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  • Cientista de dados: profissão do futuro?


    8 de novembro de 2012

    Uma adolescente vai ao supermercado e, ao passar no caixa, recebe um folheto informativo sobre gravidez. Ela ainda não sabe, mas, a partir da listagem de produtos comprados, foi identificada a probabilidade de gestação, confirmada semanas depois. Como chegaram ao resultado? Por meio do somatório de tecnologia, análise e, claro, o trabalho de um… cientista de dados.

    Nos últimos meses, a carreira despontou como uma das mais promissoras em tecnologia da informação, especialmente com a explosão do Big Data, termo usado para descrever a grande quantidade de dados que precisa ser analisada para apoiar as tomadas de decisão. Já é considerada por analistas do mercado a profissão do futuro. A previsão de dobrar o volume de dados a cada dois anos e o salto de Hadoop [projetado para uso intensivo de dados] tem impulsionado a importância desse talento.

    “Em meio a uma montanha de dados, o cientista de dados deve localizar padrões e identificar insights, fornecendo subsídios para que empresas identifiquem o melhor caminho para conduzir os negócios e conquistar diferencial competitivo”, explica Pedro Desouza, cientista de dados da EMC, que há 20 anos trabalha no segmento.

    É como encontrar uma agulha no palheiro. “Cientista de dados é aquele que, normalmente, tem formação em Ciência da Computação, Matemática e Estatística com conhecimentos profundos nessas áreas. Mais do que isso, ele entende de negócios”, descreve Desouza. É ainda alguém curioso, que gosta de resolver problemas e não tem medo de errar e se comunicar.

    Explicar a aplicação dos resultados matemáticos na linguagem dos negócios é vital nessa profissão. “Existem pessoas altamente técnicas que falham em não se preocupar com esse ponto. Aquele que adota essa postura, rapidamente, vai parar no terceiro subsolo do prédio”, brinca. Saber extrair informação de um banco de dados também faz parte da lista de um bom profissional da área.

    Cientista de dados é diferente de um estatístico. “Um estatístico não manipula dados. Ele os recebe em um arquivo e não participa do caminho anterior. O cientista tem conhecimento fim a fim, desde a fonte até o produto final”, esclarece.

    De fato, prossegue o executivo, encontrar um profissional que reúna características tão particulares não é tarefa fácil. “Levando em conta que a demanda por cientistas de dados é latente e cresce, esse sujeito começa a ficar raro”, assinala. Não por acaso, seu salário gira em torno de seis dígitos nos Estados Unidos.

    Esse quadro tem levado a uma inflação do mercado, observa. “A busca é tão alta que pessoas que trabalham em campos relacionados inserem em seus currículos palavras-chave como ‘Hadoop’, ‘Big Data’, para atrair a atenção das empresas, mesmo sem o conhecimento necessário”, explica.

    Desouza enfrenta esse desafio na hora de contratar. “Para driblar, busco sólido embasamento estatístico e matemático, experiência em desenvolvimento Java, algoritmos estatísticos e PhDs.” Ele diz que uma das estratégias que tem adotado é localizar esses profissionais em conferências técnicas de alto nível. “Contratei dois dessa forma.”

    Para companhias que querem fisgar esse especialista, ele recomenda a ajuda de uma consultoria. Isso porque, segundo ele, é preciso, em primeiro lugar, desenvolver uma cultura analítica. “Além disso, ainda há dúvidas sobre para quem o cientista de dados vai se reportar: para o CEO? Ele estará posicionado na estrutura de negócios ou TI?”, questiona.

    Além da sala de aula

    Desouza reuniu as competências necessárias ao longo do tempo por meio do acúmulo de experiência. “O volume de conhecimento é crítico e o grande desafio da profissão. Não se aprende com um único curso”, observa. O executivo, por exemplo, formou-se em 1985 no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e partiu para o mestrado em seguida, também no ITA, e doutorado na Carnegie Mellon University (CMU), em Pittsburgh, nos Estados Unidos, país que mora até hoje.

    O tema de sua especialização foi o primeiro passo para que ingressasse na área. “Optei por abordar a otimização de problemas de grande porte. A complexidade me chamou a atenção”, diz. “Esse desafio passou a ter valor de negócios, abrindo oportunidades no mundo corporativo”, completa.

    Atuou na IBM, BusinessObjects, Qualcomm e lidera, desde o início de 2011, na área de consultoria da EMC, uma equipe de 15 PhDs, que têm formação em matemática e estatística com conhecimento de indústrias. “Temos contratos com grandes clientes, especialmente em setores como varejo, finanças, companhias aéreas, internet e energia que querem tirar conhecimento de ‘caixas’ para reduzir custos e serem mais efetivos em suas estratégias”, aponta.

    Estar em linha com o que há de novo na literatura fez a diferença em sua trajetória. “Muitos departamentos de pesquisa realizam estudos na área. É preciso ver o que é publicado nos jornais científicos, misturar com os requerimentos do cliente e adaptar os algoritmos para atender às necessidades”, afirma.

    E como funciona o dia a dia do cientista de dados? Na área de consultoria, diz, tudo começa com um bate-papo com o cliente para entendimento dos processos. “Depois, pedimos acesso ao banco de dados. Não queremos que eles nos forneçam os dados, porque pode haver uma filtragem e eliminação de informações que podem ser importantes”, explica.

    Diante de terrabytes de dados, o profissional deve aplicar algoritmos, analisar e fazer descobertas. “A busca começa no escuro, já que o universo é baseado em algoritmos probabilísticos, então, não tem uma resposta correta para o problema”, observa.

    Mas a natureza do Big Data ajuda a ser mais assertivo. “É diferente da estatística pura e por isso não generaliza. É possível entender o padrão de consumo de um usuário e não mais de um grupo”, explica. Ele aponta que a tecnologia é fundamental nesse processo, porque análise e modelo estatístico são somente a ponta do iceberg.

    Ele cita a aplicação do conceito na área de saúde. Por exemplo, um médico recomenda uma cirurgia para um paciente em determinadas condições e ele pede autorização para o plano, a combinação tecnologia + análise + atuação do cientista de dados em tempo real pode alertar o médico se ele realmente quer partir para o procedimento, levando em conta que naquelas condições, 70% de seus colegas sugerem outros exames. “A TI tem enorme potencial do ponto de vista humano”, conclui.

    Fonte: Computer World

  • O que é necessário para conquistar um emprego em Big Data?


    7 de novembro de 2012

    A avalanche de dados produzida por redes sociais, sensores, redes de abastecimento e todos os tipos de dispositivos estão criando novos empregos. O Gartner estima que Big Data exigirá a contratação de um exército de 4,4 milhões profissionais em todo o mundo até 2015. Em solo nacional, cerca de 500 mil vagas serão abertas nesse mercado, de acordo com o instituto de pesquisas.

    Segundo um relatório do McKinsey Global Institute, de maio de 2011, intitulado “Big Data: The next frontier for innovation, competition, and productivity”, há escassez de talentos para as organizações iniciarem suas estratégias em Big Data. Acredita-se que essa lacuna seja o maior bloqueio para a adoção em massa da tecnologia pela indústria.

    Michael Rappa viu essa tendência emergente em 2007 e tornou-se o diretor-fundador do Instituto de Análise Avançada da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ele criou na instituição educacional um mestrado no programa de Analytics, o primeiro curso acadêmico dedicado à análise de dados. Sua ideia era capacitar profissionais para atuarem com a grande massa de dados. Agora, universidades nos Estados Unidos estão criando programas semelhantes, iniciativas que devem ser replicadas no Brasil.

    Por aqui, empresas estão promovendo cursos de Big Data, como é o caso da EMC. A fabricante abriu processo seletivo para a primeira edição da Summer School on Big Data (Escola de Verão EMC em Big Data). O curso gratuito reunirá, de 4 a 7 de fevereiro de 2013, pesquisadores de todo o Brasil para um programa focado em temas relacionados ao processamento e a análise de grandes volumes de dados.

    Como atuar na área

    Rappa explica o que constitui um trabalho em Big Data e os tipos de treinamento que os profissionais terão de buscar para atuar na área. Segundo ele, seria um equívoco descrever empregos em Big Data simplesmente a partir de um conjunto de ferramentas ou linguagens de programação.

    O profissional que vai lidar com a tecnologia tem de ser experiente para poder extrair conhecimentos significativos a partir da avalanche de dados que invade as organizações. “Aí é que nasce a figura do cientista de dados”, resume Fernando Belfort, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan.

    “Em meio a uma montanha de dados, o cientista de dados deve localizar padrões e identificar insights, fornecendo subsídios para que empresas identifiquem o melhor caminho para conduzir os negócios e conquistar diferencial competitivo”, explica Pedro Desouza, cientista de dados da EMC, que há 20 anos trabalha no segmento.

    Com a rápida evolução desse mercado, Rappa afirma que, hoje, há um déficit de talentos na área. “Precisamos fazer mais para alinhar as ofertas educativas com as necessidades de rápida evolução do mercado”, avalia.

    Ele afirma que no Instituto de Análise Avançada da Universidade da Carolina do Norte o número de vagas para profissionais interessados em especialização de Big Data dobrou do último ano para cá. “Se existissem mais dez institutos como esse, seriam 200 profissionais se formando ao ano. Ainda assim, isso representaria cerca de 1% do número de alunos matriculados em programas de MBA nos Estados Unidos”, destaca.

    Para alunos de graduação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática que querem seguir carreira em Big Data ele afirma que a boa notícia é que não é preciso um doutorado para atuar na área. “Tivemos grande sucesso com pessoas com nível de mestrado relatando que tiveram oportunidades imediatas”, relata.

    Desde a fundação do Instituto, em 2007, ano após ano, segundo ele, a demanda por alunos se intensificou. “Os alunos que se formaram em maio passado realizaram uma média de 16 entrevistas de trabalho, e mais de 80% tinham duas ou mais ofertas de emprego”, detalha. “Quarenta empregadores foram até o Instituto para tentar contratar. Os seis maiores contrataram dois terços da classe. Pelo quinto ano consecutivo, mais de 90% dos nossos alunos foram empregadas pela graduação. Salários médios continuam a aumentar ano após ano”, observa.

    No Brasil, lembra Belfort, não há certificações focadas no tema. “Esse profissional tem de ser criado pelas empresas e pela indústria a partir de uma necessidade”, ensina. “Fabricantes já começam a mapear o ecossistema para impulsionar o desenvolvimento da carreira de cientista de dados. Até porque, não se pode vender uma tecnologia sem ter quem operá-la. É como um barco sem comandante”, completa.

    Para ingressar nessa seara

    “Meu conselho para alunos de graduação é realizar um curso preparatório com os pré-requisitos necessários em matemática, estatística e ciência da computação, para se preparar para a pós-graduação. Isso significa ir além de um ano de cálculo e álgebra linear e matriz”, aconselha Rappa.

    Para quem já está mais tempo no mercado, Rappa afirma que é preciso mergulhar em um rigoroso e intensivo treinamento por cerca de dez meses. “Não há nada como a proximidade física para maximizar o aprendizado”, acredita.

    Como nem todos os profissionais podem abandonar seus trabalhos por dez meses, alguns podem acumular experiência na posição atual. “Certificações oferecidas por fornecedores e entidades podem ajudar os executivos a demonstrar seus conhecimentos e avançar a carreira”, completa.

    As habilidades técnicas são apenas uma parte do pacote, avalia Rappa. “Os empregadores querem pessoas que entendem os métodos e as aplicações de análise, mas também que estejam focados no problema de negócios. Além disso, é preciso ser capaz de trabalhar em equipes multifuncionais e estabelecer comunicação de ideias aos executivos”, afirma.

    Belfort afirma que o pessoal da área terá um salário acima da média e será disputado pelo mercado. “O profissional brasileiro de TI é um dos mais bem remunerados na América Latina e a tendência é que ele ganhe mais do que os demais”, observa.

    Eliminando as barreiras de falta de talento e especialização, o analista da Frost acredita que cada vez mais o mercado brasileiro vai diminuir a distância e o tempo de adoção da tecnologia em comparação com geografias mais maduros. “É uma evolução natural”, finaliza.

    Fonte: Computer World

  • Big data exige inteligência de segurança


    14 de setembro de 2012

    Apesar da evolução no uso da computação da nuvem, os gestores e executivos de TI sustentam que a segurança da informação segue sendo a grande ‘dor de cabeça’, revela estudo da Coleman Parkes Research, contratado pela HP, e realizado em julho com executivos norte-americanos.

    Tanto é assim que 73% dos entrevistados indicaram dificuldades em relação ao gerenciamento seguro de dispositivos móveis. Ao mesmo tempo, 66% dos entrevistados citaram dificuldades na proteção de big datas.

    O levantamento apurou ainda que a inteligência de segurança está em crescimento, com 82% dos entrevistados indicando que estão explorando medidas de Gerenciamento de Eventos e Informações de Segurança (SIEM).

    Ainda de acordo com o relatório, quase 71% dos executivos de negócios e tecnologia que foram entrevistados para o estudo disseram que a liderança de segurança de suas organizações estão participando de reuniões mais efetivas com outras áreas, como a de negócios, para juntos fomentarem políticas de acesso aos dados.

    Fonte: Convergência Digital

  • Conheça os avanços tecnológicos que ajudam deficientes a se inserir no mercado de trabalho


    12 de setembro de 2012

    Enquanto o mundo celebra as extraordinárias conquistas dos atletas paraolímpicos nos jogos de Londres, portadores de deficiências em todo o mundo enfrentam desafios cada vez mais sérios na luta por espaço no mercado de trabalho.

    As dificuldades físicas, aliadas ao preconceito e ignorância, ficam ainda mais difíceis de superar em tempos de recessão econômica.

    Muitos acreditam que a tecnologia – que auxiliou tantos atletas durante as Paraolimpíadas – tem um papel importante em permitir que o portador de necessidades especiais brilhe também fora do Parque Olímpico, realizando seu potencial nas mais diversas profissões. Para ajudar a entender esse cenário, temos alguns profissionais trabalhando para isso.

    Revolução Biônica

    Um dos líderes na batalha para que a tecnologia abra os caminhos do mundo aos portadores de deficiências está o americano Hugh Herr, professor do Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Massachusetts, Estados Unidos.

    Ele acredita que os avanços da tecnologia biônica podem liberar o potencial de uma força de trabalho que, até agora, vinha sendo subutilizada.

    “Eu prevejo uma revolução de biônicos”, disse Herr.

    “Estamos entrando em uma era biônica, onde começamos a ver tecnologia que é sofisticada o suficiente para imitar funções fisiológicas importantes”.

    Ele fala com convicção e tem boas razões para isso.

    Como diretor da companhia iWalk – que fabrica próteses robóticas que imitam as funções de membros do corpo humano – Herr trabalha com biônicos diariamente.

    Além disso, o professor personifica a revolução que prevê. Durante uma mal sucedida expedição de alpinismo em 1982, Herr sofreu ulcerações tão graves provocadas pelo frio que suas pernas tiveram de ser amputadas abaixo dos joelhos.

    Hoje, graças aos produtos que ele próprio desenvolveu, Herr continua a praticar alpinismo.

    As próteses biônicas que produz são tão avançadas que não apenas imitam as funções de uma perna humana normal – elas são, em vários aspectos, superiores. E estão disponíveis comercialmente em outros 50 centros espalhados pelos Estados Unidos.

    Um cliente da iWalk, um trabalhador de fábrica de Ohio, conseguiu voltar ao trabalho apenas duas semanas após ter suas novas pernas ajustadas.

    “Podemos colocar as pessoas de volta no trabalho, o que é (uma conquista) imensa. Só isso custaria ao Estado milhões de dólares”.

    “Além disso, podemos reduzir ou eliminar gastos”.

    Herr explicou que, quando uma pessoa manca, há efeitos colaterais, como dor nas costas e nas juntas. E eles tendem a aumentar com o passar dos anos.

    “Tivemos pacientes cuja dor foi cortada pela metade, ou em 75%, o que é bastante”

    Combatendo o estigma

    Para alguns, no entanto, não se trata de retornar ao antigo emprego e, sim, de conseguir um trabalho.

    Barbara Otto é diretora da ONG Think Beyond the Label, uma entidade que tenta auxiliar empresas que desejam contratar pessoas com necessidades especiais.

    A ONG criou um portal digital que funciona como uma rede social, permitindo que empregadores e força de trabalho façam contato.

    A entidade organiza, por exemplo, feiras online onde empresas e candidatos a empregos podem se encontrar.

    Com isso, Think Beyond the Label tenta romper o estigma que tantas vezes mantém pessoas com deficiência fora do mercado de trabalho.

    “A grande vantagem dessas feiras profissionais online é que não há necessidade de que as empresas viajem, e não há a necessidade de que as pessoas com deficiências viajem para um determinado local”.

    “Isso rompe quaisquer inibições que um empregador possa ter, ou que uma pessoa portadora de deficiência possa ter, ao entrar em contato”.

    Otto acredita que empresas têm muito a ganhar ao empregar pessoas com necessidades especiais.

    “Sempre digo, se você quiser contratar alguém que pense diferente, empregue uma pessoa portadora de alguma deficiência”.

    “Suas experiências diárias fazem com que procurem inovar”.

    “Quando buscamos inovações em design, tecnologia ou em usos de softwares, pessoas com deficiências são sempre capazes de oferecer essa inovação que faltava porque precisam inovar na sua vida diária”.

    Acesso ao trabalho

    Outra importante frente de batalha na luta para colocar portadores de deficiências no mercado profissional é garantir a eles o acesso ao local de trabalho.

    “A tecnologia terá um papel central nesse processo”, disse Alan Roulstone, professor de inclusão da Northumbria University, nas imediações de Newcastle, no norte da Inglaterra.

    Ele acredita que a grande estrela nesse palco são as tecnologias de navegação ambiental, ou sistemas de navegação por satélite adaptados para uso em prédios de escritórios.

    “Tendo em vista a maneira como a telefonia e as tecnologias de GPS (Global Positioning Systems) estão se desenvolvendo, acho que é apenas uma questão de tempo para que você tenha apps para celulares que permitam que pessoas com deficiências visuais, declínio cognitivo ou dislexia naveguem pelo ambiente”.

    Críticas

    Alguns observam com cautela a emergência de tecnologias capazes de nos levar além das fronteiras da natureza – particularmente no caso dos biônicos, que podem ser usados para aumentar as capacidades do corpo humano.

    Essas questões não preocupam Hugh Herr, do MIT Media Lab. E ele explicou por que:

    “Existe tanta dor e sofrimento no mundo hoje por causa de corpos que não funcionam muito bem. A narrativa dominante é construir uma sociedade onde essa dor e sofrimento sejam reduzidos”.

    “As pessoas, em geral, não acham que isso não seja ético”. E acrescentou:

    “Eu não consigo ver um problema em irmos além do que a natureza pretendia. Nós já fazemos isso, com celulares, bicicletas, carros e aviões”.

    Fonte: Uol Tecnologia

  • Big Data: o que sua empresa tem a ver com isso?


    6 de junho de 2012

    As ferramentas de integração de dados existem há anos, mas por que somente agora elas se tornaram importantes dentro do fenômeno de big data? A resposta está justamente no conceito relacionado a esse termo. O “big data” não se trata apenas de grandes quantidades de dados, mas sim do quão rápido uma organização pode transformar todo este amontoado de informações em conhecimentos práticos.

    No marketing, a aplicação do Big Data se faz necessária pelo simples fato de que toda a empresa pode conhecer mais profundamente seus clientes a partir destas ferramentas de análise de dados. No entanto, estas análises devem ir além dos dados gerados pelos sistemas transacionais, pois estes apenas medem apenas o que a empresa vendeu e não o que foi vendido e, muito menos, o que os clientes pensam sobre seus produtos.

    De acordo com Cezar Taurion, Technical Evangelist da IBM Brasil, a análise de outras métricas é importante nos dias atuais e um dos locais mais ricos em informações relevantes são as redes sociais. Atualmente temos cerca de 12 terabytes de tuítes no mundo, que permitem avaliar sentimentos positivos ou negativos em relação às companhias e seus produtos. Ou seja, a posse desta informação faz com que a empresa consiga avaliar a situação com mais conhecimento de causa.

    “Temos o exemplo de empresas como o site de encontros match.com, que continuamente analisa as características dos perfis das pessoas cadastradas, suas reações e estilos de comunicação para otimizar seus algoritmos e juntar casais que melhor se encaixem. Ou varejistas como WalMart e Kohl’s que analisam vendas, preços, variações econômicas e demográficas e, até mesmo, clima das regiões para selecionar e promover produtos em determinadas lojas, nos momentos certos”, comenta. “Estudos têm mostrado que os varejistas online que usam recursos de Big Data apresentam resultados (receita e EBITDA) significativamente superiores aos que não usam. E hoje qualquer varejista está no mundo online, seja 100%, como uma Amazon, ou menos, como os varejistas tradicionais. Mas uma parcela significativa e crescente do varejo caminha para ser online”.

    Para o executivo, uma análise contínua e em tempo real de informações, que circulam em um mundo cada vez mais instrumentado e conectado, é essencial para agir preditivamente. Isso significa que responder rápido às demandas dos clientes, realizar ações e promoções no momento certo e para o cliente certo são vantagens competitivas. Conseguir chegar ao estágio preditivo (prever o que o mercado demandará e agir antes) e não se manter no atual estado reativo, que acontece com muitas empresas, é a diferença entre se manter no mercado ou ser expulso dele.

    Pensando assim, o Big data tem efeito significativo nas aplicações CRM e que se relacionam diretamente com os clientes, as chamadas “customer-facing applications”.  Com elas, é possível aumentar consideravelmente o alcance e profundidade de conhecimento que as empresas têm sobre seus clientes, podendo identificar com precisão os melhores canais de comunicação para cada tipo de interação. Ele cria valor para as empresas descobrindo padrões e relacionamentos entre dados que antes estavam perdidos, não apenas em data warehouses internos, mas na própria web, em tuítes, comentários no Facebook e vídeos no YouTube.

    “Hoje, tecnologias como cloud computing e Big Data nos permitem chegar à personalização do cliente. Podemos atingir um cliente especifico com ações personalizadas, algo inimaginável há dez anos. O custo de armazenar e processar um byte cai cada vez mais. Assim, podemos considerar que a voz de cada cliente pode (e deve) ser ouvida e respondida da forma correta e pelo canal mais adequado. E apenas conhecendo o cliente e se antecipando às suas demandas é que geraremos mais valor por cada um deles, conseguindo sobreviver em um cenário cada vez mais competitivo”.

    Como implementar Big Data com sucesso?

    Primeiramente, o executivo afirma ser importante reconhecer que o Big data não é apenas um conjunto de tecnologias como Hadoop e MapReduce, mas demanda expertise e novos processos. Colocar Big Data em prática não é uma simples questão de instalar alguma nova tecnologia. As tecnologias impulsionadoras são fundamentais, mas é necessário também que a empresa adapte seus processos de negócio para explorar os insights gerados.

    Outro pré-requisito essencial é contratar especialistas como data scientist e CDO (Chief Data Officer). O data scientist é um profissional multidisciplinar, com habilidades em ciência da computação, matemática, estatística e, claro, conhecimentos sobre o negócio da empresa. Processos devem ser implementados de modo que as análises obtidas se transformem em valor, ou seja, gerem mais receita e lucratividade através de mais vendas.

    Fonte: Olhar Digital

  • Como descobrir o que os funcionários realmente pensam


    21 de maio de 2012

    Nos últimos anos, as empresas experientes têm intensificado o uso de ferramentas para análise de frases positivas e negativas que aparecem nas mídias sociais e em outras plataformas Web, sobre suas marcas, produtos, serviços e políticas, para descobrir o que os clientes pensam a respeito.

    Menos conhecido, mas uma realidade crescente, é o uso feito pelas empresas dessas mesmas ferramentas de análise de sentimento _ como a SAS, a Radian6, adquirida recentemente pela Salesforce.com (CRM), a Cloud9 Analytics, da Marketo, ou as soluções da Oracle (ORCL), SAP e Microsoft (MSFT) _ para coletar informações sobre seus próprios empregados.

    Fornecedores de software analítico confirmam que os clientes já estão usando essas ferramentas para avaliar o sentimento do empregado, embora os usuários ainda não estejam dispostas a falar publicamente a respeito.

    Por que as companhias decidiram se aventurar nesta área, que à primeira vista pode parecer um mar de problemas com a privacidade?

    As razões para a mineração das comunicações dos empregado variam muito. Uma dos mais básicas é lidar com litígios. Em um processo judicial onde milhares ou mesmo milhões de e-mails devem ser vasculhados atrás de pistas e provas, o poder do software de análise pode ajudar a tornar essa tarefa menos onerosa.

    Qualquer forma de comunicação textual pode ser analisada”, diz Elizabeth Charnock, CEO da Cataphora, uma empresa de Menlo Park, na Califórnia, fornecedora de software de análise. “Isso inclui até os fóruns públicos de discussão, o como o Yahoo Finance”, completa.

    Por exemplo, uma revisão de rotina de e-mails pode revelar que, entre o pessoal encarregado de determinado projeto, o número de palavras e frases negativas tem aumentado significativamente ao longo das últimas três semanas. Esse pode ser um sinal de alerta para que os gestores revejam o status do projeto e passem mais tempo se comunicando com o pessoal-chave, abordando suas preocupações.

    Aferição da Satisfação dos Empregados

    Se usada de forma criteriosa, este tipo de análise pode fornecer uma ferramenta mais eficaz para avaliar os fatores-chave (como satisfação no trabalho ) do que as pesquisas internas ou outros métodos tradicionais. Na mineração de dados não estruturados, os líderes de RH e gestão de equipes podem obter insights sobre o ânimo dos empregados, e as empresas podem identificar as áreas onde os funcionários estão insatisfeitos e desenhar estratégias para mudar o cenário, melhorando a produtividade, a retenção de funcionários e, em última instância, até o atendimento ao cliente.

    Fornecedores salientam que tão logo o software de análise de sentimento comece a ser usado, ele reunirá dados-chave, automaticamente e passará a gerar relatórios, sem ocupar o tempo da equipe. Ao eliminar processos manuais, acabando com a dependência de pesquisas estruturadas, o software poderá aumentar a eficiência, fornecendo informações úteis de forma rotineira e confiável. Ao longo do processo, insights poderão ser tirados a partir de uma complexa variedade de dados, de toda a empresa, incluindo vários locais e idiomas diferentes.

    Além de promover o engajamento dos funcionários, o conhecimento obtido a partir da linha de frente os funcionários com contato direto com os clientes pode ser usado em procedimentos de revisão de vendas ou no desenvolvimento de programas de treinamento.

    Privacidade em jogo

    Algumas empresas já monitoram as comunicações dos empregado em sites externos, tais como Facebook. O objetivo final, segundo Jeff Catlin, CEO da Lexalytics, fornecedora de software de análise de sentimento de Amherst, em Massachusetts, nos Estados Unidos, não é controlar os indivíduos, mas avaliar as atitudes dos funcionários, e por sua vez, utilizar os dados na promoção de atitudes positivas por parte da empresa.

    Sem dúvida, o grande desafio, neste momento, é determinar a melhor forma de usar esta tecnologia emergente.

    “Muitas empresas estão interessadas em fazê-lo, mas estão tentando encontrar a linha mais apropriada”, diz Charnock. “Ou seja, ninguém se preocupa com um empregado tendo um dia ruim ou com um humor irritadiço. A análise dessas informações é uma boa prática e não viola a privacidade individual, na opinião de Jeff.

    “Se a maioria dos seus funcionários realmente desaprova alguma coisa, é a hora de a empresa e seus executivos tomarem consciência disso”, diz.

    Uma distinção importante é o grau em que a informação é pública, em primeiro lugar, de acordo com Catlin. Ele ressalta que os tweets no Twitter são claramente externos e públicos, mas listas internas de e-mail e wikis estão em uma fronteira perigosa. As informações postadas lá podem ir parar em qualquer lugar, embora sejam destinadas principalmente ao público interno.

    Um dos pontos mais relevantes em relação à análise de sentimento dos empregado é saber se a informação para tal foi recolhida numa base agregada ou individual.

    “Tenha muito cuidado sobre o respeito a privacidade individual ao usar ferramentas de análise do sentimento empregado”, diz ele. Análise agregada deve ser menos ameaçador para todos os interessados. Os empregadores devem ser informados sobre a prática e como ela funciona”, observa ele. “É obrigação do empregador deixar claro que o empregado está sendo olhado de forma cumulativa”, diz Smith.

    Ainda assim, os empregadores que adotam a tecnologia deve estar preparados para, pelo menos, algum nível de revolta do empregado.

    “Esse empregar certamente corre o risco de ser visto como o Big Brother”, diz Catlin. “Mesmo que ele tenha promovido o debate sobre a maneira correta de utilizar as tecnologias emergentes.”

    Segundo ele, o direito das empresas de saber o que está acontecendo em suas redes deve ser equilibrado com o conhecimento que todos os indivíduos têm de saber que estão sendo monitorados, como e com qual objetivo.

    Os empregadores devem “agregar os dados de todos a usuários e descobrir a essência das queixas, sem individualizá-las”, diz Catlin. “Dessa forma, a empresa pode corrigir fraquezas reais, em vez de mirar o mensageiro.”

    Fonte: CIO

  • Como deve agir a TI para obter aprovação do CIO em projetos?


    29 de março de 2012

    Quando as equipes de TI de data center e instalação se reunem com o Chief Information Officer (CIO) para falar sobre a possibildiade de aquisição de equipamentos, as conversas raramente são fáceis. A tecnologia que procuram muitas vezes é cara, na faixa de seis ou sete dígitos, e justificar o investimento pode ser um desafio.

    Durante um fórum realizado recentemente em Las Vegas, no Estados Unidos, alguns gestores compartilharam suas técnicas para obter a aprovação do CIO para comprar novos equipamentos. Como a discussão foi informal, estabeleceu-se que nenhum nome seria publicado.

    Um ponto comum da discussão é que na maioria das grandes empresas, o CIO está cada vez mais visto pela equipe técnica como alguém de negócios e com conhecimento técnico limitado. Esse pode ser o primeiro obstáculo para viabilizar um projeto.

    Torne o projeto real
    “Os CIOs, hoje, não entendem os projetos do ponto de vista técnico”, disse um gerente de TI. Outro apontou que “conforme o tempo passa, os CIOs estão cada vez menos técnicos”.

    CIOs querem visualizar o business case e o retorno sobre o investimento (do inglês ROI) por trás do pedido do equipamento. “Você geralmente precisa falar com eles em termos de negócios”, disse uma pessoa na mesa redonda.

    O processo também significa definir o pedido de forma que os benefícios do projeto, bem como as consequências de não investir nele, sejam facilmente visualizados. Um gerente aconselhou, por meio de uma abordagem simples, uma aproximação com o CIO. “Deixe-me dizer o que de ruim pode acontecer se você evitar realizar esse investimento”, apontou.

    Apresentações devem ser curtas

    O que os gerentes de TI observam é que quanto maior a empresa, menos tempo o CIO tem para você. Um dos executivos recomendou resumir a solicitação de equipamentos ou projeto em uma folha de papel. O gerente também sugeriu chegar à reunião com uma apresentação que pode ser entregue em um prazo de cinco minutos.

    Alguns na mesa redonda disseram que os CIOs podem, por vezes, fazer perguntas fora do foco do projeto. A razão, sugeriram eles, é “eles estão vendo se esse projeto é algo que você está realmente disposto a lutar.”

    Seja diplomático e educado
    É importante garantir que as pessoas que assinam a compra de plataformas de TI em uma empresa ou instituição entendam o que você está fazendo, alguns aconselham. Uma boa dica é conhecer as pessoas no departamento de finanças que trabalham com compra de TI.

    Um gerente disse que sempre que instala um novo equipamento, ele convida a equipe da área Financeira para visitar o data center para que elas vejam a tecnologia funcionando. Construir essas relações pode ajudar a vender os projetos futuros. “Isso torna mais tangível”, afirmou.

    Ofereça opções

    A ideia de dar alternativas aos CIOs estimulou o debate. Um gerente recomendou ir ao encontro com o chefe com três opções: uma opção high-end “tudo-o-que-precisamos”, outra “essa-vai-nos-ajudar-a-realizar-o-trabalho” e, por fim, uma opção de esqueleto. “Uma delas vai funcionar”, apontou um dos profissionais de TI. Apareceu também uma sugestão para oferecer abordagens de curto prazo.

    Ao sugerir alternativas ao CIO, assinalou um defensor dessa abordagem, “é possível oferecer algum controle sobre a solução”. Mas há ceticismo sobre essa prática. “Se você dá a opção superbarata, ele pode ficar com ela e então você está preso a essa sugestão”, observou um participante.

    Fonte: Computer World

  • Conheça 5 passos para a empresa se preparar para Big Data


    16 de março de 2012

    Big Data está sendo visto pelos analistas do mercado como uma vantagem estratégica para os negócios no futuro. Agora, é apenas uma questão de tempo para as companhias começarem a pensar em iniciativas para lidar com a grande quantidade de dados.

    O fenômeno, apontam os consultores, é diferente de data warehousing. Isso porque, hoje, os dados são gerados com mais velocidade e de diferentes fontes, ao contrário daqueles do passado, a maior é de natureza não estruturada.

    Blogs, redes sociais, sensores, máquinas e ferramentas estão gerando localização com base em um universo de dados não estruturados, que quando capturados, gerenciados e analisados rapidamente, podem ajudar as companhias a descobrir eventos e padrões que não seriam capaz de reconhecer antes.

    “Coletamos dados há muito tempo, mas eles eram muito limitados e as organizações não sabiam como lidar com eles”, afirma Paul Gustafson, diretor de programas de tecnologia de vanguarda da Computer Sciences Corp. Segundo ele, os dados eram coletados e modelados de acordo com a estratégia da empresa. Agora, o mantra é coletá-los e conectá-los.

    Veja a seguir cinco importantes ações para que os gerentes de tecnologia da informação construam a base para o Big Data.

    1. Faça um balanço dos dados
    Quase todas as organizações têm a possibilidade de acesso a um fluxo equilibrado de dados não estruturados, sejam eles dirigidos às redes sociais ou gerados a partir de sensores que monitoram os andares de uma fábrica, por exemplo. Mas produzir uma enxurrada de informação não significa que é imperativo salvar e manusear cada byte gerado.

    “Com a corrida inicial em torno de Big Data, as pessoas estão sentindo uma necessidade artificial de compreender todos os dados fora de blogs ou sensores”, observa Neil Raden, analista do instituto de pesquisas Constallation Research. Parte dessa ansiedade vem de fabricantes e consultores que buscam promover a próxima onda da computação empresarial. “Existe essa tendência que vem de pessoas que estão comercializando a tecnologia”, afirma Raden.

    Os gerentes de TI mais antenados vão resistir a essa vontade e observar de que forma os dados podem ser úteis para a organização e ainda mapear quais não são. Um primeiro passo é fazer um inventário do dados criados internamente e determinar quais as fontes externas. Dessa forma, é possível preencher lacunas no conhecimento para adicionar valor aos negócios, afirma Raden.

    Depois disso, o departamento de TI deve continuar com projetos focados, em vez de optar por aqueles que são muito ambiciosos. “Você tem de gastar alguns milhões de dólares para iniciar um projeto para ver se vale a pena”, aconselha Raden.

    2. Deixe que prevaleçam as necessidades dos negócios
    Você já deve ter lido ou ouvido antes, mas o alinhamento da TI com os negócios é fundamental para uma iniciativa tão ampla e variada como Big Data, dizem os analistas. Muitas das oportunidades de Big Data começaram em áreas fora da TI: os departamentos de marketing são exemplo. Eles têm buscado no fenômeno uma forma de obter mais conhecimento sobre as necessidades dos clientes e identificar tendências de compras por meio das redes sociais.

    Se por um lado os especialistas em disciplinas específicas dos negócios reconhecem as oportunidades para fazer dinheiro, é de responsabilidade da TI assumir o controle dos conceitos de “partilha de dados” e “data federation” que fazem parte da estratégia de Big Data.

    “Isso não é algo que o departamento de TI pode fazer sozinho”, comenta Dave Patton, principal analista da Indústria de Gestão da Informação da PricewaterhouseCoopers. “Caso contrário, será difícil obter o sucesso da iniciativa se ela não estiver alinhada aos objetivos de negócios”, completa.

    3. Reavalie a infraestrutura

    De acordo com Beyer e outros especialistas, Big Data exige grandes mudanças na infraestrutura de servidores e armazenamento na maioria das empresas. Para os analistas do mercado, os gestores de TI precisam estar preparados para expandir seus sistemas para lidar com informações em expansão, sejam elas estruturadas ou não estruturadas.

    Essa visão requer considerar a melhor abordagem para os sistemas, tornando-os extensíveis e escaláveis. É necessário desenvolver um plano para integrar todos os sistemas que alimentam a análise de Big Data.

    “Hoje, a maioria das empresas tem sistemas distintos e opera em silos”, diz Anjul Bharmbhri, vice-presidente para produtos Big Data da IBM. Ele acrescenta ainda que os CIOs realmente precisam ter uma estratégia para atender a diferentes sistemas e departamentos, pois é vital para obter as respostas corretas.

    4. Estruture os dados

    O mundo do Big Data vem com uma longa lista de novas siglas e tecnologias que provavelmente nunca estiveram antes na mira dos CIOs.

    Ferramentas de código aberto para lidar com Big Data estão recebendo mais atenção, como Hadoop, MapReduce e NoSQL e já começam a ser usadas por grandes companhias como Google e Facebook. Muitas dessas tecnologias ainda são imaturas e exigem habilidades específicas do pessoal de TI.

    Outras plataformas importantes para o mundo do Big Data incluem analytics, analytics in memory e data warehouse. Os gerentes de TI e as equipes precisam entender a essas novas ferramentas para garantir que estarão aptos para tomar as melhores decisões sobre Big Data.

    5. Prepare sua equipe
    A maioria das empresas de TI conta com apenas o talento necessário para dar os passos seguinte com Big Data. Por isso, as capacidades analíticas são as mais cruciais e as que mais faltam às equipes de TI.

    A consultoria McKinsey projeta que em 2018, somente nos Estados Unidos, o mercado vai demandar de 140 mil a 190 mil especialistas em métodos estatísticos e análise de dados. A busca por cientistas de dados estará em alta.

    Os números da consultoria mostram a necessidade por gerentes que conhecem e têm formação em análise preditiva e estatística. Os líderes de TI têm de estabelecer algumas mudanças para vencer esse novo mundo.

    Enquanto os melhores líderes de TI do passado foram, em parte e parcialmente, engenheiros de infraestrutura, os gerentes de TI do futuro serão uma combinação de cientistas de dados e engenheiros de processos de negócios, aponta o instituto de pesquisas Gartner.

    Fonte: Computer World

  • Como as empresas podem se proteger dos trolls?


    22 de novembro de 2011

    A internet tem sido por muito tempo um parque de diversões para exercitar a raiva, especialmente quando se trata da relação entre consumidores e empresas. Um professor de psicologia da University of the Rockies examinou as motivações desses “reclamões crônicos” da web e descobriu uma saída a partir das mídias sociais, para as companhias que procuram maneiras de minimizar danos e explorar oportunidades de negócios.

    David Solly, da University of the Rockies, uma instituição especializada em ciências sociais e comportamentais, disse que as reclamações – seja na internet ou em frente a um espelho – aliviam o stress e deixam o resmungão fisicamente melhor. E a web, com sua quantidade interminável de fóruns sociais, dá aos consumidores “a capacidade de expressar suas opiniões com grandeza em escala mundial”.

    Solly afirma que utilizar um meio impessoal e sem confronto, como o Twitter ou Facebook, transmite a reclamação para um público mais distante, oposto de estratégias “cara a cara”, que influenciam apenas aqueles que estão por perto. Dar voz às reclamações na web também deixa um ar de proteção e anonimato, além de um “sentimento de grande poder e controle autoritário” sobre a situação. “Eles têm a percepção de que estão transmitindo sua mensagem para o público…e realmente estão”.

    De acordo com uma pesquisa feita esse ano pela Pew Internet, 65% dos adultos na rede estão utilizando as redes sociais, e alguns deles definem o Facebook em suas vidas como mais importante do que dar descarga após usar o banheiro. Sendo assim, não é uma grande surpresa que a empresa de análise Webs revelou que 69% dos donos de empresas estão utilizando recurso de social media em suas companhias, e entre aqueles que ainda não utilizam, 41% afirmam que irão iniciar nos próximos três meses.

    Para empresas que procuram acalmar os detalhistas implacáveis, a Solly sugere que as companhias se conectem a eles em seus próprios ambientes, o que pode transformar críticos ferrenhos em defensores de uma marca. O conceito psicológico é que, ao autenticar a necessidade de poder e controle do usuário que reclama pode criar uma conectividade valiosa. “Mostrar aos clientes que a empresa se preocupa com eles, independentemente se for um elogio ou reclamação, proporciona uma sensação de acolhimento e constrói uma lealdade” escreveu a Solly.

    Porém em um nível mais profundo, reclamações crônicas a partir de um sentido de identidade disfuncional, e fornecendo um desejo de simpatia e validade emocional pode simplesmente alimentar uma necessidade e dar continuidade ao comportamento negativo, de acordo com a Psyology Today. Logo, se sua empresa está caminhando nessa direção, tome cuidado: é sempre uma má ideia alimentar os trolls.

    Fonte: IDGNow

  • Cinco passos para melhorar a conexão Wi-Fi da sua empresa


    8 de novembro de 2011

    Laptops costumavam ser os únicos dispositivos na rede WiFi de uma empresa. Contudo, o Wi-Fi se tornou um padrão utilizado por um leque gigantesco de aparelhos, incluindo desktops, notebooks, netbooks, tablets, smartphones, impressoras, dispositivos de armazenamento e projetores.

    Para determinar se você precisa ou não melhorar sua rede wireless, é preciso saber quais são os novos recursos estão disponíveis para os equipamentos Wi-Fi mais recentes, e como eles podem aprimorar os serviços que você proporciona.

    1. Melhorar a velocidade
    As velocidades das conexões sem fio aumentaram de um máximo de 11 Mbps com 802.11b para até 300 Mbps ou mais, a partir do padrão 802.11n. Já que a intensidade do sinal por ter um efeito grande na velocidade, criar áreas com uma cobertura maior através de múltiplos pontos de acesso e antenas melhores podem ser boas escolhas para deixar a velocidade maior. Mas existem algumas ressalvas com velocidades maiores.

    Em primeiro lugar, o 802.11n foi de 50 Mbps para 300 Mbps através do uso de técnicas incluindo multiplicação de vários canais, porém esses podem não ser compatíveis com determinadas marcas e produtos, fazendo com que o dispositivo volte ao nível básico de padrão de rendimento. Além disso, existem duas frequências diferentes: 2.4GHz e 5GHz; muitos pontos de acesso utilizam ambas as bandas,  entretanto depender de apenas uma pode influenciar nos resultados.

    2. Maior cobertura
    Muitos pontos de acesso contam com múltiplas antenas, geramente configuradas em série (mais comum é 3×3), o que permite uma cobertura melhor em áreas próximas a paredes, mais alcance e uma recepção mais forte a longas distâncias. Múltiplas antenas podem ser utilizadas em um ou dois modos, em série ou em dupla para as duas frequências diferentes. É recomendável que o usuário tenha pontos de acesso diferentes para as duas frequências, para aprimorar a cobertura e os resultados.

    3. Fique de olho na segurança
    Todo administrador deve ficar atento às configurações de segurança dos pontos de acesso. Na verdade, algumas fabricantes (incluindo a D-Link e a Belkin) mudaram o padrão da página de configurações de rede – o antigo username ‘admin’ e o campo de senha em branco – para um nome de usuário aleatório e uma senha; mesmo assim, ainda é uma boa ideia fazer alguns ajustes na segurança. Muitos pontos de acesso permitem vários grupos de usuários, logo é possível configurar uma rede de visitantes separada que permite aos usuários acessarem a web, mas não outros recursos locais como servidores de arquivo e impressoras.

    Padrões de segurança têm se tornado mais fáceis de serem configurados e mais difíceis de serem burlados com o passar dos anos. Há novas técnicas que podem trocar senhas automaticamente com novos dispositivos em redes wireless, porém podem não funcionar de maneira simples com aparelhos que estejam utilizando sistemas operacionais antigos, como o Windows XP.

    4. Qualidade do serviço
    Quando existem dezenas ou centenas de dispositivos em uma rede, com alguns fazendo atividades relacionadas ao trabalho e outros fazendo streaming de vídeos divertidos, é importante garantir que as aplicações importantes recebam banda suficiente. Alguns roteadores podem determinar a qualidade de serviço para assegurar que certas tarefas ou protocolos recebam a quantidade de banda suficiente, enquanto restringem ou diminiem o acesso à aplicações que não são essenciais.  Por isso, fique atento na página de configurações de seu roteador.

    5. Ferramentas de gerenciamento
    Uma das razões pelas quais roteadores Wi-Fi de nível empresarial custam muito mais do que um simples, que transmita a mesma velocidade, são os recursos adicionais que são oferecidos. Tais ferramentas podem exibir todos os pontos da sua rede, rastrear quais dispositivos e usuários estão se conectando, identificar usuários, aparelhos ou pontos de acesso que não deveriam estar lá e ajuda a determinar se alguém entrou na rede em um equipamento em casa ou se um hacker conseguiu acesso. Aparelhos mais novos podem controlar o alto rendimento, proporcionar uma cobertura melhor, intensidade de sinal e segurança e até segregar o tráfico para proteger sua conexão sem fio de usuários sem autorização. Se você estiver recebendo reclamações dos usuários a respeito da conexão sem fio, veja quais são os novos dispositivos que chegaram no mercado, e qual deles se adequa melhor às suas necessidades.

    Fonte: CIO