Blog do TreinaWeb
Dicas, notícias e informações sobre cursos, programação, webstandards e desenvolvimento web.Posts com a Tag ‘Cloud Computing’
-
Cinco dicas para sobreviver a interrupções das nuvens públicas
2 de maio de 2012
Durante quatro dias em abril de 2011 a Amazon Web Services (AWS) interrompeu seus serviços. Em agosto do mesmo ano teve outra falha. Outros serviços de cloud computing passaram pelo mesmo problema nos últimos meses. Em fevereiro passado, a plataforma Windows Azure, da Microsoft, teve uma série de infortúnios. E apesar das melhorias realizadas pelos prestadores de serviços de cloud computing para minimizar interrupções futuras, elas deverão voltar a acontecer.
Seguem cinco passos, recomendados por vários especialistas, para as empresas lidarem melhor com as interrupções e evitar impactos maiores:
1. Usar múltiplas zonas de disponibilidade
A AWS, por exemplo, oferece várias “zonas de disponibilidade” (Availability Zones – AZ) em cada uma das regiões na qual está estruturada e para cada um de seus serviços. A empresa diz que as AZ funcionam baseadas na sua própria infraestrutura física.
“Elas estão fisicamente separadas, de tal forma que mesmo havendo desastres extremamente invulgures, como incêndios, furacões ou inundações, eles afetariam apenas uma “zona de disponibilidade”. Durante a interrupção do ano passado, cerca de 45% dos clientes que usavam apenas uma zona para os serviços de bases de dados relacionais sofreram impactos. Em contrapartida, menos de 3% dos clientes que já trabalhavam com uma abordagem com múltiplas zonas foram afetados. Após a interrupção do serviço no ano passado, a empresa tornou mais fácil aos clientes a utilização de múltiplas zonas.
2. Utilizar várias regiões
Novamente usando a AWS como exemplo, tem uma rede de oito regiões, incluindo o leste dos Estados Unidos (Virgínia do Norte), oeste dos Estados Unidos (Oregon), oeste dos Estados Unidos (Califórnia do Norte), União Europeia (Irlanda), Ásia-Pacífico (Singapura), Ásia-Pacífico (Tóquio), América do Sul (São Paulo), e ainda a AWS GovCloud. Para maior segurança e proteção além de uma abordagem com múltiplas zonas de disponibilidade, os clientes podem colocar volumes de trabalho espalhados por várias regiões. Não é tão fácil como colocar volumes de trabalho em várias zonas de disponibilidade, porém: é necessário usar diferentes API para as diversas regiões.
3. Usar vários fornecedores de cloud computing
No caso de a organização exigir ainda mais redundância, mesmo apesar de ter uma abordagem com múltiplas zonas e regiões, devem usar-se serviços conjugados de vários prestadores de cloud computing, diz Drue Reeves, analista do Gartner. Há algumas ressalvas e cautelas a fazer, pois muitos fornecedores poderão compartilhar recursos de data centers.
4. Estabelecer níveis de disponibilidade nos SLAs
Além de tomar medidas técnicas, os clientes podem tomar medidas em outros campos, tais como na negociação com o seu fornecedor de serviços de cloud computing sobre os Service-Level Agreements (SLA). Neles especificam-se sanções sobre os reponsáveis por interrupções e falhas.
Se um cliente decidir usar um fornecedor de cloud computing para os serviços de recuperação de desastres, o SLA deve impor uma disponibilidade de 99,999%.
5. Se não aguenta o calor, fica longe do fogo
Lembre sempre: sua empresa pode não estar preparada para adotar cloud computing no caso de se manifestar extremamente preocupada com a alta disponibilidade de dados e aplicações. É o que diz Steve Hendrick, analista da consultoria IDC. O mesmo diz que a equação é simples: quanto mais críticos forem os dados e os recursos de computação, maiores devem ser os mecanismos de resiliência e alta disponibilidade.
Fonte: Computer World
-
Os seis principais riscos e benefícios dos projetos de cloud computing
18 de abril de 2012
As empresas não podem ignorar a importância de analisar a adoção de serviços nas nuvens, principalmente, porque isso pode torná-las mais competitivas no mercado, graças à redução dos custos de TI e à agilidade de implementação de novos produtos e soluções no mercado. Mas como encontrar o equilíbrio necessário?
A seguir, separamos os seis principais riscos e benefícios do uso de cloud computing e que podem ajudar a fazer uma análise mais detalhada dos projetos.
Benefícios
1. Redução de custos – ao contratar um hardware, software ou plataforma na nuvem, o usuário não precisa fazer um investimento inicial em infraestrutura ou licenças, as quais passam a ser totalmente geridas e fornecidas pelo provedor do serviço. Além disso, todo o processo de manutenção e atualização das soluções fica sob responsabilidade do fornecedor. Assim, o cliente paga apenas um valor mensal pelo uso dos recursos contratados.
2. Elasticidade – este é um dos conceitos que mais atrai as empresas que trabalham com picos de demanda sazonais. Isso porque, cloud computing permite que o usuário aumente ou reduza a quantidade de recursos contratados, de forma simples e ágil, sem a necessidade de mudar contratos. De forma geral, as próprias empresas usuárias do serviço conseguem fazer essa mudança por meio de painéis de controle online.
3. Agilidade – para novos projetos, que exijam uma rápida implementação, a computação em nuvem pode ser bastante atrativa. Isso porque, em pouquíssimo tempo, é possível contratar a infraestrutura necessária para rodar um novo projeto, sem a preocupação com compra de hardware e software, implementação e manutenção.
4. Simplificação na gestão de TI – ao transferir a responsabilidade pela manutenção de parte dos recursos de tecnologia para os fornecedores de cloud computing, as equipes de TI conseguem se livrar de atividades burocráticas e que consomem um grande tempo, para se dedicar a projetos estratégicos.
5. Facilidade de acesso remoto – pelo fato dos serviços em cloud serem acessados pela internet, isso permite que usuários remotos utilizem os recursos de TI da empresa de qualquer lugar. O que pode ser especialmente interessante para companhias que têm profissionais dispersos geograficamente ou que fiquem muito tempo fora do escritório.
6. Economia de energia – uma das pressões cada vez mais frequentes na área de TI é a redução de custos. E os data centers, especificamente, são uma importante fonte de despesas. Assim, ao terceirizar os serviços na nuvem, é possível cortar os gastos relacionados à energia e à manutenção dos centros de processamento de dados. O que, por outro lado, responde aos requisitos da TI verde.
Riscos
1. Segurança – este aparece como o tema que mais preocupa as empresas e os usuários que estudam a migração para cloud computing. Isso porque, há uma preocupação em deixar que sistemas ou dados sensíveis sejam processados por terceiros, em um local não determinado.
2. Privacidade dos dados – também em relação à segurança, outro risco bastante apontado no modelo de computação em nuvem é a garantia de que as informações armazenadas em cloud não sejam acessadas ou utilizadas por pessoas não autorizadas ou má intencionadas.
3. Link de dados – em especial no Brasil, onde há ainda um problema em relação à infraestrutura de telecomunicações, muitas corporações consideram que pode ser um problema acessar os serviços em cloud, por meio da internet. Isso porque, caso ocorra qualquer interrupção no link de dados, a solução ficará indisponível.
4. Provedor do serviço – outra questão em relação à continuidade dos serviços é a garantia de que o fornecedor das soluções em nuvem não terá problemas em seu data center. A preocupação com o assunto ganhou força depois que, em abril deste ano, a fornecedora Amazon teve problemas em sua infraestrutura e tirou do ar mais de 70 sites que estavam armazenados em seu sistema de cloud.
5. Falta de SLAs e padronização – por ser uma tecnologia ainda nova, ainda não há um padrão para a oferta de serviços na nuvem e que seja utilizado pelos mais diversos fornecedores. O que torna difícil uma possível migração de dados de um provedor para o outro, assim como cria uma barreira à criação de acordos de nível de serviço (SLAs).
6. Questões regulatórias – por fim, outro risco que precisa ser avaliado na adoção de cloud computing é a questão regulatória. Isso porque, além de seguir as regras de armazenamento de informação vigentes no país de origem da empresa usuária, o fornecedor deve atender à legislação que vigora nos diversos países em que estão instalados seus data centers.
Fonte: Olhar Digital
-
Os 6 princípios-chave de cloud computing
21 de março de 2012
De acordo com a Information Systems Audit and Control Association (Isaca), entidade internacional da área de segurança, embora a computação em nuvem possibilite valor para as organizações, a maioria ignora os impactos da transferência de tomadas de decisão de gestores de TI para os executivos de negócios.
Na visão de Ramss Gallego, membro do comitê de práticas da Isaca, cloud computing representa uma oportunidade única para as empresas, particularmente para as pequenas e médias.
Por outro lado, para a associação, esquecer a fiscalização e o controle das decisões sobre cloud pode gerar “riscos significativos” para as companhias, eliminando os benefícios da mudança para a nuvem e, ao mesmo tempo, criando “graves problemas”.
“Somente por meio do controle e do gerenciamento da nuvem é possível obter todo o potencial do modelo”, analisa a Isaca. Para ajudar as empresas a gerenciar possíveis “pontos de pressão” que começam a aparecer quando as estratégias de computação em nuvem divergem dos serviços de TI prestados internamente ou do regime de outsourcing, a entidade publicou o relatório “Guiding Principles for Cloud Computing Adoption and Use”, que contém os seguintes princípios fundamentais:
1. Habilitação
É necessário planejar a computação em nuvem como uma estratégia que vai muito além de um simples acordo de terceirização ou de uma plataforma técnica.É adequado ainda considerar os negócios e as necessidades operacionais e periodicamente revisar a estratégia empresarial e a contribuição da TI para garantir que as iniciativas de cloud ampliaram a e vão cotinuar a ampliar o valor da utilização de recursos.
2. Custo/benefício
É preciso avaliar os benefícios da adoção do modelo a partir de uma compreensão total do custo em comparação com outras plataformas tecnológicas.As empresas devem, por exemplo, documentar, de forma clara, as vantagens esperadas de rápido provisionamento de recursos, escalabilidade e capacidade de continuidade e ainda o custo do ciclo de vida dos serviços de TI prestados internamente ou por meio de um provedor.
3. Risco
Convém adotar uma perspectiva de gerenciamento de risco para a empresa monitorar a adoção e o uso da computação em nuvem. Para entender esse princípio, a Isaca recomenda que as organizações considerem as implicações de privacidade no ambiente virtualizado e avaliem ainda as exigências e restrições legais de privacidade, considerando as necessidades do cliente.
4. Capacidade
É necessário integrar todas as capacidades que os prestadores de serviços oferecem aos recursos internos para fornecer uma solução de entrega e suporte técnico abrangente. Para isso, a Isaca aponta que é adequado, por exemplo, determinar como as políticas, práticas e processos atualmente suportam o uso de tecnologia.Além disso, como a transição para uma nuvem exigirá políticas, práticas e mudanças de processos, e o impacto que elas terão sobre as capacidades.
5. Responsabilidade
Definir claramente as responsabilidades internas e dos provedores do serviço. Para isso, entenda como são atribuídas as responsabilidades e executadas na estrutura organizacional e de que forma políticas e práticas são tratadas no âmbito soluções de cloud computing.
6. Confiança
Segundo a Isaca, é vital fazer da confiança parte essencial das soluções em nuvem, gerando segurança em todos os processos de negócios que dependem de cloud. Assegure que os prestadores de serviços de software compreendam a importância da confiança.Fonte: Computer World
-
O que você precisa saber para ter uma nuvem eficiente
6 de março de 2012
Mark Morley, diretor de marketing industrial no Reino Unido da GXS, empresa especializada em soluções de B2B e-commerce, listou as cinco maiores considerações a respeito do tema para quem vai implementar a tecnologia.
1. Evite fazer muita coisa ao mesmo tempo
A mudança para um ambiente baseado em nuvem traz muitos benefícios para uma empresa. Entretanto, antes de implantar um projeto B2B (Business to Business) em nuvem, é necessário pensar sobre o que e por qual motivo será movido para este ambiente. Por exemplo: uma empresa que deseja mudar seu processo de faturamento para nuvem visa simplificar a maneira como trabalha com parceiros comerciais em vários países. Para assegurar que o projeto seja um sucesso e alcançar um rápido retorno sobre o investimento (ROI, na sigla em inglês), pode ser mais fácil mudar uma aplicação ou um processo de cada vez, ao invés de tentar uma abordagem mais agressiva.2. Pense sobre a implantação
O sucesso de um projeto baseado em nuvem dependerá de como será o incentivo aos usuários da plataforma, sejam eles internos ou externos à empresa. É preciso pensar nas implicações de segurança envolvidas, principalmente quando o acesso é liberado para parceiros comerciais externos, bem como a maneira como se dará o suporte a todos os usuários. Ambientes em nuvem permitem aos usuários interagirem com a informação de diferentes maneiras, por exemplo, utilizando dispositivos tablet. O que nos leva a um outro ponto importante: Como está a estratégia da sua empresa para mobile B2B? Uma boa oportunidade para melhorar a experiência do usuário.3. Conectando aplicações
Ambientes baseados em cloud computing podem funcionar bem isoladamente, mas para garantir o máximo de ROI em uma implementação da plataforma em nuvem, será necessário uma conexão a um back office ou outro sistema corporativo. Por exemplo: uma empresa pode ter investido significativamente na implantação de uma plataforma para permitir que parceiros comerciais externos lhe enviem informações eletronicamente, mas no caso de um sistema ERP, como essa informação poderia ser obtida?Uma pesquisa recente destacou que, em média, 34% das informações que entram em um sistema de ERP vêm de fora da empresa. Portanto, garantir que a informação possa fluir sem problemas entre a sua plataforma B2B em nuvem e seu sistema ERP deve ser uma prioridade na fase de planejamento da sua implantação. No processo de implantação, é preciso pensar no que será integrado. Não é bom integrar todos os aplicativos ao mesmo tempo. Os aplicativos precisam ser integrados gradativamente para garantir que a operação de processos críticos de negócios não seja impactada.
4. Entenda os custos envolvidos
Você já realizou uma avaliação aprofundada de quanto custa a instalação e manutenção de um software in-house? Licenças, manutenções, atualizações, servidores, gerenciamento de rede, profissionais de TI para gerenciar a infraestrutura etc. O custo aumenta rapidamente. Em um ambiente tradicional de software o investimento sai automaticamente do capital da empresa, servidores e softwares devem ser adquiridos e mantidos como um ativo de longo prazo. Entretanto um ambiente baseado em cloud computing é considerado despesa operacional, o pagamento do software é de acordo com o uso e, mais importante, o custo não entra como bem da empresa.Esses são pequenos exemplos de despesas envolvidas na compra de um software versus um ambiente em nuvem, mas seria interessante gastar algum tempo avaliando sua infraestrutura atual. Você talvez se surpreenda ao saber quanto custa mantê-la no dia-a-dia. Se você compreender todos os custos envolvidos neste ambiente tradicional, talvez passe a questionar por que, de uma perspectiva financeira, não considerou uma estrutura B2B baseada em nuvem anteriormente.
5. Certifique-se de escolher o provedor de integração em nuvem mais adequado
A chave para o sucesso da implantação de uma infraestrutura baseada em nuvem é garantir a escolha do provedor mais adequado para trabalhar. Existem provedores que oferecem uma solução em cloud para a visibilidade da cadeia de abastecimento, outros que irão fornecer cobrança eletrônica e outros ainda que ofertam ferramentas colaborativas. O ideal é um fornecedor que possa oferecer uma infraestrutura de alta disponibilidade com um único acordo de nível de serviço para cobrir todas as aplicações que são utilizadas no ambiente de nuvem.Fonte: Convergência Digital
-
12 previsões de Outsoutcing de TI para 2012
4 de janeiro de 2012
Em 2011, a indústria mundial de terceirização de TI foi marcada, em grande parte, por ofertas menores, clientes hesitantes, muita conversa, mas pouca ação em torno do modelo de cloud computing. A incerteza econômica nos Estados Unidos e Europa contribuiu para formar esse cenário.
Esse quadro tende a ser mantido em 2012, sinalizam especialistas. No entanto, os próximos 12 meses devem apresentar novas tendências para esse mercado. Veja a seguir 12 previsões sobre o futuro do outsourcing:
1. 2012 será pautado por um mix de fusões e aquisições
Basta olhar para aquisições como HP-EDS, Dell-Perot, Xerox-ACS e ver para onde o mercado está indo. “Os provedores de outsourcing vão coibir as megafusões”, afirma Phil Fersht, fundador da companhia de análise do mercado de outsourcing HfS Research.Segundo ele, isso vai acontecer devido à falta de atrativos de provedores menores em prover serviços com mais escala. A China está na contramão. De acordo com Rehkopf Michael, diretor de consultoria de outsourcing da TPI para Norte da Ásia, haverá ao menos duas uniões entre os 20 maiores prestadores de serviços no país.
Nos EUA, os grandes provedores são mais propensos a adquirir companhias de software que tenham ferramentas baseadas em nuvem, acredita Fersht. “Ou poderíamos ver fusão de três companhias medianas de nicho para criar um novo prestador de serviços de TI de maior porte”, afirma Mark Ruckman, consultor de outsourcing da Sanda Partners.
2. Companhias que apostam em terceirização devem adotar modelo mais lentamente
Muitas decisões de terceirização serão adiadas. “A ameaça de recessão vai segurar um em cada quatro compradores de outsourcing até que a incerteza econômica passe”, diz Fersht. “E a economia atual não está ajudando. Com isso, muitas companhias simplesmente não sabem o que vão fazer.”Empresas que vão comprar serviços terceirizados neste ano irão investir em um número reduzido de acordos pelo menos até o final do primeiro semestre, aponta a consultoria de outsourcing Everest Group.
3. A nuvem na terra
Você tem a sensação de que mesmo os fornecedores de computação em nuvem estão prontos para aposentar o termo cloud computing? A boa notícia, diz Shaw Helms, sócio da prática de terceirização da K & L Gates, é que “até o final de 2012, o hype em torno de ‘nuvem’ terá morrido de forma significativa”. Os líderes de TI e gerentes vão olhar mais criticamente para o risco da computação em nuvem e serão mais críticos sobre seu valor. “Os departamentos de TI deixarão de receber pressão dos executivos C-levels para implementar a nuvem sem avaliação cuidadosa das alternativas”, afirma Helms.2012 será também o ano em que TI vai se debruçar sobre a governança da nuvem. “As empresas começarão a publicar políticas mais robustas sobre o que pode ir para nuvem e os pontos que envolvem a decisão de ir ou não para a cloud”, prevê Adam Strichman, fundador da consultoria de terceirização Sanda Partners. “Dúvidas como ‘quais são as leis de privacidade no país que abriga os dados’ e ‘quais são as restrições de segurança para as pessoas que têm acesso aos dados’ vão surgir”, completa.
4. Compradores de serviços de TI vão olhar além
Organizações que compram serviços terceirizados ainda têm como prioridade manter os custos baixos. Mas em 2012 eles querem maior flexibilidade ou melhor tecnologia, diz Fersht. O único problema é que os provedores ainda “estarão lendo o contrato de TI”, afirma.“Provedores ainda estão excessivamente focados na redução de custos para seus clientes, em oposição ao processo de melhoria e inovação”, completa Fersht.
5. Ofertas de outsourcing de TI serão reduzidas
Agora, os provedores de terceirização estão voltando os olhares para as empresas de menor porte. “Mesmo a IBM está fazendo um esforço concentrado para ganhar mais negócios nas pequenas empresas”, observa Helms, da K & L Gates.“Os prestadores de serviços querem conquistar mais market share e estão mais dispostos a canibalizar suas receitas com modelos de preços baseados em resultados de consumo e negócios”, diz John Lytle, diretor de consultoria de outsourcing Compass.
O resultado? “Menores custos para os clientes de menor tamanho. Provedores, no entanto, serão encorajados a prestar serviços de forma mais eficiente”, avalia Helms. Consultores de terceirização e advogados, por sua vez, terão de descobrir como criar ofertas e acordos mais rápidos e baratos, diz Helms.
6. Offshore em alta
Prestadores de serviços offshore montaram infraestrutura de recursos na esperança de ir além do desenvolvimento de aplicativos. “Em 2012, veremos um número de empresas que confiaram quase exclusivamente em provedores de TI norte-americanos de infraestrutura, mudarem para companhias de offshore”, diz Steve Martin, consultor da Pace Harmon.7. Foco nos negócios
Compradores de outsourcing vão ficar atentos ao gerenciamento de contas no próximo ano. Eles estão cansados da tradicional abordagem focada em vendas e que deixa de lado as necessidades específicas dos negócios, diz Fersht, da HFS. Será preciso lidar com esse novo cenário, de acordo com o especialista.8. Atividades de TI não voltaram para o controle das companhias
Muitas companhias que contrataram outsourcing vão continuar a reclamar sobre o relacionamento com os provedores de serviço em 2012. Entretanto, nada vai mudar. Elas vão perceber que é muito trabalhoso levar tudo de volta para casa. “A construção de data centers, help desks e a contratação de centenas de recursos será considerada assustadora para as companhias”, prevê Pace, da Harmon Marin.9. Inovação para se destacar no mercado
A pressão por reduções de preços continua. E para apoiar o crescimento e a rentabilidade, os fornecedores de terceirização terão de considerar novos modelos, como joint ventures, incluindo laboratórios específicos para inovação e centros de excelência, de acordo com o Everest Group.10. Desenvolvimento do offshore
De acordo com Michael Engel, sócio-gerente da HfS Research, as organizações vão descobrir que é realmente mais barato contratar serviços de TI em cidades próximas, diz Engel.11. Proteção garantida
“2012 será o ano da segurança”, afirma Ruckman de Sanda Partners. “Empresas de terceirização vão procurar novas e melhores formas de proteger seus dados e de seus clientes”, prevê.12. Empresas globais vão contratar fornecedores além da Índia
As grandes organizações vão buscar fornecedores de terceirização além da Índia, beneficiando centros de distribuição em países como Brasil, Malásia, México, África do Sul, Romênia, Bulgária, diz Fersht. “A Índia não vai perder negócio, mas o ritmo de crescimento deles será mais lento”, finaliza.Fonte: Computer World
-
10 ferramentas para usuários avançados de cloud computing
3 de janeiro de 2012
Cloud computing chegou para ficar. Algumas tecnologias podem ser usadas para aprimorar a experiência do modelo.
Para muitos, a nuvem mudou a forma de trabalhar. Graças a serviços como Gmail, Dropbox, Facebook e Instapaper, praticamente toda a nossa vida [fotos, documentos, contatos e muito mais] estão no mundo on-line. Portanto, é hora de assumir o controle desse novo universo, não acha?Pequenas ações podem transformar a nuvem em um lugar poderoso e personalizado. Tudo o que você precisa é de alguns add-ons e outras ferramentas para desfrutar do potencial dos serviços mais populares da web.
Abaixo, veja dez ferramentas essenciais que vão ajudá-lo a tirar o máximo proveito da experiência em nuvem. São soluções que podem ser usadas no computador, por meio de um navegador ou a partir de um software instalado na máquina. Algumas das plataformas podem ser usadas em dispositivos móveis também.
Antes de conhecer cada uma das plataformas, tenha em mente que elas exigem um certo nível de acesso aos seus dados. Certifique-se de rever as permissões listadas para cada aplicação e usá-las somente se você e/ou a empresa estão confortáveis com o nível de acesso de que necessita da ferramenta.
Ao navegar na web e ver algo que você quer guardar para ler mais tarde, a nuvem pode ser uma boa alternativa. Como acontece em muitos serviços, você primeiro tem de salvar um arquivo em seu computador, em seguida, movê-lo para o serviço de armazenamento em nuvem. Essa etapa extra é eliminada com o Cloud Save, uma extensão gratuita do navegador Google Chrome.
A plataforma integra uma série de serviços baseados em nuvem no navegador para acesso rápido e fácil. Tudo o que você precisa fazer é clicar com o botão direito do mouse em qualquer link ou imagem, em qualquer lugar na web, e encontrar a opção “Cloud Save” no menu. De lá, você escolhe o serviço de sua escolha, e pronto. O arquivo é enviado para a nuvem.
O Cloud Save suporta Dropbox, Google Docs, Box.net, Amazon Cloud Drive, Windows Live SkyDrive, SugarSync, Facebook, Picasa, Flickr e vários outros serviços.
Se a sincronização completa entre o Google Docs e o PC é o que você está buscando, o Syncdocs é a ferramenta de que você precisa. A solução nativamente integra o Google Docs para o Windows 7, Vista ou XP, mantendo uma pasta de processamento de texto do computador continuamente sincronizada com sua conta do Google Docs.
O ponto forte do Syncdocs é que ele é transparente. Assim, uma vez que você o instala no PC, nunca terá de fazê-lo novamente. O programa é executado em segundo plano, de imediato, empurrando as alterações feitas no sistema local para o Google Docs e vice-versa. Você pode até mesmo colaborar em tempo real com outros usuários do Google Docs enquanto trabalha no programa de processamento de texto do PC.
O Syncdocs pode sincronizar qualquer tipo de arquivo. A única limitação é a quantidade de espaço de armazenamento disponível na conta do Google Docs. Por padrão, as contas pessoais do Google vêm com 1GB de armazenamento para arquivos que não estão no formato do Google Docs, com espaço adicional disponível para compra. Os arquivos que estão no formato do Google Docs não contam no limite de armazenamento.
O Syncdocs manterá até 250 arquivos sincronizados de forma gratuita. Para a experiência completa, vale investir 20 dólares ao ano.
Não deixe que o nome estranho assuste você. IFTTT é a abreviação de “If This, Then That”. Trata-se de uma ferramenta robusta que pode adicionar camadas de automação para a nuvem. Assim como um serviço web browser e agnóstico de sistema operacional, ele se conecta diretamente a outros serviços baseados na internet e interage com eles.
No IFTTT você pode, por exemplo, informar monitorar sua página do Facebook e automaticamente pedir para o sistema fazer o upload de fotos marcadas para o Dropbox. Você pode configurá-lo para salvar automaticamente materiais de interesse do Google Reader para o Instapaper ou o Evernote. Você poderá até mesmo instruir o serviço a pegar qualquer foto que enviar para o Facebook e mandá-la automaticamente para o Picasa.
Atualmente, o IFTTT suporta cerca de 12 diferentes serviços, incluindo Dropbox, Facebook, Gmail, Google Calendar, Google Reader, Google Talk, Instagram, Instapaper e Twitter. Ele também tem suporte para telefone e interações SMS, o que lhe permite, por exemplo, receber uma mensagem de texto quando seu chefe lhe envia uma mensagem instantânea.
As possibilidades com essa ferramenta são praticamente infinitas – e o melhor de tudo, é totalmente gratuito.
Manter sua vida pessoal ou profissional na nuvem é bom, você sabe. Exceto quando a nuvem não está lá. Por isso, a Google criou uma forma de acessar a caixa de entrada off-line. Clique em Gmail Offline para verificar.
Gmail off-line é uma simples extensão do navegador Chrome. Uma vez instalado, você executa o utilitário uma vez para inicializá-lo, e é isso. Você pode, então, ler mensagens, gerenciar sua caixa de entrada e compor novas mensagens sem uma conexão de internet ativa. A versão gratuita irá sincronizar automaticamente as alterações na próxima vez que estiver on-line.
A Google agora oferece capacidades off-line para o Google Docs e Calendar, bem como os serviços. No entanto, devem ser ativados separadamente. Basta clicar no ícone de engrenagem no canto superior direito da tela em cada serviço e procurar o link para configurar o acesso off-line.
O Gladinet, aplicativo do Windows, permite mapear uma ampla gama de serviços de armazenamento em nuvem como unidades locais, dando-lhe acesso baseado em PC para todos os seus arquivos e informações.
Além disso, suporta a maioria dos serviços de nuvem: Amazon Cloud Drive, Box.net, Google Docs, Picasa, Windows Live SkyDrive e assim por diante. A edição gratuita permite configurar qualquer número de serviços.
Se você deseja executar funções mais avançadas, como a utilização de um serviço de armazenamento em nuvem para sincronizar uma pasta local de vários PCs, terá de desembolsar 50 dólares para comprar a edição profissional do Gladinet.
Checker Plus for Google Calendar
Trata-se de uma extensão gratuita do Chrome. A ferramenta possui integração com o Google Calendar, mesmo quando você não abre uma janela do navegador. O aplicativo libera um ícone personalizável ao lado da barra de endereços do Chrome. O ícone mostra uma lista dos próximos compromissos; clicando sobre ele traz uma visão interativa da agenda, o que lhe permite ler e gerenciar eventos, sem sair da página web que está navegando.
A ferramenta emite lembretes de eventos personalizados que aparecem na área de trabalho. Ele também pode ler os detalhes do evento. E o aplicativo faz a adição de novos eventos num piscar de olhos. Para isso, basta clicar com o botão direito do mouse em qualquer e-mail ou texto destacado de uma página web e copiar as informações diretamente para o calendário a partir de lá. Você também pode adicionar eventos a partir da barra de endereços do Chrome, digitando ou falando em voz alta os detalhes.
Um add-on para Gmail. Permite escrever mensagens com antecedência e programá-las para serem enviadas em horários específicos. Ele pode ainda monitorar as mensagens enviadas e lembrá-lo para acompanhamento se você não receber uma resposta após um determinado período de dias.
O Boomerang integra diretamente no Gmail por meio de uma extensão do Firefox ou do Chrome. É possível acessá-lo por meio do site do Boomerang. O serviço é gratuito, mas depois de um mês, poderá executar somente dez ações por mês nenhum acesso móvel é permitido a menos que você faça uma assinatura, que varia de 5 dólares por mês ou 50 dólares ao ano.
Não importa o quanto você goste do Gmail e do Google Calendar, às vezes você precisa de uma ferramenta de desktop como o Outlook ou o Lotus Notes. É aí que entra o CompanionLink, software que mantém o aplicativo de sua escolha em sincronia com o Google. Com isso, permite visualizar, editar e adicionar informações do desktop.
A sincronização do CompanionLink com o Google-Outlook custa 50 dólares, o Google-Lotus Notes é executado por 80 dólares. A empresa oferece uma variedade de outras opções de sincronização, incluindo um software que trabalha com serviços como GroupWise, Zoho e Salesforce. Para servidor de correio, oferece opções de produtos para se conectar com Windows Live, além do Google. CompanionLink está disponível para o Windows XP, Windows Vista e Windows 7. Suporte para Mac deve ser lançado em breve.
O Chrome Remote Desktop, ainda em beta, permite acessar e controlar qualquer PC remotamente, a partir do browser. Tudo o que você precisa é a extensão Chrome; nenhum software adicional é necessário. Isso significa que o serviço funciona em praticamente qualquer sistema operacional: Windows, Mac, Linux ou mesmo Chrome OS.
O Chrome Remote Desktop atualmente requer que alguém aceite o início de uma nova sessão manualmente em ambos os lados. Assim, é voltado principalmente para solução de problemas no computador de outra pessoa, uma mão na roda do help desk. A Google diz que planeja expandir o Chrome Remote Desktop para permitir acesso remoto sem presença física, o que deve tornar a ferramenta ainda mais útil.
Amplie sua experiência de nuvem com o Anesidora, extensão do Chrome para o Pandora, serviço de streaming de música. A ferramenta possibilita uma experiência completa no Pandora sem a necessidade de manter um guia do serviço aberto no navegador.
A extensão funciona ao adicionar um ícone na barra de ferramentas do Chrome. A primeira vez que você usá-lo, precisa entrar com as credenciais do Pandora. Depois que, ao clicar no ícone, instantaneamente aparecerá um painel de controle completo do serviço. O painel fica visível em qualquer página na web. Assim, nunca será preciso interromper o fluxo de trabalho para navegar em outros sites.
O Anesidora permite que fazer tudo o que o Pandora faz: escolher estações, pausar e pular músicas, por exemplo.
Fonte: Computer World.
-
10 mudanças que a nuvem trará em 2012
23 de dezembro de 2011
2011 será lembrado como o ano da computação em nuvem, já que foi o ano em que o conceito se energizou e ganhou o mercado. A abordagem em nuvem foi adotada por várias organizações e muitos fornecedores já garantiram seu lugar no jogo. Mas o que virá em 2012? A computação em nuvem vai se tornar um meio aceitável de adquirir serviços de TI e aplicativos.
Apesar disso, empresas zelosas de seus orçamentos ainda vão querer ver o valor do conceito, e o passe que ele recebeu este ano por ser tão novo e diferente estará vencendo. Por conta disso, é tempo de avaliar o que o ano que vem pode trazer ao mercado:
1 – Cloud deixará de ser um termo de diferenciação – o mercado chegará ao ponto em que cloud será simplesmente aceito como uma plataforma de entrega de aplicações e serviços. O conceito estará mais forte que nunca mas, ironicamente, não será mais encarado como uma quebra de paradigma. A expectativa é que, por conta disso, os fornecedores de TI comecem a criar novos termos.
2 – muitas empresas vão seguir o exemplo de governos federais de adotar uma política “cloud first” – no último ano, como parte de um esforço para reduzir o orçamento de TI em US$ 80 bilhões, o governo norte-americano determinou que todas as agências deveriam considerar primeiro as opções de computação em nuvem para seus projetos. Reconhecendo o sucesso da medida, e sua adoção massiva, as empresas vão adotar suas próprias abordagens “cloud first” quando considerarem a compra de novos sistemas.
3 – a pressão fará aumentar demonstrações de ROI em cloud – mesmo a adoção da abordagem “cloud first” pelo mercado corporativo não vai tirar a pressão pela demonstração do retorno sobre o investimento feito em nuvem. O mundo tradicional de TI sempre trabalhou assim e, por algum tempo, deixou que os projetos em nuvens – tão novos e inovadores – passassem em branco. Com a nuvem tornando-se normal, isso deve acabar. Parte do cálculo deverá levar em conta provisões para continuidade de negócios. O ponto é: cloud computing será usada para gerar valor ao negócio, não por modismo, e em muitos casos, não será a abordagem mais eficiente.
4 – as nuvens privadas vão crescer mais rápido que as nuvens públicas – muitas empresas, especialmente aquelas com grandes estruturas de TI ou ativos de dados sensíveis, estão descobrindo que vale a pena adotar o modelo de cloud para entregar seus próprios aplicativos internos como serviço. Como a virtualização continua crescendo, as oportunidades para a criação de nuvens privadas crescerão também. Aplicativos internos serão entregues por meio de serviços em nuvem exclusivos do negócio.
5 – as nuvens privadas vão ampliar o papel da TI nos negócios – as organizações não apenas confiam na TI para operar, mas a veem como uma estratégia chave para o crescimento em uma economia global super competitiva. Enquanto terão menos tempo para gerenciar suas próprias infraestruturas, os executivos e gerentes de TI serão chamados a opinar e guiar suas empresas neste novo território. Parte da nova proposição de valor da TI será ver o próprio negócio crescendo como provedor em nuvem, mesmo que não esteja diretamente relacionado à tecnologia.
6 – os departamentos de TI serão facilitadores e concorrentes dos provedores de nuvens públicas – as organizações agora podem escolher onde comprar serviços de TI: de seus próprios departamentos de TI ou de provedores externos. Enquanto muitos executivos de TI vão assumir o papel de conselheiros sobre estas decisões, seus departamentos terão que fornecer bons business cases para provar que seus serviços são melhores, em custo e oferta de valor. Muitas empresas vão usar um mix de serviços internos e externos, e os departamentos de TI terão que competir por estes contratos. Por outro lado, eles também poderão oferecer seus serviços para outras empresas.
7 – a separação entre provedores de serviços e clientes não será tão nítida – em muitos casos, as empresas serão ambos. Com o crescimento das nuvens privadas, muitas empresas vão desenvolver e oferecer seus serviços ao mercado. Hoje isso é visto no modelo de lojas de aplicativos, onde os desenvolvedores de software conseguem obter uma receita considerável com a publicação de aplicativos na nuvem.
8 – nuvens públicas começarão a ser vistas como mais seguras que os sistemas on-premise – a segurança dos dados tem sido vista como o maior desafio para o uso de nuvens externas, mas isso começa a mudar. Já é possível encontrar CIOs que reconhecem que um provedor bem treinado e em conformidade com SAS-70 pode cuidar de seus dados melhor que sua estrutura e equipe, que precisam ser sempre atualizados em procedimentos e protocolos.
9 – o crescimento econômico vai acelerar a criação de mais negócios na nuvem – a disponibilidade de recursos computacionais baratos em nuvem provavelmente dará início a um boom de startups, de um modo nunca visto antes. O desenvolvimento de novos produtos, sem a necessidade da aprovação dos departamentos financeiro e de TI, são um bom meio de estimular o espírito empreendedor.
10 – a nuvem vai mudar o modelo de terceirização – com mais empresas adotando princípios e práticas SOA, a terceirização deverá se tornar uma opção mais simples e gerenciável. Ao mesmo tempo, haverá poucos acordos multimilionários, onde estruturas inteiras de TI serão entregues a terceiros. Uma forma mais modularizada de terceirização vai ganhar espaço por conta da padronização de serviços e componentes em nuvem, o que tornará mais fácil terceirizar pedaços da estrutura. Como resultado, o mercado verá mais “micro outsourcing” e menos acordos milionários.
Fonte: Convergência Digital
-
Cinco pontos a considerar na avaliação de arquiteturas de cloud computing
30 de novembro de 2011
Um excelente ponto de partida para uma organização que pretenda implementar uma plataforma de cloud computing é examinar a sua atual arquitetura de TI. Só ao alinhar as aplicações com a arquitetura – computadores, rede, data center e recursos de armazenamento – é que se consegue manter a empresa no caminho certo para atingir a confiabilidade e a performance necessárias a um bom ambiente de cloud.
Na área de cloud computing, a verdadeira proteção depende de se ter a arquitetura certa para a aplicação certa. As organizações devem entender os requisitos individuais de suas aplicações e, se já estiverem usando uma plataforma de nuvem, entender a arquitetura de cloud correspondente. Com esse conhecimento podem tomar decisões sobre que plataforma de cloud responde melhor às necessidades de confiabilidade e de performance das suas aplicações.
Listamos aqui cinco pontos a considerar ao avaliar arquiteturas de cloud computing:
Disponibilidade – Nem todas as aplicações são iguais, tal como nem todas as plataformas de cloud são iguais. As organizações têm de prioritizar as suas aplicações, identificando as que precisam estar sempre disponíveis e as que podem ter quebras de serviço, e que quebras de serviço são aceitáveis. Têm de compreender os riscos associados à indisponibilidade dos seus dados. Para as aplicações que têm de estar sempre disponíveis, é necessário considerar tecnologias de alta qualidade e de classe empresarial que tenham sido rigorosamente testadas, em detrimento do desenvolvimento interno de uma solução. É também importante procurar por soluções multi-site e por planejamento de disaster recovery/business continuity. Para a maioria das organizações, isto significa trabalhar com um integrador de serviços ou uma empresa de consultadoria, que incluem estes serviços no seu core business.
Segurança – A segurança continua a ser a principal preocupação para as organizações que olham para a cloud. Entre as principais inquietações estão a perda de controle de dados sensíveis, os riscos associados a ambientes multiusuários, e como dar resposta aos vários padrões e compatibilidades necessárias. É necessário saber como um ambiente partilhado e multiusuário é segmentado, de forma a evitar a sobreposição dos clientes do serviço e a quebra das fronteiras que devem ser estabelecidas entre eles. Como está arquitetada a solução, e se a infraestrutura de Cloud do fornecedor do serviço (rede e plataformas de virtualização e armazenamento) é segura.
Gestão – As organizações devem compreender quais as suas obrigações, em vez de saberem apenas o que esperar de um fornecedor do serviço. A maioria dos fornecedores de soluções de Cloud pública não oferece suporte de administração. Ou os potenciais clientes dessas soluções têm os conhecimentos técnicos para desenhar a solução certa dentro de casa, ou devem procurar os serviços de um fornecedor externo. Deve existir sempre uma compreensão do nível de gestão que as suas aplicações necessitam e a identificação de um processo de gestão de mudança.
Performance – Tal como nos modelos de hosting tradicionais, é importante compreender as exigências de fluxo de trabalho que vão recair na infraestrutura. As organizações têm também de compreender quais os seus problemas e como a arquitetura de cloud que têm, ou querem adquirir, pode eliminá-los. Devem realizar seus próprios testes para compreender como um ambiente de cloud pode afetar os recursos computacionais, da rede e do armazenamento.
Conformidade - As organizações devem compreender onde estão os seus dados e quem interage com os mesmos, e como. Devem compreender as áreas de conformidade que o fornecedor do serviço controla e comparar com os padrões e regulamentos a que pretendem aderir.
Fonte: CIO
-
4 maneiras de suportar aplicações na nuvem
24 de outubro de 2011
Computação em nuvem oferece aos usuários finais e às equipes de TI liberdade e flexibilidade difíceis de obter com aplicativos corporativos tradicionais. No entanto, esse conquista vem acompanhada de maior imprevisibilidade quando se trata de grandes implementações, e de alguns novos requisitos de suporte.
Listamos, a seguir, algumas das melhores práticas de suporte de sistemas na nuvem.
Tudo começa com a arquitetura e o controle de configuração
Mesmo que seja fácil de realizar mudanças no seu sistema – literalmente em horas -, isso não significa que você deve fazê-lo… É preciso haver um processo de controle de configuração que olhe para as consequências de qualquer alteração feita no código, no modelo de dados, ou mesmo na semântica de valores de lista de opções. Cada aplicação tem seu próprio painel de controle e painel de instrumentos.
Sua equipe vai precisar de documentação
Sob a melhor das condições, a solução de problemas entre os aplicativos na nuvem é complicada justamente por causa das flexibilidades do modelo. No início de seu ciclo de desenvolvimento, certifique-se de documentar erros e gravar registros de diagnóstico durante o uso em produção. Logs de erro devem ser armazenados em um serviço de cloud “centralizado”, para complementar os registros disponíveis em cada aplicação.
Deve haver um repositório público de informações sobre o projeto na nuvem, a implementação e os problemas associados. Nenhum fornecedor de cloud proporcionará isso.
Além de materiais descritivos, a equipe de apoio deverá ter acesso a testes padrão, resultados esperados, e como contornar problemas conhecidos. Para isso, é possível usar um Wiki, um conjunto de documentos no Google Docs, ou uma pasta compartilhada. O importante é que todos os profissionais de suporte sejam capazes de ler esses documentos, e possam também atualizá-los em tempo real.
Suporte precisa ser ágil
Como as coisas podem dar errado rapidamente, a equipe de suporte precisa estar sempre atenta, realizar triagens diárias e reuniões de priorização.
Priorize
Os piores problemas de suporte parecem ocorrer sempre próximos de momentos críticos para os negócios. Por isso, manda a prudência se concentrar nos problemas que realmente importam e evitar o ruído. Além das prioridades tradicionais e dos bugs ocasionais mais graves, use listas de opções para os sistemas de cloud afetados, e uma métrica para o número [ou volume de dólares] de ordens que exigem retrabalho.
O truque é se tornar mais ágil nas coisas que realmente importam – mesmo quando elas estão espalhados por vários sistemas – sem aumentar custos.
Fonte: Computer World
-
Como criar rapidamente uma cloud privada ou híbrida
26 de setembro de 2011
O hype em torno da computação em nuvem é difícil de ignorar e como os fornecedores estão, cada vez mais, inserindo a palavra “nuvem” antes de todos os produtos oferecidos, as empresas estão descobrindo que é difícil filtrar o barulho e realmente encontrar quais os produtos que funcionam melhor no data center.
Embora a capacidade de utilizar a nuvem pública seja atraente, por reduzir a necessidade de gestão de infraestrutura, CIOs e gerentes de data center hesitam em migrar dados importantes e aplicativos para esse modelo. Com esse ponto de vista cauteloso, as companhias estão se voltando para soluções de cloud privada e/ou híbridas, que viabilizam os benefícios de uma nuvem pública, mas mantendo a infraestrutura sob controle próprio.
A popularidade do modelo fez sua adoção crescer no ano passado, à medida que as empresas buscaram uma maneira mais simples e rápida de infraestrutura de nuvem. Uma nuvem turnkey, ou seja, simples e pronta para o uso, promete alguns benefícios atraentes como simplicidade, rápido roll-out e redução de custos. Ainda assim, muitas organizações têm dúvidas sobre como integrá-la com a rede existente e a infraestrutura de armazenamento.
Para ajudar as organizações a avaliar, abaixo veja três elementos essenciais para constituir qualquer nuvem turnkey privada e/ou híbrida:
1. Recursos de automação inteligentes e confiáveis
Uma nuvem turnkey deve ser capaz de realizar configurações automaticamente quando necessário. Além disso, deve ser capaz de combinar todos os dispositivos conhecidos, descobrir novos dispositivos e compilá-los em um pool de recursos. Com a introdução da computação em nuvem híbrida, a importância para a automação inteligente aumenta significativamente. As empresas precisam ser capazes de acessar de maneira confiável e segura uma nuvem pública quando os recursos não estão disponíveis na cloud privada.
Um dos elementos mais importantes para assegurar a seleção da solução de turnkey correta é escolher uma tecnologia que não só conta com recursos virtualizados, mas também com recursos físicos e cloud pública. Hoje, quando organizações pensam em soluções de cloud computing parecem voltar às atenções para plataformas que lidam com a virtualização.
No entanto, essa é apenas uma solução parcial para empresas que têm, em média, 50% das aplicações virtualizadas. A capacidade de fornecer hardware virtualizado que inclui computação, rede e armazenamento, é crucial em uma solução turnkey. Esse sistema é fundamental para controlar a dispersão de recursos e maximizar a utilização.
2. Adaptadores para a infraestrutura existente
Integração de uma ferramenta de gerenciamento de cloud em infraestrutura existente é vital. CIOs e gerentes de data centers tentar tirar o máximo proveito da infraestrutura existente. Hoje, a maioria dos ambientes de TI é heterogênea com equipamentos de múltiplos sistemas, rede e fornecedores de armazenamento. Por isso, quando as empresas adotam uma solução de cloud privada, devem ser capazes de trabalhar nesse ambiente.
Se recursos adicionais precisam ser adotados, a TI não pode hesitar. Uma solução turnkey que não é capaz de fornecer grande variedade de dispositivos pode causar dor de cabeça para a TI.
Existem milhares de dispositivos de hardware de vários fornecedores de virtualização que contam com um adaptador para cada um dos recursos. Esse cenário é desafiador e empresas devem procurar ferramentas que têm adaptadores pré-construídos para a maioria dos hardware físicos e virtuais. Dell, IBM, HP, NetApp, EMC, Cisco, Juniper, VMware, Citrix, Microsoft e Red Hat são exemplos.
Criar uma nuvem privada em um hardware existente não só possibilita economia de tempo, mas também gera redução de Capex, já que será possível reutilizar recursos existentes e evitar a aquisição de novos equipamentos.
3. Modelos predefinidos para calcular computação usada, configurações de rede e de armazenamentoModelos predefinidos de uma solução em nuvem pode ser uma mão na roda. O maior investimento para a construção de uma nuvem privada está relacionado à concepção e à elaboração dos modelos para as topologias que serão utilizadas.
Quando uma solução de nuvem turnkey oferece uma biblioteca pré-construída de modelos usados, as empresas podem acelerar significativamente o tempo que leva para operacionalizar uma nuvem privada. Esses modelos predefinidos podem entregar de 50% a 90% do projeto de ambiente privado e tudo o que a companhia precisa fazer são personalizações de TI para alinhar o modelo ao seu ambiente.
O objetivo de uma solução turnkey é ser capaz, de forma rápida e confiável, converter um ambiente estático existente em um de autoatendimento. E para que esse ambiente seja bem-sucedido, a solução turnkey deve conter os três elementos discutidos. Esses recursos serão fundamentais para empresas que buscam implementar uma nuvem privada ou híbrida.
Fonte: Computer World