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  • Como deve agir a TI para obter aprovação do CIO em projetos?


    29 de março de 2012

    Quando as equipes de TI de data center e instalação se reunem com o Chief Information Officer (CIO) para falar sobre a possibildiade de aquisição de equipamentos, as conversas raramente são fáceis. A tecnologia que procuram muitas vezes é cara, na faixa de seis ou sete dígitos, e justificar o investimento pode ser um desafio.

    Durante um fórum realizado recentemente em Las Vegas, no Estados Unidos, alguns gestores compartilharam suas técnicas para obter a aprovação do CIO para comprar novos equipamentos. Como a discussão foi informal, estabeleceu-se que nenhum nome seria publicado.

    Um ponto comum da discussão é que na maioria das grandes empresas, o CIO está cada vez mais visto pela equipe técnica como alguém de negócios e com conhecimento técnico limitado. Esse pode ser o primeiro obstáculo para viabilizar um projeto.

    Torne o projeto real
    “Os CIOs, hoje, não entendem os projetos do ponto de vista técnico”, disse um gerente de TI. Outro apontou que “conforme o tempo passa, os CIOs estão cada vez menos técnicos”.

    CIOs querem visualizar o business case e o retorno sobre o investimento (do inglês ROI) por trás do pedido do equipamento. “Você geralmente precisa falar com eles em termos de negócios”, disse uma pessoa na mesa redonda.

    O processo também significa definir o pedido de forma que os benefícios do projeto, bem como as consequências de não investir nele, sejam facilmente visualizados. Um gerente aconselhou, por meio de uma abordagem simples, uma aproximação com o CIO. “Deixe-me dizer o que de ruim pode acontecer se você evitar realizar esse investimento”, apontou.

    Apresentações devem ser curtas

    O que os gerentes de TI observam é que quanto maior a empresa, menos tempo o CIO tem para você. Um dos executivos recomendou resumir a solicitação de equipamentos ou projeto em uma folha de papel. O gerente também sugeriu chegar à reunião com uma apresentação que pode ser entregue em um prazo de cinco minutos.

    Alguns na mesa redonda disseram que os CIOs podem, por vezes, fazer perguntas fora do foco do projeto. A razão, sugeriram eles, é “eles estão vendo se esse projeto é algo que você está realmente disposto a lutar.”

    Seja diplomático e educado
    É importante garantir que as pessoas que assinam a compra de plataformas de TI em uma empresa ou instituição entendam o que você está fazendo, alguns aconselham. Uma boa dica é conhecer as pessoas no departamento de finanças que trabalham com compra de TI.

    Um gerente disse que sempre que instala um novo equipamento, ele convida a equipe da área Financeira para visitar o data center para que elas vejam a tecnologia funcionando. Construir essas relações pode ajudar a vender os projetos futuros. “Isso torna mais tangível”, afirmou.

    Ofereça opções

    A ideia de dar alternativas aos CIOs estimulou o debate. Um gerente recomendou ir ao encontro com o chefe com três opções: uma opção high-end “tudo-o-que-precisamos”, outra “essa-vai-nos-ajudar-a-realizar-o-trabalho” e, por fim, uma opção de esqueleto. “Uma delas vai funcionar”, apontou um dos profissionais de TI. Apareceu também uma sugestão para oferecer abordagens de curto prazo.

    Ao sugerir alternativas ao CIO, assinalou um defensor dessa abordagem, “é possível oferecer algum controle sobre a solução”. Mas há ceticismo sobre essa prática. “Se você dá a opção superbarata, ele pode ficar com ela e então você está preso a essa sugestão”, observou um participante.

    Fonte: Computer World

  • Conheça 5 passos para a empresa se preparar para Big Data


    16 de março de 2012

    Big Data está sendo visto pelos analistas do mercado como uma vantagem estratégica para os negócios no futuro. Agora, é apenas uma questão de tempo para as companhias começarem a pensar em iniciativas para lidar com a grande quantidade de dados.

    O fenômeno, apontam os consultores, é diferente de data warehousing. Isso porque, hoje, os dados são gerados com mais velocidade e de diferentes fontes, ao contrário daqueles do passado, a maior é de natureza não estruturada.

    Blogs, redes sociais, sensores, máquinas e ferramentas estão gerando localização com base em um universo de dados não estruturados, que quando capturados, gerenciados e analisados rapidamente, podem ajudar as companhias a descobrir eventos e padrões que não seriam capaz de reconhecer antes.

    “Coletamos dados há muito tempo, mas eles eram muito limitados e as organizações não sabiam como lidar com eles”, afirma Paul Gustafson, diretor de programas de tecnologia de vanguarda da Computer Sciences Corp. Segundo ele, os dados eram coletados e modelados de acordo com a estratégia da empresa. Agora, o mantra é coletá-los e conectá-los.

    Veja a seguir cinco importantes ações para que os gerentes de tecnologia da informação construam a base para o Big Data.

    1. Faça um balanço dos dados
    Quase todas as organizações têm a possibilidade de acesso a um fluxo equilibrado de dados não estruturados, sejam eles dirigidos às redes sociais ou gerados a partir de sensores que monitoram os andares de uma fábrica, por exemplo. Mas produzir uma enxurrada de informação não significa que é imperativo salvar e manusear cada byte gerado.

    “Com a corrida inicial em torno de Big Data, as pessoas estão sentindo uma necessidade artificial de compreender todos os dados fora de blogs ou sensores”, observa Neil Raden, analista do instituto de pesquisas Constallation Research. Parte dessa ansiedade vem de fabricantes e consultores que buscam promover a próxima onda da computação empresarial. “Existe essa tendência que vem de pessoas que estão comercializando a tecnologia”, afirma Raden.

    Os gerentes de TI mais antenados vão resistir a essa vontade e observar de que forma os dados podem ser úteis para a organização e ainda mapear quais não são. Um primeiro passo é fazer um inventário do dados criados internamente e determinar quais as fontes externas. Dessa forma, é possível preencher lacunas no conhecimento para adicionar valor aos negócios, afirma Raden.

    Depois disso, o departamento de TI deve continuar com projetos focados, em vez de optar por aqueles que são muito ambiciosos. “Você tem de gastar alguns milhões de dólares para iniciar um projeto para ver se vale a pena”, aconselha Raden.

    2. Deixe que prevaleçam as necessidades dos negócios
    Você já deve ter lido ou ouvido antes, mas o alinhamento da TI com os negócios é fundamental para uma iniciativa tão ampla e variada como Big Data, dizem os analistas. Muitas das oportunidades de Big Data começaram em áreas fora da TI: os departamentos de marketing são exemplo. Eles têm buscado no fenômeno uma forma de obter mais conhecimento sobre as necessidades dos clientes e identificar tendências de compras por meio das redes sociais.

    Se por um lado os especialistas em disciplinas específicas dos negócios reconhecem as oportunidades para fazer dinheiro, é de responsabilidade da TI assumir o controle dos conceitos de “partilha de dados” e “data federation” que fazem parte da estratégia de Big Data.

    “Isso não é algo que o departamento de TI pode fazer sozinho”, comenta Dave Patton, principal analista da Indústria de Gestão da Informação da PricewaterhouseCoopers. “Caso contrário, será difícil obter o sucesso da iniciativa se ela não estiver alinhada aos objetivos de negócios”, completa.

    3. Reavalie a infraestrutura

    De acordo com Beyer e outros especialistas, Big Data exige grandes mudanças na infraestrutura de servidores e armazenamento na maioria das empresas. Para os analistas do mercado, os gestores de TI precisam estar preparados para expandir seus sistemas para lidar com informações em expansão, sejam elas estruturadas ou não estruturadas.

    Essa visão requer considerar a melhor abordagem para os sistemas, tornando-os extensíveis e escaláveis. É necessário desenvolver um plano para integrar todos os sistemas que alimentam a análise de Big Data.

    “Hoje, a maioria das empresas tem sistemas distintos e opera em silos”, diz Anjul Bharmbhri, vice-presidente para produtos Big Data da IBM. Ele acrescenta ainda que os CIOs realmente precisam ter uma estratégia para atender a diferentes sistemas e departamentos, pois é vital para obter as respostas corretas.

    4. Estruture os dados

    O mundo do Big Data vem com uma longa lista de novas siglas e tecnologias que provavelmente nunca estiveram antes na mira dos CIOs.

    Ferramentas de código aberto para lidar com Big Data estão recebendo mais atenção, como Hadoop, MapReduce e NoSQL e já começam a ser usadas por grandes companhias como Google e Facebook. Muitas dessas tecnologias ainda são imaturas e exigem habilidades específicas do pessoal de TI.

    Outras plataformas importantes para o mundo do Big Data incluem analytics, analytics in memory e data warehouse. Os gerentes de TI e as equipes precisam entender a essas novas ferramentas para garantir que estarão aptos para tomar as melhores decisões sobre Big Data.

    5. Prepare sua equipe
    A maioria das empresas de TI conta com apenas o talento necessário para dar os passos seguinte com Big Data. Por isso, as capacidades analíticas são as mais cruciais e as que mais faltam às equipes de TI.

    A consultoria McKinsey projeta que em 2018, somente nos Estados Unidos, o mercado vai demandar de 140 mil a 190 mil especialistas em métodos estatísticos e análise de dados. A busca por cientistas de dados estará em alta.

    Os números da consultoria mostram a necessidade por gerentes que conhecem e têm formação em análise preditiva e estatística. Os líderes de TI têm de estabelecer algumas mudanças para vencer esse novo mundo.

    Enquanto os melhores líderes de TI do passado foram, em parte e parcialmente, engenheiros de infraestrutura, os gerentes de TI do futuro serão uma combinação de cientistas de dados e engenheiros de processos de negócios, aponta o instituto de pesquisas Gartner.

    Fonte: Computer World

  • Como as empresas podem se proteger dos trolls?


    22 de novembro de 2011

    A internet tem sido por muito tempo um parque de diversões para exercitar a raiva, especialmente quando se trata da relação entre consumidores e empresas. Um professor de psicologia da University of the Rockies examinou as motivações desses “reclamões crônicos” da web e descobriu uma saída a partir das mídias sociais, para as companhias que procuram maneiras de minimizar danos e explorar oportunidades de negócios.

    David Solly, da University of the Rockies, uma instituição especializada em ciências sociais e comportamentais, disse que as reclamações – seja na internet ou em frente a um espelho – aliviam o stress e deixam o resmungão fisicamente melhor. E a web, com sua quantidade interminável de fóruns sociais, dá aos consumidores “a capacidade de expressar suas opiniões com grandeza em escala mundial”.

    Solly afirma que utilizar um meio impessoal e sem confronto, como o Twitter ou Facebook, transmite a reclamação para um público mais distante, oposto de estratégias “cara a cara”, que influenciam apenas aqueles que estão por perto. Dar voz às reclamações na web também deixa um ar de proteção e anonimato, além de um “sentimento de grande poder e controle autoritário” sobre a situação. “Eles têm a percepção de que estão transmitindo sua mensagem para o público…e realmente estão”.

    De acordo com uma pesquisa feita esse ano pela Pew Internet, 65% dos adultos na rede estão utilizando as redes sociais, e alguns deles definem o Facebook em suas vidas como mais importante do que dar descarga após usar o banheiro. Sendo assim, não é uma grande surpresa que a empresa de análise Webs revelou que 69% dos donos de empresas estão utilizando recurso de social media em suas companhias, e entre aqueles que ainda não utilizam, 41% afirmam que irão iniciar nos próximos três meses.

    Para empresas que procuram acalmar os detalhistas implacáveis, a Solly sugere que as companhias se conectem a eles em seus próprios ambientes, o que pode transformar críticos ferrenhos em defensores de uma marca. O conceito psicológico é que, ao autenticar a necessidade de poder e controle do usuário que reclama pode criar uma conectividade valiosa. “Mostrar aos clientes que a empresa se preocupa com eles, independentemente se for um elogio ou reclamação, proporciona uma sensação de acolhimento e constrói uma lealdade” escreveu a Solly.

    Porém em um nível mais profundo, reclamações crônicas a partir de um sentido de identidade disfuncional, e fornecendo um desejo de simpatia e validade emocional pode simplesmente alimentar uma necessidade e dar continuidade ao comportamento negativo, de acordo com a Psyology Today. Logo, se sua empresa está caminhando nessa direção, tome cuidado: é sempre uma má ideia alimentar os trolls.

    Fonte: IDGNow

  • Cinco passos para melhorar a conexão Wi-Fi da sua empresa


    8 de novembro de 2011

    Laptops costumavam ser os únicos dispositivos na rede WiFi de uma empresa. Contudo, o Wi-Fi se tornou um padrão utilizado por um leque gigantesco de aparelhos, incluindo desktops, notebooks, netbooks, tablets, smartphones, impressoras, dispositivos de armazenamento e projetores.

    Para determinar se você precisa ou não melhorar sua rede wireless, é preciso saber quais são os novos recursos estão disponíveis para os equipamentos Wi-Fi mais recentes, e como eles podem aprimorar os serviços que você proporciona.

    1. Melhorar a velocidade
    As velocidades das conexões sem fio aumentaram de um máximo de 11 Mbps com 802.11b para até 300 Mbps ou mais, a partir do padrão 802.11n. Já que a intensidade do sinal por ter um efeito grande na velocidade, criar áreas com uma cobertura maior através de múltiplos pontos de acesso e antenas melhores podem ser boas escolhas para deixar a velocidade maior. Mas existem algumas ressalvas com velocidades maiores.

    Em primeiro lugar, o 802.11n foi de 50 Mbps para 300 Mbps através do uso de técnicas incluindo multiplicação de vários canais, porém esses podem não ser compatíveis com determinadas marcas e produtos, fazendo com que o dispositivo volte ao nível básico de padrão de rendimento. Além disso, existem duas frequências diferentes: 2.4GHz e 5GHz; muitos pontos de acesso utilizam ambas as bandas,  entretanto depender de apenas uma pode influenciar nos resultados.

    2. Maior cobertura
    Muitos pontos de acesso contam com múltiplas antenas, geramente configuradas em série (mais comum é 3×3), o que permite uma cobertura melhor em áreas próximas a paredes, mais alcance e uma recepção mais forte a longas distâncias. Múltiplas antenas podem ser utilizadas em um ou dois modos, em série ou em dupla para as duas frequências diferentes. É recomendável que o usuário tenha pontos de acesso diferentes para as duas frequências, para aprimorar a cobertura e os resultados.

    3. Fique de olho na segurança
    Todo administrador deve ficar atento às configurações de segurança dos pontos de acesso. Na verdade, algumas fabricantes (incluindo a D-Link e a Belkin) mudaram o padrão da página de configurações de rede – o antigo username ‘admin’ e o campo de senha em branco – para um nome de usuário aleatório e uma senha; mesmo assim, ainda é uma boa ideia fazer alguns ajustes na segurança. Muitos pontos de acesso permitem vários grupos de usuários, logo é possível configurar uma rede de visitantes separada que permite aos usuários acessarem a web, mas não outros recursos locais como servidores de arquivo e impressoras.

    Padrões de segurança têm se tornado mais fáceis de serem configurados e mais difíceis de serem burlados com o passar dos anos. Há novas técnicas que podem trocar senhas automaticamente com novos dispositivos em redes wireless, porém podem não funcionar de maneira simples com aparelhos que estejam utilizando sistemas operacionais antigos, como o Windows XP.

    4. Qualidade do serviço
    Quando existem dezenas ou centenas de dispositivos em uma rede, com alguns fazendo atividades relacionadas ao trabalho e outros fazendo streaming de vídeos divertidos, é importante garantir que as aplicações importantes recebam banda suficiente. Alguns roteadores podem determinar a qualidade de serviço para assegurar que certas tarefas ou protocolos recebam a quantidade de banda suficiente, enquanto restringem ou diminiem o acesso à aplicações que não são essenciais.  Por isso, fique atento na página de configurações de seu roteador.

    5. Ferramentas de gerenciamento
    Uma das razões pelas quais roteadores Wi-Fi de nível empresarial custam muito mais do que um simples, que transmita a mesma velocidade, são os recursos adicionais que são oferecidos. Tais ferramentas podem exibir todos os pontos da sua rede, rastrear quais dispositivos e usuários estão se conectando, identificar usuários, aparelhos ou pontos de acesso que não deveriam estar lá e ajuda a determinar se alguém entrou na rede em um equipamento em casa ou se um hacker conseguiu acesso. Aparelhos mais novos podem controlar o alto rendimento, proporcionar uma cobertura melhor, intensidade de sinal e segurança e até segregar o tráfico para proteger sua conexão sem fio de usuários sem autorização. Se você estiver recebendo reclamações dos usuários a respeito da conexão sem fio, veja quais são os novos dispositivos que chegaram no mercado, e qual deles se adequa melhor às suas necessidades.

    Fonte: CIO

  • 5 dicas para ter uma equipe afinada


    7 de outubro de 2011

    Para um líder do segurança da informação, Tim Williams é muito modesto. Como ex-chefe da ASIS Internacional, entidade do segmento, e agora como diretor de segurança global da informação Caterpillar, fabricante norte-americana de tratores, ele reconhece que seu trabalho não seria bem-sucedido se não fosse sua equipe.

    O Chief Securtiy Officer (CSO) sente-se mais confortável em falar sobre seu time do que de si mesmo. Seu discurso é desprovido da primeira pessoa. Para se ter uma ideia, ele recusa-se a ser fotografado para reportagens sobre o seu trabalho de segurança, dizendo que membros de sua equipe é que merecem o crédito.

    Criar e manter o espírito de equipe são vitais para Williams, que ingressou na Caterpillar em 2006, após ter passado pela Nortel, Boise Cascade e Procter & Gamble. Em uma cultura home-office-centric, ele rapidamente montou uma equipe baseada na estratégia de gerenciamento de risco de segurança e ambientes sociais (do inglês ESRM).

    Abaixo veja cinco medidas que ele colocou em prática para revitalizar a equipe e mitigar os riscos em toda a empresa:

    1- Repense tudo. Depois de identificar como a equipe de segurança, que conta com 56 pessoas, trabalhava Williams esforçou-se para estabelecer uma equipe global focada em ESRM. Essa estratégia tem uma visão holística dos riscos para as pessoas, redes e propriedade intelectual. O executivo sentiu que a Caterpillar contava com algumas exposições que precisavam ser tratadas imediatamente. Duas questões eram críticas: a equipe de segurança estava baseada quase que exclusivamente na sede em Peoria, Illinois (EUA), e havia concentração incomum da segurança física.

    “Nós direcionamos a responsabilidade da segurança física de volta para os administradores de escritórios ao redor de Illinois. Mudamos o parceiro terceirizado e estabelecemos relacionamentos em instalações com pessoas que poderiam gerir o ambiente mais de perto”, diz o executivo.

    Ele estabeleceu ainda diretores regionais de segurança que atendem Ásia, Europa, Oriente Médio e Américas. “Fomos capazes de atrair alguns dos melhores talentos do mercado”, lembra. Entre eles estava Graham Giblin, diretor de segurança para  Europa, Oriente Médio e África. “Nosso foco é a transição para um olhar global”, diz Giblin.

    O executivo escreveu um plano operacional de três anos detalhando a visão estratégica do grupo alinhado aos objetivos corporativos, papéis e responsabilidades. A passagem do executivo pela P&G deu a ele, diz, um senso de atenção especial na gestão de processos, o que lhe serviu como base para a reestruturação da equipe.

    “Se você não tem os processos claramente definidos em uma estratégia bem-escrita, pode perseguir o que outros grupos acreditam ser prioridade versus as questões que realmente representam o maior risco ou ameaça para a empresa”, aponta Williams. “Articulamos nosso plano com grupos de funcionários, líderes empresariais, e nossa diretoria executiva e ainda o conselho. Feito isso, partimos para a urgente execução do plano”, lembra.

    Nem todos participaram da transição. “Muitos de nossos colegas queriam voltar a executar o papel de antes. A função global não era o que eles estavam preparados ou interessados”, diz o gestor. Ao todo, o time de segurança perdeu mais da metade do grupo original. Felizmente, muitos encontraram outras funções na empresa.

    Mover-se para a nova estratégia causou surpresa e mudou a cultura da organização. Para facilitar a transição, Williams contou com a ajuda de alguns especialistas em recursos humanos e um comunicador interno (que é tema da dica número quatro) para ajudar as pessoas a entender o que estava acontecendo e por qual motivo.

    2-Formalizar funções. Logo após sua chegada, Williams colocou em prática processos de gerenciamento de crise global e pessoal, como parte do esforço para reestruturar a segurança da companhia. Esses processos eram supervisionados pelos diretores regionais de segurança.

    Todd Wagner trabalhava com computação forense na Caterpillar quando foi recrutado para a gestão de crises. “Nós não tínhamos um grupo formal naquela época”, recorda. “Agora, temos de lidar com eventuais crises que possam ter impacto da Caterpillar. Desde as catástrofes naturais ao terrorismo, passando por grandes rupturas em nossa cadeia de fornecimento”, aponta. Wagner transferiu sua experiência como líder do FBI Terrorism Center para o novo papel, o coordenador de crise da fabricante.

    A equipe de gerenciamento de crise teve de se mobilizar para apoiar a equipe no Japão durante o terremoto e o tsunami registrado em março deste ano. A Caterpillar imediatamente enviou um gestor de crises para a área. “Nossa primeira prioridade era assegurar que o pessoal estava seguro”, lembra Wagner. A organização conta com 5 mil funcionários em três fábricas japonesas. Uma delas, pouco mais de 100 quilômetros do local do desastre, região que estava fora da zona de evacuação.

    “Sempre que estiver diante de uma situação como essa, localizamos os viajantes, expatriados e empregados locais e verifique se eles estão seguros”, aconselha Wagner. A Caterpillar, por exemplo, tem programas internos para monitorar executivos que estão em viagem de negócios.

    “Nós não paramos até chegar até eles e confirmar que estão seguros. Se não pudéssemos fazer isso, recorríamos às autoridades locais. Trabalhamos também com uma empresa local que pode nos ajudar a acompanhar a pessoa.”

    Todo o pessoal da Caterpillar e seus familiares foram finalmente contabilizados. Até agora, a empresa tem mantido o time fora da zona de desastre, mas Williams, Wagner e o resto da equipe estão monitorando a situação, incluindo os níveis de radiação. A produção foi reduzia, mas não parou com a crise.

    Coincidentemente, pouco antes do desastre natural que atingiu o Japão, Wagner participou de um exercício de preparação executado pelo Departamento de Segurança Interna. “Fizemos uma simulação envolvendo um terremoto em Illinois.”

    Agora, catástrofes nucleares fazem parte da lista de riscos que os funcionários da Caterpillar devem ficar atentos, onde quer que estejam.

    3-Linguagem dos negócios. Karen Frank lembra-se do dia, no início da atuação de Williams como CSO, quando ele agendou uma reunião com todos os funcionários para dizer que eles deveriam considerar seriamente um curso de MBA, se não o tivessem feito. “Eu nunca tinha pensado nisso”, diz Karen, gerente de proteção de marca e investigações da organização.

    Ela decidiu tirar proveito da bolsa que a Caterpillar concede para cursar uma especialização. “A ênfase que Williams deu sobre o crescimento e o desenvolvimento pessoal me fez sentir importante”, diz ela. “Você pode apoiar os negócios muito melhor se entender os princípios do processo decisório da empresa”, pontua.

    “Eu realmente vi o benefício e a capacidade de falar com profundidade com líderes empresariais do ponto de vista dos negócios”, diz.

    A nova geração de líderes de segurança entende dos negócios, assim como entendem de segurança, aponta Williams. “Muitos preferem um profissional da área negócios como o vice, em vez de uma pessoa de segurança, a segurança é mais fácil de enraizar”, acredita Williams. “Estou orgulhoso de ser alguém que entende de ambos os mundos. Não podia ter tido sucesso como CSO de uma companhia Fortune 100 se não fosse dessa forma”, acredita.

    4-Direcionar um líder de comunicações para segurança. Williams fez algumas mudanças radicais quando passou a atuar na Caterpillar. Além de pedir a ajuda do RH, convidou Ashley Hunt, do escritório de assuntos públicos, para ser o comunicador de segurança. Incomum? Sim, mas de valor inestimável, de acordo com ele.

    Ashley ajudou a comunicar a reorganização da equipe de segurança tanto para os funcionários afetados como para toda a companhia. “Ela ajudou os colaboradores a entender os riscos reais que elas enfrentavam”, diz Williams. “Ashley é uma multiplicadora de forças para nós”, reforça.

    Hoje, ela tem um papel pró-ativo. Todo mês, Ashley publica um boletim de segurança na intranet da companhia com informações de percepções sobre temas como segurança nas viagens, scams e fraudes. Ela inclui ainda alguns artigos de consciência geral.

    “Ajudamos as pessoas a compreender os riscos de segurança real na Caterpillar. Queremos mudar essa percepção e do papel que cada funcionário desempenha na criação de um ambiente seguro”, diz Ashley.

    “Todos os funcionários que viajam têm a oportunidade de participar de treinamentos on-line de conscientização de segurança, receber alertas de segurança enquanto viajam e têm acesso a conselhos de segurança de viagens 24 horas por dia, sete dias da semana”, completa a executiva. Ela direciona metade do seu tempo com segurança e o restante com assuntos corporativos em geral.

    5-Opiniões diferentes são bem-vindas.
    Williams incentiva sua equipe a discordar das atividades de segurança. “Ele respeita as opiniões”, diz Karen. “Em nossa equipe, as conversas são abertas”, diz o executivo.

    Mas, de acordo com ele, não é apenas discordar, ninguém pode dizer que não concorda. “As pessoas devem apontar se acham que devemos olhar para algo de uma perspectiva diferente. É saudável ter diferentes opiniões sobre questões. Nos mantém longe das armadilhas do pensamento individual”, afirma.

    Na Caterpillar, a voz do funcionário é importante. Talvez mais do que na maioria das empresas. Na maioria dos países, “ainda há uma lacuna entre o que as pessoas pensam e o que elas podem dizer”, diz Williams. “O que eles querem é a oportunidade de influenciar nas decisões”, completa.

    Não importa onde os funcionários da Caterpillar estão localizados, eles têm pelo menos uma característica em comum: o conhecimento de que a empresa como um todo é mais importante que seus membros individuais. O CSO aprendeu isso da maneira mais difícil quando elogiou um de seus diretores regionais de segurança por um trabalho bem feito. O executivo quase se demitiu por acreditar que o crédito deveria ser de toda a sua equipe.

    Williams diz ter orgulho da equipe que montou. Como trabalha em um plano de segurança para os próximos cinco anos, ele confia em cada um que está ao seu lado. “Cada um faz um ótimo trabalho”, finaliza.

    Fonte: IDGNow

  • Seis dicas para economizar espaço de armazenamento


    5 de agosto de 2011

    Com o crescimento exponencial do volume de dados, as companhias investiram pesado em equipamentos para armazenamento, mas muitas estão com essas máquinas subutilizadas. Estudos da IDC revelam que aproximadamente 70% dessa infraestrutura está ociosa. O economista-chefe da empresa de armazenamento Hitachi Data System, David Merrill, dá seis dicas para um melhor aproveitamento do storage.

    1- Virtualize seus equipamentos de armazenamento

    O valor de aquisição dessas máquinas corresponde por cerca de 20% a 30% do custo total de propriedade (TCO) do armazenamento. Há também a necessidade de investir de três a cinco do montante em gerenciamento e manutenção.

    A virtualização de storage se apresenta como uma forma de reduzir a carga de gerenciamento por meio da administração dos recursos do armazenamento de vários fornecedores com uma interface unificada. Esse modelo diminui o TCO, ajuda a expandir o uso de recursos heterogêneos, inclusive sistemas mais antigos. Outra vantagem é aumento da disponibilidade dos aplicativos.

    2- Recupere capacidade ociosa

    Normalmente as empresas utilizam apenas de 30 a 40% da capacidade de armazenamento adquirida, mas os departamentos de TI já estão recuperando o espaço ocioso de suas operações com volumes provisionados de maneira dinâmica (Thin Provisioning).

    Tradicionalmente a operação reserva um volume dedicado a cada aplicativo, uma vez alocado aumentar sua capacidade não é algo fácil. Portanto, todo esse trabalho era feito antecipadamente, o que acarretava em ociosidade.

    Entretanto, com o Thin Provisioning, a alocação do espaço de armazenamento é feita somente no momento necessário, permitindo que os administradores aumentem o aproveitamento do storage de 50% a 60%, simplifiquem o planejamento de capacidade e o provisionamento de volumes para as aplicações.

    O Thin Provisioning permite também adiar os gastos de capital (Capex) com a recuperação de até 50% da capacidade de armazenamento já adquirida, reduz os custos de espaço físico e energia com menos sistemas mais bem utilizados.

    3- Dimensione corretamente seu espaço de armazenamento

    Os dois principais motivos que levam à compra de storage são: a necessidade de adquirir um novo aplicativo e a de ampliar a capacidade do sistema de armazenamento que está se esgotando. Contudo, ao longo do tempo, essa abordagem reativa cria um ambiente complexo e de alto custo e que é aproveitado de forma ineficiente.

    Com a movimentação dinâmica de volumes entre as camadas de armazenamento, é possível adaptar os sistemas aos requisitos de desempenho, disponibilidade e custo dos aplicativos.

    Esse modelo simplifica o gerenciamento, reduzindo as despesas operacionais (Opex); adia novas compras de storage e os gastos de Capex; aumenta a disponibilidade do armazenamento e possibilita fazer migração e movimentar dados sem paradas.

    4- Otimize seus aplicativos

    Atualmente os data centers são adaptados para atender necessidades de disponibilidade e desempenho com recursos limitados. O armazenamento de médio porte ajuda a equilibrar as exigências, otimizando seu ambiente de aplicativos. Como parte integrante da sua estratégia a alocação em camadas de armazenamento (Tiering Storage) ou modular reduz os gargalos dos aplicativos com balanceamento de cargas entre equipamentos. Também diminui o tempo de inatividade dos programas críticos.

    5- Elimine a redundância de dados

    As normas internas das empresas e as leis atuais exigem que cada vez mais elas guardem seus documentos por períodos de tempo mais longos. Essa necessidade consome recursos humanos e financeiros dos departamentos de TI.

    Os sistemas de backup em disco de alta velocidade com a deduplicação das informações cortam os custos com expansão da capacidade. Além de oferecer proteção de dados, garantindo que os mesmos não serão alterados, permitem recuperação ágil e gerenciamento simplificado, possibilitando aos usuários que diminuam a administração de backups e o tempo de recuperação das informações.

    É possível desacelerar o crescimento do ambiente físico, por meio de arquivamento e consolidação. Também há uma redução dos custos de espaço físico e energia, armazenando mais dados em um local menor.

    6- Faça arquivamento dinâmico e inteligente

    Ao implementar o arquivamento inteligente, as empresas podem recuperar até 37% do seu espaço principal de armazenamento, que possui um custo elevado, movimentando dados pouco acessados para equipamentos com menor custo.

    Além disso, o arquivamento inteligente permite o gerenciamento por políticas que transfere os dados de acordo com regras predeterminadas; oferece uma interface aberta, o que dispensa softwares de alto custo. Elimina ainda a necessidade de realizar um backup de dados inativos. Assim há uma redução nos custos de mídia (fita ou disco), facilitando a difícil tarefa de manter o backup dentro da janela estipulada.

    Fonte: CIO

  • Oito dicas para montar uma nova empresa de tecnologia


    20 de julho de 2011

    A maioria das startups (empresas iniciantes) de tecnologia morre logo no primeiro ano de vida. Os motivos são muitos, mas estão, em grande parte dos casos, ligados à capacidade de gestão dos fundadores dessas companhias.

    A partir dessa constatação, Bill Clark, CEO da Microventures – grupo norte-americano que trabalha com investimentos em empresas iniciantes da internet – escreveu um artigo no site Mashable no qual dá oito dicas para quem quer montar uma startup e ter sucesso em longo prazo:

    Dica 1 – Tenha bons programadores

    Clark destaca que é essencial ter alguém na equipe com um sólido conhecimento em programação e que possa implementar as ideias para um novo produto ou serviço. “Você precisa se assegurar que essa pessoa já criou sites com requisitos similares a seus objetivos”, pontua.
    Ele lembra ainda que problemas de programação são um dos principais itens que atrasam o lançamento de um empreendimento na internet.

    Dica 2 – Lance o produto rapidamente

    Quando as pessoas querem lançar um produto ou serviço inovador, a todo momento, surgem novas ideias de funcionalidades que podem ser adicionadas a ele. “No entanto, isso pode atrasar o lançamento”, aponta o especialista, que considera a perda de tempo como algo fatal para qualquer startup.

    Ele aconselha que as pessoas façam o lançamento do produto ou serviço com suas principais funcionalidades e, depois, acrescentem ferramentas ou adequem os recursos necesssários, inclusive, a partir de opiniões dos próprios usuários. “Se você está inseguro sobre lançar algo, deixe os clientes saberem que é uma versão beta e que eles podem esperar melhorias em breve”, indica Clark.

    Dica 3 – Identifique os usuários

    Antes de colocar qualquer produto no mercado, as startups precisam estar certas de que, realmente, entendem as necessidades dos seus clientes. “Você pode assumir que os clientes potenciais estão procurando sua solução em particular para descobrir, depois do lançamento, que ela é muito cara ou não é adequada às necessidades dos usuários”, informa o consultor.

    Assim, ele aconselha que é necessário dedicar algum tempo para entender exatamente o que os clientes desejam e quanto eles estão dispostos a pagar por isso.

    Dica 4 – Não se foque em um pequeno nicho

    Resolver um problema de um grupo específico de usuários não é uma má ideia para se diferenciar da concorrência, no entanto, pode não gerar volume suficiente de usuários para trazer receitas para a startup. O mais interessante é encontrar um nicho de mercado onde o produto ou serviço possa ser interessante, mas que também tenha uma escala de venda que justifique a operação.

    Além disso, Clark aconselha que o ideal é buscar outros nichos de mercado que possam se interessar pelas soluções oferecidas pela empresa e que só demandem pequenos ajustes da ideia original.

    Dica 5 – Levante o dinheiro necessário para começar

    “Como a maioria das startups sabe, determinar quanto de dinheiro é preciso levantar [para começar o negócio] é difícil”, ressalta o especialista, mas ele considera que definir isso representa um passo essencial. Para chegar a um valor adequado, deve-se considerar possíveis problemas que ocorrerão no meio do caminho até o lançamento do produto e, caso precise de um investidor, o custo total precisa ser muito bem justificado, inclusive com as previsões de retorno sobre o investimento inicial.

    Dica 6 – Não desperdice dinheiro

    Por mais que isso pareça meio óbvio, nem sempre as startups se dão conta de que estão desperdiçando dinheiro todo dia. Como? Gastando muito mais do que o necessário em ferramentas que poderiam ser adotadas em um segundo momento ou comprando coisas que não trarão os resultados esperados. Para evitar isso, o ideal é terceirizar o máximo de atividades possíveis, com o intuito de não ter de fazer um investimento inicial muito alto.

    “Uma área na qual as startups costumam desperdiçar dinheiro é contratando muitos funcionários rapidamente”, explica Clark. A solução para isso é tentar trocar a contratação de profissionais pelo uso de trabalhadores temporários.

    Dica 7 – Tenha múltiplos co-fundadores

    Uma startup pode consumir muito tempo, mais do que isso, exige competências diversas e que, dificilmente, uma pessoa sozinha conseguirá suprir. Assim, o ideal é ter sócios com conhecimentos e vivências complementares.

    Uma empresa de internet, por exemplo, deveria ter fundadores com conhecimentos técnicos, de design e de negócios. “Você até pode reunir todos esses requisitos, mas não terá tempo no dia para assumir todas as responsabilidades”, aconselha.

    Dica 8 – É tudo ou nada

    Por fim, Clark diz que quem quer ter uma startup de sucesso precisa estar ciente de que precisará investir muito tempo e esforço nela. Ele lembra que, ao contrário de empresas já consolidadas no mercado, em uma companhia iniciante não é possível que as coisas sejam resolvidas no dia seguinte. Ou seja, para ser fundador de uma startup é necessário estar preparado para, durante algum tempo, ficar 100% dedicado a ela, o que significa abrir mão da vida pessoal e da diversão.

    Fonte: IDGNow

  • Dez razões mais frequentes para o fracasso do BI


    30 de junho de 2011

    A análise dos dados relevantes para a tomada de decisões gerada pelos sistemas de Business Intelligence (BI) tornou-se indispensável para a gestão e para o plane,amento de grande parte das empresas. A boa notícia é que o interesse em BI aumentou nos últimos anos. Ainda assim, muitos dos projectos de BI terminam em fracasso.

    Baseando-se nos anos de experiência e em diversos debates com profissionais de TI e de unidades de negócio de centenas de empresas, a Information Builders identificou as 10 razões mais frequentes do fracasso.

    1. Requisitos pouco claros

    Depois que as unidades de negócio e o departamento de TI concordam que a sua empresa necessita de um sistema de reporting e de análise dos dados de negócio, o próximo grande passo é definir os indicadores-chave do desempenho (KPIs) para uma gestão empresarial eficaz. Contudo, em vez da definição destes indicadores, muitas empresas usam as aplicações de BI meramente para confirmar o que faziam anteriormente no Excel e, depois, questionam-se porque os seus relatórios são apenas um pouco melhor do que os anteriores.

    2. Dados incorretos ou incompletos

    Por mais persuasivo que o design da aplicação de BI possa ser, as pesquisas iniciais sobre a informação requerida em vastas fontes de dados durante um teste podem revelar que os dados estão desatualizados, têm erros ou (ainda) estão inacessíveis. Dados com pouca qualidade são uma causa frequente de grandes problemas nos projetos de BI. As lacunas, por vezes, também se revelam na utilização diária, quando se trabalha com dados que mudam frequentemente.

    3. Utilizadores finais envolvidos tardiamente

    Quando se implementa um projeto de BI, é essencial que se inclua colaboradores das unidades de negócio que irão trabalhar com a aplicação final já nas fases iniciais do projeto. Se a aplicação não está em sintonia com os seus inputs, o projeto provavelmente encontrará considerável resistência. Se, no mínimo, poucos utilizadores tiverem a oportunidade de trabalhar com o primeiro produto acabado, então o próximo trabalho de projeto poderá incluir as suas experiências.

    4. Resultados apresentáveis apenas após dois anos

    Muitas vezes, as empresas tentam abordar todos os requisitos concebíveis de BI em um projeto a longo prazo. Enquanto uma abordagem estratégica é sempre correta, os problemas podem surgir se a equipe do projeto insistir em, inicialmente, manter o seu trabalho “em segredo”. Quando a equipe apresenta os seus primeiros resultados após dois anos, é altamente provável que estes se desviem significativamente das suas expectativas iniciais. É muito mais promissor se levarem dois ou três meses para apresentar módulos acabados que possam provar a sua adequação às operações diárias.

    5. Falta de gestão da mudança

    Mudanças e ajustes às especificações e objectivos originais existirão em qualquer projeto de BI. Contudo, em muitos casos, inexistem uma equipe de gestão formal das mudanças que definam como os novos requisitos serão incorporados ao projeto existente e um responsável pela sua aprovação. A falta de uma gestão de mudanças resulta rapidamente em custos adicionais e em atrasos na conclusão do projeto.

    6. Cumprimento e segurança negligenciados

    O número de disposições e regulamentações legais têm aumentado continuamente nos últimos anos, e as disposições de privacidade tornaram-se mais rigorosas. As equipes de projeto raramente têm em conta as normas, as regras e os conceitos de segurança, desde o início, ao fazerem disposições para integrar futuras mudanças o mais facilmente possível. Por exemplo, deverá ser necessário dar acesso aos usuários às aplicações e aos dados no futuro.

    7. Documentação pobre sobre o ambiente da aplicação

    Não é raro que os projetos mais abrangentes de BI revelem que a documentação existente sobre a aplicação está incorreta ou desatualizada. Este é o maior obstáculo da coordenação do sistema e da integração de todos os sistemas afetados. Um simples exemplo disto é o campo de nomes que varia de uma aplicação para outra, precisando ser consolidado através de uma tabela de correspondência. Como resultado, temos custos adicionais e, normalmente, um atraso significativo do projeto.

    8. Recursos de hardware cotados de forma incorreta

    Podemos distinguir dois tipos diferentes de erros aqui. Em um primeiro caso, as empresas são demasiado generosas na determinação das suas necessidades de hardware, o que deixa os recursos inativos e leva a custos contínuos consideráveis (e desnecessários). Em um segundo caso, os requisitos de hardware são subestimados, resultando em um desempenho pobre e usuários finais insatisfeitos.

    9. Funcionários centrados no Excel

    Durante anos, muitas unidades de negócio de empresas de todas as dimensões apoiaram-se exclusivamente no Excel para criar e analisar relatórios. “Mas sempre foi assim que fizemos” é a resposta mais comum dos funcionários que ainda não estão preparados para perder os velhos hábitos. No que diz respeito a isto, muitos subestimam a prática que será necessária para tornar a aplicação um sucesso, nas operações diárias.

    10. Um orçamento inadequado

    O custo de um projeto de BI, que irá proporcionar transparência aos processos de negócio e fornecer dados para uma gestão eficaz, não pode ser coberto por fundo. Um sentido equivocado de economia leva, muitas vezes, a que as empresas decidam implementar capacidades-chave, como a integração de fontes adicionais de dados, o fornecimento de capacidades “core” de BI aos dispositivos móveis ou levar em conta os utilizadores móveis e os seus dispositivos.

    Aqueles que aprendem a partir dos erros dos outros são os que o melhor planejam suas aplicações de BI. Se os problemas são identificados a tempo, as hipóteses de se ser bem sucedido nos projetos de BI são boas. Esta é uma importante condição para assegurar que os negócios atinjam as suas metas operacionais com as aplicações de BI.

    Fonte: CIO

  • 4 erros comuns cometidos pelas empresas no Twitter


    9 de fevereiro de 2011

    Muitas empresas que adotam o Twitter como plataforma de comunicação, percebem logo nos primeiros meses o exponencial crescimento de seguidores. Porém, depois de algumas semanas de sucesso, alimentando o canal com informações diárias, atualizadas e primando pela comunicação em mão dupla, veem o clima esfriar, os RT´s pararem… Tudo por que o responsável pelo Twitter mandou a última mensagem na segunda-freira passada.

    Tome note: 73% das empresas mais importantes no ranking da publicação norte-americana Fortune mantém contas no microblog. Mas maioria dessas contas está paradas – sem qualquer atualização faz meses.

    As explicações para desistência do canal de comunicação de 140 caracteres são muitas; mas esses quatro erros de postura na mídia social estão entre os mais comuns:

    1. Falta de planejamento

    Invadir o Twitter com uma marca sem dispor de qualquer planejamento é o maior erro das empresas. A autora do livro The Social Media Survival Guide (Guia de sobrevivência em mídias sociais), Sherrie Madia, sugere que as empresas pensem bem sobre seus objetivos ao ingressarem no Twitter. “Não é um ambiente onde se entre e as variáveis sejam as planejadas – é muito dinâmico. Esteja preparado para mudanças de rumo”, diz.

    2. Alimentar com novidades

    “Empresas costumam se perder no Twitter quando não desenvolvem conteúdo que seja realmente atraente para os seguidores. Você criou uma fera que agora deve ser alimentada”, alerta Sherrie.

    Sobre o tipo de conteúdo a ser criado e a periodicidade de sua publicação, a autora sugere que a atribuição de tweets seja bem definida para que eventuais projetos não interfiram na tarefa constante de distribuir esse conteúdo via twitter. “Às vezes pode ser razoável atribuir essa tarefa a um colaborador externo”, diz.

    3. Pressa para lucrar

    O Twitter é, sem dúvida, um espaço convidativo e de fácil participação – tecnicamente. Possivelmente essa característica imprime na empresa a sensação de retorno rápido e igualmente descomplicado.

    “Em determinados casos pode haver um razoável retorno no curto prazo. Vídeos virais são um bom exemplo disso; ainda assim, são exceção, não regra. Ter uma audiência considerável no twitter leva tempo”, diz Sherrie.

    4. Linguagem apropriada

    “Seguidores do Twitter são pessoas e insistem em aproximação igualmente pessoal e autêntica”, diz a autora. Segundo Sherrie, outro grande erro cometido pelas empresas é se esconderem atrás de uma barreira corporativa.

    “É essencial fazer com que sua audiência se sinta envolvida na história da marca que  decide seguir. Tal envolvimento é conquistado com engajamento pessoal, deixando o jargão comercial fora da conversa”, finaliza.

    Fonte: CIO