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Três tendências de uso da tecnologia que sua empresa não pode ignorar
12 de August de 2011
A tecnologia está evoluindo – e rápido. E embora possa não ser fácil manter-se em dia com todas as novidades, sua empresa não pode se concentrar apenas sobre as mudanças que estão acontecendo hoje. Para moldar o futuro da sua organização e da sua indústria você precisa olhar além, para as tendências tecnológicas que estão surgindo no horizonte. Por quê? Porque quanto mais você puder antever os cenários tecnológicos, maiores serão as chances de usá-lo de forma criativa para ganhar vantagem competitiva.
Como alguém que exercitou aos longo dos últimos 25 anos a arte de prever o futuro da tecnologia, exorto todos os líderes de TI a concentrarem suas atenções em três tendências emergentes que irão remodelar o cenário dos negócios como nós o conhecemos.
1. Treinamento just-in-time
Graças a nuvem, estamos à beira de uma revolução na capacitação de pessoal. A tecnologia permitirá que as pessoas usem seus laptops, smartphones e tablets como ferramentas para receber treinamento just-in-time. Em português claro, precisamente na hora em que necessitarem dele para a execução de uma tarefa. No atual modelo de capacitação usado por muitas organizações, as pessoas recebem treinamento para uma variedade de coisas antes que realmente necessitem serem peritos nelas. Isso obriga a temporadas de ausência de suas atividades diárias e a gastos elevados para as empresas. O custo benefício nem sempre compensa. Com o treinamento just-in-time, as empresas podem manter as pessoas no campo, abrindo mão de treinamentos longos, fornecendo a elas em tempo real as informações e habilidade necessárias à conclusão de um trabalho ou de uma tarefa.
Por exemplo, suponha que sua equipe de TI tem que instalar um novo hardware em todos os locais de sua empresa. Novo e complexo, o hardware requer procedimentos de instalação especiais. Em vez de enviar sua equipe de TI para um curso de formação, você pode optar por mantê-la no local de trabalho, sem a formação específica. Quando algum de seus integrantes precisar instalar o hardware ou dar o devido suporte, ele poderá receber o treinamento sobre como fazê-lo em tempo real através de seus dispositivos móveis.
E não para aí. Suponha que o profissional de TI use o módulo de treinamento just-in-time através de um tablet, mas continue com dúvidas sobre um determinado aspecto da instalação. Tudo o que ele tem que fazer é tocar ícone de “ajuda” na tela para se conectar, imediatamente, a um instrutor, via videoconferência. Em vez de apenas reportar a dúvida ao instrutor, o profissional de TI poderá mostrar a ele os procedimentos executados e seus resultados. O instrutor poderá ver remotamente o mesmo que a pessoa da sua equipe vê e dizer a ela exatamente o que fazer, como se ele estivesse presente no local da instalação. Estamos falando de uma economia fantástica e de aumento da eficiência!
Tem mais: a aplicação da tecnologia de treinamento just-in-time vai muito além do auxílio a tarefas corriqueiras como instalação e reparo. Pode ser usada para treinar pessoas em um novo software, informar os vendedores sobre as características de um produto, instruir funcionários sobre as novas políticas e procedimentos, etc. E é diferente e melhor do que um tutorial padrão, porque o treinamento pode ser acessado através de qualquer dispositivo, em qualquer lugar e a qualquer momento.
2. Poder de processamento sob demanda
A maior largura de banda disponível para os nossos dispositivos móveis já nos permite conexão a soluções tecnológicas baseadas na nuvem mais fácil e mais rápido do que nunca. E uma coisa que sabemos sobre a largura de banda é que ele vai continuar aumentando. Por isso, em breve seremos capazes de tirar partido de uma outra tendência que chamo de poder de processamento sob demanda – ou poder de processamento virtualizado.
Um dispositivo móvel tem apenas uma certa quantidade de poder de processamento. Mas se você pode ter acesso a poder de processamento adicional através de nuvem, você pode transformar seu celular em um super computador onde será possível fazer simulações avançadas, cruzamentos e análises de dados em tempo real.
Seu dispositivo portátil é tão poderoso e avançado como o seu desktop. Imagine o aumento da produtividade, se cada um dos funcionários da sua empresa tiver a capacidade de fazer o trabalho complexo que exigia poder de processamento avançado enquanto estiverem na estrada, armados com nada mais do que o seu dispositivo móvel. O que essa mudança faria por sua companhia?
3. Aplicação criativas da tecnologia
Diante dessas duas tendências e outros por vir, líderes empresariais têm que considerar o que seus funcionários serão capazes de fazer com a tecnologia. Já não é mais suficiente apenas implantar a tecnologia, mas considerar sua aplicação de forma criativa, a fim de ganhar vantagem competitiva.
Portanto, você precisa ir para seus clientes internos (todas as pessoas que utilizam a tecnologia na empresa) e pedir para que descrevam as tecnologias que gostariam de ter para aumento de produtividade. Dar o que eles pedem, mas perceber que eles certamente deixarão de tirar da tecnologia entregue todos os benefícios que ela pode dar, por total desconhecimento.
A chave para ter sucesso é ser capaz de dar às pessoas a capacidade de fazer o que atualmente não podem fazer, mas gostariam de fazer, se soubessem que poderiam. Anos atrás as pessoas não pediriam pediram um iPhone [4] ou um BlackBerry. A necessidade oculta, atendida por esses dispositivos, foi a capacidade de acessar seu e-mail e Internet sem estar amarrado a seu desktop ou laptop.
É preciso também ensiná-los a usar a tecnologia disponível hoje de uma forma criativa. Por exemplo, existem literalmente milhares de recursos do Microsoft [5] Word que você pode selecionar. A maioria das pessoas usa apenas um terço dessas características. E seus concorrentes estão usando as mesmas características, o que significa que você não está recebendo qualquer verdadeira vantagem competitiva. Então você precisa perguntar: “Quais são as que poderiam levar o nosso grupo de vendas (ou de RH, ou departamento de contabilidade, ou pessoas de logística, etc) a usar recursos existentes no software que ninguém sabe estão ká disponíveis para uso?” A maioria dos departamentos de TI não faz essa pergunta, porque está ocupada demais para garantir que tudo esteja conectado, funcionando bem e de forma segura. E se eles não estão pedindo…
Quem, na sua organização, olha para as ferramentas que você já tem perguntando se eles estão sendo subutilizadas? Aposto que “ninguém”. Portanto, me atrevo a dizer que todas as suas ferramentas são subutilizadas.
Portanto, você precisa implementar uma forma de comunicação que envolva os diferentes grupos de funcionários da empresa – vendas, logística, compras, contabilidade, RH, etc – e engajá-los no desafio de compreender o poder das ferramentas que eles têm acesso. Uma sugestão é diariamente mostrar-lhes uma “característica” da tecnologia disponível e como ela pode tornar sua vida mais fácil. Dar a eles dicas, informações curtas, divertidas, e envolventes, em vez de um documento de cem páginas detalhando todas as características (que ninguém vai ler de qualquer maneira). Talvez você ainda possa personalizar essa ideia e aplicá-la de modo que os diferentes grupos obtenham informações adaptadas para eles e suas necessidades.
Criar o futuro da sua empresa
Muitos líderes empresariais vão dizer que estão ocupados demais para tratar de qualquer dessas tendências. Mas se você não tratá-los, quem o fará? Em última análise, quem dirige estas tendências dentro de uma organização será percebido como um colaborador significativo para a empresa, alguém vale a pena manter – e alguém com alto valor no mercado.
Fonte: CIO
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Os 3 cargos de TI que devem sobreviver no futuro
27 de July de 2011

A área de tecnologia da informação é um dos setores mais dinâmicos da economia. A velocidade de lançamento de produtos e serviços, assim como a necessidade de inovação constante, fazem com que os profissionais desse segmento estejam o tempo todo em busca de conhecimento. Mais do que isso, a disseminação dos recursos tecnológicos pressiona uma mudança no perfil de quem trabalha com TI.
Com base nessa constatação, o ex-gestor de TI e hoje jornalista Jason Hiner, escreveu um artigo no site TechRepublic, no qual prevê quais os três perfis de profissionais que serão demandados pelas empresas no futuro. Acompanhe as conclusões do especialista:
1. Consultor
“Vamos encarar a verdade: todas as grandes empresas prefeririam não ter profissionais de TI ou, pelo menos, contar com o mínimo possível de pessoas na equipe”, cita Hiner. Ainda segundo ele, não se trata de algo pessoal contra quem atua no setor, mas isso acontece pelo fato de que os especialistas em tecnologia custam caro e, muitas vezes, costumam ser uma barreira aos projetos corporativos.
Como reflexo, o jornalista acredita que a maioria das funções de administração e suporte de TI serão terceirizadas para consultorias, que podem ser desde grandes multinacionais especializadas em serviços até consultores independentes, focados, principalmente, no mercado de pequenas e médias empresas.
Com essa terceirização dos departamentos de TI, Hiner acredita que muitos profissionais que hoje trabalham dentro das empresas terão de buscar uma recolocação no mercado de trabalho, para atuarem em grandes fornecedores ou em como consultores, prestando serviços.
2. Gestor de projetos
Em alguns anos, o especialista prevê que a maioria dos profissionais de TI que continuarem a trabalhar para empresas tradicionais vão ter de assumir a função de gestores de projeto. “Eles não serão parte de um departamento de tecnologia centralizado, mas estarão espalhados em várias unidades e áreas”, aponta, informando que a principal atribuição deles será garantir que os gestores que cuidam de negócios tomem as decisões corretas, na hora em que elas envolverem soluções tecnológicas.
Outra função desses gestores de projeto será dizer aos diversos públicos da companhia quais as soluções e serviços de TI que são mais adequados a cada necessidade. Além disso, precisarão, de forma pró-ativa, sugerir a adoção de novas tecnologias que possam trazer resultados para o negócio.
“Esses gerentes de projeto irão servir também como um ponto de contato com fornecedores de tecnologia e consultorias”, pontua, acrescentando: “Já podemos ver um monte de gerentes de TI mudando nessa direção.”
3. Desenvolvedor
Hiner destaca que as áreas de programação e de desenvolvimento já têm atraído um número crescente de profissionais. E, segundo ele, esse movimento deve-se a uma mudança na própria TI, que deixou de apenas gerenciar hardware e software, para oferecer aos usuários aplicativos baseados na web e que ajudam as diversas áreas da empresa a realizarem melhor seu trabalho.
Dentro desse cenário, o especialista acredita na explosão da demanda por aplicativos móveis. “Essa já é uma tendência nos dias de hoje e só vai acelerar ainda mais na próxima década”, acrescenta.
Fonte: Olhar Digital
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10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década
20 de July de 2011
Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.
Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).
Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos.
1. A internet das coisas
A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que “coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala”, diz Evans.
Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon.
Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.
2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood
Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. “É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora”, diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.
Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado “zettaflood”, que exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.
3. Tudo na nuvem
Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014.
Isso é suficiente para criar o próximo Google. “A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM”, diz Evans. “Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica.”
Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. “Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização”.
Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.
4. A próxima internet
Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.
Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.
Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.
Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado “networking quantum”, baseado na física quântica. Ele envolve “emaranhamento quântico”, em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é.
5. O mundo ficou menor
Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.
Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. “Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia”, diz Evans.
A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de “tempo recente” para “tempo real”. Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.
6. Energia solar a caminho
A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.
“A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano”, diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.
Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para “imprimir” células solares usando uma impressora a jato de tinta.
7. Pense em um alimento e faça-o na hora
Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora.
“Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada”, diz Evans.
Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.
“Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos”, aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.
8. Outra árvore genealógica
Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. “Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala”, diz Evans.
Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software.
Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.
Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.
Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. “Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente”, observa ele.
9. Sim, há uma cura
“Nada de usar marca-passos”, diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. “A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais”, diz ele.
Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.
10. Seres humanos ou Borgs?
De acordo com Stephen Hawking, “os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. “Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:
Julho de 2009 – Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.
Outubro de 2009 – Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.
Março 2010 – Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.
Junho 2011 – Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.
Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.
Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie.
Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça.
Fonte: Computer World
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10 Maneiras de proteger o seu computador
28 de January de 2011

Por mais que se fala em como proteger o computador, é muito comum encontrar gente que não se preocupam com isto. Acessar só sites de confiança não é sinônimo de proteção. O que lhe garante que o site que você sempre acessa não será atacado e/ou infectado?
Com mais pessoas conectadas, mais os cyber criminosos procuram maneiras de tirar vantagem disso. E para evitar que você seja a próxima vítima, listamos aqui 10 maneiras de lhe proteger.
Mantenha seu sistema operacional atualizado
As pessoas podem ser tão sem noção quanto aqueles personagens que vimos nos filmes? Infelizmente, você não precisa de mais evidências do que um usuário comum de que esse clichê existe. Mesmo que ele ou ela saiba que uma atualização do sistema é tão crítica como, sei lá, pregar placas de madeira nas janelas no caso de um apocalipse zumbi, muitos escolhem ignorar as atualizações até que algo entre e coma o cérebro deles.
O passo de segurança mais básico que usuários de PC devem tomar – independente do SO – é instalar as últimas atualizações. Sim, nós sabemos que isto pode ser bem chato especialmente quando os updates são maiores do que o SO original – mas é necessário para tapar os buracos que podem ser usados por hackers para se infiltrar no seu PC.
Abandone o Windows XP
Windows XP foi um ótimo sistema operacional, mas já tem 10 anos e é um alvo popular de ataques. Por quê? Ele não é tão seguro quanto seus sucessores. E também é onde a grana está – literalmente – com 51% dos computadores do planeta usando-o. Muitos ataques têm como alvo o XP e ignoram Windows Vista e Windows 7 completamente. A menos que você goste de fuçar o seu SO o dia todo, nós recomendamos que você dê ao XP a merecida aposentadoria.
Mantenha seus aplicativos a atualizados
Mesmo os que odeiam a Microsoft têm que admitir que a empresa vem fazendo um trabalho admirável atualizando seus sistemas operacionais em um período de tempo razoável. Por causa disso, muitas das fraquezas de um PC não estão mais no SO, mas sim nos aplicativos de terceiros. Enquanto a Microsoft atualiza seus próprios produtos no Windows Update, ela não faz nada sobre o resto. Com literalmente dúzias de aplicativos que precisam ser checados por atualizações toda semana, acho que você já deve ter entendido onde mora o problema. É por isso que nós usamos o Secunia PSI Scanner. O aplicativo gratuito roda em segundo plano e verifica seus aplicativos instalados e plugins com atualizações disponíveis e então fornece o link de onde baixar a atualização. A última versão (beta) vai até instalar alguns dos updates para você. A empresa também oferece um scanner online, mas nós não recomendamos porque ele funciona em Java.
Cuidado com os suspeitos de sempre
Quando um ataque massivo de malware acontece você pode quase sempre esperar para ver estes cinco safados como suspeitos da polícia: Flash, Acrobat/Reader, QuickTime, Java e JavaScript.
Normalmente nós diríamos para simplesmente eliminá-los, mas nem sempre funciona dessa maneira. Sim, você pode simplesmente desinstalar estes criminosos (exceto o JavaScript), mas se você precisa tê-los, sempre há uma maneira de pelo menos atenuar parte do dano.
Comece desabilitando o Acrobat/Reader no seu navegador. No Firefox clique em Ferramentas, depois Complementos, então em Plug-ins e desative o plug-in Acrobat. Enquanto você está fazendo isto, você pode aproveitar para desabilitar o QuickTime, Java e até mesmo o DivX Web Player se você quiser ser extra cauteloso.
Para desabilitar estes plug-ins no Chrome, clique em Opções, Configurações Avançadas, Configurações de Conteúdo, Plug-ins e selecione “Desabilitar Plugins Individuais” ou simplesmente digite “chrome://plugins” na barra de endereços do Chrome.
Agora no próprio Acrobat, clique em Editar, Preferências, Gerenciador de Confiança e desmarque a opção “Permitir abertura de anexos de arquivo não-pdf com aplicativos externos”. Ainda em Preferências, clique em JavaScript e desmarque a opção “Ativar JavaScript”. Uma alternativa a isso é usar o Foxit Reader.
Para o QuickTime, abra o player, vá em Editar, Preferências, Preferências do QuickTime, Navegador e desmarque a opção “Reproduzir filmes automaticamente”.
Para diminuir danos causados pelo AdobeFlash, considere usar a extensão FlashBlock no Firefox e Chrome. Isto vai evitar que o Flash seja mostrado na página. Em seu lugar aparecerá um ícone que, quando clicado, irá reproduzir o conteúdo em Flash.
Desabilitar JavaScript unilateralmente pode ser problemático, porque fazer isso quebra muitos sites. Ainda assim, para os paranoicos, existe uma maneira. A extensão NoScript para o Firefox é uma das melhores opções. No Chrome não há esta opção, mas você pode acessar as Ferramentas, Opções, Configurações Avançadas, Configurações de conteúdo, JavaScript e selecionar “Não permitir que nenhum site execute JavaScript”. Isto fará com que apareça um pequeno ícone na barra de endereços que irá permitir apenas que seus sites favoritos executem JavaScript. Desabilitar JavaScript no Chrome pode ser instável, mas vale a pena investigar se você quiser evitar uma das principais maneiras que os bandidos usam para te fazer de alvo.
Use um navegador virtualizado
Como a grande maioria dos ataques vem dos navegadores, uma das maneiras mais seguras de navegar pela web é usar um navegador virtualizado ou uma máquina virtual. A Dell oferece o seu navegador gratuito KACE, que virtualiza o Firefox 3.6 juntamente com o Adobe Reader e Flash. Malwares que atacam falhas no Firefox, Reader ou Flash serão contidas pela máquina virtual. As más notícias? Se você for infectado e precisar limpar o Firefox Virtual, você irá perder todas as suas configurações. Isso inclui as numerosas atualizações do Firefox que saem quase todo mês e todos os seus favoritos e plug-ins instalados. Uma alternativa é construir uma máquina virtual usando ou o Virtual PC 2007 ou o VM Ware Player. Ambos são grátis, e tanto a Microsoft quanto a VM Ware oferecem versões gratuitas que incluem navegadores. Microsoft oferece Vista e XP com IE8 instalado e o VM Ware oferece Ubuntu com Firefox instalado. Das três opções, o VM Ware é o mais estável, mas quem não estiver acostumado com Linux pode ficar meio confuso. A versão da Microsoft expira depois de três meses, então você precisará baixar de novo.
Busque uma segunda opinião
Você tem certeza que aquele arquivo é realmente inofensivo? Muitos criadores de malware estão especificamente elaborando wares para evitar que sejam detectados pelos anti-vírus. Se você precisa rodar um arquivo, nós recomendamos que você, se possível, você encube-o por alguns dias ou algumas semanas. Isto dá ao software de segurança uma chance de reconhecer a nova brecha. Nós então recomendamos que você busque uma segunda opinião do Virustotal.com. Este website permite que você faça upload de um arquivo que será escaneado por duas dúzias de mecanismos de segurança. Apenas lembre que os criadores de malwares também estão usando ferramentas como virustotal.com para verificar se os wares conseguem passar despercebidos, então longo tempo de incubação é a chave.
Desencurte as URLs
URLs encurtadas podem convenientemente transformar monstruosos endereços da web em links bem pequenos, mas eles também podem esconder um link para um site com malwares. Apesar de muitos dos encurtadores de URL checarem à procura de websites maliciosos, por segurança é melhor verificar o destino da URL encurtada. Para isso, nós usamos o Longurlplease.com. Ele suporta 81 serviços de encurtamento. Para URLs encurtadas codificadas, visite VirusTotal.com para que o endereço seja checado por seis ferramentas de análise.
Utilize o Windows em uma conta de usuário padrão
Usar o Windows como administrador é quase como dar a alguém o direito de entrar em sua casa e sair remexendo em tudo. Uma maneira fácil de evitar ou limitar muito os danos de malware é sempre rodar com as limitações do usuário padrão. Como todas as outras coisas, não há garantia contra dano. Alguns malwares, mesmo quando executados em uma conta de usuário padrão, podem conseguir privilégios de administrador e fazer estragos no seu pc, mas rodar como usuário padrão minimiza o risco.
Use um Live CD/Distro Linux para fazer transações bancárias
Que o Windows é o alvo principal para cyber crimes e ataques não é novidade para nenhum de nós, claro, dominando 95% do mercado faz dele um alvo óbvio. É por isso que nós concordamos com o jornalista especializado em segurança Brian Krebs que membros dos grupos de maior risco deveriam fazer as transações bancárias online com um Live CD do Linux (que não exige instalação no HD). Você pode jogar e fazer outras coisas baseadas em Windows direto do seu HD. Mas uma vez que você tenha que fazer coisas que exijam mais segurança, coloque seu Live CD e rode a partir dele. Inúmeras builds de Linux estão disponíveis, mas a mais popular, e provavelmente mais fácil de usar, é Ubuntu.
Restrinja o Acesso do PC para outros
Então, você criou este lugar super seguro, com fosso, arame farpado, claymores e minas. Só que seu sobrinho de 14 anos resolve jogar alguns games em Flash ou “verificar o e-mail”. Certo. A melhor solução nesse caso é que os visitantes tenham um PC seguro, só pra eles. Mas como isto nem sempre é possível, se eles precisarem usar sua máquina, tenha certeza de criar uma nova conta de usuário. Outra opção é fazer com que eles usem a máquina virtual. Assim que eles acabarem de usar, simplesmente desligue a máquina virtual e apague qualquer traço das atividades deles. Ou use o computador conectado à TV para que você fique de olho no que eles estão fazendo ao invés de deixa-los sozinhos no seu escritório.
Fonte: Gizmodo
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A importância das certificações para o profissional de TI
27 de January de 2011

Tenho 10 anos de experiência em tecnologia e já ouvi falar horrores sobre o assunto. Coisas como: ” a certificação é mais importante que uma graduação!” ou “é fácil obter uma certificação, basta pegar uns simulados e pronto!” e outros muitos comentários.
Apesar da experiência, não sou a melhor pessoa para indicar qual dessas afirmações está correta ou não. O fato é que cada vez mais observo que a importância das certificações é bastante relativa. Conheço profissionais que não tem graduação, mas que possuem certificações e ganham mais que um graduado ou especialista, assim como conheço profissionais que realizaram exames de certificação e passaram apenas estudando através de questões de simulados sem ter tido a prática na tecnologia.
Nosso grande referencial quanto a importância das certificações deve ser o mercado, mais precisamente as empresas de T.I. Comprovamos isso quando observamos que atualmente as vagas de emprego buscam profissionais pelas certificações e não mais por características ou habilidades técnicas. Em alguns casos não é nem citado no anúncio da vaga as demais habilidades do profissional, somente as certificações necessárias.
É importante que os profissionais tenham em mente que os exames de certificação não têm esse título por acaso. Para os fabricantes este documento formaliza para o mercado que o profissional está apto (certificado) a lidar com um determinado produto ou metodologia. Desta maneira o fabricante CERTIFICA que o profissional têm um nível de conhecimento bom e que pode trabalhar com determinada tecnologia.
Em algumas empresas as certificações também servem para definir o nível salarial do profissional. Possivelmente se sua empresa está criando ou já tem um plano de cargos e carreiras, as certificações serão utilizadas para diferenciar o nível em que o profissional será alocado. Outra prática que julgo salutar é a das empresas que arcam com todos os custos dos exames de certificação dos profissionais. Isso cria um ambiente de constante desenvolvimento a partir do momento que podemos dar oportunidade para um profissional que não tem condições financeiras de pagar um exame de certificação. Em contra partida as empresas podem se utilizar das certificações dos seus profissionais quando participam de alguma concorrência no mercado. As certificações engrandecem o perfil das empresas de T.I.
Realmente acredito que as certificações diferenciam um profissional no mercado, mas seu perfil deve ser complementado com cursos de graduação, especializações e cursos para desenvolvimento de habilidades pessoais.
Não somos máquinas e precisamos ter um bom coeficiente emocional também! Por isso não esqueçam de desenvolver as habilidades pessoais. Para os que não sabem como funciona bem essa questão de certificações, estou preparando outro artigo que pode dirimir algumas dúvidas sobre o processo de certificação dos principais fabricantes.
Fonte:ProfissionaisTI
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Previsões para o desenvolvimento de software em 2011
19 de January de 2011

Antever o futuro num mercado tão volátil como o de TI pode ser complicado. Mais complicado ainda é fazer previsões para a área de software, diante de tantas fusões e aquisições. Por exemplo: é natural que muitos programadores estejam preocupados sobre “o que fazer com a Oracle?”. Desde que o gigante concluiu a aquisição da Sun Microsystems, em Janeiro, movimentou-se agressivamente para consolidar o seu controle sobre o portfólio da Sun. Os programadores Java ficaram de baixo de fogo cruzado.
A decisão da Apache Software Foundation em sair do Java Community Process (JCP), foi uma condenação muito forte ao processo de especificação Java, sob a direção da Oracle, e lançou sérias dúvidas sobre o futuro da Java livre e aberta. Esperam-se mais deserções da JCP, em 2011, embora estes sejam gestos mais simbólicos do que qualquer outra coisa.
Agora, a questão principal para a Apache Software Foundation (ASF) é saber como proceder. A Java tornou-se muito central nos esforços da organização para ela abandonar a tecnologia. No passado, a ASF contava com o apoio de empresas como a IBM, mas a decisão da IBM de reduzir o seu desenvolvimento sobre Apache Harmony, em favor do OpenJDK, da Oracle, deixa à ASF poucos aliados capazes de ajudar a fazer frente à Oracle.
A Google deve movimentar-se para preencher esse vazio. A Google usa Java de forma ampla nos seus centros de dados, mas sua batalha legal com a Oracle sobre o uso da tecnologia Java no Android pode deixar um gosto amargo na boca. A Google deve tornar-se mais ativa no seu apoio ao desenvolvimento de código aberto da Apache, e no alojamento de recursos e documentação para dar aos programadores maior confiança na escolha de uma aplicação Java que não esteja sob o calcanhar da Oracle.
A longo prazo, no entanto, a Google não pode se dar ao luxo de colocar todos os seus ovos na cesta da Java. Haveremos de ouvir falar outra vez da Go, a linguagem Java que a Google lançou em 2009, e que tenta tornar mais fácil aos programadores o desenvolvimento de aplicações de processamento paralelo. Embora a Go seja muito imatura para ser um verdadeiro concorrente para a Java, deve-se esperar uma versão beta no final de 2011 capaz de estimular a dinâmica por trás da linguagem.
Abalo nas plataformas móveis
Ironicamente, uma tecnologia que não será muito afetada pela disputa entre a Google e Oracle será a Android. A iniciativa da Google é muito importante para o gigante das buscas para ela desistir sem lutar – não falando já nos investimentos realizados pelas operadoras de telefonia móvel e fabricantes de aparelhos como a HTC, Motorola e Samsung. Por enquanto, os bolsos profundos da Google devem ser suficientes para isolar o ecossistema Android de qualquer efeito colateral.
O posicionamento na pesquisa em mobilidade da RIM é mais precário. Embora, ao contrário da Google, a RIM dê licenças Java para os seus BlackBerry, ela não pode se dar ao luxo ser abandonada pela Oracle, enquanto o Android e a Apple corroem a sua quota de mercado. A RIM deve finalmente perder o domínio em 2011 e anunciar planos para alargar a próxima geração do sistema operativo QNX, que adquiriu para o seu tablet PlayBook, para todos os seus aparelhos no futuro, deixando para trás as raízes da plataforma BlackBerry Java ME.
Uma plataforma móvel que deve obter muitas atenções em 2011 é a Palm WebOS. O motivo? Em uma palavra: a Microsoft. Como as vendas do Windows 7 Phone continuam a desapontar, Redmond deverá entrar em pânico. Prevê-se que a Microsoft lance um novo “surto” de publicidade em torno da plataforma, no final do primeiro semestre, afastando os seus parceiros fabricantes de celulares – a HP entre eles. Por isso haverá novos dispositivos da marca HP Windows Phone 7 aparelhos nas prateleiras enquanto os WebOS acumulam poeira – mais um erro no mercado móvel tanto para a Microsoft e HP.
Novas regras, novas dores de cabeça
As questões jurídicas terão um impacto muito importante, tanto quanto a tecnologia em 2011. Entre estas terá especial visibilidade o tema da neutralidade da rede, tanto para redes fixas como sem fio. Os programadores de aplicações para smartphones serão os mais afetados, tal como as operadoras de comunicações móveis que devem continuar a rever os seus planos de dados, restringindo largura de banda e aumentando as taxas sobre o uso de mais dados do que o pacote pré-estabelecido, pelo menos em países como Estados Unidos e Brasil.
A questão que os programadores enfrentam hoje – depois de terem presenciado o surgimento da Web 2.0 e AJAX, depois o SaaS e o cloud computing – será como inovar no mercado de software, quando os prestadores de serviço de rede poderão limitar o acesso à largura de banda.
Outra área em que se espera alguma ação é na aplicação da privacidade online. O debate em torno do WikiLeaks colocou na cabeça do Congresso dos Estados Unidos e de outras nações no mundo que é uma má idéia para deixar a informação fluir livremente na Internet. Isso, combinado com ocorrências periódicas de fuga de dados e violação da privacidade, poderá estimular os legisladores a elaborar novas leis para regular como as informações podem ser partilhadas online. Infelizmente. Muitos esperam que este seja um pequeno desastre, resultando em procedimentos de conformidade vagos e onerosos não só para os programadores de software, como para todos os usuários da grande rede.
Fonte: Computer World
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6 aplicativos para tirar o máximo dos serviços do Google
18 de January de 2011

É bastante provável que, assim como a maioria dos internautas, você use vários recursos do Google para dar conta de suas aventuras digitais. Seja com o Calendar, o Gmail ou até os práticos aplicativos Google Docs, sua esperança de que um dia esses serviços ofereçam mais do que já provêm não cessa jamais.
Saiba que seu desejo é uma ordem. Montamos uma relação com alguns downloads rápidos e práticos para facilitar o seu dia-a-dia.
1. Turbine seu Android
O seu smartphone Android é uma extensão de seu PC e assim merece ser usado. Às vezes, você encontra uma página na internet que gostaria muito de poder revisitar mais tarde em seu smartphone.
Possivelmente isso significa copiar a URL do site em questão, colar esse endereço em uma mensagem de email e enviá-la para você mesmo. Mais tarde, quando quiser ler essa página, terá de acessar seu cliente de email a partir do gadget para ir até onde está a informação que espera.
Bem, esse é apenas um dos jeitos e, diga-se de passagem, não é o mais prático deles. Apresentamos o Chrome to Phone, uma extensão para o browser da Google.
Com esse aplicativo instalado, basta encontrar a página na web e, se desejar, chamar a extensão instalada no navegador. O Chrome to Phone se encarrega de enviar a URL pretendida até seu celular.
Mas (sempre tem um mas desses, não é?) é necessário ter instalada a versão Android 2.2, vulgo Froyo, no smartphone, além de instalar também o Chrome to Phone no aparelho Android.
2. Gmail e Outlook juntos, numa boa
Sim, as empresas Google e Microsoft enfrentam-se numa guerra feroz e, às vezes, pouco elegante. O negócio é não ser vítima dessa falta de entendimento. O Outlook não se dá bem quando é chegada a hora de se comunicar com o Gmail, com o Google Docs, com o Calendar ou com o Contacts. Mas isso está a um download de acabar.
Quem usa o Outlook e os Google Docs pode e deve baixar o Harmon.ie for Google Docs. Trata-se de uma barra lateral que se instala em seu Outlook e exibe o conteúdo de suas pastas no Google Docs.
Se desejar acessar os arquivos para editar, basta clicar. A ferramenta permite, ainda, fazer upload de arquivos diretamente em seu diretório do Docs, buscar por conteúdo de documentos do Google a partir da interface do Outlook e outras facilidades a mais.
Se achar que a única solução para viver em paz requer a união entre o Google Calendar e o Outlook, experimente usar o CompanionLink, de graça por algum tempo. Depois disso, poderá ser seu por 40 dólares.
O pacote irá sincronizar os dois calendários e combinar os contatos das agendas digitais.
3. Ei, meus dados não
O alcance da Google dentro da web é algo monstruoso. Isso causa certo desconforto em algumas pessoas, temerosas ante a possibilidade de o Google saber demais sobre os usuários.
Mas, antes de tudo, saiba que não é necessário sequer passar pelo site de buscas para ter seus dados gravados. Para tal basta entrar em um website que tenha instalado os recursos Adsense ou o Google Analytics – esses dois sujeitos se encarregam de gravar quem, ou pelo menos, o que, você é.
Se você gosta do browser Firefox, conheça Google Alarm, uma plugin para o neto do Netscape e voltado a informar sobre a transmissão de qualquer pingo de informação para o dono de um site ou para o Google.
O Google Alarm irá soar um alarme avisando que tem dados seus indo parar noutro lugar. O programa também exibe que serviços do Google o site usa e compara essa informação com o resto dos sites que visitou.
Apesar de não barrar a transmissão das informações que sua máquina envia, você saberá exatamente o que aconteceu. Serve, assim, para te avisar o que acontece debaixo do mouse pad.
4. Um Gmail melhor que o original
Se você já gosta do Gmail mas acha que poderia ficar ainda melhor, conheça o Better Gmail 2. Ele traz uma série de recursos que fazem falta no webmail de Eric Schmidt.
Um desses incrementos é exibir, na forma de ícones, o tipo do anexo. Outro, para lá de interessante, consiste em agrupar as mensagens de mesma tag em grupos que remetem a uma pasta. O Better Gmail 2 também elimina a incômoda janela de chat. Melhor de tudo é o preço. NADA.
5. Chegou e-mail para você
À espera de novas mensagens quando, sem querer fechou a janela do Gmail? Não se desespere. O Spiffy veio justamente para desobrigá-lo a monitorar mais uma aba em seu navegador.
Localizado na bandeja do sistema, o Spiffy notifica o usuário acerca de novas mensagens quando chegam na caixa de entrada do Gmail. É mais um aplicativo sem custo algum.
6. Um Instant Search para o Gmail
E quando achávamos que nada seria mais rápido que o Google quando o assunto são as buscas, eis que chega o CloudMagic.
O programa, uma extensão para os navegadores Chrome e Firefox realiza o antes impensável: vasculha o interior de sua conta Gmail mais rápido que o próprio Google.
Semelhante ao Google Instant, o CloudMagic exibe os resultados enquanto você digita.
Fonte: IDGNow
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Dez regras para implementar Business Intelligence
18 de January de 2011

No passado, as companhias gastavam muito dinheiro com BI, mas nem sempre conseguiam alcançar os resultados pretendidos. Prova disso, as reclamações dos usuários sobre a falta da qualidade dos dados e a dificuldade de utilização dos sistemas e ferramentas de BI, assim como relatórios incompletos ou dados imprecisos que impactam a tomada de decisões. Estas debilidades são causadas por fraquezas funcionais e organizacionais na implementação de projetos de Business Intelligence.
Particularmente para novos projetos de BI, é essencial aprender com os erros de outros para que o projeto não falhe. A Information Builders compilou 10 regras de ouro para a implementação.
1. Definir os requisitos funcionais.
Comparações por indicadores de desempenho (KPI – Key Performance Indicators) são o centro de qualquer aplicação de BI. A equipe do projeto, composta por colaboradores do departamento de TI e de outros departamentos especializados, deve determinar que informação deve ser disponibilizada pelas aplicações de BI, quando é necessário estar disponível e em que formato.
2. Definir os grupos de utilizadores.
A equipe do projeto deve definir quem são os utilizadores da solução de BI. Existem geralmente três grupos de utilizadores: utilizadores gerais de relatórios; os produtores e analistas que avaliam os dados; e finalmente os gestores que decidem os objetivos.
3. Envolver os utilizadores numa fase inicial.
Na fase inicial, o departamento de TI deve criar um protótipo simples da solução. Desta forma, pode ser feita uma revisão para assegurar que os requisitos essenciais serão incluídos desde o início. Na implementação de um projecto de BI, os colaboradores dos departamentos especializados devem sempre ser incluídos paralelamente, uma vez que são esses indivíduos que, no futuro, irão trabalhar com as aplicações. Quando se testar o protótipo, esses colaboradores podem determinar se o projeto segue o escopo.
4. Ter apoio da Gestão.
A equipe do projeto deve ter apoio da gestão. Esta é a única forma de garantir que os objetivos corporativos a curto e longo prazo sejam incorporados. A implementação é monitorizada pela comparação de indicadores de desempenho (KPI) permanentes dos rácios operacionais mais importantes.
5. Identificar os Indicadores de Desempenho (KPI) requeridos.
São necessários valores operativos para a gestão dos processos de uma companhia. A equipa de projecto deve defini-los em conjunto com o departamento especialista. No manuseamento e produção de materiais, por exemplo, indicadores de desempenho tais como “custo do material por cada componente” ou “volume de negócio por colaborador” são variáveis provadas. Isto torna mais fácil determinar se os objetivos foram alcançados ou não.
6. Garantir a integração e qualidade dos dados.
Integração dos dados é um fator decisivo para o sucesso de um projeto de BI. A equipe deve identificar os sistemas operacionais nos quais a informação requerida está disponível e como os dados devem ser acessados. Para informação atualizada, o acesso direto é a melhor opção. Se a qualidade dos dados brutos não for suficiente, isso deverá ser melhorado com as ferramentas de software apropriadas para acessar todas as fontes de dados.
7. Descubra que ferramentas de BI já estão disponíveis na empresa.
Quando um novo projeto é iniciado, é necessário determinar se as ferramentas existentes para os usuários finais devem continuar a ser utilizadas ou se devem ser substituídas completamente. Na maioria dos casos, a padronização num único sistema de BI é preferível para garantir consistência na disponibilização da informação dentro da empresa.
8. Escolher o Software de BI correto.
Com uma Proof-of-Concept (PoC), a equipe de projeto decide o software mais adequado, baseando-se geralmente em um briefing específico. Este procedimento permite à equipe de projeto garantir com maior grau de certeza de que o software se adequa ao seu negócio.
9. Limitar o tempo de execução do projeto.
Aqui aplica-se a velha regra: “Tudo o que dure mais que seis meses deixa de ser um projeto e passa a ser um problema.” Quando se implementa um novo projeto de BI, os departamentos especializados devem estar centrados e proceder em claros passos definidos. Os subprojetos devem ser desenvolvidos para que os primeiros módulos executáveis e operacionais estejam disponíveis depois de dois ou três meses.
10. Um projeto de BI é um processo constante.
Os requisitos das companhias mudam constantemente e o mesmo se aplica a uma aplicação de BI. Todas as soluções de BI têm de ser continuamente desenvolvidas e otimizadas em uma base permanente. Esta é a única forma que têm de cumprir os requisitos.
“O BI é, antes de tudo, uma tarefa de controle, compras, marketing e vendas. Os departamentos de negócio estão familiarizados com os requisitos individuais em termos de gestão da performance funcional e sabem que parâmetros e dados necessitam para controlar os seus processos de negócio”, afirma Klaus Hofmann zur Linden, Technical Manager Germany da Information Builders em Eschborn. “O departamento de TI deve construir a infra-estrutura para as aplicações de BI e assegurar uma operação de confiança”.
Fonte: Computer World
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Qual é o futuro do mobile search e SEO?
11 de January de 2011

Não há duvida que os smartphones e, por extensão, a pesquisa local estão crescendo. Há anos os especialistas em tecnologia dizem que o acesso mobile irá ultrapassar o acesso dos computadores.
Muitas pessoas, já possuem iPhones, Blackberries, Androis ou similares. E quando realizamos uma pesquisa nestes aparelhos, normalmente é uma pesquisa local, já que é melhor saber sobre as coisas que estão a sua volta do que do outro lado do muito. Claro que também podemos realizar pesquisas locais no desktop, mas os smartphones estão mais propensos a realizar buscas locais. Como a experiência móvel fica cada vez mais parecida com a experiência desktop, eu suspeito que daqui a um tempo, estaremos pesquisando nos nossos smartphones da mesma forma que fazemos no desktop.
Uma pesquisa da Doubleclick, mostra que estamos caminhando para um caminho de paridade da pesquisa. Porque as consultas são semelhantes, os cliques são semelhantes e a taxa de conversão está se aproximando.
Isto não significa que você deve ignorar a busca mobile/local, e também não significa que você não precisa de um site mobile para melhorar a experiência do usuário. Todos os sites podem se tornar um desafio para um usuário móvel, não importando o quão bom é o seu smartphone.
As grandes tendências que vejo para mobile search são:
- Mais consultas: a busca móvel está crescendo rapidamente, então é um bom presságio que isto irá continuar assim.
- Um único conjunto de SERPs: Cada vez mais as consultas mobile estão se tornando parecidas com a consulta desktop
- Necessidade de uma estratégia movél separada: É uma mídia diferente, então necessita de uma estratégia diferente.
- As aplicações ainda são amadas: A quem diga que elas podem destruir a internet da forma que conhecemos, mas cada vez mais as pessoas estão optando por utilizar uma aplicação do que acessar o site, e isto deve continuar assim ou crescer com o tempo.
Claro que isso tudo é especulação, pode ser no que futuro, tudo mude, mas é um caminho que podemos seguir até chegar o momento de tudo mudar.
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Facebook vs Twitter em números surpreendentes
6 de January de 2011
Que o ano passado foi do Facebook nós já sabíamos, mas o Twitter não ficou de fora, é só notar o destaque que a rede social teve até fora da internet.
Nunca houve uma concorrência direta entre os dois serviços, mas a Digital Surgeons resolveu criar um infográfico comparando a rede no ano passado:

Surpreendente né?
Fonte: Digital Surgeons