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Arquivo da Categoria ‘Boas práticas’



  • 5 tendências em Business Analytics que as empresas podem explorar


    13 de abril de 2012

    Ferramentas de análise e inteligência de negócios estão ajudando empresas a responder perguntas mais complexas para fornecer informações valiosas e ajudar a gerenciar os negócios com mais eficácia. Cinco tendências no setor de tecnologia da informação (TI) estão, agora, desafiando as análises e impactando na entrega de resultados. São elas: o surgimento do Big Data, tecnologias para processamento mais rápido, custos decrescentes de commodities de TI, proliferação de dispositivos móveis e mídias sociais.

    Nesse novo cenário, é possível usar analytics para obter uma série de vantagens. Veja como explorar esses fenômenos.

    Big Data

    Big Data é o conjunto de uma grande quantidade de dados, entre eles os estruturados e não estruturados, como vídeos e imagens. Mídias sociais, dados de cadeia de suprimentos e câmeras de vigilância tornaram a gestão dos dados corporativos mais complexa do que costumava ser.

    Embora nem toda empresa precise de técnicas e tecnologias para lidar com grandes conjuntos de dados não estruturados, Perry Rotella, CIO da Verisk Analytics, companhia de análise de risco, acredita que todos os CIOs devem olhar para plataformas de análise de Big Data.

    Big Data é uma tendência explosiva, de acordo com Cynthia Nustad, CIO da HMS, empresa que ajuda a conter custos em programas de saúde. A HMS ajudou os clientes a economizar 1,8 bilhão de dólares no último ano e a salvar bilhões em gastos desnecessários por evitar pagamentos indevidos. “Recebemos e acompanhamos milhares de materiais com dados estruturados e não estruturados”, diz Cynthia.

    Para ajudar a lidar com o fenônemo, a HMS está explorando o uso de tecnologias NoSQL, baseadas em open source. Elas são capazes de processar dados com eficiência e a baixos custos. Cynthia usa Hadoop para analisar fraude e desperdício e talvez migre a utilização para a análise de registros de visitas de pacientes que podem ser relatados em uma variedade de formatos.

    Entre os CIOs entrevistados para esta reportagem, aqueles que tiveram experiência prática com o Hadoop, incluindo Rotella e o CIO do comparador de preços na web Shopzilla, Jody Mulkey, estão empresas que prestam serviços de dados como parte de seu negócio.

    “Estamos usando o Hadoop para tarefas que costumamos usar o data warehouse”, diz Mulkey. E, mais importante, acrescenta ele, para conseguir “análises muito interessantes que nunca poderíamos fazer antes”.

    O Good Samaritan Hospital, hospital em Indiana, nos Estados Unidos, é outro exemplo. “Não temos o que eu classificaria como Big Data”, diz o CIO Chuck Christian. No entanto, os requisitos regulamentares estão desafiando o armazenamento de novas categorias de dados, como registros médicos eletrônicos em grandes quantidades. Assim sendo, sem dúvida, existe um grande potencial para colher informações sobre a qualidade de saúde a partir dos dados, diz ele.

    Business Analytics ganha espaço
    Tecnologias para lidar com Big Data ajudam empresas a caminhar mais rapidamente em direção ao mundo analítico, diz Vince Kellen, CIO da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. “O que queremos é uma análise avançada em meio a uma montanha de dados”, diz Kellen.

    A capacidade dos computadores de hoje para processar muito mais dados em memória permite resultados mais rápidos do que quando a pesquisa por dados acontecia no disco.

    Apesar de os bancos de dados terem, há décadas, ganhado melhor desempenho com cache de dados acessados com frequência, agora tornou-se mais prático carregar grandes conjuntos de dados para a memória de um servidor ou cluster de servidores, com discos usados apenas como backup.

    Por esse motivo, agora, Rotella diz que pode executar em segundos as informações, o que há cinco anos consumiria uma noite toda. A companhia em que Rotella trabalha faz análises preditivas de grandes conjuntos de dados, que muitas vezes envolvem a execução de uma consulta, a busca por padrões, e realização de ajustes antes de executar a próxima consulta.

    Tecnologias mais baratas

    Junto com o aumento da capacidade de computação, análises estão se beneficiando da queda dos preços de memória e armazenamento, juntamente com o software de código aberto que fornece uma alternativa aos produtos comerciais e estabelece pressão competitiva sobre os preços.

    Cynthia, da HMS, vê as mudanças na economia na computação alterar algumas opções básicas de arquitetura. Por exemplo, na empresa, uma das razões tradicionais para a construção de data warehouse foi juntar os dados em servidores com potência de computação para processá-los. Quando o poder de computação era mais escasso do que hoje, era importante descarregar cargas de trabalho analíticas de sistemas operacionais para evitar degradar o desempenho de cargas de trabalho diárias. Agora, essa nem sempre é a escolha certa, observa Cynthia.

    “Com o preço do hardware e de armazenamento caindo, você pode se dar ao luxo de começar a lidar com uma camada de Business Intelligence”, diz ela. Ao levar em consideração todos os passos da mudança, a reformatação e o carregamento de dados no warehouse, análises podem dar respostas mais imediatas.

    Hackney observa, no entanto, que, embora as tendências de desempenho dos preços sejam úteis para o gerenciamento de custos, economias potenciais são muitas vezes eliminadas pela crescente demanda por capacidade. “É como correr no mesmo lugar”, diz.

    Todo mundo é móvel
    Assim como todas as aplicações existentes hoje, BI está saltando para dispositivos móveis. Para Cynthia, BI móvel é uma prioridade “porque todo mundo quer acessar relatórios sobre a organização onde quer que esteja”, assinala. Ela afirma que faz parte dos planos da companhia fornecer para os clientes da empresa acesso móvel aos dados para ajudá-los a monitorar e gerenciar despesas de saúde. “É uma demanda que teve início há cinco anos, mas cresce muito hoje”, observa.

    Para os CIOs, o caminho é partir para a criação de interfaces para smartphones, tablets e telas sensíveis ao toque e não para a adoção de sofisticados recursos analíticos. Talvez por essa razão, Kellen considera essa questão bastante fácil de resolver.

    Rotella não concorda com Kellen. “A computação móvel afeta a todos”, diz ele. “O número de pessoas que faz o trabalho em iPads e outros dispositivos móveis está explodindo. Essa tendência irá acelerar e mudar a forma como nós interagimos com nossos recursos de computação”, observa. Por exemplo, Verisk desenvolveu produtos para permitir acesso a análises em campo, para que os funcionários possam executar as estimativas de custo de reposição de produtos. Isso é uma forma de “alavancar a análise e colocá-la nas pontas dos dedos das pessoas que precisam dela”.

    O que torna esse cenário desafiador é a rapidez das mudanças tecnológicas, avalia Rotella. “Dois anos atrás não tínhamos iPads. Agora todo mundo está andando por aí com um”, afirma.

    Mídia social sob os holofotes

    Com a explosão do Facebook, Twitter e outras redes sociais, mais companhias buscam analisar os dados gerados por esses sites. Novas aplicações analíticas surgiram para apoiar técnicas estatísticas, como processamento de linguagem natural, análise de sentimento, e análise de rede que não fazem parte do kit de ferramentas de BI.

    Por serem novas, muitas ferramentas que mapeiam mídias sociais estão disponíveis como serviço. Um exemplo é o Radian6, produto baseado no modelo software como serviço (SaaS) que recentemente foi adquirido pela Salesforce.com. O Radian6 apresenta um painel da marca com menções positivas, negativas ou neutras.

    Esse tipo de tecnologia, quando usada em departamentos de marketing e atendimento ao cliente, não exige envolvimento pesado de TI. Ainda assim, a Universidade de Kentucky acredita que precisa prestar auxiliar no processo. “Meu trabalho é identificar essas tecnologias, ver se está em linha com os objetivos de competitividade da empresa e começar a educar as pessoas certas para usá-las”, diz ele.

    Assim como qualquer outra empresa, a universidade tem interesse em monitorar o sentimento das pessoas sobre a sua marca, mas Kellen diz que essa movimentação também pode auxiliar a identificar oportunidades para desenvolver aplicações específicas para as preocupações escolares, como a retenção dos alunos.

    Por exemplo, monitorar mensagens de estudantes nas mídias sociais pode ajudar professores e administradores a identificar quando os alunos estão com dificuldade no aprendizado. Os desenvolvedores de TI também vão procurar maneiras de construir alertas gerados por análise de mídia social em aplicações para responder a esses eventos, completa.

    Encontrar tais correlações pode fazer uma grande diferença na hora de mostrar o retorno sobre o investimento da mídia social, diz Hackney. “No meu setor, todo mundo olha para os números”, observa.

    Fonte: Computer World

  • Cinco coisas que um bom chefe não deve fazer


    10 de abril de 2012

    Uma das maiores preocupações dos líderes é – ou deveria ser – conseguir ter um bom relacionamento com a sua equipe. Apesar de um certo ditado popular dizer que é impossível agradar a todos, o oposto também é verdade: é bem possível que todo mundo deteste sua gestão.

    Mal sabem esses líderes que boa parte do que se convém chamar de “cair no gosto” dos empregados reside em atitudes corporativas simples, ou melhor, à falta delas. O site Inc. listou cinco dicas do que você não deve fazer para que seus funcionários comecem a apreciar mais a sua postura de líder:

    Cobrar favores

    Essa é crucial, pois envolve, ao mesmo tempo, o relacionamento corporativo e o caráter de um gestor. Nunca faça favores aos seus subordinados se você já espera receber algo em troca. A generosidade deve ser espontânea e gratuita. Assim, a retribuição a ela parte de forma voluntária.

    Exemplo prático: não adianta pedir ao seu funcionário para trabalhar em horas extras ao jogar na cara dele o quão bacana você foi ao deixar ele faltar um dia para levar a sogra doente ao hospital.

    Reuniões para “ter ideias”

    Uma grande ideia é espontânea, vem com o momento. Sessões de brainstorm podem parecer úteis para juntar cabeças e pensar em grupo, mas a melhor forma de pedir a opinião de alguém é fazer isso diretamente. Não é raro funcionários terem ideias melhores do que as suas, então o melhor caminho é dar a eles o espaço para falar abertamente, como se eles estivessem no seu cargo – e dar o feedback, positivo ou negativo, em relação à sugestão deles.

    Relatórios de desempenho

    Chegamos a uma moda inútil que o corporativismo contemporâneo instituiu nas empresas. Na teoria, relatórios de desempenho, independentemente de sua frequência, soam como um diferencial profissional que vai ajudar o funcionário na carreira.

    Na realidade, eles não passam de dispensável formalidade.

    Os editores do site explicam o motivo: ninguém espera o período de entrega de relatórios para dar uma bronca ou fazer um elogio. Mais uma vez, essas são coisas que acontecem na hora. É bem mais interessante que um chefe tenha a espontaneidade de dizer na hora o quão errado foi sua atitude ou o quão importante foi a sua sugestão, do que esperar um papel timbrado dizer de forma impessoal seus acertos e erros.

    Planejamento profissional

    Não entendam mal. Planejar seu futuro sempre é bom e somos totalmente a favor disso. O caso aqui é quando você quer colocar isso no papel (ou em uma apresentação do Powerpoint). É de seu interesse saber o que cada funcionário espera da empresa e da sua gestão. Segundo o site, criar planos formais de carreira são, assim como os relatórios de desempenho, outro mito corporativo que só nos faz perder tempo.

    Ao invés disso, por que você não conversa sobre os objetivos dos seus funcionários durante um almoço, informalmente? Dessa forma, ao invés de perder tempo pensando em planos de carreira, você pode desenvolver projetos que se alinhem às expectativas daquilo que você conversou, ou métodos de treinamento que funcionem conforme as necessidades do empregado.

    Se desculpar pela demora em se desculpar

    Nunca, sob nenhuma circunstância, deixe que a frase “Eu já devia ter me desculpado por isso, mas…” saia de sua boca. Se você errou, vá e peça desculpas. O mínimo que você espera de um funcionário é que ele reconheça um erro no momento em que você o cobra por satisfações. Assim sendo, você tem a obrigação de seguir esse padrão.

    Reconhecer o erro também é trato de um líder de caráter. Seja esse líder.

    Fonte: Olhar Digital

  • Sete dicas para ser um bom negociador


    9 de abril de 2012

    Talvez seja o medo da rejeição ou a perspectiva assustadora de um embate direto com o chefe direto, mas uma coisa é clara: as pessoas não gostam de negociar.

    Um novo estudo da LinkedIn revela que quando se trata de negociação no local de trabalho, 42% dos profissionais norte-americanos se sentem desconfortáveis. Um quarto, de fato, admite que nunca negociou no local de trabalho.

    “E a cultura ocidental é uma cultura onde a negociação não é a norma, um fator agravado pelo medo das pessoas por conta da crise econômica mundial e seus reflexos no mercado de trabalho”, diz Selena Rezvani, autora do livro “Pushback: How Smart Women Ask-and Stand Up-for What They Want“.

    O estudo do LinkedIn entrevistou 2 mil profissionais em oito países. Globalmente, verificou-se que 35% deles se sentem ansiosos ou com medo de negociar, enquanto 34% disseram que se sentem confiantes. Apenas 10% consideram as negociações excitantes e 10% são indiferentes.

    A LinkedIn descobriu que os profissionais da Alemanha e da Índia têm a visão mais positiva: 21% dos alemães relataram que se sentem entusiasmados com negociações, enquanto os indianos foram os mais confiantes com quase metade (47%) relatando que se sente confiante durante uma negociação.

    “Em outras culturas, como a Índia, por exemplo, negocia-se de tudo, desde o preço de uma peça de tecido até os termos de um contrato de trabalho”, diz Rezcani. “A cultura indiana permite ser mais agressiv durante uma negociação onde as pessoas realmente esperam que você ceda em sua oferta inicial.”

    Profissionais que não conseguem negociar bem, ou em tudo, prestam um desserviço financeiro grave, pessoal inclusive, pondera Rezcani. “Quando não negociamos os nossos salários, deixamos milhares, até milhões de dólares sobre a mesa, não reclamados. Isto não só nos afeta negativamente agora, mas supera drasticamente as economias da aposentadoria que trabalhamos tão duro para acumular.”

    Mas os inconvenientes não são apenas financeiros. Eles estão diretamente relacionados ao crescimento da carreira. “Em minhas entrevistas com altos executivos, as capacidades de negociação e resolução de conflitos de competências surgiram como uma necessidade de liderança”, diz ela. “Então, se não negociarmos de forma eficaz a entrada na empresa e os níveis que almejamos e as metas que teremos, podemos ser marcados como trabalhadores não indicados para postos de liderança.”

    Para ajudá-lo a negociar melhor, Rezvani oferece sete dicas.

    1. Consulte sua rede

    Sua rede de contatos é geralmente a ferramenta mais subutilizada em uma negociação. Olhe para suas conexões no LinkedIn em busca de insights sobre as motivações, contrapartidas e estilo, e troque ideias com seus pares.

    2. Defina expectativas

    As pessoas sofrem de baixas expectativas mais do que qualquer outra coisa, diz Rezvani. Isso faz com que os negociadores mirem baixo e obtenham muito pouco. “Sempre comece com uma proposta ambiciosa capaz de encantá-lo e excitá-lo, não simplesmente satisfazê-lo”, diz ela.

    3. Feche a lacuna

    Não subestime o poder da outra parte, sugere Rezvan. Em vez disso, encare a pessoa com a qual você está negociando como uma igual. “Isso pode fazer toda a diferença na obtenção dos resultados que queremos”, diz ela.

    4. Um “Não” pode significar um “Ainda não”

    “Um grande erro é assumir que quando alguém diz ‘não’, o assunto está encerrado, e não caba mais discussão”, diz Rezvani. O momento pode não ter sido o melhor, por isso peça uma segunda vez, em circunstâncias diferentes. “Se você nunca ouviu um ‘não’, você provavelmente não pediu o suficiente”, diz ela.

    5. Se não há precedente, negocie

    Rezvani diz que é OK pedir uma exceção à regra. Seja o primeiro a perguntar se é possível fazer diferente.

    6. Faça o dever de casa

    A elaboração de um plano para o que você está propondo pode dejá-lo em posição vantajosa, afirma Rezvani. Ao destacar os detalhes-chave de sua proposta, você economiza o tempo do outro. Adicionando uma assinatura ou aprovação, também, fortalece a sua posição, diz ela.

    7. Mantenha terreno

    “Durante uma negociação, tente desenhar a conversa em vez de acabar com ela abruptamente ou concordar de pronto”, diz ela. “Você pode experimentar ficar em silêncio por alguns segundos para nivelar o poder ou fazer perguntas que abram o diálogo e aprofunde a conversa.”

    Fonte: ComputerWorld

  • Cinco dicas para conseguir se recolocar no mercado de trabalho


    3 de abril de 2012

    Em todo o mundo, as atividades de fusão e aquisição cresceram 22% no quatro trimestre de 2011, aponta o IntraLinks Deal Flow Indicator (DFI), índice calculado pela Intralinks, provedora de soluções de software como serviço (SaaS). No Brasil, o volume de negócios no período obteve alta de 32% em relação ao quarto trimestre de 2010.

    Inúmeros profissionais ainda vivem o drama de ver departamentos inteiros serem reestruturados. Como reultado desses processo é comum profissionais com cargos executivos serem dispensados.

    Para os especialistas em recursos humanos, a primeira regra diante da possibilidade de cortes é que o executivo esteja preparado para encarar o medo e sem ter que esconder-se. Mais do que entrar nas estatísticas de desemprego no Brasil, o profissional deve ser ágil ao encarar a situação como um planejamento de carreira, buscando contatos, cursos, outplacement, ou avaliando a abertura de um negócio próprio.

    Não é o momento de tirar férias, mas uma oportunidade de encarar a carreira. E essa busca pela nova colocação no mercado deve tomar tanto tempo quanto um trabalho normal. Manter a serenidade é fundamental, mas com foco no novo emprego.

    Veja cinco dicas de como conquistar uma nova vaga rapidamente.
    1- Faça da procura por uma vaga seu novo trabalho em tempo integral
    O profissional pode não estar empregado momentaneamente, mas tem um trabalho, que é encontrar uma vaga no mercado. Se ele encarar os primeiros meses de desemprego como férias, corre o sério risco de perder um tempo precioso. E voltar a procurar um emprego depois dessas “férias” vai ser ainda mais difícil.

    Quando o profissional inicia a procura de uma nova posição imediatamente, ele está preparado para a oportunidade certa quando esta surgir. Sua disponibilidade aparecerá nas entrevistas, desde a forma como apresenta o currículo à maneira como se comporta durante um escrutínio. Se o profissional tiver habilidade de negociação, esta também estará afiada.

    2- Mantenha o pique
    Ser demitido nos dias de hoje pode trazer o pânico para a vida de um profissional e é exatamente por isso que é necessário manter as prioridades em ordem para manter o pique. Só assim é possível ganhar motivação para voltar ao mercado com a vontade que necessária.

    Profissionalmente falando, a demissão pode ser uma benção. Principalmente se a empresa anterior era do tipo que entediava ou enraivecia com suas políticas. Pode ser o momento de aproveitar para encontrar uma posição que ofereça novos desafios e oportunidade de crescimento.

    3- Eficiência no Networking
    É o momento de voltar a entrar em contato com todos que você conhece, mesmo que pareça desconfortável revelar a situação de desemprego. Aliás, esconder isso é um grande erro. Todo mundo sabe que o mundo está sujeito a intempéries e o demitido é apenas um em um milhão. O melhor é dizer a todos, pois qualquer pessoa pode ter algum contato importante para oferecer.

    Além disso, manter sua rede de contatos na internet pode ser uma forma excelente de reconquistar uma posição. A Web já é o meio preferencial no qual empregadores procuram profissionais. Mas é bom tomar cuidado para que essas redes não prejudiquem o profissional. Nada de fotos comprometedoras ou textos com detalhes particulares que não sejam motivo de orgulho.

    4- Consultoria é uma alternativa
    O profissional que sai de um posto de trabalho em tempo integral costuma rechaçar consultorias pela idéia de não-permanência. Mas é uma opção a ser considerada. Não é incomum que consultores fiquem cinco anos ou mais em uma companhia. São anos de pagamentos e benefícios de um emprego em tempo integral. Além disso, o consultor sempre pode mirar em uma posição permanente em uma organização.

    A consultoria traz outros benefícios: flexibilidade, possibilidade de escolher com quais projetos trabalhar, atualização constante das competências profissionais. Em último caso, pode ser uma opção para manter a renda enquanto não surge uma vaga definitiva.

    5- Qualifique-se
    Se o profissional sempre teve aspirações de atingir um alto status em qualificação em tecnologia da informação, mas nunca conseguiu ter tempo para chegar ao nível desejado, o momento do desemprego pode ser a hora perfeita. Enquanto procura emprego, você pode correr atrás de obter um MBA ou outro tipo de educação que o qualifique para um posto executivo. Desta forma, quando a economia se ajustar, terá pontos extras na briga por uma vaga.

    Fonte: IDGNow

  • 7 passos para afastar os hackativistas


    2 de abril de 2012

    No ano passado, os hackativistas roubaram mais informações de redes corporativas do que os cibercriminosos, de acordo com estudo o Verizon 2012 Data Breach Investigations Report. Mais da metade de todos os incidentes e problemas relacionados com a segurança durante o ano passado foram causadas por ataques com motivação política.

    Esse quadro mostra que os hackativistas estão se tornando a principal ameaça às redes corporativas, deixando para trás os criminosos tradicionais. No entanto, a Verizon aponta no relatório que a maioria das violações de dados poderia ter ser evitada por administradores de rede se eles tivessem seguindo as melhores práticas em segurança da informação.

    Aqui estão sete dicas simples para evitar [ou pelo menos minimizar] o impacto desses ataques.

    1. Proteja seus servidores
    A Verizon descobriu que, em vez de dispositivos finais, como laptops ou telefones inteligentes, em 94% de todos os dados comprometidos no ano passado, os servidores estiveram envolvidos. Assim, enquanto os gerentes de TI estão preocupados com a gestão de dispositivos móveis e a consumerização, o fornecedor acredita que eles deveriam prestar mais atenção à segurança cibernética dos servidores que contêm informações de identificação pessoal ou de propriedade intelectual.

    2. Elimine dados desnecessários
    As companhias tendem a coletar dados sensíveis e depois não removê-los quando não são mais necessários. Todas as organizações precisam ter políticas rígidas para a conservação de dados, uma atividade vital para atender às exigências regulatórias.

    3. Observe os registros
    Muitas empresas têm software de segurança que acessam à rede e outros registros, mas não têm ferramentas automatizadas para a análise dos registros e a busca de vulnerabilidades ou falhas. Portanto, os CIOs precisam dedicar pessoal para controlar e explorar os logs de rede ou servidor.

    Uma atividade anormal de rede pode ser sinal da existência de um malware que coleta, monitora e registra ações dos usuários, como forma de roubar nomes de usuário e senhas.

    4. Utilize dupla autenticação
    Ter um sistema de autenticação de dois fatores para controle de acesso [como senhas e cartões de acesso] reduz o risco de piratas, que muitas vezes entram nos servidores com nomes de usuários e senhas roubados.

    Também é importante ter políticas estritas de senhas, como senhas complexas, alterar senhas regularmente e limitar tentativas frustradas de login. Outra sugestão é o uso de listas negras de IP para restringir o acesso à servidores repletos de atividades hackactivistas ou cibercriminosas.

    5. Cuidado com o PC que pode ser acessado de qualquer lugar
    As ferramentas que facilitam o acesso remoto a sistemas de empregados, como o PC Anywhere, são comumente usadas por hackers como porta para desbloquear sistemas corporativos. Os administradores de rede podem usar listas negras para bloquear sistemas de IP que têm acesso a essas ferramentas e aplicativos de filtragem para impedir o fluxo de informações além da rede corporativa.

    6. Alerte os profissionais de segurança sobre os riscos

    As empresas estão cada vez mais vendo ataques de hackers que resultam da manipulação física de dispositivos de rede no data center. Portanto, os profissionais de segurança devem estar cientes da manutenção programada de dispositivos de rede e devem buscar a presença de arranhões ou buracos no exterior de equipamento ou de quaisquer selos quebrados no hardware.

    7. Invista na conscientização dos funcionários

    Hackers frequentemente enganam os empregados para descobrir seus nomes e senhas ou simplesmente levam o profissional a fazer o download de um arquivo executável ou ainda a clicar em um site que contém malware. Empresas devem investir na formação contínua dos funcionários para que eles estejam constantemente conscientes do perigo dos ataques de engenharia social.

    Fonte: Computer World

  • Como definir a segurança na estratégia de consumerização?


    30 de março de 2012

    Muitos CIO e CSO já pararam de resistir à utilização dos dispositivos iOS e Android nas organizações que gerem. Em vez disso estão empregando as suas energias de outra forma: em descobrir como aceitar os aparelhos que estão transformando-se rapidamente em dispositivos de negócios.

    Além de muito apelativas, dispositivos como o iPhone e o iPad são também cada vez mais capazes de responder às necessidades de segurança e gestão nas empresas. A revolução dos PCs, há 25 anos, obscureceu a distinção entre “trabalho” e “ambiente pessoal”. Hoje, os aparelhos móveis tornaram essa distinção ainda mais tênue. É hora de pensar em como tirar partido da revolução da consumerização.

    As questões de segurança são ainda uma preocupação central na maioria das organizações. Ela pode ser feita a partir de uma matriz que divide as necessidades endereçadas pelo BYOD em quatro grupos.

    As obrigações de segurança podem variar, mas é possível ajustar a estratégia para dispositivos móveis de acordo com elas. É preciso ter em mente que a mobilidade está em mutação.

    As recomendações são baseadas apenas no que está disponível hoje. Espera-se entretanto que os fabricantes continuem a melhorar os seus produtos.

    Que categoria de segurança será mais adequada para sua empresa?
    Muitas histórias assustadoras sobre a segurança dos smartphones e tablets assumem a necessidade de manter estes dispositivos sob normas quase militares. Mas a maioria das empresas não exige esses níveis de segurança para todos os usuários.

    E muitas empresas dos setores da defesa e da área financeira já descobriram como dar suporte a esses aparelhos, apesar das suas maiores necessidades de segurança. O Bank of America e o Citigroup são exemplos disso.

    Muitas companhias exigirão uma mistura das quatro categorias descritas abaixo. Afinal, as organizações tanto podem suportar funcionários que têm necessidade de acesso a dados sensíveis, como funcionários para os quais o acesso a esses mesmos dados empresariais vitais é desnecessário.

    A estratégia de segurança deverá refletir essa diversidade interna. A verdade universal sobre a mobilidade é que uma solução única não satisfaz todos os conjuntos de necessidades.

    Uma nota importante: alguma coisa está errada se trata o uso dos dispositivos pessoais, provisionados ou não pela empresa, com o mesmo nível de requisitos de segurança do que aqueles empregados aos PCs.

    Fazer isso representa ter um potencial de vulnerabilidade para corrigir já no patamar dos PC.

    Categoria 1: engloba informações comerciais de rotina
    Motoristas de caminhões, representantes de vendas, funcionários de vendas, designers gráficos, programadores de aplicações, pessoal de manutenção, restauradores – as pessoas com essas profissões raramente lidam com informação muito sensíveis do ponto de vista pessoal ou legal. Se um smartphone usado por um desses profissionais for perdido ou roubado, o impacto passa apenas pela necessidade de reconstrução de alguns dados, e de garantir que o serviço de comunicações seja suspenso.

    Há também o risco de o ladrão ter acesso à conta de e-mail do funcionário, e por isso torna-se necessário mudar imediatamente os dados de autenticação no servidor. Os mecanismos de segurança recomendáveis incluem o uso de um PIN para uso o dispositivo e o uso de uma senha.

    Boas, mas não essenciais, as práticas de segurança e de gestão de capacidades englobam processos de expiração de senhas e requisitos complexos para obtenção das mesmas.

    É importante garantir também a possibilidade de apagar os dados do dispositivo, remotamente, associada a uma política de eliminação de dados após certo número de tentativas.

    Categoria 2: informações importantes de negócios
    Gestores de vendas, assistentes pessoais, consultores, professores, editores, operadores de vídeo, programadores, gestores de nível médio – pessoas com estas funções ou profissões têm acesso a alguma informação pessoal e financeira que não vai destruir a empresa se for roubada. Mas que pode causar danos financeiros e de imagem que é importante  prevenir.

    Também têm acesso a alguns sistemas internos por meio de senhas que poderão ser usadas por pessoas mal intencionadas. Se o dispositivo móvel for perdido ou roubado, o esforço para evitar as falhas de segurança vão além da eliminação de informação e exigem alteração de senhas partilhadas.

    Podem exigir também informar os parceiros de negócios sobre o sucedido, e perder vantagens competitivas no curto prazo.

    As capacidades necessárias de segurança e gestão incluem o uso de uma senha complexa para usar no dispositivo, processos de expiração dessas senhas, a possibilidade de eliminação de dados por via remota, e encriptação SSL de e-mail e outros dados.

    A eliminação de dados após certo número de tentativas de autenticação falhas também é uma política importante. Não é essencial que sejam usadas redes VPN, e/ou a autenticação por dois fatores para acesso a dados e sistemas de armazenamento. Mas tal como a criptogtafia no próprio dispositivo, técnicas de criptografia dos dados serão muito úteis se disponíveis.

    Categoria 3: informações comerciais confidenciais
    Funcionários financeiros, auditores, banqueiros, médicos, pessoal de RH, advogados, agentes reguladores, gestores de produto, investigadores, gerentes de divisões, altos executivos de TI, gestores de marketing e chefes de vendas, executivos na maioria das empresas, e todos os seus assistentes – estes profissionais trabalham com informações muito sigilosas [legais, financeiras, de produtos e de RH].

    E geralmente têm acesso aos principais sistemas internos de armazenamento de dados. Se os seus dispositivos forem perdidos ou roubados, pode haver sérias consequências financeiras devido e perdas competitivas se detalhes sobre as negociações comerciais, de salários ou dados semelhantes forem revelados.

    As capacidades necessárias de segurança e gestão incluem a exigência de senhas complexas para uso no dispositivo móvel, um sistema de expiração de senhas e a capacidade de eliminar dados por via remota conjugada com limites de tentativas de autenticação. Envolve também a utilização de criptografia SSL de e-mail e de outros, além do uso de redes VPN e, ou, sistemas de autenticação de dois fatores para acesso aos sistemas e dados sensíveis.O uso de criptografia no dispositivo também é essencial. Menos importante, mas útil, é o controle de acesso a redes específicas, ou a capacidade de desligar a câmara, e o controlo sobre a instalação de aplicações.

    Categoria 4: fornecer informações altamente sigilosas
    Fornecedores da defesa, espiões, policiais, diplomatas, militares, responsáveis políticos e assistentes – pessoas com essas profissões e funções trabalham com informações confidenciais cuja exposição pode colocar vidas em risco.

    Os seus dispositivos devem suportar a utilização de senhas complexas, sistemas de senhas expiráveis, a eliminação remota de informação, criptografia com nível militar de dados de email e outros. Os processos de eliminação de informação depois de seguidas tentativas de autenticação falhas devem ser de nível militar.

    E os dispositivos devem usar redes de acesso por VPN a sistemas internos, além de suportarem autenticação de dois fatores físicos. O dispositivo também deve suportar encriptação de grau militar no próprio equipamento e as normas MIME e FIPS 140.

    Deve possibilitar também o controle e bloqueio discreto sobre o acesso a redes e a instalação de aplicações.

    Fonte: Computer World

  • Como deve agir a TI para obter aprovação do CIO em projetos?


    29 de março de 2012

    Quando as equipes de TI de data center e instalação se reunem com o Chief Information Officer (CIO) para falar sobre a possibildiade de aquisição de equipamentos, as conversas raramente são fáceis. A tecnologia que procuram muitas vezes é cara, na faixa de seis ou sete dígitos, e justificar o investimento pode ser um desafio.

    Durante um fórum realizado recentemente em Las Vegas, no Estados Unidos, alguns gestores compartilharam suas técnicas para obter a aprovação do CIO para comprar novos equipamentos. Como a discussão foi informal, estabeleceu-se que nenhum nome seria publicado.

    Um ponto comum da discussão é que na maioria das grandes empresas, o CIO está cada vez mais visto pela equipe técnica como alguém de negócios e com conhecimento técnico limitado. Esse pode ser o primeiro obstáculo para viabilizar um projeto.

    Torne o projeto real
    “Os CIOs, hoje, não entendem os projetos do ponto de vista técnico”, disse um gerente de TI. Outro apontou que “conforme o tempo passa, os CIOs estão cada vez menos técnicos”.

    CIOs querem visualizar o business case e o retorno sobre o investimento (do inglês ROI) por trás do pedido do equipamento. “Você geralmente precisa falar com eles em termos de negócios”, disse uma pessoa na mesa redonda.

    O processo também significa definir o pedido de forma que os benefícios do projeto, bem como as consequências de não investir nele, sejam facilmente visualizados. Um gerente aconselhou, por meio de uma abordagem simples, uma aproximação com o CIO. “Deixe-me dizer o que de ruim pode acontecer se você evitar realizar esse investimento”, apontou.

    Apresentações devem ser curtas

    O que os gerentes de TI observam é que quanto maior a empresa, menos tempo o CIO tem para você. Um dos executivos recomendou resumir a solicitação de equipamentos ou projeto em uma folha de papel. O gerente também sugeriu chegar à reunião com uma apresentação que pode ser entregue em um prazo de cinco minutos.

    Alguns na mesa redonda disseram que os CIOs podem, por vezes, fazer perguntas fora do foco do projeto. A razão, sugeriram eles, é “eles estão vendo se esse projeto é algo que você está realmente disposto a lutar.”

    Seja diplomático e educado
    É importante garantir que as pessoas que assinam a compra de plataformas de TI em uma empresa ou instituição entendam o que você está fazendo, alguns aconselham. Uma boa dica é conhecer as pessoas no departamento de finanças que trabalham com compra de TI.

    Um gerente disse que sempre que instala um novo equipamento, ele convida a equipe da área Financeira para visitar o data center para que elas vejam a tecnologia funcionando. Construir essas relações pode ajudar a vender os projetos futuros. “Isso torna mais tangível”, afirmou.

    Ofereça opções

    A ideia de dar alternativas aos CIOs estimulou o debate. Um gerente recomendou ir ao encontro com o chefe com três opções: uma opção high-end “tudo-o-que-precisamos”, outra “essa-vai-nos-ajudar-a-realizar-o-trabalho” e, por fim, uma opção de esqueleto. “Uma delas vai funcionar”, apontou um dos profissionais de TI. Apareceu também uma sugestão para oferecer abordagens de curto prazo.

    Ao sugerir alternativas ao CIO, assinalou um defensor dessa abordagem, “é possível oferecer algum controle sobre a solução”. Mas há ceticismo sobre essa prática. “Se você dá a opção superbarata, ele pode ficar com ela e então você está preso a essa sugestão”, observou um participante.

    Fonte: Computer World

  • E quando a adoção de ERP fracassa?


    28 de março de 2012

    Não é raro ouvir empresas que passaram por casos de falhas em suas implementações de ERP. Enquanto projetos de adoção de sistemas de gestão empresarial apresentam problemas por motivos diversos, cada incidente desencadeia um conjunto de repercussões problemáticas, financeiras entre outras. TI, é claro, é a primeira a receber chamados para realizar os reparos. Mas o CFO raramente sabe o que está acontecendo.

    “Todos os caminhos levam para o lado financeiro”, afirma Mark Gandy, sócio da b2bcfo.com, empresa que oferece serviços financeiros para as empresas. “O CIO geralmente fica envolvido com as questões tecnológicas… mas CFOs têm ampla compreensão de todo o negócio”, pontua o executivo.

    China Martens, analista da Forrester Research, diz que os clientes estão insatisfeitos por promessas não cumpridas de uma série de fornecedores de ERP.

    “É como se a empresa e o fornecedor falassem línguas diferentes”, observa a analista. “Por vezes, os fornecedores de ERP supervalorizam a venda e acabam prometendo atividades que não podem cumprir. Outras, a empresa não é clara sobre o objetivo que quer atingir.”

    Nesse ponto, os diretores financeiros que estão envolvidos na seleção da tecnologia e no processo de implementação ajudam a atenuar os problemas que podem comprometer as operações e a geração de renda. Além disso, os CFOs trazem uma perspectiva global da companhia para o processo, uma vez que eles entendem como cada departamento opera e contribui para os negócios.

    Três exemplos, entre os muitos que falharam, mostram parte do desenho do ERP hoje. Um deles é a Montclair State University, localizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A instituição processou o fornecedor após o vendedor supostamente ter atrapalhado a instalação do software para substituir os sistemas legados. Agora, a Montclair State precisar investir cerca de 20 milhões de dólares para finalizar o trabalho, de acordo com a ação judicial.

    O CareSource Management Group, administrador de planos de saúde, está pedindo 1,5 milhão de dólares em danos ao fornecedor, de acordo com um processo judicial, em caso semelhante. A CareSource alegou que o software adquirido não era o sistema que o fornecedor prometeu e nunca avançou além da fase de testes.

    Uma distribuidora de tecnologia atribuiu consecutivas perdas de rendimentos trimestrais a problemas de configuração de um sistema de ERP na Austrália. Os lucros da empresa no primeiro trimestre de 2011 caíram de 70,3 milhões de dólares para 56,3 milhões dólares em comparação com igual período de 2010. Os rendimentos do segundo trimestre de 2011 foram de 59,7 milhões dólares, em comparação com os 67,7 milhões dólares registrados no segundo trimestre de 2010.

    Gandy se junta à lista de executivos que recentemente enfrentaram desafios na adoção de ERP. Um de seus clientes comprou o software e, em seguida, descobriu que precisaria de um ERP específico alinhado à indústria de atuação. A empresa contratou um segundo integrador de sistemas para a implementação e depois de ter tido uma experiência ruim com o parceiro, o cliente voltou à Gandy para concluir o trabalho.

    “Normalmente, a organização migra para um sistema no qual confiou, que tem escalabilidade e feedback imediato”, assinala. “É por isso que é preciso haver metas muito claras, porque é necessário pensar na tecnologia como vital para a estratégia corporativa”, avalia.

    Observar essa perspectiva de negócios no longo prazo é especialmente importante para os CFOs, já que o ERP deve crescer para atender a futuras metas da companhia, aponta China. Uma abordagem míope pode forçar uma organização a aposentar prematuramente um sistema de ERP, o que, segundo a analista, poderia levar ao questionamento do CFO por outro investimento de milhões de dólares. Gandy concorda dizendo que as empresas não deveriam ter de substituir um ERP com menos de cinco anos de idade.

    O software de uma companhia deve manter-se produtivo e ser a força motriz por trás de todas as suítes de ERP que estão ligadas a ele, avalia Gandy. Considerar um fornecedor da tecnologia porque os executivos de negócios ouviram conversas sobre suas ofertas, ou supor que a tecnologia é boa “são razões erradas”, completa. Conhecer detalhes de como funciona o negócio é vital quando cada tecnologia em torno do ERP precisa ser adaptada.

    “A companhia usuária não quer uma lacuna entre o ERP e o que os negócios precisam”, afirma China. Organizações precisam “minimizar esse gap, mas também devem ser realistas sobre o que é necessário ser feito para mudar esse quadro”. De acordo com a analista, essa movimentação pode exigir investimento adicional para personalizar o produto. Por outro lado, as empresas também querem evitar a customização excessiva da solução. Isso leva à compra de um software que vai deixar os CFOs insatisfeitos e fazer com que eles não o utilizem e não apostem na ferramenta, acredita China.

    Além de examinar os processos internos, as empresas que estão em busca do produto devem rever alguns dos projetos concluídos de um fornecedor para verificar histórias de sucesso. Gandy aconselha que o futuro cliente visite algumas organizações e identifique se existem problemas.

    “Isso vai garantir que um problema não aconteça? Não”, afirma Gandy. Mas ao fazer a escolha baseada nessa premissa, “certamente pode minimizar os desafios e até impedir determinada escolha de ERP.”

    “Os fornecedores prometem tudo, mas se você conversar com outros clientes, buscando comentários imparciais, poderá ter uma noção do produto porque eles irão te dizer exatamente o que ele faz para os negócios”, assinala China.

    Depois de selecionar um fornecedor e avançar para as negociações do contrato, evite cobranças de hora em hora, acrescenta Gandy. “Eu odeio a cobrança”, esbraveja. “Você não está pagando por assentos. Está pagando por resultados.” Em vez disso, estabeleça um plano de pagamento para alcançar os objetivos do projeto determinado pelo vendedor e pela empresa.

    Isso oferece uma “linha do tempo muito sólida do trabalho que deve ser realizado, ajudando na identificação de prazos quando não forem cumpridos”, aponta o executivo. O pagamento por resultados, prossegue, permite que a empresa conclua projetos antes de cortar um fornecedor.

    A corrida para a nuvem, porém, obrigou os vendedores tradicionais de ERP a desenvolver estratégias inovadoras de implementação. E executivos de finanças podem gostar dessa oferta, projeta China. Fornecedores de ERP inseriram em suas ofertas pacotes que cobrem todos os componentes de uma implementação por um preço fixo, apontando os benefícios de uma adoção mais rápida e barata.

    “Eles tentam empacotar software, serviços, capacitação e compromisso com a implementação para tentar atingir as diferentes pontas das organizações”, diz ela.

    Na visão de Gandy, quando levadas em consideração as vantagens e desvantagens de várias opções de ERP, funcionalidade global é fator decisivo. Essa característica vai aumentar o custo, mas o investimento extra significa retorno que pode ser observado no longo prazo. “É um valor que vale a pena, pois a solução fará parte das operações das empresas de dez a vinte anos.”

    Dicas para uma boa implementação
    Algumas perguntas vitais que devem ser feitas antes de projetos de ERP.

    1) O aplicativo que você está revendo já tem funcionalidades específicas da vertical de atuação e é configurável da forma que você precisa para estar em linha com os objetivos de negócios? Será que a tecnologia vai ser capaz de fazer o que você solicitará? Vai atender às necessidades dos usuários?

    2) O fornecedor e seus parceiros possuem referências de empresas e indústrias como a sua? Eles terão de fazer qualquer customização? Qual é o nível de personalização que isso implicará? O que eles tem que fazer?

    3) A mudança de sistema ou implementação de uma nova tecnologia será uma iniciativa liderada pelo CIO ou uma demanda de negócios levou a avaliação da ferramenta? Se você tem patrocínio forte da área de negócios, pode estabelecer uma gestão maior de mudança, o que significa menos customizações. Isso acontece porque você tem um mentor do lado dos negócios que reforça para as pessoas que esse é o caminho certo para a empresa seguir.

    Três lições para transformar desafios em sucesso

    1) Ter equipe esperando trabalho é melhor do que ter trabalho esperando: evitar a todo o custo que etapas do projeto sejam adiadas porque o pessoal não estará disponível para trabalhar na próxima tarefa. Sem trocadilhos, tal atraso desencadeia reação em cadeia nas tarefas seguintes. O caos se instala, e cada início tardio faz com que as linhas de tempo de toda a cadeia dependente de tarefas passe a ser imprevisível.

    2) Multitarefa é mais prejudicial do que imaginamos: as empresas que não compreendem a importância da lição número 1, inevitavelmente tentam maximizar o uso de pessoal. Parece fazer sentido. Afinal, qualquer hora paga a um empregado para não fazer nada soa como desperdício. O problema é que a maioria das tentativas de maximizar a utilização pessoal faz mais mal do que bem.

    Apesar de as pessoas terem a sensação de que conseguem executar várias tarefas ao mesmo tempo com a mesma eficácia, na prática isso não funciona. A cada 50 profissionais, apenas um tem condições de efetivamente focar em várias atividades ao mesmo tempo. O restante altera a atenção, o que compromete eficiência e produtividade.

    Manter os funcionários ocupados significa insistir na multitarefa. O que a palavra realmente significa é ter de mudar de uma tarefa para outra, muitas vezes de forma imprevisível. Pergunte a qualquer pessoa cujo trabalho requer esforço concentrado que impacto isso tem. A resposta será uma só: ruim. Cada opção significa voltar a atenção para a tarefa e tempo para se reorientar. Esse processo não é nem fácil nem instantâneo.

    A lição é clara: permitir que os funcionários terminem o que começaram, mesmo que isso signifique que eles fiquem, ocasionalmente, sem nada para fazer. Eles serão muito mais eficazes e produtivos.

    3) Elimine “bajulações”: é importante que todos saibam quando atingiram o status “bom o suficiente”. Antes de cada tarefa, o time da companhia fornece os critérios para avaliação do resultado. E comunica a importância de evitar “qualquer tipo de bajulação” com frequência. Ao longo da execução, compartilha com os funcionários suas impressões, constantemente, com o objetivo de levá-los a se esforçarem para encontrar maneiras de fazer o que estão fazendo de forma ainda melhor.

    Fonte: IDGNow

  • Cinco traços de linguagem corporal que podem condenar entrevistas de emprego


    27 de março de 2012

    Grande parte de nossa comunicação com outras pessoas não se restringe apenas à fala, visão ou audição, mas também à nossa postura diante do que queremos expressar. Prova disso são os gestos que fazemos com o corpo – principalmente com as mãos -, e que dizem muito a nosso respeito. O problema é quando esse tipo de comportamento se manifesta em momentos não muito indicados, como uma entrevista de emprego.

    O site WiseBread detalhou cinco erros comuns que as pessoas cometem ao “falar com o corpo” durante entrevistas profissionais, e também deu dicas para evitá-los. Acompanhe abaixo e veja como melhorar o seu desempenho na hora de lutar por uma vaga.

    Seu aperto de mão pode causar uma boa ou má primeira impressão

    Torne seu aperto de mão firme, mas não de maneira agressiva ou frágil demais. Bem sabemos que o nervosismo pode tomar conta de muita gente ao partir para uma entrevista, mas certifique-se de que suas mãos estejam secas e não suando ao se apresentar para o recrutador.

    Não toque o seu rosto

    As pessoas tendem a colocar as mãos para apoiar seus rostos durante alguma entrevista. No entanto, se quiser dar uma boa impressão, precisa estar consciente de que suas mãos podem ditar o resultado final de um processo seletivo. Mantenha-as longe de seu nariz e boca, e não as coloque sobre o queixo, como quem está analisando o ambiente. Para muitos entrevistadores, tocar o rosto pode ser um sinal de desonestidade.

    Não cruze os braços

    Mesmo quem não tem o hábito de participar de muitas entrevistas, sabe que o simples cruzar de braços pode dizer muito sobre o que você acha a respeito de um determinado assunto. Cruzar os braços é, muita vezes, sinônimo de agressividade ou desinteresse, e esta, com certeza, não é a primeira impressão que você quer transmitir. O máximo que você pode fazer é colocar suas mãos sobre a mesa (caso haja alguma).

    Não olhe tão fixamente

    Contato visual sempre é uma boa saída. Mas existe uma diferença entre olhar fixamente e simplesmente prestar atenção. Por isso, essa atitude deve ser algo natural: não fixe os olhos no seu entrevistador, mas olhe-o com atenção sem deixá-lo desconfortável. Ao mesmo tempo, não percorra a sala com o seu olhar, como quem parece entediado ou pensando em outras coisas que não sejam o motivo da entrevista.

    Evite balançar muito o corpo

    Balançar o pé, as pernas, acenar muito com a cabeça, girar o corpo na cadeira, e tantos outros movimentos dessa natureza podem fazer com que o recrutador o interprete como uma pessoa desinteressada, ou até mesmo hipócrita ou covarde. Assim como o contato visual deve ser ponderado, concordar positiva ou negativamente com a cabeça deve também ser moderado, e apenas quando a situação for claramente apropriada.

    Fonte: Olhar Digital

  • Veja sete erros na busca por empregos via web


    26 de março de 2012

    Quando procuram emprego, muitos profissionais esquecem as regras mais básicas, cometem erros e caem nas armadilhas mais óbvias. O site JobandTalent.com elaborou uma lista dos sete erros mais importantes na busca por empregos via internet, que podem ser facilmente evitados.

    1 – Perfil incompleto

    Você entregaria o seu currículo em papel sem ele estar completo? Se a sua resposta for “sim”, só podemos desejar-lhe boa sorte. Se a sua resposta for “não”, então também acreditamos que não o fará quando procura emprego por meio da Iinternet. “O perfil profissional exibido nas redes sociais e sites de emprego deve estar completamente preenchido. As organizações não perdoam o não preenchimento de todos os campos do perfil ou que isso seja feito de forma telegráfica – é percebido como falta de interesse.

    2 – Participar apenas por participar

    Uma das grandes vantagens da procura de emprego na internet é a facilidade com que se pode encontrar propostas e responder a elas. Mas o que é uma vantagem também pode tornar-se um vício terrível, prejudicial para a carreira de um indivíduo. Convém lembrar a importância de responder às propostas que se encaixam no perfil apresentado.

    Candidatar-se a empregos cujos requisitos não são preenchidos é um erro. A melhor das hipóteses é a candidatura não ser considerada. Em futuras iniciativas até pode ser ignorada, porque o candidato pode ser classificado como não habilitado permanentemente, mesmo para cargos mais interessantes.

    3 – Não cuidar da imagem que se tem online

    Podemos não gostar, mas tal como os indivíduos investigam um potencial empregador, as organizações também usam o Google ou o Facebook para saberem mais sobre um possível empregado. A partir dessa premissa, o JobandTalent.com recomenda cuidado especial com a reputação online e com os conteúdos compartilhados, incluindo as imagens. É importante também rever as configurações de privacidade nas contas de redes sociais. “Qualquer coisa que não acrescente à procura de emprego deve ser retirado do ar. E as fotos de um indivíduo em festa não acrescentam nada”, lembra o site.

    4 – Não ser ativo

    Ficando à espera, não se encontra emprego. É preciso ser ativo. Registre-se em todos os sites de emprego e redes sociais profissionais, crie um currículo objetivo, preencha o perfil por completo, e acrescente uma foto bem tirada. Mas tenha consciência de que essas ações são apenas o primeiro passo.

    5 – Adicionar contatos por todo o lado

    Quando se procura emprego, deve-se cultivar uma extensa rede de contatos, mas que sejam úteis ou, mais importante, reais. “É tentador adicionar muitos contatos para se estar ligado a um maior número de oportunidades de emprego, mas isso não é a realidade”, explica o JobandTalent.com.

    6. Não aproveitar as oportunidades de ter o currículo online

    Deve-se levar em conta que no online não existem as mesmas limitações de um currículo em papel, e aproveitar para fornecer mais detalhes. Quanto mais informações existirem no espaço do perfil, mais hipóteses haverá de ser encontrado.

    7 – Descartar os métodos offline

    Trata-se de um ponto importante, muitas vezes esquecido. “A probabilidade de o seu próximo emprego ser encontrado por meio da web cresce todos os dias, mas enquanto essa probabilidade não for de 100%, não se pode descartar a via offline.” Por isso, quando se pretende encontrar um novo emprego, essa intenção deve ser dada a conhecer a amigos e familiares.

    Fonte: IDGNow