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O que é necessário para conquistar um emprego em Big Data?
7 de novembro de 2012
A avalanche de dados produzida por redes sociais, sensores, redes de abastecimento e todos os tipos de dispositivos estão criando novos empregos. O Gartner estima que Big Data exigirá a contratação de um exército de 4,4 milhões profissionais em todo o mundo até 2015. Em solo nacional, cerca de 500 mil vagas serão abertas nesse mercado, de acordo com o instituto de pesquisas.
Segundo um relatório do McKinsey Global Institute, de maio de 2011, intitulado “Big Data: The next frontier for innovation, competition, and productivity”, há escassez de talentos para as organizações iniciarem suas estratégias em Big Data. Acredita-se que essa lacuna seja o maior bloqueio para a adoção em massa da tecnologia pela indústria.
Michael Rappa viu essa tendência emergente em 2007 e tornou-se o diretor-fundador do Instituto de Análise Avançada da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ele criou na instituição educacional um mestrado no programa de Analytics, o primeiro curso acadêmico dedicado à análise de dados. Sua ideia era capacitar profissionais para atuarem com a grande massa de dados. Agora, universidades nos Estados Unidos estão criando programas semelhantes, iniciativas que devem ser replicadas no Brasil.
Por aqui, empresas estão promovendo cursos de Big Data, como é o caso da EMC. A fabricante abriu processo seletivo para a primeira edição da Summer School on Big Data (Escola de Verão EMC em Big Data). O curso gratuito reunirá, de 4 a 7 de fevereiro de 2013, pesquisadores de todo o Brasil para um programa focado em temas relacionados ao processamento e a análise de grandes volumes de dados.
Como atuar na áreaRappa explica o que constitui um trabalho em Big Data e os tipos de treinamento que os profissionais terão de buscar para atuar na área. Segundo ele, seria um equívoco descrever empregos em Big Data simplesmente a partir de um conjunto de ferramentas ou linguagens de programação.
O profissional que vai lidar com a tecnologia tem de ser experiente para poder extrair conhecimentos significativos a partir da avalanche de dados que invade as organizações. “Aí é que nasce a figura do cientista de dados”, resume Fernando Belfort, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan.
“Em meio a uma montanha de dados, o cientista de dados deve localizar padrões e identificar insights, fornecendo subsídios para que empresas identifiquem o melhor caminho para conduzir os negócios e conquistar diferencial competitivo”, explica Pedro Desouza, cientista de dados da EMC, que há 20 anos trabalha no segmento.
Com a rápida evolução desse mercado, Rappa afirma que, hoje, há um déficit de talentos na área. “Precisamos fazer mais para alinhar as ofertas educativas com as necessidades de rápida evolução do mercado”, avalia.
Ele afirma que no Instituto de Análise Avançada da Universidade da Carolina do Norte o número de vagas para profissionais interessados em especialização de Big Data dobrou do último ano para cá. “Se existissem mais dez institutos como esse, seriam 200 profissionais se formando ao ano. Ainda assim, isso representaria cerca de 1% do número de alunos matriculados em programas de MBA nos Estados Unidos”, destaca.
Para alunos de graduação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática que querem seguir carreira em Big Data ele afirma que a boa notícia é que não é preciso um doutorado para atuar na área. “Tivemos grande sucesso com pessoas com nível de mestrado relatando que tiveram oportunidades imediatas”, relata.
Desde a fundação do Instituto, em 2007, ano após ano, segundo ele, a demanda por alunos se intensificou. “Os alunos que se formaram em maio passado realizaram uma média de 16 entrevistas de trabalho, e mais de 80% tinham duas ou mais ofertas de emprego”, detalha. “Quarenta empregadores foram até o Instituto para tentar contratar. Os seis maiores contrataram dois terços da classe. Pelo quinto ano consecutivo, mais de 90% dos nossos alunos foram empregadas pela graduação. Salários médios continuam a aumentar ano após ano”, observa.
No Brasil, lembra Belfort, não há certificações focadas no tema. “Esse profissional tem de ser criado pelas empresas e pela indústria a partir de uma necessidade”, ensina. “Fabricantes já começam a mapear o ecossistema para impulsionar o desenvolvimento da carreira de cientista de dados. Até porque, não se pode vender uma tecnologia sem ter quem operá-la. É como um barco sem comandante”, completa.
Para ingressar nessa seara
“Meu conselho para alunos de graduação é realizar um curso preparatório com os pré-requisitos necessários em matemática, estatística e ciência da computação, para se preparar para a pós-graduação. Isso significa ir além de um ano de cálculo e álgebra linear e matriz”, aconselha Rappa.
Para quem já está mais tempo no mercado, Rappa afirma que é preciso mergulhar em um rigoroso e intensivo treinamento por cerca de dez meses. “Não há nada como a proximidade física para maximizar o aprendizado”, acredita.
Como nem todos os profissionais podem abandonar seus trabalhos por dez meses, alguns podem acumular experiência na posição atual. “Certificações oferecidas por fornecedores e entidades podem ajudar os executivos a demonstrar seus conhecimentos e avançar a carreira”, completa.
As habilidades técnicas são apenas uma parte do pacote, avalia Rappa. “Os empregadores querem pessoas que entendem os métodos e as aplicações de análise, mas também que estejam focados no problema de negócios. Além disso, é preciso ser capaz de trabalhar em equipes multifuncionais e estabelecer comunicação de ideias aos executivos”, afirma.
Belfort afirma que o pessoal da área terá um salário acima da média e será disputado pelo mercado. “O profissional brasileiro de TI é um dos mais bem remunerados na América Latina e a tendência é que ele ganhe mais do que os demais”, observa.
Eliminando as barreiras de falta de talento e especialização, o analista da Frost acredita que cada vez mais o mercado brasileiro vai diminuir a distância e o tempo de adoção da tecnologia em comparação com geografias mais maduros. “É uma evolução natural”, finaliza.
Fonte: Computer World
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Criar um Facebook no Brasil hoje seria impossível, diz especialista
6 de setembro de 2012
O Brasil não é o melhor lugar para se começar uma startup. Por aqui, abrir uma empresa é tarefa complicada e a legislação trabalhista é rígida demais para os pequenos empreendedores. Não por acaso, o país vai mal no ranking dos mais indicados para se empreender: em 2011 estávamos em 120º, neste ano, ficamos em 126º. O detalhe é que a lista tem 183 posições (veja aqui).
O ranking é promovido desde 2003 pela Doing Business, uma organização que conta com apoio da Internacional Finance Corporation (IFC) e do Banco Mundial. Para se chegar à pontuação, são analisados dez critérios, como obtenção de crédito, impostos, registro de propriedade e facilidade para se começar um negócio. O Brasil piorou em metade, outros quatro mostraram melhora e, em “cumprimento de contratos”, o score foi o mesmo entre 2011 e 2012.
Reinaldo Normand, fundador e CEO da desenvolvedora de jogos sociais 2Mundos, não vê surpresa quanto ao mal desempenho do país. “Falta 90% para nos tornarmos um polo de startups”, comenta ele, que já passou pelo Vale do Silício e trabalhou até na China, com uma outra criação sua, o Zeebo. “Nos últimos dois anos avançamos apenas 10%. Mas avançamos.”
Para ele, há três temas que impedem o crescimento do mercado inovador em terras tupiniquins: educação, impostos e burocracia, e mindset. E o primeiro é bem sério: “Infelizmente não há como construir uma startup de TI no Brasil com mais de 100 engenheiros e gerentes de produto sem esbarrar no problema da mão de obra qualificada”, afirma.
“A competição hoje é global, não estamos mais nos anos 1980. Fazer um Google, Zynga, Facebook ou Apple aqui seria impossível na conjuntura atual. Prova disso é que não temos nenhuma empresa de TI globalizada com tecnologia, produtos e/ou modelos de negócios inventados por aqui. Temos empresas de serviço e outsourcing competentes, que são o primeiro passo e muito bem vindas para abrir o mercado, mas precisamos ir muito além.”
Burocratização
Abrir um negócio por aqui é algo realmente complexo. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) tem um guia “prático” para registro de empresas que mostra o quão longo é esse processo. É necessário reunir vários documentos e passar por uma série de etapas que envolvem Contrato Social, CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), alvará de funcionamento, inscrição estadual, cadastro na Previdência Social e o aparato para emissão de notas e autenticação de livros fiscais. Há taxas em todas as instâncias.
“Aqui se leva meses para botar em pé uma startup, e isso teria de ser reduzido para dias. Nos primeiros meses da minha, gastei metade do meu tempo só com exigências burocráticas improdutivas”, reclama Normand. “Em três, quatro meses, o mundo muda.”
A contratação de funcionários não chega a ser difícil, mas o processo é caro e excessivamente formal – cerca de 37% do custo de cada empregado é referente a impostos, e há três tipos de recolhimento. O primeiro faz parte das Contribuições Sociais Previdenciárias (chamadas comumente de INSS), que vão dos 20% a cerca de 26%, segundo Marcel Cordeiro, professor nas áreas trabalhista e previdenciária nos cursos de pós graduação da PUC/SP e da Escola Paulista de Direito. Há também as contribuições do “sistema S”: Sesi, Senai, Sest, Senat etc., que totalizam 5.8%, e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que leva 8%. “E até hoje ninguém sabe ao certo o que é, se é salário diferido, poupança forçada, tributo… ninguém sabe”, critica Cordeiro.
Além dos impostos, cada funcionário brasileiro trabalha 11 meses e recebe por mais de 13, contando 13º e férias (um salário, mais 1/3). Por isso algumas empresas escolhem contratar estagiários e aprendizes – os primeiros nem podem ser considerados empregados, recebem apenas uma bolsa definida junto à empresa, um seguro de vida e vale transporte. Já os aprendizes possuem direitos de trabalhadores, com desconto de apenas 2% referente ao FGTS. Mas não há como montar uma empresa só com aprendizes porque a legislação proíbe que mais de 15% dos funcionários estejam nessa situação.
Mentalidade
Reinaldo Normand falou sobre um terceiro problema, o mindset. Para ele, o brasileiro ainda não pensa grande, nem de maneira focada e estruturada por ser muito paternalista. Falta dividir conhecimento e networking. “Parte disso é cultural, parte é culpa do sistema de ensino que é totalmente desconectado com a realidade do mercado e do nosso tempo”, declara.
O CEO da 2Mundos diz que isso está mudando, pois há um grande progresso nesse sentido, mas ele alerta, não adianta ficar sentado esperando que as coisas aconteçam: “Depende mais da sociedade civil do que do governo.”
Fonte: Olhar Digital
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Conheça os dez empregos mais exigentes de TI
27 de julho de 2012
A Emerson Network Power apresentou um relatório com “Os empregos mais exaustivos em TI”. O documento é baseado em uma pesquisa com cerca de 800 profissionais de TI na Ásia, Europa, América Latina e nos EUA, que visa determinar até que ponto eles devem estar sempre disponíveis, trabalhando na sua capacidade máxima e sempre sendo precisos.
Espera-se que as tecnologias, como smartphones e sites, estejam sempre ligados e disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, neste mundo super veloz e conectado. Mas e as pessoas que mantêm essas tecnologias? Elas também precisam sempre estar ligadas? Algumas delas estão mais ligadas que outras? Estas questões inspiraram a Emerson Network Power a consultar profissionais de TI do mundo inteiro em busca de respostas.
Os profissionais consultados confirmaram a suspeita de que profissionais de TI precisam estar sempre disponíveis, assim como a central de processamento de dados. Quando foi pedido que descrevessem uma situação na qual eles tivessem de sempre estar à disposição, os comentários típicos incluíram: “Tenho de estar ligado do mesmo jeito que o sistema precisa ser executado 24 horas por dia” e “Temos um prazo restrito para concluir projetos enquanto trabalhamos para apagar outros incêndios”.
“TI é uma profissão extremamente exigente”, disse Blake Carlson, vice-presidente do IT Business Segment, Avocent Products & Services da Emerson Network Power. “Eles precisam ser inteligentes, flexíveis e rápidos — assim como a tecnologia que trabalham para manter. E, eles devem ser capazes de lidar com múltiplas tarefas de uma vez, e descobrir como fazer as coisas com tempo e recursos limitados. Na minha experiência, profissionais de TI são uma espécie especial”.
De maneira geral, a pesquisa da Emerson Network Power constatou que:
- Todos os empregos de TI são extremamente exaustivos, com uma pontuação média de 71 pontos, de 0 a 100 na escala de Disponibilidade Necessária.
- Em média, profissionais de TI precisam estar disponíveis para trabalhar 119 horas a cada semana de 168 horas.
- Em geral, quanto mais alto o nível do emprego, mais exaustivo ele é.
Os participantes da pesquisa elegeram os seguintes 10 empregos mais exaustivos em TI:
- Diretor Executivo/Administrador
- Aquisições de TI
- CIO
- Diretor/Gerente de TI
- Operações de TI
- Gerente de Central de Processamento de Dados
- Engenharia
- Segurança de TI
- Desenvolvimento de Software/Aplicações
- Gerenciamento de Banco de Dados
Profissionais de TI na primeira posição têm títulos de trabalho, como administrador, líder, chefe de departamento e diretor. Todos os profissionais consultados que cumprem esse papel importante concordam que trabalham em vários projetos ao mesmo tempo, e que os suas tarefas exigem um nível elevado de inteligência. Apenas 25% concordam, ou concordam totalmente, que o sucesso depende de coisas que estão fora do seu controle. Em outras palavras: eles são os responsáveis pelo sucesso e isso se traduz em exigências de trabalho exaustivas. Como disse um diretor: “Tenho de estar sempre disponível para uma emergência, alerta e forçando os limites para poder oferecer resultados aos nossos clientes”.
A exigência de disponibilidade contínua foi uma constante no grupo. Um dos participantes resumiu isso muito bem: “Sempre disponível, sempre disponível, sempre disponível”. A pesquisa online foi realizada em fevereiro de 2012 com profissionais de TI selecionados aleatoriamente, a partir de uma lista da fornecedora de amostras EMI. Essa amostra foi balanceada e ponderada por porte de indústria e empresa, para representar a população real de profissionais de TI na Ásia, Europa, América Latina e nos EUA. Foram recebidas respostas de 792 pessoas, representando 17 funções, 18 indústrias e negócios de vários portes.
Fonte: Convergência Digital
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8 coisas que podemos aprender com Stephen Hawking
27 de junho de 2012
Se você não sabe quem é Stephen Hawking, meu caro, tenho a seguinte pergunta: em que mundo você vive? O cara, além de físico teórico e cosmólogo britânico, é um dos mais consagrados cientistas da geração atual. Além disso, ocupou o posto de professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge (que antes era de Isaac Newton). Até aí, todos podem observá-lo como mais um na multidão de pesquisadores, não fosse por um detalhe: Hawking sofre de uma esclerose lateral amiotrófica (ELA), que o impede de fazer as atividades de que sempre gostou.
Mesmo bastante paralisado, o físico não deixou de atuar: resolveu dedicar-se à escrita. Seus principais campos de pesquisa são a cosmologia teórica e a gravidade quântica, através de obras como “Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros” e “O Universo numa Casca de Noz”.
Agora, após completar 70 anos de idade e há quase cinco sem publicar um livro, Stephen Hawking rompeu o silêncio e lançou em 2010 o título “The Grand Design” (“O Grande Projeto”, que chegou ao Brasil no ano passado), em parceria com o também físico Leonard Mlodinow. O livro propõe novas perspectivas sobre o universo, que pode não ser apenas um, e sim vários. Com isso, deu-se início a uma discussão entre os cientistas sobre alguns ensinamentos da obra. Veja alguns deles nos tópicos abaixo.
1. O universo criou a si mesmo
Esta foi, sem dúvida, a maior polêmica levantada por Hawking em “O Grande Projeto”: a ideia de que o universo pode ter sido perfeitamente criado por si próprio, sem a necessidade da figura de Deus para explicar seu surgimento. Os dois cientistas garantem que essa hipótese é fisicamente justificável, já que o universo possa ter surgido a partir de um estado onde nada existia, ou seja, do zero. Devido a leis como gravidade, conforme eles explicam, podemos supor que as galáxias são capazes de regular seus mecanismos de forma independente.
2. Quarks nunca estão sozinhos
Os quarks, bem como os léptons, são as partículas mais básicas do universo, pois constituem a matéria. O quark é o único, dentre essas partículas, que interage através de todas as quatro forças fundamentais (gravidade, electromagnetismo, força nuclear fraca e força forte), além de dois de seus seis tipos serem formadores de prótons e neutrons. Hawking e Mlodinow sugerem que a atração entre os quarks funciona da seguinte maneira: quanto maior a distância entre dois quarks, mais cresce a força que os mantém unidos. Logo, estão sempre juntos, e não existem quarks livres na natureza.
3. O teorema de Pitágoras não é de Pitágoras
Quem estudou matemática no colégio, sabe que essa foi uma das noções mais básicas do aprendizado criada por Pitágoras acerca dos lados de um triângulo, afirmando que a² + b² = c². Contudo, Hawking e Mlodinow sugerem que não foi Pitágoras o autor dessas fórmulas sobre catetos e hipotenusas. Segundo os físicos, os antigos babilônios já aplicavam estas noções matemáticas séculos antes de Pitágoras nascer, em 570 a. C.
4. Teoria do peixe no aquário redondo
Há alguns anos, as autoridades de Monza (Itália) proibiram toda a população de criar peixes em aquários, pois era qualificado como prejudicial aos animais, que teriam uma visão distorcida da realidade devido à curvatura do vidro. Sobre isso, os físicos lançaram a seguinte questão: como é que podemos saber qual é a verdadeira visão da realidade? Como podemos garantir que não estamos nós mesmos vendo o mundo através de algo como um aquário curvo, que distorce permanentemente o que consideramos “real”?
5. Relatividade geral
Hawking e Mlodinow fizeram uma releitura de alguns pontos da velha teoria da relatividade, formulada por Albert Einstein. Ela explica como a matéria e a energia influenciam o meio e causam curvaturas no espaço-tempo (o que origina, por exemplo, a gravidade e os buracos negros). Entre outras características, a teoria afirma que o tempo flui mais lentamente quando nos aproximamos de um corpo de grande massa, como um planeta ou estrela. Na época em que a lei se espalhou pelo meio científico, ficou a ideia de que ela se aplica apenas a grandes eventos no universo, como os buracos negros, por exemplo. Porém, os físicos explicam que a lei é automaticamente levada para qualquer sistema de medição de tempo e espaço – tal como um GPS – e, sem a relatividade geral, as medições dariam resultados imprecisos por quilômetros de distância.
6. Teoria do todo
Uma teoria do todo, conforme sugere o nome, é qualquer uma que unifique todos os fenômenos físicos do universo sob um único padrão matemático. De acordo com Hawking e Mlodinow, a única teoria do todo válida para explicar nosso meio seria a Teoria M. A ideia diz que o universo seria composto de cordas que vibram em diferentes frequências e determinam as dimensões em que as galáxias se posicionam. Com essa teoria, haveria não três, mas onze dimensões existentes, o que dá origem a mais de um universo.
7. O passado é uma possibilidade
Se podemos apenas saber que uma partícula viajou de um ponto A a um ponto B, mas não observamos o caminho que ela fez para chegar ao seu destino, é possível concluir que ela, simultaneamente, fez todos os trajetos possíveis para construir a trajetória. Esse é um princípio da mecânica quântica, que explica: se qualquer evento no passado não foi observado e registrado, ele é tão indefinido quanto um evento futuro. Dessa forma, não se pode dizer que ele aconteceu de determinada maneira, e sim de todas as maneiras possíveis ao mesmo tempo. Loucura, não?
8. A força da luz
A cada segundo, uma lâmpada incandescente comum, de 1 watt, emite um quintilhão de fótons , a partícula elementar da luz. Pode-se dizer, de maneira primária, que os fótons são como pequenos pacotes dentro dos quais a luz é emitida. Os cientistas ainda investigam a fundo as propriedades de um fóton, que se comporta simultaneamente como partícula e como onda.
Fonte: Olhar Digital
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Seis passos importantes na migração para o IPv6
14 de junho de 2012
Com o esgotamento dos endereços IPv4 em fevereiro, a longa trajetória de migração para o IPv6 passou por mais um marco importante. Desde o anúncio de sua implementação, pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA), em 1999, a questão nunca foi “SE”, mas “QUANDO” o IPv6 seria o protocolo central para o tráfego global da Internet.
O baixo percentual de Ipv6 implementados – até o momento menos de 10% em todo o mundo – fica atrás das estimativas iniciais, que previam a sua adoção plena como protocolo de Internet dominante até o final de 2007. Entre fatores que explicam o atraso nas implementações incluem falta de familiaridade e as preocupações com custos e segurança, a falta de pessoal treinado etc.
A realidade é que, mesmo em cenários otimistas, o IPv6 não será capaz de se tornar o protocolo dominante no futuro imediato.Com a escassez de recursos da TI, os gerentes de data centers podem estar aparentemente relutantes em considerar o IPv6 uma prioridade. Mas a decisão de esperar para fazer a implementação posteriormente pode significar custos mais elevados e mais dores de cabeça.
Como a maioria das tecnologias emergentes, que estão destinadas a serem adotadas por todos, em algum momento atingem uma massa crítica. A mudança para o IPv6 vai acelerar geometricamente, deixando as organizações [que no momento fizeram a aposta errada] em dificuldades para acompanhar. Mesmo as empresas sem planos imediatos para implantar IPv6 devem ter uma compreensão plena da tecnologia, seus impactos operacionais, e, no mínimo, uma alternativa viável, além de um plano de transição bem concebido.
Aqui estão seis passos que podem ser tomados agora para se preparar para IPv6:
1. Pedir um prefixo IPv6 a seu provedor ou RIR
Comece por solicitar um prefixo Provider-Assigned (PA) IPv6, mesmo que você não esteja planejando implementar imediatamente o IPv6, pois é importante saber se o seu ISP pode ter conectividade IPv6. Normalmente, os prefixos PA são fornecidos sem nenhum custo. Se um prefixo PA não está disponível, você pode solicitar um cronograma de entrega. Se as respostas não forem satisfatórias (por exemplo, seu provedor não tem planos para a migração IPv6 ou não pode especificar um cronograma de entrega), você pode considerar a ideia de começar a busca por um host capacitado para o IPv6.
As organizações qualificadas também podem comprar um prefixo IP (independentemente de provedor), que normalmente é atribuído por um Registro Regional de Internet (RIR). Os endereços IP não têm host específico e permitem que você mude de hosts, mas um endereço IP por si só não elimina a necessidade de um host capacitado para IPv6.
2. Realizar um simples teste IPv6 “Hello World”
Mesmo que o seu provedor atual não forneça o serviço IPv6, você ainda pode começar a testar em sua rede interna ou WAN. Os protocolos IPv4 e IPv6, embora não sejam diretamente interoperáveis, podem coexistir em uma configuração dual-stack, em paralelo, e já fazem isso de alguma forma na maioria das redes. Isto proporciona um excelente ambiente para testes.
Veja a seguir um exemplo de teste dual stak ‘Hello World”, usando apenas duas máquinas (um servidor Windows 2008 IIS/DNS e um cliente Windows 7); é rápido e fácil de configurar.
Em um servidor Windows 2008 executando o IIS e DNS:
IPv4 Node
1. Crie um novo site no IIS. Vincule o site para qualquer endereço IPv4 local. Se você precisar de um endereço IPv4 extra, atribuir um endereço não utilizado de sua sub-rede para a interface local antes de configurar o website. (O DNS não é necessário para os dois primeiros sets de testes de conectividade).
2. Salve texto seguinte em um arquivo no diretório home do novo site chamado ‘index.html’: Hello World.
3. Confirmar que você pode exibir a página no browser do servidor, usando o endereço IPv4 atribuído (ex: http://192.168.0.1).
IPv6 Node
4. Adicionar um novo endereço IPv6 estático para a interface LAN (somente para fins de teste, você pode obter um endereço IPv6 local gerado aleatoriamente em sites como https://www.ultratools.com/tools/rangeGenerator). Note que o prefixo de um único endereço local começa com fd. Usar o endereço IPv6 do servidor para o servidor DNS preferencial. (Endereço IPv6 do servidor pode ser obtido por meio da emissão de um comando ipconfig no prompt de comando.)
5. Abra uma janela do browser no servidor e digite o endereço IPv6 na barra de localização; usando o endereço IPv6 estático você adiciona à interface com a sintaxe (entre colchetes) a seguir: http:// [fd63: ae70: 9a8d: 9ef7::] /
Agora você deve ver uma tela do ‘Hello World ‘similar à que você viu no Passo 2.
6. Configure a conectividade IPv6 na máquina cliente Windows 7 (of the Windows 7 machine). Isto pode ser feito abrindo a janela de configuração do IPv6 e inserindo o endereço aleatório IPv6 ou o endereço IPv6 da máquina Windows 7, que pode ser obtido por meio da execução IPConfig na janela de comando. Para o gateway padrão, digite o endereço IPv6 atribuído ao servidor no passo 4. Agora você deve ser capaz de abrir um navegador e acessar a página ‘ Hello World’ exatamente como no passo 5.
Configurando o DNS
Para ativar o teste de ‘Hello World’ de resolução de nomes de domínio usando o IPv4, com DNS que você poderia acrescentar uma Forward Lookup Zone como de costume com um registro mapeado para o ‘Hello World’ no endereço IPv4do site. Para habilitar o IPv6 para o mesmo exemplo, adicione um registro quad-A (AAAA).
3. Analise as diferenças de protocolo e realize uma análise de impacto.
As diferenças entre IPv4 e IPv6 são significativas.
O impacto da migração para o IPv6 tende a aumentar de acordo com o tamanho da organização, assim, as grandes empresas precisam de mais tempo para planejar as implementações. Considere montar uma força-tarefa para avaliar os impactos e fazer as recomendações.
4. Priorizar a ordem das implementações IPv6.
A mudança direta de IPv4 para IPv6 é a exceção e não a regra, por causa do número relativamente pequeno de hosts IPv6 e de provedores de upstream. A fim de proporcionar a máxima disponibilidade de recursos de rede (internos e voltados para a Internet), muitas organizações escolhem uma estratégia de transição que emprega os nodes do dual-stack, juntamente com protocolos de túnel ou outros mecanismos de tradução entre IPv4 e IPv6, onde os nodes de dual-stack não são viáveis .
Aqui está um exemplo de uma estratégia de implantação projetada para diminuir o impacto da transição para o IPv6. Naturalmente, as organizações precisam considerar vários fatores ao elaborar seus próprios planos de implementação.
• Fase I – implementar serviços voltados para a Internet (web e e-mail) com nodes dual-stack e mecanismos de tunelamento / decifração para a ponte IPv4/IPv6
• Fase II – migrar LAN/WAN de stateless (automática) para stateful (configurado) IPv6
• Fase III – identificar e atualizar equipamentos/aplicações não-IPv6
Fase I – implementar serviços voltados para a Internet (web e e-mail) com arquitetura dual-stack. Como mostrado no exemplo de ‘Hello World’, dual stack envolve a execução paralela dos nodes IPv4 e IPv6. Isto é normalmente alcançado pela adição de um endereço IPv6, configurado e roteável, permitindo que os dispositivos solicitados escolham automaticamente os pedidos de rota para IPv4 ou IPv6. Note-se que essa abordagem, além de simplificar a adição de nodes IPv6, não reduz a dependência de que endereços IPv4 devem ser substituídos pelo serviços IPv6 tão logo seja possível.
Implementação de e-mail em modo dual-stack pode requerer alterações na configuração do servidor SMTP, como adicionar uma porta para executar em um endereço IPv6, e fornecendo uma gama de Internet IPv6. DNS quad-A registros também são necessários, juntamente com os registros MX que resolver para um host capacitado para IPv6.
Fase II – migrar LAN/WAN de stateless para stateful IPv6. A maioria dos atuais sistemas operacionais já vem com suporte para staless (autoconfiguração) IPv6:
• Linux (kernel 2.2 e superior)
• Mac OS X
• FreeBSD/NetBSD/OpenBSD
• Windows Server 2000/2003/2008; Windows XP/7
No modo de configuração automática ou stateless, os links locais de endereços IPv6 são atribuídos aos dispositivos automaticamente, sem a necessidade de gerenciamento de servidor. Isto significa que no momento em que o sistema operacional é ligado, o dispositivo tem um endereço IPv6 detectável. Stateful modo (configurado) utiliza Dynamic Host Configuration Protocol para IPv6 (DHCPv6) para a instalação e a administração de nodes da rede. Versões anteiores do sistema operacional podem ter capacidades limitadas de stateful IPv6. Por exemplo, o Windows Server 2003 DHCP requer, a fim de permitir que os serviços stateful IPv6.
Fase III – Identificar e atualizar equipamentos e aplicações sem IPv6. Esse passo é necessário antes de você poder alterar no atacado para o IPv6. Se você opera uma rede grande, pode ser que seja necessário utilizar um aplicativo de terceiros projetado especificamente para identificar limitações de conectividade IPv6, assim como osIPv4.
5. Criar um plano de endereçamento
Espaço de endereçamento tem aumentado exponencialmente em IPv6, com mais de um bilhão de endereços possíveis para cada ser humano no planeta. O grande número de endereços únicos elimina conflitos em sub-redes e permite que as organizações formulem livremente esquemas de endereçamento flexíveis de acordo com grupos dentro da organização, ou aumentar o uso de endereços aleatórios configurados para hosts privados.
IPv6 suporta os seguinte tipos de endereço:
• Multicast – envia pacotes para todas as interfaces que fazem parte de um grupo multicast, representado pelo endereço de destino do pacote IPv6; permite a agregação de prefixos de roteamento para limitar o número de entradas da tabela de roteamento global
• Anycast – envia pacotes para uma única interface associada ao endereço, normalmente encaminhado para o node mais próximo
• Unicast – identifica uma única interface
• Global aggregatable – permite a agregação de roteamento prefixos para limitar o número de entradas na tabela de roteamento global
• Link–Local – permite a comunicação entre dispositivos em uma ligação local sem a necessidade de um prefixo global exclusivo
• Site–Local – permite que as comunicações dentro de uma organização, sem necessidade de um prefixo público
• Loopback – usada por um node para enviar um pacote IPv6 para si
• Não especificado – usado por novas interfaces até que o aplicativo ou dispositivo tenha obtido o endereço do host
6. Compreender os riscos e desenvolver uma política de segurança
Organizações devem fazer planos para enfrentar o impacto do IPv6 na segurança da rede. Por exemplo, os mecanismos de tunelamento e tradução que facilitam o encaminhamento do tráfego entre IPv4 e IPv6 hosts também podem introduzir riscos de segurança.
O lado positivo é que apoio à IPSec agora é obrigatório em IPv6. Desenvolvido pelo IETF (sigla em inglês para Grupo de Trabalho de Engenharia de Internet, uma organização internacional de normatização), o IPSec foi projetado para fornecer serviços de segurança, tais como dados de confidencialidade, integridade e autenticação da origem do pacote. O IPSec opera na camada de rede e quando configurado corretamente pode ser uma ferramenta poderosa para proteger e autenticar o tráfego IPv6. Embora o suporte para IPSec seja necessário em IPv6, isso não implica que a segurança é “built-in” no primeiro dia. O IPSec deve ser corretamente configurado para fornecer a proteção para qual foi projetado para oferecer.
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Os 10 melhores apps do ano, na visão da Apple
13 de junho de 2012
A Worldwide Developers Conference 2012 (WWDC) teve início na tarde da última segunda-feira (11/06), quando Tim Cook, CEO da Apple, subiu ao palco do evento para apresentar as novidades referentes aos lançamentos da empresa para este ano. Entre elas novos MacBooks – um modelo, inclusive, com tela Retina -, mais recursos para o Mac OS X Mountain Lion e um novo sistema operacional para dispositivos móveis, o iOS 6.
Com término agendado para o dia 15 de junho, a WWDC também é lugar para o anúncio dos vencedores da nova edição do Apple Design Award. Dividido em quatro categorias (iPhone, iPad, Mac e Estudantes), a premiação tem por objetivo reconhecer os melhores aplicativos disponíveis para download na App Store. Acompanhe abaixo os ganhadores deste ano.
Para iPhone
Where’s my Water: neste game, o jogador precisa fornecer água suficiente para que Swampy, um jacaré animado, consiga tomar banho. Para isso, é necessário encontrar o melhor caminho para levar a água até o chuveiro, e até coletar patinhos de borracha para aumentar a pontuação do usuário. O título para smartphone possui mais de 160 níveis e diferentes temas, e também está disponível para iPad por US$ 0,99.
Jetpack Joyride: criado pelos mesmos desenvolvedores de Fruit Ninja, o game não tem um fim. Após encontrar um laboratório experimental que desenvolveu um equipamento de jatos, o objetivo é ajudar o herói Barry Steakfries em suas aventuras. O app é gratuito, e também compatível com iPad.
National Parks: o aplicativo do canal de TV National Geographic exibe imagens e informações sobre vinte parques americanos, além de mapas interativos sobre cada local, galerias de fotos (tanto atuais quanto raras e antigas) e dicas de pontos turísticos para atrair os visitantes. O download é gratuito.
Para iPad
Bobo Explores Light: para aprender de uma maneira divertida as leis da Física, as crianças poderão acompanhar o robozinho Bobo na exploração de conceitos e ideias de grandes físicos, além de assistir a vídeos de fenômenos da área acontecendo em tempo real. O download na App Store custa US$ 1,99.
DM1 – The Drum Machine: quem gosta de música, a opção é o The Drum Machine. Como o nome já diz, o app transforma o iPad do usuário em uma bateria eletrônica equipada com mais de 60 tipos e batida. Há também a possibilidade de criar sons e gravá-los, modificá-los ou mixá-los em todas as batidas. O DM1 pode ser baixado por US$ 4,99.
Paper by Fifty Three: permite a criação de desenhos, ilustrações e anotações no iPad, podendo armazenar todos os desenhos em cadernos diferentes e dividi-los em temas. O download do Paper é gratuito para testes, mas para ter acesso a novas funções e ferramentas o usuário deve comprá-las em pacotes separados que ficam na faixa dos US$ 6,99.
Para Mac
Deus Ex: Human Revolution – Ultimate Edition: em uma história repleta de ação e aventura, o usuário é conduzido a um mundo futurista dominando por grande organizações, onde precisa libertar a humanidade da escravidão. O jogador precisa enfrentar combates físicos e batalhas cibernéticas para manter os humanos a salvo. Disponível em sete idiomas, Deus Ex sai por US$ 49,99.
LIMBO: feito com ilustrações em preto e branco, LIMBO traz a história de um garoto em uma floresta obscura e misteriosa. O menino não sabe como chegou até lá, nem o que deve ser feito, mas precisa descobrir – sozinho – um meio de lidar com outras crianças que não gostam de sua visita. O app está disponível por US$ 9,99.
Sketch: produzido para ajudar designers, o serviço oferece várias ferramentas para fazer ilustrações (especialmente vetores gráficos) com maior qualidade e simplicidade. O download sai por US$ 39,99.
Para Estudantes
daWindci: para quem gosta de ciência, este é um dos apps recomendados pela Apple. No game, o jogador deve levar seu balão até um ponto final, enquanto contorna obstáculos no meio do caminho. É possível recorrer a ferramentas e ideias de cientistas e engenheiros para criar o próprio balão e, assim, embarcar em várias jornadas. O download do aplicativo custa US$ 3,99.
Little Star: a jornada de cinco amigos em busca de estrelas é o tema central deste jogo educativo, que apresenta ao jogador desafios e dificuldades que devem ser resolvidas através de trabalho em equipe. O app custa US$ 2,99.
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Cinco ideias para reutilizar o calor dentro de Data Centers
12 de junho de 2012
Os Data Centers, centros de processamento de dados das grandes empresas, consomem cerca de 1,3% da energia de todo o mundo. De acordo com a Universidade de Stanford (Estados Unidos), alguns projetos de melhoria, operados pela Amazon e Facebook, reutilizaram cerca de 250 bilhões de quilowatts/hora em 2010. E metade dessa energia é empregada em tarefas cotidianas de ambas companhias, ou seja: não relacionadas à computação propriamente dita.
Pensando em maneiras de reduzir o consumo excessivo e propor modelos mais sustentáveis de energia, o site Technology Review identificou cinco ideias criativas para a reciclagem do calor, a fim de reduzir as contas de luz e diminuir a preocupação ambiental.
Computação verde
Um rack dos servidores da Universidade de Notre Dame aquece um jardim botânico fechado no Conservatório de South Bend (Indiana). O ar aspirado do exterior esfria os computadores, enquanto o ar quente é lançado para a atmosfera. Os servidores estão conectados ao principal computador da universidade, e são dadas tarefas caso o processamento exija temperaturas mais elevadas. Paul Brenner, do Centro de Pesquisa de Notre Dame, diz que o protótipo pode reduzir os custos de prevenções contra o aquecimento global, além de reduzir o valor das contas de eletricidade.
Micro-poder
Uma potente energia é projetada para transformar o calor de um processador de computador em eletricidade, no Laboratório Nacional de Oak Ridge (Estados Unidos). Um minúsculo medidor, com apenas um milímetro de largura, repousa sobre um chip de aquecimento. Conforme o calor aumenta, as curvas do aparelho são afastadas até que a massa de ar quente seja dissipada. Ao ser resfriado, o dispositivo volta para sua posição de origem, e toca o chip novamente.
Ciclo virtuoso
Tubos azuis levam água fria para esfriar os computadores no Centro de Dados Ambientais da Universidade de Syracuse (Nova York). A instalação gera eletricidade própria no local usando pequenas turbinas de gás. Elas ficam em atividade constante e são usadas para aquecer água e absorver energia, enquanto um aparelho de refrigeração utiliza o calor como fonte de energia. O sistema produz o equivalente ao resfriamento de trezentas toneladas de gelo, três vezes mais quantidade que o centro de dados precisa para esfriar seus computadores. Todo o excesso de água fria é bombeado para o sistema de ar condicionado dos prédios do complexo e, no inverno, a água quente é usada no sistema de aquecimento dos edifícios (tubos vermelhos).
Aquecedor residencial
Um projeto de Data Center do Laboratório de Pesquisas da IBM em Zurich (Suíça) fornece calefação (sistema de aquecimento em locais fechados). A água corre através de microcanais de cobre, conectados na parte de trás dos chips de computador. Os microprocessadores, que podem chegar a 85º C, são controlados enquanto a temperatura da água é reduzida a 65º C, quente o suficiente para atender aos padrões suíços de aquecimento residencial. Assim, o chip pode encaminhar a água aquecida para tubos dentro do piso das residências nas proximidades. Bruno Michel, um dos pesquisadores do IBM Zurich, diz que a 10 megawatts, um Data Center pode aquecer cerca de 700 casas.
Transformadores de clima
Um servidor de data centers administrado pela empresa TelecityGroup, localizado em Paris (França), tem por objetivo estudar a mudança climática. O calor que sai dos computadores é canalizado para um viveiro de plantas, a fim de modelar as condições mais quentes que irão prevalecer na França em 2050. O data center do Telecity também utiliza sistemas de iluminação e refrigeração – energeticamente eficientes, que a empresa diz economizar 28 milhões de quilowatts por ano em eletricidade.
Fonte: Olhar Digital
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Big Data: o que sua empresa tem a ver com isso?
6 de junho de 2012
As ferramentas de integração de dados existem há anos, mas por que somente agora elas se tornaram importantes dentro do fenômeno de big data? A resposta está justamente no conceito relacionado a esse termo. O “big data” não se trata apenas de grandes quantidades de dados, mas sim do quão rápido uma organização pode transformar todo este amontoado de informações em conhecimentos práticos.
No marketing, a aplicação do Big Data se faz necessária pelo simples fato de que toda a empresa pode conhecer mais profundamente seus clientes a partir destas ferramentas de análise de dados. No entanto, estas análises devem ir além dos dados gerados pelos sistemas transacionais, pois estes apenas medem apenas o que a empresa vendeu e não o que foi vendido e, muito menos, o que os clientes pensam sobre seus produtos.
De acordo com Cezar Taurion, Technical Evangelist da IBM Brasil, a análise de outras métricas é importante nos dias atuais e um dos locais mais ricos em informações relevantes são as redes sociais. Atualmente temos cerca de 12 terabytes de tuítes no mundo, que permitem avaliar sentimentos positivos ou negativos em relação às companhias e seus produtos. Ou seja, a posse desta informação faz com que a empresa consiga avaliar a situação com mais conhecimento de causa.
“Temos o exemplo de empresas como o site de encontros match.com, que continuamente analisa as características dos perfis das pessoas cadastradas, suas reações e estilos de comunicação para otimizar seus algoritmos e juntar casais que melhor se encaixem. Ou varejistas como WalMart e Kohl’s que analisam vendas, preços, variações econômicas e demográficas e, até mesmo, clima das regiões para selecionar e promover produtos em determinadas lojas, nos momentos certos”, comenta. “Estudos têm mostrado que os varejistas online que usam recursos de Big Data apresentam resultados (receita e EBITDA) significativamente superiores aos que não usam. E hoje qualquer varejista está no mundo online, seja 100%, como uma Amazon, ou menos, como os varejistas tradicionais. Mas uma parcela significativa e crescente do varejo caminha para ser online”.
Para o executivo, uma análise contínua e em tempo real de informações, que circulam em um mundo cada vez mais instrumentado e conectado, é essencial para agir preditivamente. Isso significa que responder rápido às demandas dos clientes, realizar ações e promoções no momento certo e para o cliente certo são vantagens competitivas. Conseguir chegar ao estágio preditivo (prever o que o mercado demandará e agir antes) e não se manter no atual estado reativo, que acontece com muitas empresas, é a diferença entre se manter no mercado ou ser expulso dele.
Pensando assim, o Big data tem efeito significativo nas aplicações CRM e que se relacionam diretamente com os clientes, as chamadas “customer-facing applications”. Com elas, é possível aumentar consideravelmente o alcance e profundidade de conhecimento que as empresas têm sobre seus clientes, podendo identificar com precisão os melhores canais de comunicação para cada tipo de interação. Ele cria valor para as empresas descobrindo padrões e relacionamentos entre dados que antes estavam perdidos, não apenas em data warehouses internos, mas na própria web, em tuítes, comentários no Facebook e vídeos no YouTube.
“Hoje, tecnologias como cloud computing e Big Data nos permitem chegar à personalização do cliente. Podemos atingir um cliente especifico com ações personalizadas, algo inimaginável há dez anos. O custo de armazenar e processar um byte cai cada vez mais. Assim, podemos considerar que a voz de cada cliente pode (e deve) ser ouvida e respondida da forma correta e pelo canal mais adequado. E apenas conhecendo o cliente e se antecipando às suas demandas é que geraremos mais valor por cada um deles, conseguindo sobreviver em um cenário cada vez mais competitivo”.
Como implementar Big Data com sucesso?
Primeiramente, o executivo afirma ser importante reconhecer que o Big data não é apenas um conjunto de tecnologias como Hadoop e MapReduce, mas demanda expertise e novos processos. Colocar Big Data em prática não é uma simples questão de instalar alguma nova tecnologia. As tecnologias impulsionadoras são fundamentais, mas é necessário também que a empresa adapte seus processos de negócio para explorar os insights gerados.
Outro pré-requisito essencial é contratar especialistas como data scientist e CDO (Chief Data Officer). O data scientist é um profissional multidisciplinar, com habilidades em ciência da computação, matemática, estatística e, claro, conhecimentos sobre o negócio da empresa. Processos devem ser implementados de modo que as análises obtidas se transformem em valor, ou seja, gerem mais receita e lucratividade através de mais vendas.
Fonte: Olhar Digital
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10 coisas que você deveria saber sobre o próximo Office
5 de junho de 2012
O “Office 15″ da Microsoft ainda está cercado de mistérios, mas já se sabe com certeza que a 15ª versão da suíte de aplicativos irá mesmo se chamar Office 2012, mantendo a tradição de adicionar o ano de lançamento. Mas o que mais nós já sabemos? Confira 10 coisas que você deveria saber sobre o novo Office:
1 – Vazou ou não vazou?
No começo do ano passado, uma versão preliminar da suíte foi parar nos sites de downloads ilegais. Mas, depois de tanto tempo, ela tem pouquíssima relação com a versão final do próximo Office. Quem viu a Technical Preview liberada oficialmente para um “grupo seleto de consumidores” garante que está muito diferente.
2 – E o Ribbon?
O menu Ribbon, introduzido cinco anos atrás com o Office 2007, parece ter sumido da nova versão. O vídeo de demonstração do Windows 8 ARM mostra lampejos do Office 2012 e ele tem um menu tradicional de aplicativo. Se o Ribbon se tornou opcional ou foi completamente eliminado, só o tempo dirá.
3 – Será sensível ao toque?
A Microsoft já deixou claro que os aplicativos que fazem parte da suíte serão otimizados para telas sensíveis ao toque, através de um botão que amplia os elementos de interface.
4 – Não adotará o Metro.
Apesar do estilo Metro ser o novo paradigma para o Windows 8, o próximo Office será mais próximo do que já existe no Office 2010, para facilitar a vida dos clientes corporativos. Há rumores de uma versão alternativa que adote o Metro, mas não foram confirmados ainda.
5- Na Nuvem.
O Office 2012 será ainda mais integrado com o SkyDrive, o serviço de armazenamento de dados na nuvem da Microsoft.
6 – Menor consumo de recursos.
Para se ajustar à estratégia do Windows 8 de invadir as plataformas móveis, o novo Office consumirá menos recursos de memória e processamento e, consequentemente, menos energia.
7 – Vai rodar em ARM.
Uma versão específica da nova suíte será lançada para dispositivos ARM.
8 – Adeus, Windows XP.
Há grandes indicações de que o próximo Office não terá suporte ao Windows XP. Considerando-se que a Microsoft está prestes a lançar o terceiro sucessor do sistema operacional, já não era sem tempo.
9 – Quando sai o Beta?
A versão Beta do Office 2012 deverá ser disponibilizada neste mês Junho.
10 – Quando sai a versão final?
Segundo a Microsoft, a suíte de aplicativos deverá estar disponível nas lojas a partir de Dezembro deste ano ou, na pior das hipóteses, em Janeiro de 2013.
Fonte: Código Fonte
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Como melhorar a eficiência energética do data center
22 de maio de 2012
Muitos data centers esbarram na potência máxima disponível. Outros enfrentam desafios de gestão. Entre as dificuldades se destracam falta de tempo para implementar novas capacidades e administrar sistemas existentes. Além disso, os ganhos obtidos com a virtualização ou com a consolidação de servidores frequentemente se perdem com a instalação de novos equipamentos.
A demanda por mais hardware e petabytes de armazenamento não vai acabar. Nem as preocupações com orçamento, custo de energia, refrigeração e espaço. Veja a seguir alguma dicas dos especialistas sobre a escolha do local ideal e como diminuir custos com energia.
Localização
Os espaços físicos precisam de muita energia com preço competitivo. Necessitam de refrigeração, já que toda a energia direcionada para equipamentos de TI, eventualmente, se transforma em calor.
Esse cenário requer refrigeração e mais energia. Uma medida de eficiência energética de um data center é o seu PUE (Power Usage Effectiveness), que é a razão entre a potência total consumida pela instalação de TI – refrigeração, iluminação etc – dividida pela eletricidade consumida pelos equipamentos de tecnologia. O melhor PUE é o mais próximo possível de 1,0.
O data center deve estar em um lugar fresco e seco, com energia a custos reduzidos. E um exemplo são os sites do Facebook em Prineville, Oregon (EUA), menciona o principal analista e vice-presidente da consultoria Forrester Research, Rich Fichera. Ele destaca que locais com essa característica possibilitam mais eficiência com resfriamento evaporativo.
Empresas como Apple, Google e Microsoft, juntamente com companhias que têm data centers de hospedagem, buscam áreas com fácil acesso a energia e que obedeçam algums critérios para refrigeração (como não serem propensas a terremotos ou eventos climáticos perigosos, boa conectividade de rede etc).
O Google, com cerca de 900 mil servidores, dedica atenção considerável à eficiência do data center e a outras práticas, entre as quais saber como e quando é possível utilizar resfriamento evaporativo para minimizar a utilização de energia.
Resfriamento evaporativo requer menos energia. As novas instalações do Google em Hamina, na Finlândia, utiliza a água do mar para necessitar de menos resfriamento. De acordo com a empresa, “a Google projetou data centers que utilizam cerca de metade da energia de um data center típico”.
Energia neutra em carbono
Além de localização, muitos planejadores de data centers estão olhando para as fontes de energia que não consomem combustível.
Por exemplo, a Verne Global possui um projeto de data center com carbono neutro na Islândia, com previsão para ser concluído em novembro de 2011, alimentada por uma combinação de fontes de energia hidrelétrica geotérmica, de acordo com Lisa Rhodes, vice-presidente de marketing e vendas da Verne Global.
A energia na Islândia também é abundante, aponta Lisa. “A atual rede da Islândia oferece cerca de 2,9 mil Megawatts (MW) de capacidade e a população do país é de aproximadamente 320 mil pessoas. O abastecimento é mais do que suficiente para atender o setor de data centers.” Segundo a executiva, o ambiente de baixas temperaturas da Islândia permitem refrigeração gratuita.
Além do calor, a umidade
Ambiente seco não precisa estar necesariamente em locais mais frescos. O data center Phoenix da I/O Data Center, que segundo a própria empresa é um dos maiores do mundo, está localizado, como sugere o nome, em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona.
“Um dos benefícios do deserto é que é muito seco”, diz o presidente da I/O, Anthony Wanger. “É mais fácil para tirar o calor em um ambiente seco, o que torna o Arizona um lugar adequado.”
Segundo a companhia, o data center em Phoenix emprega uma série de técnicas e tecnologias para reduzir o consumo e melhorar a eficiência energética. “Fazemos o possível para sermos energeticamente eficientes em todos os nossos data centers”, diz Wanger.
Um número crescente de fornecedores, como HP e Microsoft, têm oferecido módulos de data centers que incluem, além dos equipamentos de computação e armazenamento, os relacionados à refrigeração, energia, conectividade, e todo o resfriamento necessário.
E não são apenas fornecedores e provedores de hospedagem, como o I/O data center, que oferecem esses módulos. Entre os exemplos estão a HP, que oferece o Performance Optimized Datacenter 240a, conhecido como “o EcoPOD HP”. A Amazon tem seu módulo próprio Perdix, e a Microsoft oferece o data center ITPAC (IT Pre-Assembled Components).
O EcoPOD da HP não precisa de água gelada. “Basta adicionar energia e interligar a qualquer ambiente”, diz João Gromala, diretor de marketing de produto da HP. Segundo ele o EcoPOD otimiza a eficiência e atinge um PUE entre 1,05-1,30, dependendo das condições do ambiente.
De acordo com o executivo, isso ocorre porque os módulos EcoPODs são autônomos e podem ser implementados rapidamente, em cerca de três meses. “Os clientes estão adotando EcoPODs em suas instalações existentes”, finaliza.
Fonte: Computer World