ocorrem em sistemas já implementados.

    •    Quando um produto tiver sido construído internamente, um grupo totalmente separado de pessoas torna-se responsável pela manutenção sem interromper o trabalho de construção de novos produtos.

    •    Quando os usuários de serviços de comunicação, outsourcing de TI ou de hardware, software ou serviços querem reduzir o custo operacional de um provedor, muitas vezes emitem pedidos informais ou formais para apresentação de propostas como forma de “mostrar ao fornecedor” que estão decididos a reduzir custos. No entanto, na realidade, é extremamente raro um usuário realmente deixar um provedor em exercício. O usuário sabe disso, os vendedores também. Então por que continuar um jogo que ninguém leva a sério?

    •    Invista mais de 50% do orçamento com treinamentos sobre novas competências em TI. O Gartner acredita que haverá uma nova necessidade para os desenvolvedores que deverão ser orientados s conhecimento que ajudarão a compreender as demandas dos negócios. Psicologia cognitiva, sociologia, antropologia e análise de sentimento entre outras disciplinas serão aplicadas para identificar as oportunidades do futuro.
    Alinhamento entre CEO e CIO

    •    Rejeitar desalinhamento entre as prioridades anuais do CEO com a maioria dos projetos de TI. Às vezes, é muito difícil concluir que a maioria dos projetos de TI é a melhor solução para resolver os problemas de negócios mais importantes, aponta McGee.

    •    Recomendar mudanças de TI em resposta aos resultados dos projetos executados em 2011. CIOs devem obter a benção dos executivos seniores para implementar projetos que possam aumentar receitas e reduzir os custos. Em vez de ter projetos por ter, a TI vai poder liberar dinheiro, tempo e recursos para trabalhar em projetos que são importantes para os acionistas.

    •    Compare as prioridades do CEO com as do CIO. “Pesquisas com CEO constantemente mostram que eles buscam o crescimento da receita. Sendo assim, o Gartner recomenda aos CIOs que eles desenvolvam documentos oficiais para comparar as prioridades dos CEOs, expliquem as disparidades e forneçam um plano de alinhamento”, aponta o instituto de pesquisas.

    Fonte: Computer World

  • 5 questões a considerar sobre segurança em SaaS


    27 de outubro de 2011

    Junto com o interesse pelo modelo SaaS (Software as a Service, ou Software como Serviço, em tradução livre do inglês), cresce também a preocupação referente à segurança. Se, antes, o custo da adoção dessa plataforma liderava a lista de questões, agora, com o crescente uso de SaaS para dar conta de aplicações críticas, as atenções se voltam para a robustez e a blindagem no tráfego de dados na rede, entre a nuvem e as estações de trabalho. São hoje os maiores motivos de desconforto entre os clientes.

    “A segurança é o item mais apontado como motivador da reticência das corporações na hora de migrar para esse modelo de cloud computing”, afirma a analista de pesquisas da Forrester Liz Herbert, em um recente artigo sobre a adoção do modelo SaaS.

    Existe uma lista de itens a considerar antes de partir para esse modelo, eis cinco deles:

    1. A gestão de identidade na nuvem precisa amadurecer
    Chenxi Wang, da equipe de analistas da Forrester, avalia que faltam recursos sofisticados aos provedores de serviço na nuvem quando chega a hora de integrar sua plataforma e os serviços de verificação de identidades posicionados atrás dos firewalls da rede corporativa. Wang diz existirem aplicativos baseados em tecnologias proprietárias capazes de gerir as políticas de acesso à nuvem com base em um login único. Entre esses fornecedores a analista cita a Ping Identity e a Symplified.

    Em geral, avalia Wang, “ainda existe muito espaço para esse segmento evoluir”. “A Google, por exemplo, usa um Secure Data Connector que estabelece conexão criptografada entre os dados do cliente e a plataforma de aplicativos da organização provedora. Do lado do cliente, os administradores podem escolher quais funcionários têm acesso aos recursos do Google Apps. Um sistema semelhante é usado pelo Salesforce.com”, diz a analista. Tal conjunto de soluções, contudo, pode ser de difícil aplicação por parte das empresas que utilizam diversos serviços SaaS, e teriam de configurar um jeito de blindar cada uma delas com base em ferramentas de segurança distintas. “A vantagem em usar as ferramentas de terceiros é a adaptabilidade a diversas plataformas”, explica Wang.

    “Infelizmente, a evolução do SaaS se deu em ritmo mais acelerado que o necessário para formar um conjunto de padrões para a indústria”, informa a Cloud Security Alliance (CSA), organização sem fins lucrativos voltada para a disseminação de melhores práticas no segmento de cloud computing. Mais especificamente, a CSA se refere à limitação das opções disponíveis para soluções de suporte limitadas aos modelos de perfil de usuários e SPML (Service Provisioning Markup Language), ambos ainda muito restritos.

    2. Padrões de nuvem pouco robustos
    Um dos primeiros argumentos que qualquer vendedor de provedores de solução na nuvem vai apresentar é ter certificados de auditoria SAS 70. Desenvolvido com a finalidade de comprovar o controle dos provedores sobre os dados, o SAS 70 não foi desenvolvido com vistas à cloud computing. Mesmo assim, tornou-se padrão pela ausência de padrões específicos para a nuvem.

    De acordo com analistas, o padrão ISO 27001, oriundo de especificações de segurança publicados pela ISO – International Organization for Standartization (organização internacional para padronização), sediada na Suíça, mostra características de superioridade em relação ao SAS70.

    O padrão ISO 27001 foi adotado pela Microsoft em seus data centers, e a Amazon, provedora de serviços de cloud computing, está a caminho de adotá-lo também.

    “Ele não é perfeito [o ISO 27001], mas é um passo na direção certa”, diz Neil MacDonald , analista do instituto de pesquisas Gartner. “É o melhor padrão que existe atualmente, o que não basta”, completa.

    3. Mistério
    Provedores de cloud computing afirmam ser capazes de operar de modo mais seguro que clientes comuns. Dizem, ainda, haver um engano generalizado com relação à segurança de SaaS. Por trás da desconfiança dos clientes está o mistério que envolve as estratégias de segurança adotadas pelos provedores.

    Recentemente, analistas do Bourton Group do Gartner acusaram o CTO da Amazon, Werner Vogels, de não ser transparente suficiente com relação aos procedimentos de segurança internos da organização. Os analistas sugerem que clientes desconfiem ao máximo e contem com altos riscos, quando o provedor insiste em esconder os padrões e tecnologias envolvidos na segurança do serviço. “Se o provedor faltar com transparência, isso aumenta nossa desconfiança”, diz MacDonald. “Não contribui em nada para o aumento da nossa credibilidade em seus serviços.”

    Na avaliação de MacDonald, a Microsoft fez um bom trabalho ao especificar publicamente seus padrões de segurança. Cabe aos clientes serem agressivos e insistir em serem informados acerca dos esquemas de segurança usados nos data centers e sobre a política de segregação de dados em sistemas usados por múltiplos clientes.

    4. Acesso móvel é conveniente, mas perigoso
    Um dos grandes pontos positivos do modelo SaaS está na versatilidade do acesso via internet. Onde houver conectividade à rede, os sistemas podem ser acessados. Mas, além de trazer comunidade e alta disponibilidade, essa característica traz à tona também vários riscos. A proliferação de laptops e de smartphones impõe aos administradores de TI uma série de desafios relacionados à segurança dos pontos de acesso.

    “O SaaS é acessível a partir de qualquer lugar”, diz o vice-presidente sênior de serviços hospedados da Symantec, Rowan Trollope. “Eu posso usar o Gmail para gerir minha conta de e-mails, o que possibilita a um funcionário acessar a conta a partir de um PC não seguro em uma lan house qualquer. Essa é uma vantagem e uma desvantagem, ao mesmo tempo”, diz. A máquina usada para acessar os dados não é necessariamente um ponto de conexão seguro, e as informações também se encontram fora da clausura física e lógica da organização.

    De acordo com Trollope, é mais seguro manter os dados armazenados em servidores locais do que na nuvem; sejam eles e-mails ou documentos.

    MacDonald adverte que empresas clientes de SaaS devem implementar políticas de conectividade. Uma solução a ser explorada em conjunto por clientes e provedores é restringir o acesso a determinados endereços IP, fazendo os usuários passar por uma VPN para se conectar.

    A forma de conexão também pode ser fortalecida usando aplicativos de gateway fornecidos pela Blue Coat ou pela Cisco. Esses aplicativos negociam os termos da conexão entre cliente e servidor.

    5. Incerteza sobre localização dos dados
    Regulamentações como a Federal Information Security Management Act (Fisma) exigem que clientes mantenham dados confidenciais em servidores localizados dentro dos Estados Unidos, por exemplo. Apesar de essa exigência ser relativamente fácil de cumprir, nem sempre os provedores de cloud computing estão dispostos a dar essa garantia. A Google conseguiu receber a certificação da Fisma, o que não é o padrão, no caso, para todas as empresas privadas nos EUA.

    A questão não se limita a empresas norte-americanas. Se você estiver na Suíça, essa exigência não passa de uma lei. O provedor que não puder garantir que os dados estejam no país (na Suíça), está fora da lista de possíveis prestadores de serviço.

    E, mesmo que os dados estejam no país, os clientes devem poder verificar a localização das informações para virem de encontro às requisições da regulamentação. Por esse motivo, a EMC afirma desenvolver uma tecnologia capaz de rastrear a localização geográfica de máquinas virtuais no ambiente da computação em nuvem. Essa tecnologia não deverá estar disponível no mercado antes do início de 2011, além de requerer integração entre EMC, VMware e de produtos da Intel. No Brasil, legislações semelhantes atingem sobretudo as instituições financeiras.

    Fonte: Computer World

  • 6 dicas para pequenos negócios manterem perfil no Facebook


    25 de outubro de 2011

    Se você possui uma empresa de pequeno porte, ter uma página no Facebook pode ajudá-lo a alcançar mais de 500 milhões de indivíduos e abre a possibilidade contar com mais pessoas interessados na sua companhia. A interação com a rede social permite aos clientes a sensação de que eles conhecem a empresa, o que pode aumentar a fidelidade e torná-los mais propensos a recomendar os serviços.

    No Facebook, é possível adicionar facilmente os mesmos recursos que você teria dificuldades de implementar em seu site. É possível construir uma página personalizada, realizar concursos e promoções e gerenciar uma pequena loja de comércio eletrônico. Além disso, o Facebook é gratuito. Mesmo se você pagar por aplicativos personalizados ou serviços de um desenvolvedor, continua a ser uma forma de publicidade a preço acessível.

    O alcance potencial de uma página do Facebook é enorme, já que é acessado por metade de seus usuários todos os dias, o que equivale a cerca de 250 milhões de pessoas. Estudos mostram que as pessoas interagem com suas marcas favoritas no Facebook mais do que em qualquer outra rede social, e são mais propensas a recomendar uma marca depois de se tornarem colegas da companhia na rede social, e são mais inclinados a comprar um produto depois de se tornarem um fã. Além disso, ninguém fora do Facebook pode ver a página na rede social.

    Escolha do administrador da página
    Antes de criar sua página de fãs no Facebook, você deve estabelecer um perfil pessoal no Facebook. Muitas pessoas ficam apreensivas em misturar informações pessoais com as relacionadas aos negócios. Porém, os dois são conceitualmente distintos. Você irá interagir com a página de negócios como o negócio, separado do perfil pessoal.

    Apenas os administradores e o proprietário da página podem ver e gerenciar a página. Assim, eu, por exemplo, ao interagir na página pessoal do Facebook, posto como empresa e não como Kim Woodbridge. Pessoas que interagem com a minha página da empresa não enxergam meu perfil pessoal.

    Se você não for o único que vai trabalhar na página do negócio no Facebook, é preciso selecionar os administradores. Para fazer isso, preencha os dados apropriados na seção “Editar Página”. Essas pessoas devem ser seus amigos e identificados pelo endereço de e-mail que usam no Facebook.

    As pessoas que que você designar não precisaram de login para acessar a página. Uma vez logados como adminstradores, terão acesso à página de edição. Por exemplo, sou um administrador de uma série de páginas de negócios e posso acessar todas entrando no Facebook, então não preciso dos dados de login de ninguém.

    Tenha cuidado, no entanto, para adicionar apenas as pessoas nas quais você confia como administradores, Os administradores podem remover outro, mesmo o dono da página. Se você adicionar um desenvolvedor ou outra pessoa para trabalhar em sua página temporariamente, recomendo removê-la do status de administrador.

    Confira seis dicas para criar o perfil da sua empresa no Facebook:

    1- Criação da sua página
    Na sua página de perfil no Facebook, clique no cabeçalho “Páginas” na navegação do lado esquerdo. Em seguida, clique no botão “Criar uma página” e selecionar o tipo de página – de empresas, marca ou produto. Você verá campos para preencher, como o tipo de negócio, nome e endereço.

    Em seguida, clique no botão “Get Started”, e o Facebook irá guiá-lo pelo resto do processo de instalação, passo a passo. Se você pular qualquer uma das etapas, pode preenchê-los mais tarde em uma nova página na seção “Bem-vindo” do Facebook, que somente administradores da página poderão ver.

    2- Inclusão de informações 
    Se você quiser que o Facebook puxe seus posts automaticamente, uma aplicação como o NetworkedBlogs pode ajudar. Cada vez que você publicar um novo post em seu blog, o NetworkedBlogs irá importar o post e adicioná-lo à sua página do Facebook de negócios.

    Entre as aplicações do Facebook, que vem com sua página padrão são Fotos, Links, Eventos, Notas e Vídeo. Você não pode remover os aplicativos padrão, mas pode configurá-los para não aparecerem na página de navegação ao lado esquerdo.

    Depois de completar os primeiros passos, é recomendado personalizar a aparência pública da página  na forma mais adequada para a empresa.

    3- Escolha o tipo de página 
    Ao criar uma página no Facebook personalizada, ela aparece como adicional ao lado esquerdo da tela. Nela, estão incluídos seu texto, imagens, vídeos, newsletter, e assim por diante – todos específicos para o negócio e a marca. Você pode designar uma página personalizada para ser a página padrão.

    A página personalizada irá permitir que os negócios se destaquem em relação aos outros. Entre 40% e 50% das pessoas são mais propensas a gostar da página ou de se tornar fã se ela tiver um guia personalizado no lugar da página padrão do Facebook, segundo a BrandGlue, que testou uma página de fãs no Facebook com guia personalizado. A página customizada permite adicionar a marca e aumentar o envolvimento do cliente.

    Agora, fica a dúvida: criar a página personalizada ou contratar um profissional? Aqui estão alguns fatores a considerar:

    • Você tem tempo para criar uma página personalizada?

    • Tem um servidor para hospedar sua página?

    • Conhece HTML? Muitos aplicativos de terceiros exigem conhecimento básico de HTML, e você deve conhecê-lo para construir uma página personalizada.

    Se a sua resposta para qualquer uma dessas perguntas for ‘não’, então contrate um profissional. Caso contrário, vá em frente e crie sua página personalizada.

    4- Personalização com aplicativo de terceiros
    Há vários aplicativos de terceiros disponíveis para a criação de uma página personalizada no Facebook. São úteis se você não conhecer HTML ou não tiver um servidor web.

    Algumas dessas ferramentas como o Pagemodo, um editor WYSIWYG simples, permite que criar um layout e editar seções, clicando em cada parte e adicionando o conteúdo. Também é possível mudar fontes e cores facilmente.

    Geralmente, os aplicativos de terceiros são fáceis de usar, e permitem criar uma página personalizada rapidamente. Mas nesses aplicativos falta flexibilidade de design de uma página criada com iframes, além de te deixar dependente deles.

    O Wildfire é mais conhecido por suas aplicações que permitem executar um concurso ou sorteio no Facebook, mas o serviço também tem uma ferramenta de página personalizada. Hoje, é livre, mas há planos para cobrar por ele no futuro. Aparentemente, os usuários livres serão migrados para a versão paga.

    O Involver tem uma suíte de aplicativos para o Facebook. O aplicativo requer o conhecimento de HTML. Você pode usar duas aplicações Involver, que são gratuitas, mas com os adicionais terá de pagar uma taxa.

    Já o Iwipa é uma aplicação gratuita para as páginas do Facebook, que não requer qualquer conhecimento de HTML.

    5- Ajuda de um profissional
    Há uma série de perguntas a serem feitas ao contratar um profissional para criar uma página personalizada no Facebook. Em primeiro lugar, pedir para ver o currículo da pessoa. Mesmo designers que não têm muita experiência devem ter criado algumas páginas para servir como referência.

    Você também vai querer saber o custo, formas de pagamento e quanto tempo o projeto levará. Outras perguntas: será que o designer pode hospedar a página ou vou precisar de servidor próprio? O designer vai criar os gráficos ou serei o responsável?

    6- Verifique estatísticas
    O Facebook fornece estatísticas básicas sobre o tráfego e visitantes de sua página na seção “Insights” da “Página Editar”. A seção Insights consiste em três subseções: visão geral, usuários e interações.

    O prazo padrão é o mês passado, o que pode ser alterado para a semana passada ou um intervalo de datas personalizado. Você pode exportar esses dados para um arquivo CSV ou Excel.

    A seção “Users” fornece informações mais detalhadas sobre os visitantes da página, como gênero, idade, localização etc.

    Em “Insights” são fornecidas estatísticas sobre opiniões, feedbacks, mensagens, classificação de de pontos de vista por mensagem do mês anterior, e atividade na página. Se os visitantes não têm permissão para postar na página, os dados não aparecem na seção de atividade página.

    Se você construir uma página personalizada com iframes, pode adicionar código de controlo do Google Analytics ou outro programa de acompanhamento de estatísticas.

    Você deve ver os benefícios de ter uma página no Facebook para o seu negócio e ter a informação de que precisa para criar uma página personalizada com marca própria. Certifique-se de que você vai postar regularmente conteúdo útil para manter as pessoas interessadas. Manter uma página no Facebook que não tem atividade e interação é pior do que não ter uma página no Facebook.

    Fonte: Computer World

  • 4 maneiras de suportar aplicações na nuvem


    24 de outubro de 2011

    Computação em nuvem oferece aos usuários finais e às equipes de TI liberdade e flexibilidade difíceis de obter com aplicativos corporativos tradicionais. No entanto, esse conquista vem acompanhada de maior imprevisibilidade quando se trata de grandes implementações, e de alguns novos requisitos de suporte.

    Listamos, a seguir, algumas das melhores práticas de suporte de sistemas na nuvem.

    Tudo começa com a arquitetura e o controle de configuração

    Mesmo que seja fácil de realizar mudanças no seu sistema – literalmente em horas -, isso não significa que você deve fazê-lo… É preciso haver um processo de controle de configuração que olhe para as consequências de qualquer alteração feita no código, no modelo de dados, ou mesmo na semântica de valores de lista de opções. Cada aplicação tem seu próprio painel de controle e painel de instrumentos.

    Sua equipe vai precisar de documentação

    Sob a melhor das condições, a solução de problemas entre os aplicativos na nuvem é complicada justamente por causa das flexibilidades do modelo. No início de seu ciclo de desenvolvimento, certifique-se de documentar erros e gravar registros de diagnóstico durante o uso em produção. Logs de ​​erro devem ser armazenados em um serviço de cloud “centralizado”, para complementar os registros disponíveis em cada aplicação.

    Deve haver um repositório público de informações sobre o projeto na nuvem, a implementação e os problemas associados. Nenhum fornecedor de cloud proporcionará isso.

    Além de materiais descritivos, a equipe de apoio deverá ter acesso a testes padrão, resultados esperados, e como contornar problemas conhecidos. Para isso, é possível usar um Wiki, um conjunto de documentos no Google Docs, ou uma pasta compartilhada. O importante é que todos os profissionais de suporte sejam capazes de ler esses documentos, e possam também atualizá-los em tempo real.

    Suporte precisa ser ágil

    Como as coisas podem dar errado rapidamente, a equipe de suporte precisa estar sempre atenta, realizar triagens diárias e reuniões de priorização.

    Priorize

    Os piores problemas de suporte parecem ocorrer sempre próximos de momentos críticos para os negócios. Por isso, manda a prudência se concentrar nos problemas que realmente importam e evitar o ruído. Além das prioridades tradicionais e dos bugs ocasionais mais graves, use listas de opções para os sistemas de cloud afetados, e uma métrica para o número [ou volume de dólares] de ordens que exigem retrabalho.

    O truque é se tornar mais ágil nas coisas que realmente importam – mesmo quando elas estão espalhados por vários sistemas – sem aumentar custos.

    Fonte: Computer World

  • Gamificação de negócios: 5 melhores práticas para transformar fidelização em vício


    21 de outubro de 2011

    Montar uma plataforma de desenvolvimento de sites está longe de ser algo tipicamente “inovador”. Com mais de 15 anos de vida, a dependência de plataformas de desenvolvimento para a mera existência da Internet fez com que milhares de serviços inundassem o mercado com ofertas que, aos poucos, foram se transformando em inquestionáveis “commodities”.

    Há espaço para se inovar em um serviço que permite que usuários possam construir os seus sites online – da mesma forma que empresas, que variam de Locaweb à WordPress, o fazem?

    Essa foi a aposta da americana DevHub que, além da plataforma em si, agregou uma espécie de “pimenta” muito em sintonia com a personalidade do usuário moderno ao transformar o seu negócio em uma espécie de “game”.

    Ou seja: se o desenvolvedor  inserir em seu site, por exemplo, um vídeo qualquer, ele automaticamente soma pontos e participa de um concurso de vídeos da DevHub valendo prêmios das mais diversas ordens financeiras.

    Hoje, há cerca de 40 formas diferentes dos usuários irem somando pontos e concorrendo. A regra é simples: quanto mais ferramentas ele utilizar da DevHub para aprimorar o seu site, mais chances ele terá de vencer. Resultado: em poucos meses, a DevHub aumentou a sua base de clientes em mais de 80%.

    Essa mesma estratégia de posicionamento de marca, batizada de “gamification”, tem ganhado adeptos que vão da Coca-Cola à Warner Bros, passando por cadeias de fast food (Wendy’s, nos EUA), por sites de leilão como o E-Bay e, claro, por corporações como a Zynga, produtora de aplicações como Farmville, Mafia Wars e Texas Hold’Em Poker (todas para o Facebook que, por si só, é uma outra plataforma para se “gamificar” negócios e envolver consumidores).

    O conceito e as 5 melhores práticas
    De uma maneira geral, o conceito de “gamification” prega a inserção de mecânicas de games para fortalecer o engajamento de uma determinada audiência com a marca.

    O raciocínio é simples: games, quando bem construídos, viciam – e o vício nada mais é do que uma estratégia incrivelmente agressiva de fidelização.

    Isto posto, a questão passa a ser como levar para uma marca tradicional conceitos típicos de “games” de forma a aumentar o consumo e o uso de seus produtos e serviços – algo como a DevHub fez, por exemplo.

    Como tudo na vida, não há uma única “receita de bolo” que sirva a 100% dos casos. Cada negócio tem a sua própria dinâmica e o seu próprio perfil de consumidores. O que torna impossível criar uma estratégia única que se adeque a todos. Há, no entanto, algumas melhores práticas – ou regras – que devem ser observadas na tentativa de se “gamificar” uma presença de marca. São elas:

    1) Foque no elo entre os seus objetivos e os objetivos de seus usuários
    Cada negócio tem as suas prioridades e o seu conjunto de clientes com necessidades específicas. Se você inserir uma mecânica de game para algo que gere pouco interesse do seu cliente e que gere poucos resultados para a sua empresa, o fracasso será inevitável.

    O seu objetivo é aumentar as vendas de um determinado produto? Então crie uma estratégia de “gamificação” inteiramente focada nesse objetivo e nos atributos que costumam mais encantar os seus clientes em relação ao produto – trabalhando, portanto, os seus principais pontos fortes.

    2) Deixe as regras claras
    A grossíssimo modo, um game tem como dinâmica básica a premiação com pontos para usuários que cumpram determinadas tarefas. Quanto mais pontos, mais benefícios o usuário tem – o que o incentiva a buscar sempre mais, na medida em que os benefícios sejam claros.

    Da mesma forma, você deve criar uma espécie de tabela de pontuação que indique ao seu usuário onde ele está e o que deve fazer para evoluir. Um cadastro no site, por exemplo, pode render a ele 10 pontos; a visualização de um vídeo, 5 pontos; um tweet mencionando você, 2 pontos; uma compra, 20 pontos; e assim por diante.

    No fim das contas, quanto mais engajado estiver o usuário, mais pontos ele receberá – de acordo com uma tabela criada por você e com base nas suas prioridades de negócio.

    3) Crie níveis diferentes e selos de reconhecimento
    O acúmulo de pontos por si só costuma ser insuficiente para manter usuários engajados por muito tempo. Afinal, é fundamental haver uma diferença entre o usuário novo, que tem apenas 10 pontos, e o experiente, que já somou mais de 1.000 pontos.

    Da mesma forma que em games tradicionais, diferentes níveis devem ser considerados para faixas de pontos distintas – sendo que cada nível deve render benefícios aos usuários (seja em status ou em prêmios por reconhecimento).

    Selos (ou “badges”), por sua vez, são como medalhas de reconhecimento pelos “feitos” dos usuários em um game. Na rede social FourSquare, por exemplo, um usuário que marca a sua presença em diversos locais com frequência pode receber o selo de “aventureiro”, “explorador” ou “superstar”, dependendo da assiduidade.

    Em geral, mais selos significa mais reconhecimento público pelo desempenho de um determinado usuário – algo que fortalece o engajamento com a marca de forma natural.

    4) Prêmios não devem ser ignorados
    Da mesma forma que qualquer game, também deve  haver sempre  alguma forma de recompensa. No caso de se “gamificar” uma estratégia corporativa, essa recompensa quase sempre significa a troca de pontos por descontos ou produtos e serviços.

    Monte a sua tabela de recompensas de forma desafiadora o suficiente para incentivar o uso – mas não de forma impossível ao ponto de gerar frustração.

    5) Rankings
    Game é competição, mesmo em suas versões mais sutis e eufêmicas. Se há uma corrida por pontos, selos e prêmios, então há também uma questão de ego envolvida, já que os líderes querem sempre ser publicamente reconhecidos.

    Viabilize esse reconhecimento da forma mais óbvia possível: montando e divulgando tabelas de liderança em tempo real. Isso dará mais gás à competição e, consequentemente, ao conceito de game como um todo.

    Gamifique-se
    Se a sua estratégia de “gamificação” for bem sucedida, é possível que ela mude a cara do seu negócio de forma determinante. De uma empresa de produtos e serviços, você provavelmente passará a uma empresa que proporciona engajamento – sendo a compra de produtos e serviços apenas uma das formas de suprir essa demanda.

    Em teoria, essa sutil (mas inquestionável) mudança de posicionamento pode acabar impondo uma guinada em todo o foco da empresa e em sua relação com os consumidores.

    Se isso acontecer, você estará um nível acima dos seus competidores: afinal, a capacidade de mudar de acordo com a exigência dos tempos já é parte indissolúvel da estrutura de qualquer empresa que busque sucesso em um mercado definido pelo seu próprio dinamismo.

    Fonte: IDGNow

  • Sete razões para apostar em virtualização


    20 de outubro de 2011

    As maiores organizações administram tipicamente 470 máquinas virtuais e 113 servidores de hospedagem, de acordo com o estudo “V-Índice”, da Bourne Vanson, realizado no Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha. Nesses mercados em todos os países, a média é de 39% dos servidores virtualizados. Mais de nove em cada dez empresas usam a virtualização de alguma maneira. Quatro em dez apontam as preocupações com a confiabilidade como barreira para usar mais a virtualização. Uma proporção semelhante também espera atualizar o hardware primeiro.

    No Brasil, pesquisa conduzida pela consultoria IDC, a pedido da Unisys, e divulgada neste mês, aponta que 70% das 101 companhias consultadas disseram que estão investindo em virtualização, consolidação e/ou estandardização do ambiente. O número, mostra o levantamento, está em linha com a média dos demais países pesquisados.

    Há boas razões para a virtualização ser usada tão extensivamente pela maioria dos data centers corporativos: ela oferece uma economia atraente em hardware, uso de energia, custos de gestão, e suporta grande tolerância a falhas. Se você ainda não está usando virtualização, comece a pensar seriamente a respeito. Veja os motivos.

    1. Permite obter máximo proveito do seu servidor.

    Normalmente, muitos servidores operam na maior parte do dia em níveis muito baixos de utilização. Adicionando múltiplos SOs e aplicativos, é possível tirar o máximo proveito dos recursos do servidor. Uma vez que muitas máquinas virtuais podem ser executadas em um servidor, você reduz substancialmente a despesa total com hardware.

    2. Permitirá a configuração de servidores redundantes para melhorar a tolerância a falhas.

    Hipervisors permitem migrar sistemas operacionais e seus aplicativos de um sistema para outro. Se um servidor de hardware ou de sistemas operacionais e aplicativos rodando sobre ele falhar, os sistemas operacionais e aplicativos podem ser movidos para outro hypervisor rodando em um servidor físico diferente.

    Grandes servidores são configurados normalmente para melhor tolerância a falhas do que os servidores de pequeno porte. Dois servidores de grande porte, por exemplo, podem permitir a migração de aplicações e fornecer tolerância a falhas melhor do que uma dúzia de servidores de pequeno porte. E ainda usam menos energia e são mais fáceis de gerenciar.

    3. Gerenciamento é simplificado.

    Já que todos os sistemas operacionais em um hypervisor podem ser administrados por meio de uma interface única, e podem usar mais recursos de computação, conforme necessário, pode ser muito mais fácil gerenciar uma dúzia de servidores virtuais do que uma dúzia de sistemas físicos separados. Cada sistema operacional deve continuar a ser gerido separadamente. Feramentas add-on estão disponíveis para simplificar esse processo.

    4. Você pode definir partições em sistemas operacionais separados para maior confiabilidade.

    Normalmente, um servidor físico será executado em um sistema operacional, que terá vários servidores de aplicações instalados nele – um servidor Web, um servidor de e-mail, um servidor de banco de dados, e assim por diante.

    No entanto, a execução de vários servidores de aplicações em um único sistema operacional aumenta a possibilidade de que uma aplicação interfira na outra, causando gargalos ou mesmo acidentes. Com o particionamento, e as aplicações rodando em diferentes máquinas virtuais, cada uma tem seu próprio sistema operacional e recursos, e é menos provável que interfira em outras aplicações.

    5. Provisionamento de novos servidores para testes de protótipos, e migração simplificada.

    Com a virtualização, a criação de um servidor adicional para testes demora alguns minutos e não requer nenhum hardware adicional. Em contraste, a compra de um novo servidor físico (ou a manutenção de servidores extras para testes) é mais cara e a instalação de sistema operacionais e aplicativos também bastante demorada.

    Já as máquinas virtuais existentes podem ser clonadas com todas as configurações do sistema operacional e aplicações, em um processo muito simples de duplicação de um sistema de produção para teste de novos patches ou uma nova versão de um aplicativo.

    6. Você pode economizar energia.

    Embora avanços tenham sido feitos em eficiência energética para servidores, ainda é mais barato executar um ou dois grandes servidores do que uma dúzia ou mais de servidores tradicionais. Sem contar que servidores virtuais permitem que os recursos sejam desligados quando não estiverem em uso, reduzindo ainda mais o uso de energia. Um grande servidor que hospeda dezenas de VMs pode substituir dezenas de servidores de pequeno porte e gastar menos energia.

    7. Com a virtualização de desktops você pode economizar uma fortuna em PCs.

    Além de virtualizar sistemas operacionais e aplicativos de servidor, você pode querer considerar a virtualização de desktops. A VDI permite que você execute um thin client em desktops existentes ou hardware novo, e tenha acesso virtual ao Windows 7 ou outro sistema operacional. Isso significa que você pode oferecer desktops Windows 7 para usuários cujos sistemas existentes não suportam o Windows 7 rodando localmente. A gestão também pode ser simplificada, uma vez que os patches para o Windows e os aplicativos podem ser aplicados uma só vez e estarem disponíveis para todos no servidor VDI.

    Fonte: Computer World

  • 6 passos para otimizar energia do data center


    19 de outubro de 2011

    Estudo recente da Universidade de Stanford, conduzido pelo professor Jonathan Koomey, aponta que de 2005 a 2010 houve crescimento de 36% no consumo de energia nos data centers dos Estados Unidos. Um número menor do que muitos analistas previam, mas ainda assim significativo.

    Em uma economia em constante instabilidade, vale a pena dar uma olhada em como aumentar a eficiência energética em data centers, especialmente porque, em muitos casos, a eficiência energética pode ser obtida sem grandes reparações de equipamentos ou instalações de TI.

    1. Determine o uso

    O primeiro passo para tornar a energia do data center mais eficiente é descobrir exatamente quanta eletricidade o ambiente usa, e em que, especificamente, a eletricidade é consumida.

    “Minha primeira recomendação para os CIOs é realizar uma avaliação do data center para quantificar o que o uso de energia significa para a companhia”, diz John Tucillo, presidente e chairman do conselho do Green Grid, organização sem fins lucrativos dedicada a promover a eficiência dos recursos na data center.

    O Green Grid tem uma métrica para uso de energia chamada PUE que envolve dividir o total de energia utilizado em uma instalação pelos equipamentos de TI. “Você não precisa ser sofisticado para quantificar o consumo de energia básica”, diz Tucillo. “Compreender o PUE pode fornecer uma perspectiva sobre como você pode ser mais eficiente”, completa.

    2. Verifique a conta

    Outra forma bastante simples para registrar melhoria da eficiência energética é sempre avaliar com cautela a conta do data center, uma prática não muito realizada pelos departamentos de TI hoje.

    Tucillo recomenda que CIOs trabalhem em conjunto com CFOs para analisar contas de serviços públicos em um esforço para descobrir as áreas que poderiam ser mais eficientes no quesito energia. Enquanto os custos mensais nem sempre correspondem às ineficiências, eles podem, pelo menos, destacar onde estão as oportunidades de melhoria.

    3. Prepare-se para virtualização
    Uma vez que as primeiras avaliações forem realizadas, os CIOs podem, então, examinar onde cortar o uso da eletricidade. Estratégias específicas vão variar de data center para data center. No entanto, a virtualização de servidores é uma estratégia comum e que pode reduzir o consumo de energia e custos de forma significativa, substituindo muitos servidores físicos. Para extrair o máximo da virtualização, ou qualquer atividade que visa a eficiência, a companhia tem de considerar o efeito cascata sobre as operações de data center.

    “Se o seu servidor de storage tem cerca de 80% de uso, é preciso garantir que está acompanhando os requisitos de energia para efetuar a correta utilização”, exemplifica Tucillo. Ao implementar virtualização, diz, a densidade de carga de trabalho aumenta em determinados servidores, com isso, energia e refrigeração devem ser ajustadas de acordo com os racks dos servidores.

    A revisão da arquitetura de refrigeração pode levar a economias significativas com esforço mínimo. “Com essa ação, é possível registrar economia de eficiência energética em torno de 20% a 40%”, diz Tucillo.

    Para o executivo, essa ação pode ser tão simples como mover os aparelhos de ar-condicionado para perto dos servidores virtualizados, uma estratégia chamada resfriamento close-coupled. A ideia por trás da refrigeração close-coupled é ter mais controle sobre o fornecimento de ar frio e da captura de ar quente. “Você pode empregar o resfriamento direito necessário para um determinado rack no momento em que é preciso”, explica Tucillo.

    4. Preencha espaços vazios
    Quando servidores virtualizados são removidos de um rack, pode-se criar problemas com a refrigeração e a eficiência energética, diz Don Beaty, presidente da DLB Associates, empresa de construção. Preencher os espaços vazios dentro de racks, cabeamento, painéis etc é vital nesse cenário.

    5. Adaptar abordagem
    Virtualização facilita a criação de zonas. “Assim, você pode ter uma zona altamente utilizada dentro do data center, que vai permitir, literalmente, fechar toda as outras áreas do ambiente”, explica Tucillo. Por sua vez, as capacidades adequadas de energia e resfriamento podem estar localizadas precisamente onde são necessárias.

    Zonas organizadas de acordo com aplicativos também podem melhor permitir balanceamento de carga do data center, eficiência do servidor e requisitos de redundância. Por exemplo, aplicações de back office podem ficar em uma zona de instalação, enquanto sistemas de missão crítica em outra. Em vez de entregar a mesma quantidade de energia redundante e refrigeração por toda parte, a zona de missão crítica pode ser direcionada para os níveis mais elevados de redundância e refrigeração.

    “A oportunidade de economizar energia no data center requer olhar para mais variáveis “, diz Beaty. “Eficiência de carga e redundância trabalham juntas para otimizar o consumo de energia”, completa.

    6. Economize com ar que vem de fora
    Além de tomar cuidado com o ar interno, o que vem de fora também deve ser levado em consideração. Beaty diz que os data centers são frequentemente mantidos por meio do aumento da temperatura de acordo com as necessidades dos equipamentos. Entretanto, os data centers podem economizar ao contar com ar externo para refrigeração.

    Aumentar a temperatura interna em cinco graus não vai comprometer o desempenho dos equipamentos de TI, afirma Beaty, e vai permitir que o data center aproveite os dias de frio de fora para manter-se na temperatura adequada. A economia gerada ao usar esse método pode ser vistas rapidamente. “É possível registrar economia de energia de 50% ou mais a cada hora que a companhia usar o modo economizador”, diz Beaty.

    Otimizar o uso da energia por todo o data center pode ser um exercício demorado, mas seguindo esses passos relativamente simples é possível registrar grandes economias.

    Fonte: Computer World

  • Três passos para estreitar a parceria entre as áreas de TI e de negócios


    18 de outubro de 2011

    Os funcionários já não dependem da TI para fornecimento de tecnologia. Funções de data center são terceirizadas, os trabalhadores cada vez mais usam as mídias sociais, as ferramentas móveis e a nuvem… Não é de estranhar que muitos CIOs estejam preocupados de estarem perdendo o controle. Mas enquanto muitos especialistas já escrevem o obituário dos CIOs, a Forrester acredita que essas mudanças oferecem aos líderes de TI a oportunidade de se tornarem mais influentes, apoiando e facilitando as necessidades do negócio. Mas para ter sucesso, é preciso:

    1. Investir em resultados de negócios, e não apenas nos requisitos de negócio.

    Em vez de seguir cegamente as ordens para entregar a tecnologia, a TI precisa atuar como um parceiro de negócios para otimizar o portfolio mais amplo de tecnologia. CIOs devem medir o seu sucesso através do rastreamento do seu impacto nos resultados, tais como crescimento de receita e envolvimento do clientes.

    2. Concentrar-se em capacitação e inovação, não apenas na execução.

    CIOs bem sucedidos criam oportunidades para a organização inovar e estão dispostos a correr riscos com tecnologias disruptivas. Pelo incentivo à inovação e fornecimento de plataformas tecnológicas que contribuam para o desenvolvimento do produto, os líderes de TI ajudam a impulsionar o crescimento.

    3. Ser um orquestrador de serviços, e não apenas um fornecedor de tecnologia.

    CIOs precisam mudar radicalmente o modelo de entrega de TI. Fundir o modelo atual com um novo modelo de serviços compartilhados com outras funções corporativas. Fazer a tecnologia ser consumida como um serviço de negócio. O CIO será responsável pela entrega do serviço, independentemente do local em que o serviço está sendo originada.

    Ser um parceiro de negócios melhor, oferecer um cardápio de TI mais flexível, trocar um não pelo “podemos, desde que..”é uma transição difícil para um departamento de TI tradicional, mas necessária.

    Fonte: CIO

  • Cinco razões para adotar comunicação unificada


    11 de outubro de 2011

    Há muitas maneiras se comunicar com parceiros, clientes e colegas de trabalho – por telefone, email, mensagens instantâneas, fax, vídeo conferência, e mídias sociais. Segundo os especialistas, gerenciar separadamente cada uma delas não só é só ineficiente, como pode também provocar conflitos, uma vez que todos usam a mesma tecnologia subjacente – a Internet.

    Um único sistema para gerenciar todos os meios digitais de comunicação permite uma só interface de gerenciamento, com arquivamento e backup integrados. A comunicações unificadas, que vem do termo em inglês Unified Communicationns (UC), possibilitam oferecer aos usuários uma única plataforma para acessar as ferramentas de quaisquer dispositivos.

    Com essa tecnologia, os funcionários podem ouvir mensagens de voz, responder e-mails, ler posts no Twitter ou no Facebook, enviar e receber fax, e participar de conferências de vídeo a partir de uma única aplicação, seja no escritório ou na estrada. A seguir, cinco razões para sua empresa investir em UC, segundo os especialistas.

    1. Redução de custos no longo prazo.

    Implementar uma estratégia de UC requer planejamento, investimentos em novos equipamentos, e uma configuração considerável, mas o resultado final será a redução de custos de gestão, bem como dos serviços de telefone, fax, videoconferência, mensagens instantâneas e assim por diante. Com todos eles correndo em sua conexão de Internet, você pode precisar de pipeline de dados mais rápido e confiável que, porém, custará menos do que vários números de telefone e linhas de fax.

    2. É mais fácil para a equipe de TI manter funcionando um único sistema.

    Com as comunicações unificadas, normalmente você gerenciará sistemas através de uma única interface. Ao invés de monitoramento de sistemas múltiplos, há apenas uma para controlar. Da mesma forma, uma vez que todas as comunicações estarão executando através da Internet, você não terá que diagnosticar e ter que distinguir entre problemas de uma rede de dados ou telefone – ou ainda se preocupar com obscuros equipamentos de telefonia.

    3. Usuários gastam menos tempo lidando com programas separados.

    Embora os usuários precisem de treinamento, acessar toda a correspondência em uma caixa de entrada irá tornar sua vida mais fácil. Por exemplo, em vez de abrir um e-mail, imprimir os resultados e enviar fax de pedido de compras para um fornecedor, ele pode imprimir a mensagem diretamente pelo servidor de fax. Eles ainda serão capazes de ouvir mensagens de voz em qualquer computador e transmiti-los para outros membros da equipe tão facilmente como encaminhar um e-mail.

    4. Facilidade para fazer backups e arquivar.

    Diante das várias exigências para assegurar que e-mails, mensagens instantâneas e faxes sejam armazenados de forma segura, um sistema de backup e arquivamento é essencial. O sistema de comunicações unificadas permite configurar  uma única solução para fazer a cópia de todos os arquivos.

    5. Os usuários ganham agilidade.

    Como os usuários podem acessar um sistema de comunicação unificada via web, eles podem trabalhar a partir de sua mesa, do smartphone, de um dispositivo sem fio e, praticamente, de qualquer computador. Eles poderão alcançar os membros da equipe se estes estiverem trabalhando em casa, na estrada, ou visitando um cliente.

    A implementação de comunicações unificadas exige pesquisa, planejamento, esforço e treinamento mas, realizada com cuidado. Os avanços na integração de dados e sistemas de voz, bem como de interfaces de gerenciamento, torna a UC cada vez mais atraente. Segundo os especialistas, a tecnologia bem implementada, pode trazer resultado.

    Há vários fornecedores atuando nessa área, como Skype, AT&T,  Microsoft, Cisco, Alcatel Lucent, Nokia Siemens, Avaya e etc. As operadoras de telefonia também estão explorando esse mercado com ofertas de soluções em cloud computing.

    Fonte: Computer World