Blog do TreinaWeb
Dicas, notícias e informações sobre cursos, programação, webstandards e desenvolvimento web.Posts com a Tag ‘TI’
-
Veja quatro dicas para lidar com os desafios de TI
8 de maio de 2012
Um grupo profissionais explica três estratégias para lidar com os desafios de ambientes de TI, cada vez mais complexos. Avaliar o software em termos de vulnerabilidades antes de o comprar, mudar de fornecedor e não de expectativas, e fazer mudanças de forma frugal são as suas recomendações.
Avaliar o software quanto às suas vulnerabilidades
É a filosofia adotada na Universidade de West Virginia: a instituição pede, cada vez mais, aos fornecedores de software para submeter os seus produtos propostos a um exame de avaliação de vulnerabilidades, antes de comprá-los.
“Faz parte do processo de contratação”, explica Alex Jalso, diretor-assistente de segurança da informação na universidade. O responsável utiliza o software IBM AppScan Enterprise como ferramenta de avaliação de vulnerabilidades, de análise e de correção de fragilidades de código.
Jalso diz que o processo de análise permite à instituição ter um olhar mais profundo sobre o código. Como este é propriedade intelectual do fornecedor, a universidade compromete-se a trabalhar sob sigilo e não divulgar qualquer questão que possa surgir.
A organização ainda não convenceu todos os seus fornecedores de software, mas caminha nessa direção. A AppScan também é usado pela universidade para analisar eventuais falhas de segurança em aplicações Web desenvolvidas internamente antes de elas entrarem em produção.
Qual é a importância deste aspecto? Jalso diz que tenta antecipar a identificação de pontos fracos no software, capazes de se tornarem um caminho de ataque para hackers e malware.
Há uma série de questões jurídicas a considerar, também, como não violar as diretrizes de proteção de dados relacionadas com várias normas (HIPAA, PCI e FERPA). A universidade considera que não é pedir demais a um fabricante que sujeite o seu software a um teste de vulnerabilidade – e na realidade, nem o é fazer isso várias vezes conforme ocorram mudanças na base do código, diz Jalso.
Mudar de fornecedor em vez de alterar expectativas
Ross Elliott é gestor da rede para as escolas públicas de Brick Township, em Nova Jersey, um distrito com 12 escolas e 10 mil alunos. O departamento de TI para o distrito escolar oferece acesso à Internet com fio e sem fio, para alunos e professores.
Mas a parte mais aberta da rede sem fio mostrou sinais de tensão e congestionamento quando o número de alunos a usá-la aumentou, no início de 2011. Como efeito colateral, o firewall Astaro e o serviço da Comcast “não estavam funcionando bem juntos”, explica Elliott. Segundo este responsável, a configuração de firewall, baseada num “proxy”, foi um importante fator para a queda de desempenho.
Contudo o responsável também estava insatisfeito com o suporte fornecido. O nível de disponibilidade da rede estava descaindo e em junho, a rede sem fio começou a ter desempenhos muito fracos e “no departamento de TI, estávamos sendo bombardeados com telefonemas”, conta.
O departamento da escola foi capaz de resolver os problemas de rede durante o verão, atualizando a largura de banda e adotando uma firewall da SonicWall. E Elliott diz que podem ser necessárias mais mudanças na natureza de acesso à rede da escola para suportar os acessos por dispositivos móveis.
Outro caso, na Columbia Grammar and Preparatory School, em Nova Iorque, a equipe de TI geria cerca de 450 computadores Macintosh para uso em salas de aula, e não estava feliz com o desempenho dos servidores da Apple. Por isso, mudou para servidores Windows, durante o verão passado, obtendo melhores desempenhos no apoio aos computadores Macintosh, de acordo com Adam Gerson, codiretor de tecnologia da escola.
Embora seja um auto-proclamado fã dos Mac, em uma “escola Mac”, isso não o impediu de experimentar uma alternativa aos servidores da Apple.
Corrigir ligeiramente
Como em muitos sistemas escolares nos Estados Unidos, os professores realizam cada vez mais procedimentos de rotina online em vez de usarem papel. É o caso do grupo de cinco escolas do Belchertown School District, em Massachusetts.
Professores e alunos vão a plataformas online para obter material das aulas e outro tipo de suporte. O distrito começou a usar uma aplicação chamada PowerSchool, configurada com Cisco UCS para executar desktops virtuais VMware View, ligados a uma plataforma de armazenamento NetApp FAS2020.
Mas de acordo com Scott Karen, diretor de tecnologia para o distrito escolar, havia indícios de problemas de excessiva latência relativa à configuração das máquinas virtuais quando muitos estudantes tentavam autenticar-se e usar o sistema ao mesmo tempo. Além disso, quando os professores usavam as plataformas nas salas de aula, simultaneamente, deparavam-se com a lentidão das mesmas, e a ocorrência de erros de arquivo.
A falta de capacidade de “caching” nos velhos sistemas NetApp FAS era um problema, diz Karen. E adotar um sistema da NetApp maior e mais recente não era atraente do ponto de vista econômico.
No entanto, como participante regular do grupo de usuários locais da VMware – onde os problemas são discutidos e, sim, os fabricantes mostram os seus produtos – Karen descobriu uma solução mais econômica. Decidiu adotar um sistema de dois nós Avere FXT para otimizar as capacidades de leitura e registo que resolveu o problema.
Fonte: Computer World
-
Como aumentar a colaboração interna no departamento de TI
19 de abril de 2012
Já faz algum tempo que o gerentes de TI lamentam a tensão entre as equipes encarregadas de mudar o negócio (desenvolvimento) e aquelas responsáveis por mantê-lo funcionando (operações). Na verdade, a maioria das organizações sofre essa maldição, e os estereótipos que refletem essa animosidade não são poucos.
Equipes operacionais, por exemplo, enxergam os integrantes da equipe de desenvolvimento como pessoas sentadas em suas torres de marfim produzindo código de todos os dias, criando aplicativos sem considerar as restrições do mundo real. Por outro lado, desenvolvedores veem o pessoal de operação como mantenedores da infraestrutura, responsáveis por mantê-la sempre disponível, sempre a postos para impedir que ela seja afetada por código mal escrito.
Esses estereótipos existem porque os comportamentos organizacionais, com uma área sempre pronta a culpar a outra pelas falhas, acirrar conflitos. As duas partes devem agir rapidamente para mudar.
O conceito de DevOps (desenvolvimento + operações) tem sido apontado por muitos como a maneira das duas áreas passarem a trabalhar juntas, de forma eficiente e harmônica, para beneficiar o negócio. Mais especificamente, a Forrester define DevOps como um conjunto de processos, métodos e sistemas de comunicação, integração e colaboração entre as funções de TI responsáveis pelo desenvolvimento das aplicações, infraestrutura e operações. Faz parte do trabalho de devs e ops estarem alinhados e colaborarem um com o outro.
Líderes de TI podem começar a construir uma relação mais próxima entre aqueles que criam o software e os que mantêm tudo funcionando, em produção, considerando as seguintes ações:
1. Alterar a gestão de mudança
A reputação do pessoal de operação é a de resistir às mudanças, porque todo mundo – pessoal operacional, desenvolvedores, e os próprios clientes – passou a acreditar que a mudança é ruim. Falhas de serviço são frequentemente atribuídas a mudanças, por isso, se poucas são executadas, menos falhas ocorrerão. Esta associação ridícula apenas nos diz que o nosso processo de gestão de mudança é falho, muitas vezes profundamente.
Da mesma forma que conseguimos conciliar objetivos aparentemente contraditórios, como disciplina e velocidade, os profissionais de desenvolvimento deverão olhar os de operações como parceiros, não como um obstáculo irritante. O pessoal operacional da área de gestão de mudanças permite garantir que o processo está sendo executado de forma consistente. Todas as alterações realizadas fora do processo devem ser identificadas e corrigidas imediatamente.
2. Aumentar a comunicação entre as áreas, para que o grupo de desenvolvimento conheça melhor a área de operações
Para melhorar a compreensão, reduzir o preconceito e melhorar a percepção, as equipes de TI precisam melhorar a comunicação. O objetivo é adaptar as práticas de trabalho para garantir uma maior colaboração entre as áreas em novas iniciativas de TI. Essa colaboração não só ajuda a maximizar ganhos, como também a melhorar a qualidade das soluções de TI.
3. Educar os desenvolvedores de aplicações sobre a evolução de I&O orientada a serviço
Líderes de TI devem estender a ITIL ao gerenciamento de serviços. Com a introdução da ITILv3, em 2007, o quadro já não é mais centrado na operação. Ela explica todas as fases do ciclo de vida de serviços, incluindo aqueles relacionados com a área de desenvolvimento. É preciso educar os profissionais de desenvolvimento e operações a identificarem como ferramentas de automação de serviços podem colaborar para a implantação dos processos de TI e usá-las. A abordagem certa dele levar o pessoal de desenvolvimento a desejar ter um papel em ITIL e não se sentirem forçados a isso.
4. Considere o desenvolvimento de aplicações como serviço
A declaração pode soar chocante e provavelmente ofensiva para alguns desenvolvedores, mas o desenvolvimento de aplicações é, em última análise, um subcomponente do serviço geral de TI. O líder de TI deve trabalhar para reposicionar o até então isolado grupo de desenvolvedores dando a eles um papel mais central, de parceiros do pessoal de infraestrutura e operações na prestação de serviços relevantes para clientes comuns.
5. Compreender e gerir a diversidade de opiniões sobre a entrega de serviços
Existem razões pelas quais alguns de nós gostam de trabalhar em desenvolvimento e por que os outros odeiam programação. No entanto, essa não é uma desculpa para não trabalhar juntos para o bem do negócio. A liderança de TI precisa assegurar que haja um melhor mix de habilidades e tipos de personalidade nos grupos funcionais de TI. A revisão dos processos de gestão de pessoas deve ser feita em conjunto com o RH. Isto irá identificar problemas e lacunas nos conhecimentos e habilidades do pessoal de TI.
6. Integrar TI às áreas de negócio
Pare de repetir o mantra de alinhamento das áreas de TI e negócios e trabalhar para tornar-se de fato um facilitador de um parceiro de valor estratégico. A TI não deve estar alinhada ao negócio, simplesmente porque a TI é o negócio! As equipes de TI precisam entender como o seu trabalho está em sintonia com os objetivos mais amplos do negócio. Ter uma equipe eficaz, que compreenda isso, é essencial para posicionar a área de TI como um grupo que pode aumentar a vantagem competitiva da empresa por meio da tecnologia e da inovação.
Fonte: Olhar Digital
-
Conheça os nove círculos do inferno da TI
17 de abril de 2012
Passe tempo suficiente na indústria de tecnologia, e você eventualmente se encontrará no inferno da TI – um local não muito diferente do submundo descrito por Dante em sua “Divina Comédia”.
Nos centros de dados, salas de conferências e cubículos, a versão deste inferno na área de TI não é alegoria. É um teste muito real de sanidade e alma.
Quantos de nós têm sido abandonados no limbo por nossos fornecedores de TI, só para venderem facilidades. Quantas vezes fomos acusados de heresia por argumentar a favor ou contra o uso de código aberto? Certamente muitos de nós foram vítimas de fraude e traição por parte dos fornecedores.
Felizmente, como no universo poético de Dante, há maneiras de escapar dos nove círculos do inferno de TI. Mas tenha cuidado: de uma outra para outra você pode ter que enfrentar seus próprios demônios para fazê-lo.
1° Círculo do Inferno de TI: Limbo
Descrição: Um pântano lamentável onde nada é feito e a mudança é impossível
Pessoas que você encontra lá: Usuários presos por fornecedores, departamentos algemados por bloqueios de software, organizações refém de desenvolvedores.
Há muitas maneiras de cair no Limbo. Quando os problemas surgem e os vendedores começam a apontar o dedo uns para os outros, quando você está preso a um software de baixa qualidade, sem alívio à vista, quando seus programadores o deixam preso, sem nada poder fazer a não ser começar de novo a partir do zero.
Você sabe que está no Limbo quando “os caras software começam a dizer que o problema está no hardware enquanto os caras hardware dizem que o problema está no software”, diz Dermot Williams, diretor da Threatscape, uma empresa de segurança de TI com sede em Dublin, na Irlanda . “Passe a eternidade neste círculo e você vai descobrir que, sim, é possível que ninguém seja culpado e todos se sintam culpados, ao mesmo tempo”, completa o executivo.
Algo semelhante acontece quando os vendedores de aplicativos culpam o OS, e fornecedores de sistemas operacionais culpam dos desenvolvedores de aplicações, aponta Bill Roth, vice-presidente executivo da empresa de gerenciamento de dados LogLogic. “A Oracle diz que é culpa da Red Hat, enquanto a Red Hat culpa a Oracle”, diz ele. “O suporte de TI é ruim de ambos os lados.”
Como escapar: “Quando você está cavando um buraco no inferno, a primeira coisa a fazer é parar de cavar e escalar o seu caminho para fora”, diz Roth. Isso significa ter certeza que você tem o conhecimento técnico em casa para resolver seus próprios problemas, pode adotar código aberto para evitar os bloqueios de software, e ter tempo para refatorar seu código para que você possa ser mais eficiente da próxima vez.
2° Círculo do Inferno de TI: Luxúria Techie
Descrição: Uma caverna profunda repleta de montanhas de aparelhos descartados, com criaturas lutando para alcançar o topo
Pessoas que você encontra lá: Quase todo mundo, em algum momento.
O círculo da luxúria techie permeia praticamente todas as áreas de uma organização.
Inclui desenvolvedores que abandonam a manutenção das ferramentas em uso para abraçar tecnologias mais recentes, sem parar para entender primeiro essas novas estruturas e metodologias. Gestores que querem aparelhos novos (como o iPhone) e inventam uma razão pela qual eles devem tê-los, independente do impacto sobre as políticas de TI. Executivos que se fixam em conceitos que mal entendem (como a nuvem) e acionam todos os recursos de uma organização por trás do medo de perder concorrência.
“Na realidade, todos nós visitamos o círculo da luxúria, cedo ou tarde”, diz Lowe. “O problema com a luxúria techie é o acúmulo de coisas. Você pode ficar atolado para sempre no “nós não podemos terminar este projeto, porque uma nova ferramenta acabou de sair e estamos começando tudo de novo”.
Como escapar: é difícil se libertar do círculo da luxúria techie, admite Lowe. “Nós todos amamos coisas novas”, diz ele. “Mas você tem que saber o que é bom o suficiente para começar a trabalhar com, e aprender a ser feliz com o que você tem.”
3° Círculo do Inferno de TI: Gula dos Stakeholders
Descrição: Um pântano fétido cheio de usuários de negócios insaciáveis que exigem mais e mais recursos, não importa o custo
Pessoas que você encontra lá: Demônios de vendas e marketing, finanças e administração. Este círculo é dolorosamente familiar para qualquer um que já tentou desenvolver um aplicativo de negócios, diz Dermot Threatscape, da Williams.
“Até o fim do projeto, as especificações, orçamentos e cronogramas reais não têm qualquer semelhança com as que você começou estimou, graças aos usuários que continuam acrescentando mais recursos”, diz Williams . “Um desenvolvedor que tenha a infelicidade de cair nesse círculo nunca vai realmente alcançar o nirvana de oferecer “todo os recursos “, porque a especificação, em si, nunca estará totalmente finalizado.”
Como escapar: há apenas um caminho para fora, e isso implica enfrentar algumas duras realidades, diz Williams. “Para escapar deste círculo é melhor empunhar o espelho mágico da verdade dolorosa”, diz ele. “Esta arma poderosa faz os demônios olharem em seus próprios corações escuros e perceberem que, em última análise, são eles que mais têm a perder com a inclusão desenfreada de recursos.”
4º Círculo do Inferno de TI: a ganância corporativa
Descrição:Uma fornalha acre onde criaturas se afogam em um rio de ouro derretido
Pessoas que você encontra lá: Os executivos e acionistas. Também: Donald Trump
Este círculo é preenchido com aqueles que colocam o ganho financeiro pessoal à frente das necessidades dos clientes, diz Anthony R. Howard, consultor de tecnologia.
“Quando os arquitetos de TI estão trabalhando em projetos capazes de trazer dezenas de milhões de dólares, o pessoal da torre de marfim quer que a receita entre o mais rápido possível para que possam apresentá-la à turma de Wall Street – e recolher seus bônus”, diz ele. “Ao mesmo tempo, os clientes querem tudo, incluindo os produtos que não existem ainda.”
Como escapar: A habilidade política, a dedicação ao cliente, o suporte e a gestão são as únicas maneiras de sair desse círculo, diz Howard. “Você tem que descobrir como entregar os resultados que eles querem de alguma outra forma.”
5º Círculo do Inferno de TI: Raiva do desenvolvedor
Descrição: Um poço de enxofre, fumaça e fogo onde geeks crescem
Pessoas que você encontra lá: programadores, desenvolvedores, executivos C-level
No mundo do desenvolvimento de software, os prazos são constantes, a pressão é intensa, e refletem nos temperamentos. Os habitantes deste círculo tendem a gritar primeiro e perguntar depois.
Larry Roshfeld, vice-presidente executivo de Sonatype, provedora de soluções de governança open source, diz que sua equipe trabalhou recentemente com uma grande instituição financeira para o desenvolvimento de software personalizado para a divisão comercial do banco. Mas quando a equipe jurídica do banco examinou o código, encontrou centenas de conflitos de direitos autorais que levariam semanas para resolver.
“A equipe da área comercial começou a gritar que precisava da aplicação o mais rápido possível”, diz ele. “Outra equipe ficou sabendo disso e também começou a reivindicar a atenção do pessoal de desenvolvimento, preocupada com o fato da demora no desenvolvimento do aplicativo da equipe de vendas prejudicar o desenvolvimento que precisava.” A equipe legal, por sua vez, garantia que o uso do aplicativo não seria liberado até que as questões com licenças e direitos autorais fossem resolvidos. “Ouvi palavrões que eu nunca tinha ouvido antes. As pessoas estavam literalmente espumando pela boca enquanto gritavam umas com as outras, em uma verdadeira guerra.”
Como escapar: Você pode evitar a maioria dos conflitos mantendo todos informados de cada passo do caminho, diz Roshfeld. “Em nosso exemplo, se a equipe de desenvolvimento tivesse as informações de licenciamento nos estágios iniciais do desenvolvimento, poderia ter tomado decisões mais acertadas, capazes de evitar a crise”, diz ele. “Tomar conhecimento de falhas críticas no final do processo de desenvolvimento inevitavelmente conduz ao caminho do quinto círculo.”
6º Círculo do Inferno de TI: Heresia Tech-cult
Descrição: Um labirinto insondável, onde todos os caminhos levam ao mesmo destino, iluminado pelos fogos de descrentes queimando na fogueira
Pessoas que você encontra lá:Fanboys da Apple, Google e Microsoft, wikipedistas, defensores do uso doe código aberto, e qualquer outro membro de um culto da área de TI
Onde verdadeiros nerds crentes se reúnem, o resto do mundo é lançado na cova de heresia.
Sistemas aberto versus software proprietário, Apple versus Microsoft – não importa que lado você defenda, haverá sempre uma heresia, do outro lado, diz David O’Berry, engenheiro de sistemas estratégicos da McAfee.
Como escapar: Depende do grau de fanatismo e da crença no poder da “evangelização”, diz O’Berry. Você pode evitá-los, mantendo a mente e os olhos bem abertos. “No momento em que você começa a tratar algo como um fanático, você reforça a noção de que o assunto é uma religião”, diz ele. “Não é religião, é negócio. O mundo sobrevive com compromisso. Ir longe demais em um sentido ou no outro não fará você resolver os problemas.”
7º Círculo do Inferno de TI: a violência do fornecedor
Descrição: Um local sombrio cheio de ogres com cortes de cabelo caríssimos, empunhando carteiras Louis Vuitton
Pessoas que você encontra lá: Advogados
No mundo da TI, a violência contra indivíduos é lamentável, mas felizmente rara. Já a violência entre as empresas é comum – e os danos colaterais muitas vezes muito mais extensos.
“Quando as empresas não podem competir de forma justa, elas ficam predatórias”, observa O’Berry. “Acontece quando todos os processos de patentes começam a aparecer.
Como escapar: Saindo do círculo de empresa contra empresa, a violência só pode ser possível através de ação coletiva, diz O’Berry. “Quando você aperta o único ecossistema para a sua vantagem, e não se preocupa com as empresas que você matou ao longo do caminho, eventualmente, as pessoas vão dizer basta”, diz O’Berry. “Precisamos equilibrar a nossa natureza capitalista com alguma forma de responsabilidade social.”
8º Círculo do Inferno de TI: Práticas fraudulentas e hackers malévolos
Descrição: Um local escorregadio onde demônios espreitam nas sombras e nada é como parece
Pessoas que você encontra lá: Scammers, spammers, hackers black hat e administradores de sistemas desonestos
O oitavo círculo do Inferno de TI é povoado por almas perdidas que abusam de seus privilégios de acesso para roubar dinheiro, dados e propriedade intelectual, ou simplesmente promover danos em resposta a alguma percepção errada.
Como escapar: Você pode evitar cair no círculo de fraude melhorando o monitoramento dos privilégios de acesso. “As pessoas com mais poder – administradores de rede e de sistemas – muitas vezes não são controlados de forma alguma”, diz ele. “Você precisa ser capaz de ver o que estão fazendo e controlá-los em um nível granular. Quando as pessoas sabem que estão sendo monitoradas, tendem a manter seus narizes limpos “.
9º Círculo do Inferno de TI: Traição techie
Descrição: Um deserto gelado, cheio de almas perdidas desesperadamente agarrando as facas nas costas
Pessoas que você encontra lá: funcionários descontentes, os rivais de trabalho, qualquer geek rancoroso
Inveja, calúnia, subterfúgios e sabotagem – todos eles são apenas infelizes partes da vida de TI, diz Anthony R. Howard.
Como escapar: A possibilidade de traição aconselha ter um bom gestor do seu lado, diz Howard.
-
Três dicas para vencer desafios do ambiente de TI
20 de janeiro de 2012
São três as estratégias usadas por um grupo profissionais para lidar com os desafios de ambientes de TI, cada vez mais complexos. Ou seja, avaliar o software em relação às vulnerabilidades antes de comprar, mudar de fornecedor e não de expectativas e fazer mudanças de forma frugal.
1- Avaliar o software quanto às suas vulnerabilidades: é a filosofia adotada na Universidade de West Virginia. A instituição pede, cada vez mais, aos fornecedores de software para submeter os seus produtos propostos a um exame de avaliação de vulnerabilidades, antes de comprá-los.“Faz parte do processo contratual”, explica Alex Jalso, diretor-assistente de segurança da informação na universidade. O responsável utiliza o software IBM AppScan Enterprise como ferramenta de avaliação de vulnerabilidades, de análise e de correção de fragilidades de código.
Jalso diz que o procedimento de análise permite à instituição ter um olhar mais profundo sobre o código. Como é de propriedade intelectual do fornecedor, a universidade compromete-se a trabalhar sob sigilo e não divulgar quaisquer questões que possam surgir.
A organização ainda não convenceu todos os seus fornecedores de software, mas caminha nessa direção. A AppScan também é usada pela universidade para analisar eventuais falhas de segurança em aplicações web desenvolvidas internamente antes de entrarem em produção.
Qual é a importância desse aspecto? Jalso diz que se trata de antecipar a identificação de pontos fracos no software, capazes de se tornarem um caminho de ataque para hackers e malware.
Há uma série de questões jurídicas a considerar, também, como não violar as diretrizes de proteção de dados relacionadas com várias normas (HIPAA, PCI e FerpaA). A universidade considera não ser pedir demais a um fabricante que sujeite o seu software a um teste de vulnerabilidade – e na realidade, nem mesmo fazer isso várias vezes conforme ocorram mudanças na base do código, diz Jalso.
2- Mudar de fornecedor em vez de alterar expectativas: Ross Elliott é gestor da rede para as escolas públicas de Brick Township, em Nova Jersey, um distrito com 12 escolas e 10 mil alunos. O departamento de TI para o distrito escolar oferece acesso à Internet com fio e sem fio para alunos e professores.
Mas a parte mais aberta da rede sem fio mostrou sinais de tensão e congestionamento quando o número de alunos usuários aumentou, no início de 2011. Como efeito colateral, a firewall Astaro e o serviço da Comcast “não funcionavam bem juntos”, explica Elliott. Segundo ele, a configuração de firewall, baseada num “proxy” pode ter sido fator importante.
Contudo, o responsável também estava insatisfeito com o suporte fornecido. O nível de disponibilidade da rede sofria queda e em junho a rede sem fio começou a ter desempenho fraco e “o departamento de TI foi bombardeado com telefonemas”, conta.
O departamento da escola foi capaz de resolver os problemas de rede durante o verão, atualizando a largura de banda e adaptando firewall da SonicWall. E Elliott diz que podem ser necessárias mais mudanças no acesso à rede da escola para suportar os que são realizados por meio de dispositivos móveis.
A Columbia Grammar and Preparatory School, em Nova York, tinha cerca de 450 computadores Macintosh para uso em salas de aula, e não estava feliz com o desempenho dos servidores da Apple, há muito tempo. Por isso, mudou para servidores Windows, obtendo melhores desempenhos no apoio aos computadores Macintosh, de acordo com Adam Gerson, codiretor de tecnologia da escola. Embora seja um fã dos Mac, numa “escola Mac”, não deixou que isso o impedisse de experimentar uma alternativa aos servidores da Apple.
3-Correção rápida: como em muitos sistemas escolares nos Estados Unidos, os professores realizam cada vez mais procedimentos de rotina online em vez de usarem papel. É o caso do grupo de cinco escolas do Belchertown School District, em Massachusetts.
Professores e alunos vão a plataformas online para obter material das aulas ou outro tipo de suporte. O distrito começou a usar uma aplicação chamada PowerSchool, configurada com Cisco UCS a executar desktops virtuais VMware View, ligados a uma plataforma de armazenamento NetApp FAS2020.
Mas de acordo com Scott Karen, diretor de tecnologia para o distrito escolar, haveria indícios de problemas de excessiva latência relativa à configuração das máquinas virtuais, quando muitos estudantes tentavam autenticar-se e usar o sistema ao mesmo tempo. Além disso, quando os professores usavam as plataformas nas salas de aula, em simultâneo, deparavam-se com a lentidão das mesmas, e a ocorrência de erros de arquivo.
A falta de capacidade de “caching” nos velhos sistemas NetApp FAS era um problema, diz Karen. E adotar um sistema da NetApp maior e mais recente não era atraente do ponto de vista orçamental, para o distrito escolar.
No entanto, como participante regular do grupo de usuários locais da VMware, Karen descobriu uma solução mais econômica. Decidiu adotar um sistema de dois nós Avere FXT para optimizar as capacidades de leitura e registo.
Foi rapidamente colocado a funcionar, trouxe a latência para um nível tolerável, e constituiu uma lição sobre virtualização de desktops.
Fonte: Computer World
-
Quatro pegadinhas das métricas em TI
15 de dezembro de 2011
Era um help desk excelente. Então, seu CIO, querendo resultados mensuráveis, estabeleceu que a métrica de incidentes resolvidos por semana era adequada para a avaliação de desempenho. A empresa em questão tinha três unidades de help desk: uma para cada local importante. O resultado de uma delas foi muito pior que a das outras duas, e foi castigada por isso.
O que ele estava fazendo de errado? Ser eficiente demais. Seus gestores tinham estabelecido um programa de autosuficiência dos usuários que reduziu muito o número de chamados. Os analistas consumiram bastante tempo educando os funcionários a serem mais independentes e sofisticados no uso da tecnologia. O resultado foi menos incidentes para resolver, juntamente com níveis mais elevados de eficácia dos funcionários.
Moral da história: seu resultado nitidamente superior, resultou em métricas de desempenho pobres.
“Você não pode gerenciar o que não pode medir”, afirma o lendário guru da administração Peter Drucker. Ele está certo, mas não o suficiente. O fato é que é muito mais fácil obter métricas erradas do que certas, e o dano causado a partir das métricas erradas geralmente excede o benefício potencial das métricas certas.
A métrica certa depende do entendimento claro do que a companhia quer realizar. Imagine que em vez de trabalhar em TI você seja um policial rodoviário. Se seu objetivo é pegar quem anda acima da velocidade máxima permitida, sua métrica será o maior número de multas emitidas por agente por hora. Se, por outro lado, seu objetivo for minimizar a quantidade de excesso de velocidade nas estradas, você vai garantir que cada carro da polícia esteja altamente visível, e a métrica passará a ser o menor quantidade de multas emitidas.
Uma razão aparentemente inteligente nem sempre é realmente inteligente
Qualquer objetivo que não possa ser transformado claramente em um número permite a manipulação para que os interessados o considerem atingido ou não. Talvez sua organização não tenha definido as métricas necessárias para avaliar um objetivo. Muitas vezes, elas e os instrumentos para chegar a elas, são especificados antes da definição do objetivo. E talez aí esteja o “x” da questão.
A SMART é uma técnica de definição de metas muito popular. Ela representa (com algumas variações) os objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e e em tempo (ou com prazo).
Quem poderia argumentar contra uma técnica de formulação de objetivos como essa? A resposta: quem prefere a prevenção para a solução de problemas, ainda que, com poucas exceções, as ações preventivas sejam mais difíceis de medir.
A prevenção bem-sucedida é indistinguível na ausência de risco. Qualquer um que tenha trabalhado em projetos Y2K, sabe bem. Muitos foram acusados de desperdiçar dinheiro da empresa em um falso problema diante da não ocorrência do caos anunciado para o dia 1º de janeiro de 2000.
Será que eles definiram claramente o método ou sistema de medição que seria usado para monitorar o seu objetivo: evitar a parada dos sistemas com a troca da data?
Há, ao que parece, quatro maneiras diferentes de realizar métricas erradas. Você pode:
- Medir as coisas certas de forma ruim.
- Medir as coisas erradas, bem ou mal.
- Negligência a medição de algo importante.
- Estender as métricas a funcionários individuais.
O primeiro problema é o mais fácil de evitar. Depois de saber o que você precisa medir – quais são seus objetivos – as falhas mais comuns são fáceis de detectar e corrigir. Um exemplo comum é não dar pesos diferentes para atividades diferentes. Nosso exemplo de help desk teria falhado este teste, mesmo que a taxa de resolução fosse a medida certa: todas as chamadas para o help desk foram contadas de forma igual, mesmo que resultassem em quantidades dramaticamente diferentes de tempo para resolução dos problemas.
O segundo problema é mais difícil de detectar. Foi o pecado cometido no caso do help desk. A taxa de resolução não era o elemento mais importante para medir. O tempo de trabalho do usuário gasto para resolver dificuldades técnicas é o que importa.
As empresas devem querer também que seus funcionários aproveitem ao máximo as ferramentas disponíveis para eles. É um outro objetivo muito importante e de difícil mensuração. O gerente de help desk reconhecia essa importância e instituiu programas nessa direção.
E aí chegamos na quarta e mais polêmica falácia métricas – ampliar as métricas para funcionários individuais. Por mais tentadora que seja, é quase sempre uma proposta perdedora, porque os empregados quase sempre descobrirão as formas como as métricas são aplicadas.
Métricas não importam se não forem associadas a maneiras de saber se a organização está ou não alcançando os objetivos mais importantes. Caso contrário, seus administradores estarão voando sem instrumentos. O desafio é medir direito, porque há coisas piores do que voar sem instrumentos. Entre elas, voar com base em instrumentos que permitem leituras falsas.
Fonte: Computer World
-
Seis funções de TI que serão muito bem remuneradas em 2012
9 de dezembro de 2011
Apesar das previsões sinistras sobre como a computação em nuvem vai reduzir os departamentos de TI, 2012 pode vir a ser um grande ano para alguns profissionais. O próprio modelo de cloud computing criou novas funções para profissionais de TI, e a proliferação de smartphones e tablets despertou demanda por desenvolvedores de software. O mercado de trabalho de TI, que experimentou uma forte recuperação em 2011, após a recessão, deve ser ainda mais brilhante em 2012, apesar dos desafios econômicos globais. Especialmente no Brasil, onde os profissionais mais qualificados já têm salários acima da média mundial para as respectivas funções.
Quer mais uma boa notícia? Em todo o país, e no exterior, com exceção dos países europeus, as companhias estão competindo por talentos em TI. Aqui estão as seis empregos de TI que os especialistas dizem que terão maior demanda e os melhores salários em 2012. A melhor parte: muitos desses trabalhos também são divertidos, sério.
1. Desenvolvedores de aplicativos móveis
Profissionais de TI que possam desenvolver aplicações para dispositivos móveis são commodity em TI hoje em dia. Especialistas em RH concordam que este grupo irá permanecer nesta posição invejável até 2013, como as empresas correndo para adaptar os seus sites e aplicativos para smartphones e tablets.
A demanda por desenvolvedores de aplicativos móveis é óbvia na Dice.com, onde anúncios de emprego para Android e iPhone cresceram 129% e 190%, respectivamente, em relação a 2010. Nos Estados Unidos, um desenvolvedor Android pode exigir entre 70 dólares por hora a 100 dólares por hora em um contrato.
2. Os desenvolvedores de software
Desenvolvedores de aplicativos baseados em PC não devem se sentir desprezados por seus colegas móveis. As empresas precisam de sua quota de Java,. NET, C #, SharePoint, e desenvolvedores web. Java continua sendo uma plataforma quente, por ser aberta, falar com qualquer sistema de back-end, e ser usada em grandes organizações para transferir dados de sistemas legados. Conseqüentemente, a faixa salarial para os desenvolvedores Java nos Estados Unidos parte de 60 mil dólares por ano até 150 mil dóalres por ano, dependendo da experiência. A taxa média dos contratos para os desenvolvedores Java é de 90 dólares por hora. Salários-base para os desenvolvedores Web variam de 61 mil dólares por ano a 99 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.
3. Designers de UE
Como muitas das empresas estão desenvolvendo aplicativos-se para PCs ou dispositivos móveis, voltados para o cliente, precisam de interfaces com usuário ou designers de UE (User Experience) para garantir aplicações intuitivas e divertidas de usar. A Robert Half afirma que os salários iniciais para os designers de UE vão subir 6,7% em 2012.
4. Profissionais de TI Segurança
Como as ameaças à segurança da informácão e as crescentes violações de dados, as organizações precisam de profissionais de TI que possam afastar ataques de malware e ladrões cibernéticos. A oferta de anúncios de emprego na Dice.com para vários tipos de profissionais de “cibersegurança” aumentaram 141% em 2011 sobre o ano anterior.
Organizações que começam a migrar para o modelo de computação em nuvem também estão estimulando a demanda por profissionais de segurança de infraestrutura, diz Prescient Solutions ‘Irvine. “Ao colocarem aplicativos na nuvem, as empresas têm mais caminhos na Internet”, diz ele. “Eles têm que ter um ambiente mais seguro para controlar entradas e saídas de um ambiente para o outro.”
A Robert Half projeta aumentos de 6% nos salários-base para os analistas de segurança de dados.
5. Arquitetos de Data Warehouse, analistas e desenvolvedores
O desejo das empresas para extrair percepções dos petabytes de dados em seus sistemas de back office impulsionam a demanda por arquitetos de data warehouse, analistas e desenvolvedores. As empresas farão um grande esforço em 2012 para limpar e organizar seus dados para que possam fazer melhor uso deles.
A Robert Half espera que os salários-base para os analistas de data warehouse subam 6,7%, podendo atingir o patamar de 119 mil dólares por ano em 2012. Já os salários dos desenvolvedores de data warehouse poderão ter contratos com taxas variando de 65 dólares a 85 dólares por hora. Arquitetos de data warehouse podem ganhar 160 mildólares por ano ou 80 dólares (ou mais, dependendo da experiência) por hora em contrato.
6. Profissionais de infraestrutura
Computação em nuvem não vai eliminar empregos em infraestrutura. Agora e em 2012, as migrações para cloud computing e Windows 7 migrações aquecem a demanda por engenheiros de rede e administradores de sistemas.
As empresas estão procurando profissionais de TI que possam configurar e gerenciar servidores virtuais e ambientes virtuais de armazenamento, que possam identificar quais aplicações são as mais utilizadas, e que sabem como realocar armazenamento em disco rígido entre as várias aplicações.
Engenheiros de rede devem ver os seus salários subirem 5,8% devido ao aumento da demanda em 2012, para uma faixa de 75 mil dólar ea a 108 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.
Fonte: CIO
-
Dez verdades que a TI deve aprender a aceitar
14 de setembro de 2011
Em um mundo perfeito, a sua rede não sofreria nenhuma degradação de serviço ou ataque. Você ficaria em conformidade perfeita com todos os regulamentos do governo, e seus usuários seriam todos auto-sustentáveis. A nuvem tomaria conta de quase todas as suas necessidades de infraestrutura, e não haveria um único dispositivo de acesso a rede você não aprovasse primeiro e controlasse.
Você receberia, finalmente, o respeito e a admiração que você realmente merece.
Infelizmente, o fosso entre seus sonhos e a realidade ura e fria só fica maior a cada dia. Isso não significa que você deva desistir, mas que você precisa cair na real sobre o que você pode mudar e o que você deve aceitar.
Aqui estão 10 cenários que os times de TI devem aprender a conviver.
1:: A revolução do iPhone chegou para ficar
Mais e mais nos dias de hoje os locais de trabalho se assemelham a uma festa nerd do tipo BYOD (traga seu próprio dispositivo). O problema? Muitos departamentos de TI nunca receberam um convite ou se dispuseram ao RSVP.
Pesquisas realizada pela IDC para a Unisys, em maio de 2011, descobriu que 95 por cento dos profissionais da informação utilizam tecnologia pessoal no trabalho – ou seja, aproximadamente o dobro do que os executivos das mesmas empresas entrevistadas estimaram. E a IDC prevê que o uso de smartphones de propriedade dos empregados no local de trabalho vai dobrar até 2014.
Nathan Clevenger, arquiteto chefe de software de dispositivos móveis da empresa de gestão ITR e autor ddo livro “iPad na empresa” (Wiley, 2011), diz que o iPhone e iPad são os catalisadores para o consumo de TI. Departamentos de tecnologia podem permitir que eles sejam usados de forma segura ou assumir as conseqüências do risco.
“É melhor que a TI suporte os dispositivos e as tecnologias demandas pelos usuários, porque de qualquer modo eles usarão a tecnologia pessoal para fins comerciais”, diz Clevenger. “Essa é uma situação muito mais perigosa do ponto de vista de segurança do que apoiar a dispositivos de consumo, em primeiro lugar.”
É preciso encontrar um meio termo entre tentar (sem sucesso) manter a tecnologia de consumo fora do local de trabalho, e permitir o acesso irrestrito à rede a partir de qualquer dispositivo, diz Raffi Tchakmakjian, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Trellia.
“O BYOD é um cenário com o qual os departamentos de TI estão aprendendo a conviver, mas lutam para gerenciá-los com segurança”, diz ele. “Torna-se muito difícil garantir a conformidade com padrões corporativos e ainda atender às necessidades de negócios. Eles precisam de uma solução de gestão que garanta a segurança dos dados corporativos e permita gerir os custos com um impacto mínimo nas operações de TI e infra-estrutura.”
2:: Você perdeu o controle sobre como sua empresa usa a tecnologia
Não são apenas os dispositivos pessoais de consumo que estão invadindo o local de trabalho. Hoje, um usuário da empresa sem absolutamente nenhum talento para a tecnologia pode contratar serviços de terceiros, na nuvem, com apenas um telefonema e um cartão de crédito ou, em muitos casos, um formulário Web e um clique. A TI perdeu o controle sobre ele.
Isso não é necessariamente uma coisa ruim. O universo crescente de nuvem e aplicativos móveis pode dar aos usuários de negócio acesso rápido aos recursos de tecnologia que precisam, sem criar uma carga adicional sobre a equipe ou os orçamentos de TI.
“Durante anos, a TI tem controlado a cada aplicação, e o processo em torno da tecnologia”, diz Jeff Stepp, diretor da Consultoria Copperport. Agora, seu trabalho não é mais o de fornecer todas as soluções, mas permitir que os usuários de negócios tomem as decisões corretas, diz Scott Goldman, CEO da TextPower, fabricante de plataformas de mensagens de texto para o negócio.
“Em vez de lutar para recuperar o controle, os departamentos de tecnologia devem se esforçar por algo mais valioso: ter influência”, diz ele. “Quando os departamentos de TI passam a tratar seus usuários como clientes em vez de queixosos, ficam mais próximos dos resultados que desejam. Os dias do todo-poderoso departamento de TI se foi. Quanto mais cedo eles percebem isso, mais rápido eles vão realmente recuperar algum nível de controle.”
3:: Você sempre enfrentará algum tempo de inatividade
Eventualmente, até mesmo os data centers com melhor manutenção vão cair. E, nessa hora, se você tiver redundância, perfeito. Você é um dos poucos sortudos a trabalhar em um ambiente ideal.
Em setembro de 2010 , uma pesquisa com mais de 450 gerentes de data center, patrocinada pela Emerson Network Power e realizada pelo Instituto Ponemon, revelou que 95 por cento deles já sofreram pelo menos um desligamento não planejado durante os últimos 24 meses. A duração média do tempo de inatividade: 107 minutos.
Em um mundo perfeito, todos os centros de dados seriam construídos em torno de arquitetura altamente redundante, onde nunca a carga máxima seja superior a 50 por cento, diz Peter Panfil, um vice-presidente de Liebert AC Power, uma divisão da Emerson Network Power. Eles seriam capazes de lidar com cargas de pico, mesmo quando os sistemas críticos falhassem e outros estivessem em manutenção, com a possibilidade de recuperação separada pronta para entrar em operação em caso de um desastre de toda a região.
No mundo real, no entanto, 100 por cento o tempo de atividade só é possível se você estiver disposto a pagar por ele, e a maioria das empresas não é, diz Panfil.
Organizações onde o tempo de atividade é essencial para a sobrevivência estão segmentando seus data centers, acrescenta ele, reservando-se a alta disponibilidade para seus sistemas mais críticos e aceitando menos em outro lugar. Se seu e-mail cai por meia hora, é chato, mas não é fatal. Se o seu sistema de transações em tempo real cai, sua empresa pode perder milhares de dólares por minuto.
“É sempre melhor ter a capacidade e não precisar usá-la e a não ter”, diz ele. “Mas as pessoas que estão assinando os cheques nem sempre fazem essa escolha.”
4:: Seus sistemas nunca serão totalmente compatíveis
Como o tempo de atividade, a adesão 100 por cento é um objetivo nobre, mais teórica do que prática. O seu nível de cumprimento irá variar dependendo de que indústria você está, diz Mike Meikle, CEO do Grupo Hawkthorne. Organizações em áreas fortemente regulamentadas, como as de saúde ou finanças, provavelmente não estarão em plena conformidade porque as regras mudam com muita frequência, assim como as diferentes maneiras que podem ser interpretadas.
“É seguro dizer que, assim como nenhuma rede pode ser 100 por cento segura, nenhuma organização pode ter certeza que é de 100 por cento compliance”, diz ele. “Se um fornecedor está tentando vender um produto que garante o cumprimento perfeito, está mentindo.”
Outro risco é cair na armadilha de conformidade, em que as organizações gastam demasiados recursos tentando ficar em sincronia com os regulamentos, ignorando outras partes mais vitais de suas operações, diz Meikle.
“As organizações que lutam pelo cumprimento de regulamentos, muitas vezes caem em outras áreas”, diz ele. “Estar em conformidade com os regulamentos não significa necessariamente que você está fazendo o que você precisa fazer para o seu negócio. Compliance é realmente apenas um componente de gestão de risco, que é um componente de governança corporativa. É uma questão de negócios abrangente que precisa ser tratada como tal.”
5:: A nuvem não vai resolver tudo (e pode até romper algumas coisas)
Nuvens estão no horizonte das equipes de TI. De acordo com pesquisas do Gartner, mais de 40 por cento dos CIOs esperam executar a maioria das suas operações de TI na nuvem, até 2015.
Mas, mesmo a nuvem não é a solução definitiva. Confiabilidade, segurança e perda de dados continuarão a causar dores de cabeça para os departamentos de TI – eles simplesmente têm menos controle sobre o material que está na nuvem.
“A perda de dados é inevitável em qualquer organização e ainda pode acontecer na nuvem”, diz Abhik Mitra, gerente de produto do Kroll Ontrack, empresa de consultoria especializada em gestão de informações e recuperação de dados. “As empresas devem se preparar para o pior, planejando com o seu fornecedor o tempo de inatividade e de recuperação de dados, de migração e de perda catastrófica. Segurança dos dados será sempre uma preocupação, apesar dos avanços das soluções de cloud.”
A nuvem também introduz um novo problema: como as organizações podem medir com precisão os gastos com TI, especialmente porque os usuários de negócios contratam seus serviços em nuvem sem supervisão de TI. O chamado “shadow IT” pode causar dores de cabeça para empresas e departamentos de tecnologia forçando-os a valorizarem mais os serviços que prestam, diz Chris Pick, diretor de marketing da Apptio, fornecedora de soluções de tecnologia de gestão de negócios.
“Pela primeira vez, os usuários de negócios têm uma escolha entre as ofertas do departamento de TI e as que os usuários podem contratar por conta própria”, diz ele.
6:: Você nunca terá o suficiente
Os departamentos de TI muitas vezes querem o mais justo quando se trata de terceirização, mas não é provável obtê-lo, diz Meikle.
A indústria de terceirização de tecnologia é muito mais madura do que, digamos, a de terceirização de serviços de RH. A solução para os problemas de mão de obra de TI, diz Meikle, é aproveitar os terceirizados e integrar com eles, tanto quanto possível.
“Os profissionais de TI precisam entender que eles trabalham para eles mesmos primeiro, e depois para a organização”, diz ele. “Eles precisam continuar desenvolvendo sua rede de contactos e de marketing, e desenvolver uma marca pessoal, mesmo quando eles são empregados. Goste ou não, os profissionais de TI podem ter que desembolsar algum dinheiro, pessoalmente, para pagar a sua educação, lembrando que isso pode render dividendos quando a situação fica ruim.”
7:: A sua rede já foi comprometida
Todo mundo quer que as suas redes para sejam fáceis de gerenciar e de difícil violação. De acordo com a pesquisa mais recente do Computer Security Institute, 4 em cada 10 organizações experientes já sofreram com infecção por malware, ataques de bot nets, ou foram alvo de alguma tentativa de invação em 2010. Outros 10% sequer sabiam se as suas redes tinham sido violadas.
Uma abordagem mais inteligente é começar com a suposição de sua rede já foi comprometido e projetar a segurança em torno disso, diz Wade Williamson, analista sênior da ameaça a segurança da rede da empresa Palo Alto Networks.
8:: Os segredos mais profundos da sua empresa estão a apenas um tweet de distância
Seus funcionários estão usando redes sociais no trabalho, seja isso permitido ou não. O problema? De acordo com pesquisas da Panda Software, um terço das pequenas e médias empresas sucumbiram às infecções de malware distribuídas através de redes sociais, enquanto que quase um aem cada quatro organizações enfrentaram vazamentos de dados confidenciais.
“O comportamento de pessoas usando a mídia social é como o seu comportamento através de e-mail há 10 anos”, diz Rene Bonvanie, vice-presidente de marketing mundial da Palo Alto Networks. “Com o e-mail, nós aprendemos a nunca clicar em nada. Mas por dentro da mídia social, as pessoas clicam em cada URL porque confiam no remetente. É por isso que botnets controladas há cinco anos estão voltando à ativa agora, via redes sociais. É um grande risco.”
Mesmo as organizações que usam soluções de segurança para mídias sociais ou ferramentas de prevenção de perda de dados não podem impedir que os fãs do Facebook ou do Twitter vazem segredos da empresa ou outros fatos embaraçosos para o mundo, diz Sarah Carter, vice-presidente de marketing da Actiance, fabricante ferramentas de segurança Web 2.0.
“O mais importante é a educação”, diz Carter. “Educar, reeducar e educar novamente. Coloque a tecnologia de treinamento de soluções no lugar, onde você pode lembrar os usuários sobre os riscos e também sobre a política da empresa para uso de sites não são relevantes para os negócios.”
9:: Seus usuários nunca deixarão de precisar de suporte
É o sonho de qualquer departamento de TI. Se eles pudessem tirar os usuários carentes das suas costas, poderiam ter mai tempo para se dedicar a outras tarefas mais nobres. Mas apesar dos investimentos em bases de conhecimento on-line e soluções de suporte automatizado, a noção de que as organizações podem abandonar o suporte presencial é ainda a coisa de ficção científica, diz Nathan McNeill, diretor de estratégia da Bomgar, fabricante de aparelhos de suporte remoto.
“A TI pode tratar de vários problemas comuns nos ambientes de auto-suporte – como redefinições de senhas, etc – mas sempre será mais fácil o contato pessoal para lidar com as questões pontuais e mais complexas”, diz ele. “Mesmo que a tecnologia milagrosamente funcione 100 por cento do tempo, os usuários não serão capazes de descobrir o que precisam nelas 100 por cento do tempo.”
Em vez do suporte self-service, as organizações fariam melhor se investissem em soluções de assistência remota, diz Chris Stephenson, co-fundador da empresa de consultoria de gestão Arryve.
10:: Você nunca vai ter o respeito que você merece
Não importa o quanto sua equipe trabalhe e como é vital para a existência de uma empresa. Os profissionais de TI não devem esperar obter respeito fora de suas próprias fileiras.
“O que o pessoal de TI quer é ser apreciado, valorizado e entendido”, diz Steve Lowe, fundador e CEO da Innovator, desenvolvedora de software personalizado. “E isso acontece tão raramente.”
A melhor maneira de conseguir algum respeito? Conquistá-la todos os dias, diz Lowe.
“A principal coisa que os líderes de TI podem fazer para combater esses equívocos é o foco na prestação de serviços de extraordinário valor para a empresa”, diz Lowe. “Encontre um lugar onde um pouco de tecnologia terá um retorno enorme. Se você puder demonstrar que a TI faz a diferença, que torna as tarefas mais fáceis para os executivos, estará a um passo de dar à equipes de TI o respeito que merece .”
Fonte: CIO
-
Dez verdades que a TI deve aprender a aceitar
9 de setembro de 2011
Em um mundo perfeito, a sua rede não sofreria nenhuma degradação de serviço ou ataque. Você ficaria em conformidade perfeita com todos os regulamentos do governo, e seus usuários seriam todos auto-sustentáveis. A nuvem tomaria conta de quase todas as suas necessidades de infraestrutura, e não haveria um único dispositivo de acesso a rede você não aprovasse primeiro e controlasse.
Você receberia, finalmente, o respeito e a admiração que você realmente merece.
Infelizmente, o fosso entre seus sonhos e a realidade crua e fria só fica maior a cada dia. Isso não significa que você deva desistir, mas que você precisa cair na real sobre o que você pode mudar e o que você deve aceitar.
Aqui estão 10 cenários que os times de TI devem aprender a conviver.
1:: A revolução do iPhone chegou para ficar
Mais e mais nos dias de hoje os locais de trabalho se assemelham a uma festa nerd do tipo BYOD (traga seu próprio dispositivo). O problema? Muitos departamentos de TI nunca receberam um convite ou se dispuseram ao RSVP.
Pesquisas realizada pela IDC para a Unisys, em maio de 2011, descobriu que 95 por cento dos profissionais da informação utilizam tecnologia pessoal no trabalho – ou seja, aproximadamente o dobro do que os executivos das mesmas empresas entrevistadas estimaram. E a IDC prevê que o uso de smartphones de propriedade dos empregados no local de trabalho vai dobrar até 2014.
Nathan Clevenger, arquiteto chefe de software de dispositivos móveis da empresa de gestão ITR e autor ddo livro “iPad na empresa” (Wiley, 2011), diz que o iPhone e iPad são os catalisadores para o consumo de TI. Departamentos de tecnologia podem permitir que eles sejam usados de forma segura ou assumir as conseqüências do risco.
“É melhor que a TI suporte os dispositivos e as tecnologias demandas pelos usuários, porque de qualquer modo eles usarão a tecnologia pessoal para fins comerciais”, diz Clevenger. “Essa é uma situação muito mais perigosa do ponto de vista de segurança do que apoiar a dispositivos de consumo, em primeiro lugar.”
É preciso encontrar um meio termo entre tentar (sem sucesso) manter a tecnologia de consumo fora do local de trabalho, e permitir o acesso irrestrito à rede a partir de qualquer dispositivo, diz Raffi Tchakmakjian, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Trellia.
“O BYOD é um cenário com o qual os departamentos de TI estão aprendendo a conviver, mas lutam para gerenciá-los com segurança”, diz ele. “Torna-se muito difícil garantir a conformidade com padrões corporativos e ainda atender às necessidades de negócios. Eles precisam de uma solução de gestão que garanta a segurança dos dados corporativos e permita gerir os custos com um impacto mínimo nas operações de TI e infra-estrutura.”
2:: Você perdeu o controle sobre como sua empresa usa a tecnologia
Não são apenas os dispositivos pessoais de consumo que estão invadindo o local de trabalho. Hoje, um usuário da empresa sem absolutamente nenhum talento para a tecnologia pode contratar serviços de terceiros, na nuvem, com apenas um telefonema e um cartão de crédito ou, em muitos casos, um formulário Web e um clique. A TI perdeu o controle sobre ele.
Isso não é necessariamente uma coisa ruim. O universo crescente de nuvem e aplicativos móveis pode dar aos usuários de negócio acesso rápido aos recursos de tecnologia que precisam, sem criar uma carga adicional sobre a equipe ou os orçamentos de TI.
“Durante anos, a TI tem controlado a cada aplicação, e o processo em torno da tecnologia”, diz Jeff Stepp, diretor da Consultoria Copperport. Agora, seu trabalho não é mais o de fornecer todas as soluções, mas permitir que os usuários de negócios tomem as decisões corretas, diz Scott Goldman, CEO da TextPower, fabricante de plataformas de mensagens de texto para o negócio.
“Em vez de lutar para recuperar o controle, os departamentos de tecnologia devem se esforçar por algo mais valioso: ter influência”, diz ele. “Quando os departamentos de TI passam a tratar seus usuários como clientes em vez de queixosos, ficam mais próximos dos resultados que desejam. Os dias do todo-poderoso departamento de TI se foi. Quanto mais cedo eles percebem isso, mais rápido eles vão realmente recuperar algum nível de controle.”
3:: Você sempre enfrentará algum tempo de inatividade
Eventualmente, até mesmo os data centers com melhor manutenção vão cair. E, nessa hora, se você tiver redundância, perfeito. Você é um dos poucos sortudos a trabalhar em um ambiente ideal.
Em setembro de 2010 , uma pesquisa com mais de 450 gerentes de data center, patrocinada pela Emerson Network Power e realizada pelo Instituto Ponemon, revelou que 95 por cento deles já sofreram pelo menos um desligamento não planejado durante os últimos 24 meses. A duração média do tempo de inatividade: 107 minutos.
Em um mundo perfeito, todos os centros de dados seriam construídos em torno de arquitetura altamente redundante, onde nunca a carga máxima seja superior a 50 por cento, diz Peter Panfil, um vice-presidente de Liebert AC Power, uma divisão da Emerson Network Power. Eles seriam capazes de lidar com cargas de pico, mesmo quando os sistemas críticos falhassem e outros estivessem em manutenção, com a possibilidade de recuperação separada pronta para entrar em operação em caso de um desastre de toda a região.
No mundo real, no entanto, 100 por cento o tempo de atividade só é possível se você estiver disposto a pagar por ele, e a maioria das empresas não é, diz Panfil.
Organizações onde o tempo de atividade é essencial para a sobrevivência estão segmentando seus data centers, acrescenta ele, reservando-se a alta disponibilidade para seus sistemas mais críticos e aceitando menos em outro lugar. Se seu e-mail cai por meia hora, é chato, mas não é fatal. Se o seu sistema de transações em tempo real cai, sua empresa pode perder milhares de dólares por minuto.
“É sempre melhor ter a capacidade e não precisar usá-la e a não ter”, diz ele. “Mas as pessoas que estão assinando os cheques nem sempre fazem essa escolha.”
4:: Seus sistemas nunca serão totalmente compatíveis
Como o tempo de atividade, a adesão 100 por cento é um objetivo nobre, mais teórica do que prática. O seu nível de cumprimento irá variar dependendo de que indústria você está, diz Mike Meikle, CEO do Grupo Hawkthorne. Organizações em áreas fortemente regulamentadas, como as de saúde ou finanças, provavelmente não estarão em plena conformidade porque as regras mudam com muita frequência, assim como as diferentes maneiras que podem ser interpretadas.
“É seguro dizer que, assim como nenhuma rede pode ser 100 por cento segura, nenhuma organização pode ter certeza que é de 100 por cento compliance”, diz ele. “Se um fornecedor está tentando vender um produto que garante o cumprimento perfeito, está mentindo.”
Outro risco é cair na armadilha de conformidade, em que as organizações gastam demasiados recursos tentando ficar em sincronia com os regulamentos, ignorando outras partes mais vitais de suas operações, diz Meikle.
“As organizações que lutam pelo cumprimento de regulamentos, muitas vezes caem em outras áreas”, diz ele. “Estar em conformidade com os regulamentos não significa necessariamente que você está fazendo o que você precisa fazer para o seu negócio. Compliance é realmente apenas um componente de gestão de risco, que é um componente de governança corporativa. É uma questão de negócios abrangente que precisa ser tratada como tal.”
5:: A nuvem não vai resolver tudo (e pode até romper algumas coisas)
Nuvens estão no horizonte das equipes de TI. De acordo com pesquisas do Gartner, mais de 40 por cento dos CIOs esperam executar a maioria das suas operações de TI na nuvem, até 2015.
Mas, mesmo a nuvem não é a solução definitiva. Confiabilidade, segurança e perda de dados continuarão a causar dores de cabeça para os departamentos de TI – eles simplesmente têm menos controle sobre o material que está na nuvem.
“A perda de dados é inevitável em qualquer organização e ainda pode acontecer na nuvem”, diz Abhik Mitra, gerente de produto do Kroll Ontrack, empresa de consultoria especializada em gestão de informações e recuperação de dados. “As empresas devem se preparar para o pior, planejando com o seu fornecedor o tempo de inatividade e de recuperação de dados, de migração e de perda catastrófica. Segurança dos dados será sempre uma preocupação, apesar dos avanços das soluções de cloud.”
A nuvem também introduz um novo problema: como as organizações podem medir com precisão os gastos com TI, especialmente porque os usuários de negócios contratam seus serviços em nuvem sem supervisão de TI. O chamado “shadow IT” pode causar dores de cabeça para empresas e departamentos de tecnologia forçando-os a valorizarem mais os serviços que prestam, diz Chris Pick, diretor de marketing da Apptio, fornecedora de soluções de tecnologia de gestão de negócios.
“Pela primeira vez, os usuários de negócios têm uma escolha entre as ofertas do departamento de TI e as que os usuários podem contratar por conta própria”, diz ele.
6:: Você nunca terá o suficiente
Os departamentos de TI muitas vezes querem o mais justo quando se trata de terceirização, mas não é provável obtê-lo, diz Meikle.
A indústria de terceirização de tecnologia é muito mais madura do que, digamos, a de terceirização de serviços de RH. A solução para os problemas de mão de obra de TI, diz Meikle, é aproveitar os terceirizados e integrar com eles, tanto quanto possível.
“Os profissionais de TI precisam entender que eles trabalham para eles mesmos primeiro, e depois para a organização”, diz ele. “Eles precisam continuar desenvolvendo sua rede de contactos e de marketing, e desenvolver uma marca pessoal, mesmo quando eles são empregados. Goste ou não, os profissionais de TI podem ter que desembolsar algum dinheiro, pessoalmente, para pagar a sua educação, lembrando que isso pode render dividendos quando a situação fica ruim.”
7:: A sua rede já foi comprometida
Todo mundo quer que as suas redes para sejam fáceis de gerenciar e de difícil violação. De acordo com a pesquisa mais recente do Computer Security Institute, 4 em cada 10 organizações experientes já sofreram com infecção por malware, ataques de bot nets, ou foram alvo de alguma tentativa de invação em 2010. Outros 10% sequer sabiam se as suas redes tinham sido violadas.
Uma abordagem mais inteligente é começar com a suposição de sua rede já foi comprometido e projetar a segurança em torno disso, diz Wade Williamson, analista sênior da ameaça a segurança da rede da empresa Palo Alto Networks.
8:: Os segredos mais profundos da sua empresa estão a apenas um tweet de distância
Seus funcionários estão usando redes sociais no trabalho, seja isso permitido ou não. O problema? De acordo com pesquisas da Panda Software, um terço das pequenas e médias empresas sucumbiram às infecções de malware distribuídas através de redes sociais, enquanto que quase um aem cada quatro organizações enfrentaram vazamentos de dados confidenciais.
“O comportamento de pessoas usando a mídia social é como o seu comportamento através de e-mail há 10 anos”, diz Rene Bonvanie, vice-presidente de marketing mundial da Palo Alto Networks. “Com o e-mail, nós aprendemos a nunca clicar em nada. Mas por dentro da mídia social, as pessoas clicam em cada URL porque confiam no remetente. É por isso que botnets controladas há cinco anos estão voltando à ativa agora, via redes sociais. É um grande risco.”
Mesmo as organizações que usam soluções de segurança para mídias sociais ou ferramentas de prevenção de perda de dados não podem impedir que os fãs do Facebook ou do Twitter vazem segredos da empresa ou outros fatos embaraçosos para o mundo, diz Sarah Carter, vice-presidente de marketing da Actiance, fabricante ferramentas de segurança Web 2.0.
“O mais importante é a educação”, diz Carter. “Educar, reeducar e educar novamente. Coloque a tecnologia de treinamento de soluções no lugar, onde você pode lembrar os usuários sobre os riscos e também sobre a política da empresa para uso de sites não são relevantes para os negócios.”
9:: Seus usuários nunca deixarão de precisar de suporte
É o sonho de qualquer departamento de TI. Se eles pudessem tirar os usuários carentes das suas costas, poderiam ter mai tempo para se dedicar a outras tarefas mais nobres. Mas apesar dos investimentos em bases de conhecimento on-line e soluções de suporte automatizado, a noção de que as organizações podem abandonar o suporte presencial é ainda a coisa de ficção científica, diz Nathan McNeill, diretor de estratégia da Bomgar, fabricante de aparelhos de suporte remoto.
“A TI pode tratar de vários problemas comuns nos ambientes de auto-suporte – como redefinições de senhas, etc – mas sempre será mais fácil o contato pessoal para lidar com as questões pontuais e mais complexas”, diz ele. “Mesmo que a tecnologia milagrosamente funcione 100 por cento do tempo, os usuários não serão capazes de descobrir o que precisam nelas 100 por cento do tempo.”
Em vez do suporte self-service, as organizações fariam melhor se investissem em soluções de assistência remota, diz Chris Stephenson, co-fundador da empresa de consultoria de gestão Arryve.
10:: Você nunca vai ter o respeito que você merece
Não importa o quanto sua equipe trabalhe e como é vital para a existência de uma empresa. Os profissionais de TI não devem esperar obter respeito fora de suas próprias fileiras.
“O que o pessoal de TI quer é ser apreciado, valorizado e entendido”, diz Steve Lowe, fundador e CEO da Innovator, desenvolvedora de software personalizado. “E isso acontece tão raramente.”
A melhor maneira de conseguir algum respeito? Conquistá-la todos os dias, diz Lowe.
“A principal coisa que os líderes de TI podem fazer para combater esses equívocos é o foco na prestação de serviços de extraordinário valor para a empresa”, diz Lowe. “Encontre um lugar onde um pouco de tecnologia terá um retorno enorme. Se você puder demonstrar que a TI faz a diferença, que torna as tarefas mais fáceis para os executivos, estará a um passo de dar à equipes de TI o respeito que merece .”
Fonte: CIO
-
10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década
20 de julho de 2011
Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.
Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).
Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos.
1. A internet das coisas
A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que “coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala”, diz Evans.
Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon.
Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.
2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood
Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. “É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora”, diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.
Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado “zettaflood”, que exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.
3. Tudo na nuvem
Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014.
Isso é suficiente para criar o próximo Google. “A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM”, diz Evans. “Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica.”
Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. “Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização”.
Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.
4. A próxima internet
Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.
Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.
Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.
Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado “networking quantum”, baseado na física quântica. Ele envolve “emaranhamento quântico”, em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é.
5. O mundo ficou menor
Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.
Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. “Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia”, diz Evans.
A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de “tempo recente” para “tempo real”. Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.
6. Energia solar a caminho
A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.
“A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano”, diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.
Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para “imprimir” células solares usando uma impressora a jato de tinta.
7. Pense em um alimento e faça-o na hora
Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora.
“Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada”, diz Evans.
Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.
“Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos”, aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.
8. Outra árvore genealógica
Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. “Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala”, diz Evans.
Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software.
Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.
Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.
Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. “Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente”, observa ele.
9. Sim, há uma cura
“Nada de usar marca-passos”, diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. “A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais”, diz ele.
Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.
10. Seres humanos ou Borgs?
De acordo com Stephen Hawking, “os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. “Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:
Julho de 2009 – Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.
Outubro de 2009 – Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.
Março 2010 – Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.
Junho 2011 – Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.
Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.
Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie.
Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça.
Fonte: Computer World
-
Cinco dicas para obter melhores resultados do fornecedor de TI
9 de junho de 2011
A terceirização de TI está crescendo e há boas razões para isso. Existem notáveis benefícios associados a essa estratégia, como ganhos de flexibilidade nas demandas de clientes regionais e mundiais, mudança dos custos fixos para variáveis e melhoria da gestão.
Considere, por exemplo, organizações que atuam em serviços de campo. Ao optar por pagar por trabalho, haverá ganhos de eficiência. Com uma estratégia sólida e um método bem definido para medir resultados, as chances de sucesso na terceirização crescem. Além disso, aprimora-se a capacidade de oferecer um serviço rápido e eficiente que se traduz em diferencial competitivo.
Se sua empresa possui contratos de terceirização de TI em andamento ou pretende ter em um futuro próximo, existem métodos que podem ajudar na obtenção de melhores resultados para os negócios e para a tecnologia.
Definir metas
Quais objetivos de negócios você está focando para contratar prestadores de serviços de TI? Você busca ampliar o alcance geográfico, diminuir os custos operacionais, ampliar o conjunto de habilidade ou oferecer serviço de maior qualidade? Depois de definir claramente as metas, fica mais fácil construir uma rede de fornecedores.
Não tenha pressa. Encontre o fornecedor certo e um de cada vez
Parece lugar-comum, certo? Mas quando uma empresa está diante de um beco sem saída, a ajuda imediata da TI é fundamental. Contentar-se com quem está disponível parece ser, nesse momento, a alternativa mais fácil, em vez de buscar especialistas no assunto. Mas o fornecedor possui as certificações certas e ainda experiência no tema? É importante avaliar esses pontos.
Combinação de habilidades
Provavelmente, você tem diversos fornecedores de TI em que confia e todos com a habilidade para executar bons trabalhos a preços competitivos. Mas, em serviços de TI, não se pode aplicar o conceito one-size-fits-all, em que um único profissional é capaz de executar diferentes tarefas. Essa opção acaba saindo mais cara. Pare para pensar: por que direcionar os profissionais mais qualificados para realizar tarefas básicas de instalações, quando eles podem focar em projetos mais estratégicos para os negócios?
Claro que eles podem realizar essas atividades, mas essa é a melhor forma de aproveitá-los no dia a dia? Para obter o máximo valor da rede contratada, certifique-se de que você conta uma série de talentos que possam ser direcionados para desempenhar funções mais apropriadas às habilidades apresentadas.
Comunicação, comunicação e mais comunicação
Se você quer um trabalho bem executado, é vital definir as expectativas para os fornecedores de TI. Informe-os sobre o que é preciso saber antes e durante a execução de um serviço: a que horas devem chegar, o correto endereço para o qual devem ir, etc. É igualmente importante poder contatá-los facilmente em caso de mudanças de última hora ou cancelamento de serviços. Garantir que os profissionais terceirizados estejam bem-informados durante todo o ciclo de um serviço pode fazer toda a diferença entre oferecer um bom serviço e um mau serviço.
Medir o desempenho e dar feedbacks
Para garantir que a empresa está recebendo um serviço de qualidade, é adequado acompanhar o desempenho do contratado e fornecer feedbacks após cada serviço executado. Há várias formas de classificar uma visita como bem-sucedida, mas listo aqui as minhas preferidas: satisfação do cliente, indicações, número de visitas necessárias para resolver o problema e pontualidade.
Cada empresa deve definir as métricas que possibilitem melhor avaliação de desempenho do time de serviços, que é diferente para cada tipo de negócio. Reconhecer e estimular sempre o comportamento profissional, além de oferecer aconselhamento quando necessário, são dicas valiosas. Feedback e acompanhamento de desempenho ajudam a garantir resultados positivos para outros serviços que possam surgir.
Além disso, proteger o negócio é fundamental. As empresas que encaram com seriedade a entrega de qualidade sempre devem verificar se os fornecedores de TI não somente possuem licença para atuar no mercado, como também desenvolvem serviços pautados em padrões da indústria e contam ainda com seguro de vida. Não há desculpas. Vivemos em um mundo em que acidentes acontecem. Se algo der errado em um local de trabalho, você está preparado? Por isso, é melhor evitar surpresas.
Fonte: Computer World