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Posts com a Tag ‘Virtualização’



  • Como melhorar a eficiência energética do data center


    22 de maio de 2012

    Muitos data centers esbarram na potência máxima disponível. Outros enfrentam desafios de gestão. Entre as dificuldades se destracam falta de tempo para implementar novas capacidades e administrar sistemas existentes. Além disso, os ganhos obtidos com a virtualização ou com a consolidação de servidores frequentemente se perdem com a instalação de novos equipamentos.

    A demanda por mais hardware e petabytes de armazenamento não vai acabar. Nem as preocupações com orçamento, custo de energia, refrigeração e espaço. Veja a seguir alguma dicas dos especialistas sobre a escolha do local ideal e como diminuir custos com energia.

    Localização

    Os espaços físicos precisam de muita energia com preço competitivo. Necessitam de refrigeração, já que toda a energia direcionada para equipamentos de TI, eventualmente, se transforma em calor.

    Esse cenário requer refrigeração e mais energia. Uma medida de eficiência energética de um data center é o seu PUE (Power Usage Effectiveness), que é a razão entre a potência total consumida pela instalação de TI – refrigeração, iluminação etc – dividida pela eletricidade consumida pelos equipamentos de tecnologia. O melhor PUE é o mais próximo possível de 1,0.

    O data center deve estar em um lugar fresco e seco, com energia a custos reduzidos. E um exemplo são os sites do Facebook em Prineville, Oregon (EUA), menciona o principal analista e vice-presidente da consultoria Forrester Research, Rich Fichera. Ele destaca que locais com essa característica possibilitam  mais eficiência com resfriamento evaporativo.

    Empresas como Apple, Google e Microsoft, juntamente com companhias que têm data centers de hospedagem, buscam áreas com fácil acesso a energia e que obedeçam algums critérios para refrigeração (como não serem propensas a terremotos ou eventos climáticos perigosos, boa conectividade de rede etc).

    O Google, com cerca de 900 mil servidores, dedica atenção considerável à eficiência do data center e a outras práticas, entre as quais saber como e quando é possível utilizar resfriamento evaporativo para minimizar a utilização de energia.

    Resfriamento evaporativo requer menos energia. As novas instalações do Google em Hamina, na Finlândia, utiliza a água do mar para necessitar de menos resfriamento. De acordo com a empresa, “a Google projetou data centers que utilizam cerca de metade da energia de um data center típico”.

    Energia neutra em carbono

    Além de localização, muitos planejadores de data centers estão olhando para as fontes de energia que não consomem combustível.

    Por exemplo, a Verne Global possui um projeto de data center com carbono neutro na Islândia, com previsão para ser concluído em novembro de 2011, alimentada por uma combinação de fontes de energia hidrelétrica geotérmica, de acordo com Lisa Rhodes, vice-presidente de marketing e vendas da Verne Global.

    A energia na Islândia também é abundante, aponta Lisa. “A atual rede da Islândia oferece cerca de 2,9 mil Megawatts (MW) de capacidade e a população do país é de aproximadamente 320 mil pessoas. O abastecimento é mais do que suficiente para atender o setor de data centers.” Segundo a executiva, o ambiente de baixas temperaturas da Islândia permitem refrigeração gratuita.

    Além do calor, a umidade

    Ambiente seco não precisa estar necesariamente em locais mais frescos. O data center Phoenix da I/O Data Center, que segundo a própria empresa é um dos maiores do mundo, está localizado, como sugere o nome, em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona.

    “Um dos benefícios do deserto é que é muito seco”, diz o presidente da I/O, Anthony Wanger. “É mais fácil para tirar o calor em um ambiente seco, o que torna o Arizona um lugar adequado.”

    Segundo a companhia, o data center em Phoenix emprega uma série de técnicas e tecnologias para reduzir o consumo e melhorar a eficiência energética. “Fazemos o possível para sermos energeticamente eficientes em todos os nossos data centers”, diz Wanger.

    Um número crescente de fornecedores, como HP e Microsoft, têm oferecido módulos de data centers que incluem, além dos equipamentos de computação e armazenamento, os relacionados à refrigeração, energia, conectividade, e todo o resfriamento necessário.

    E não são apenas fornecedores e provedores de hospedagem, como o I/O data center, que oferecem esses módulos. Entre os exemplos estão a HP, que oferece o Performance Optimized Datacenter 240a, conhecido como “o EcoPOD HP”. A Amazon tem seu módulo próprio Perdix, e a Microsoft oferece o data center ITPAC (IT Pre-Assembled Components).

    O EcoPOD da HP não precisa de água gelada. “Basta adicionar energia e interligar a qualquer ambiente”, diz João Gromala, diretor de marketing de produto da HP. Segundo ele o EcoPOD otimiza a eficiência e atinge um PUE entre 1,05-1,30, dependendo das condições do ambiente.

    De acordo com o executivo, isso ocorre porque os módulos EcoPODs são autônomos e podem ser implementados rapidamente, em cerca de três meses. “Os clientes estão adotando EcoPODs em suas instalações existentes”, finaliza.

    Fonte: Computer World

  • Sete razões para apostar em virtualização


    20 de outubro de 2011

    As maiores organizações administram tipicamente 470 máquinas virtuais e 113 servidores de hospedagem, de acordo com o estudo “V-Índice”, da Bourne Vanson, realizado no Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha. Nesses mercados em todos os países, a média é de 39% dos servidores virtualizados. Mais de nove em cada dez empresas usam a virtualização de alguma maneira. Quatro em dez apontam as preocupações com a confiabilidade como barreira para usar mais a virtualização. Uma proporção semelhante também espera atualizar o hardware primeiro.

    No Brasil, pesquisa conduzida pela consultoria IDC, a pedido da Unisys, e divulgada neste mês, aponta que 70% das 101 companhias consultadas disseram que estão investindo em virtualização, consolidação e/ou estandardização do ambiente. O número, mostra o levantamento, está em linha com a média dos demais países pesquisados.

    Há boas razões para a virtualização ser usada tão extensivamente pela maioria dos data centers corporativos: ela oferece uma economia atraente em hardware, uso de energia, custos de gestão, e suporta grande tolerância a falhas. Se você ainda não está usando virtualização, comece a pensar seriamente a respeito. Veja os motivos.

    1. Permite obter máximo proveito do seu servidor.

    Normalmente, muitos servidores operam na maior parte do dia em níveis muito baixos de utilização. Adicionando múltiplos SOs e aplicativos, é possível tirar o máximo proveito dos recursos do servidor. Uma vez que muitas máquinas virtuais podem ser executadas em um servidor, você reduz substancialmente a despesa total com hardware.

    2. Permitirá a configuração de servidores redundantes para melhorar a tolerância a falhas.

    Hipervisors permitem migrar sistemas operacionais e seus aplicativos de um sistema para outro. Se um servidor de hardware ou de sistemas operacionais e aplicativos rodando sobre ele falhar, os sistemas operacionais e aplicativos podem ser movidos para outro hypervisor rodando em um servidor físico diferente.

    Grandes servidores são configurados normalmente para melhor tolerância a falhas do que os servidores de pequeno porte. Dois servidores de grande porte, por exemplo, podem permitir a migração de aplicações e fornecer tolerância a falhas melhor do que uma dúzia de servidores de pequeno porte. E ainda usam menos energia e são mais fáceis de gerenciar.

    3. Gerenciamento é simplificado.

    Já que todos os sistemas operacionais em um hypervisor podem ser administrados por meio de uma interface única, e podem usar mais recursos de computação, conforme necessário, pode ser muito mais fácil gerenciar uma dúzia de servidores virtuais do que uma dúzia de sistemas físicos separados. Cada sistema operacional deve continuar a ser gerido separadamente. Feramentas add-on estão disponíveis para simplificar esse processo.

    4. Você pode definir partições em sistemas operacionais separados para maior confiabilidade.

    Normalmente, um servidor físico será executado em um sistema operacional, que terá vários servidores de aplicações instalados nele – um servidor Web, um servidor de e-mail, um servidor de banco de dados, e assim por diante.

    No entanto, a execução de vários servidores de aplicações em um único sistema operacional aumenta a possibilidade de que uma aplicação interfira na outra, causando gargalos ou mesmo acidentes. Com o particionamento, e as aplicações rodando em diferentes máquinas virtuais, cada uma tem seu próprio sistema operacional e recursos, e é menos provável que interfira em outras aplicações.

    5. Provisionamento de novos servidores para testes de protótipos, e migração simplificada.

    Com a virtualização, a criação de um servidor adicional para testes demora alguns minutos e não requer nenhum hardware adicional. Em contraste, a compra de um novo servidor físico (ou a manutenção de servidores extras para testes) é mais cara e a instalação de sistema operacionais e aplicativos também bastante demorada.

    Já as máquinas virtuais existentes podem ser clonadas com todas as configurações do sistema operacional e aplicações, em um processo muito simples de duplicação de um sistema de produção para teste de novos patches ou uma nova versão de um aplicativo.

    6. Você pode economizar energia.

    Embora avanços tenham sido feitos em eficiência energética para servidores, ainda é mais barato executar um ou dois grandes servidores do que uma dúzia ou mais de servidores tradicionais. Sem contar que servidores virtuais permitem que os recursos sejam desligados quando não estiverem em uso, reduzindo ainda mais o uso de energia. Um grande servidor que hospeda dezenas de VMs pode substituir dezenas de servidores de pequeno porte e gastar menos energia.

    7. Com a virtualização de desktops você pode economizar uma fortuna em PCs.

    Além de virtualizar sistemas operacionais e aplicativos de servidor, você pode querer considerar a virtualização de desktops. A VDI permite que você execute um thin client em desktops existentes ou hardware novo, e tenha acesso virtual ao Windows 7 ou outro sistema operacional. Isso significa que você pode oferecer desktops Windows 7 para usuários cujos sistemas existentes não suportam o Windows 7 rodando localmente. A gestão também pode ser simplificada, uma vez que os patches para o Windows e os aplicativos podem ser aplicados uma só vez e estarem disponíveis para todos no servidor VDI.

    Fonte: Computer World

  • Quatro tendências para os novos data centers


    24 de maio de 2011

    Graças à virtualização de servidores x86 e as tecnologias que seguiram esse movimento, o melhor data center que uma companhia consegue manter é muito diferente do que era um ano atrás.

    No entanto, migrar do antigo para o novo não se restringe apenas a mudanças de hardware e software. É necessário ter uma nova forma de pensar, de entender o novo data center. Isso acontece por conta de questões atuais, como replicação, sincronização para recuperação de desastres e máquinas virtuais sendo capazes de manipular e transportar dados entre diferentes fontes de armazenamento, entre outros elementos.

    E, para se preparar para o que está para ouvir, nada como entender as principais tendências e o que cada uma vai representar para o universo dos data centers:

    1- Virtualização de I/O (entrada e saída de dados)

    A virtualização de I/O, também conhecido como agregação de I/O, divide interconexões entre links InifiniBand de 10 gigabits e links Ethernet para o tráfego de dados. Switches específicos são conectados, permitindo uma série de conexões virtuais para as atividades da rede.

    O que acontece, de fato, é a simplificação do cenário de hardware no data center de forma considerável, reduzindo o número de conexões rodando em cada dispositivo e aumentando a flexibilidade.

    Levando em consideração as melhores práticas de recomendações da VMware, que pede a atribuição de 1 giga por porta por máquina virtual. Com os novos servidores de 24 núcleos, a empresa consegue, teoricamente, rodar cerca de 50 máquinas virtuais em um único hardware, demandando 50 portas de 1 gigabit.

    De forma realista, mesmo que o gestor disso tudo conseguisse seis placas Ethernet de quatro portas, a quantidade de máquinas virtuais ficaria limitada a 24. Mas, com a virtualização, todas poem compartilhar o mesmo link InfiniBand ou uma conexão Ethernet 10G em diversas conexões virtuais de 1 giga.

    A empresa Wholesale Electric Supply está capitalizando com a habilidade de virtualizar entrada e saída de dados. De acordo com o diretor de tecnologia da companhia, Bill Fife, isso permitiu a construção de uma nuvem própria, uma vez que é possível provisionar processador, RAM, disco e I/O de acordo com a necessidade e deixar disponível para outras aplicações quando não é mais necessário. “Não temos mais rigidez na forma de operar a infraestrutura. Somos extremamente flexíveis”, diz.

    2 – Convergência entre dados e armazenamento

    O data center de hoje tem distinção entre redes de dados e storage, situação que incomoda muitas pessoas. “Assim que possível, as pessoas vão combinar essas duas redes”, disse o consultor sênior da Opus One, Joel Snyder.

    A crença de Snyder é que as empresas vão se livrar do Fibre Channel puro e vai migrar para o Fibre Channel over Ethernet (FCoE). “Mas eu ainda vejo muita gente usando Fibre Channel porque disseram para elas fazerem dessa forma, mesmo com testes mostrando que a rede frequentemente não é o gargalo”, diz. “O que você pode fazer com Fibre Channel você pode fazer com rede Ethernet 10G, tendo desempenho equivalente ou menor, mesmo que os fornecedores ou compradores de SAN sigam o contrário”.

    Os dias do FCoE estão só começando, mas muita gente já observa a tecnologia com carinho. O presidente da organização Network Test, David Newman, acredita que o custo de capital do equipamento é a única despesa operacional. “Em pouco tempo, será mais barato rodar FCoE do que infraestruturas separadas”, diz.

    Hoje, as fabricantes Brocade e Cisco têm switches com essa capacidade, suportando priorizações e novos mecanismos em redes Ethernet para a entrega de serviços no nível da Fibre Channel, com outros fornecedores preparando a mesa oferta. Logo, já é possível realizar a convergência, diz Newman. O que ainda deve ser provado é a interoperabilidade.

    O diretor de infraestrutura de TI da Transplace, Scott Engel, identifica a FCoE como uma das maioires mudanças de rede e infraestrutura no próximo ano. Ele diz que aoutra é o uso de 10G em servidores. Para Newman, o ponto de virada ocorrerá entre 12 e 18 anos.

    3 – Processadores mais rápidos, consolidação maior

    O poder da virtualização impressionou muitas empresas, ao cortar custos e consolidar as infraestuturas de forma nunca antes vista. Mas, para alguns, isso está apenas no começo.

    A maturidade e os níveis de conforto com a virtualização está crescendo, o que significa que as empresas mostram-se dispostas a colocar mais máquinas virtuais em um hardware físico, diz o gerente de sistemas de energia da IBM, Steve Sibley.

    A possibilidade de suportar mais máquinas virtuais em um único servidor é amparada por processadores mais rápidos. No caso da IBM, a empresa introduziu recentemente o Power7, um servidor com chip de oito núcleos que promete quatro vezes mais capacidade de virtualização, escalabilidade e desempenho que seu antecessor.

    A Intel, do seu lado, preparou um chip de oito núcleos, o Nehalem-EX, que vai ajudar a aumentar nos níveis da consolidação. “É o chip que permite o aumento de servidores em uma única plataforma sem sacrificar desempenho ou capacidade dos sistemas”, diz Sibley. “Isso resulta em consolidação maior e menores preços para o cliente.”

    4 – Otimização da infraestrutura

    Algumas empresas criaram uma estratégia de colocar um data center em um trailer transportável, estacionado em algum lugar selecionado de acordo com as condições de refrigeração e energia. Esse conceito exige uma otimização significativa de infraestrutura, incluindo recursos de distribuição de servidor, armazenamento, rede, refrigeração e processamento.

    Isso não quer dizer que o data center se transformará em um estacionamento cheio de trailer, mas o fato é que as empresas estão sem espaço, eletricidade, refrigeração e capacidade para mover esse conceito para as instalações tradicionais. E juntar peças de infraestrutura para formar um data center é bem mais barato que a abordagem tradicional, no qual se cria uma superinfraestrutura pensando em atender uma série de necessidades futuras.

    Com isso, o data center monolítico está fadado a desaparecer, em benefício de pequenos blocos de data centers focados em otimização de recursos.

    Fonte: Computer World

  • Virtualização: como não perder os benefícios financeiros


    16 de maio de 2011

    Virtualizar e consolidar servidores de data centers proporcionam um benefício financeiro tão claro para as organizações que há poucas companhias, em qualquer indústria, para as quais a tecnologia não é aderente. Mas algumas que começaram projetos de virtualização para cortar custos, sem planejar uma segunda fase de migração, em que os gastos com ferramentas proporcionam ainda mais benefícios, podem ficar presas na primeira etapa, sem aproveitar todo seu potencial.

    O benefício financeiro de obter de dez a 20 servidores virtuais pelo preço de uma caixa física impulsionou muitas companhias para a migração. Mas muitas, ao virtualizar de 25% a 35% de todos os servidores físicos, chegam a uma situação na qual as vantagens de custo do servidor virtual sobre o físico desaparecem. Em inglês, isso é chamado de “VM Stall”, ou limite da virtualização.

    De acordo com o analista da Forrester, James Staten, esse quadro é gerado por alguns custos sutis e questões organizacionais que afetam diretamente o projeto de virtualização. “As companhias podem chegar a uma migração de 50% em seu parque de servidores com a mesma mensalidade do mundo físico. A previsão de custos é só em questões óbvias, como licenças, número de máquinas etc. Além desse ponto, chegam-se às questões de desempenho e gerenciamento de capacidade, que precisam de suporte. As companhias não levam isso em consideração para planejar os projetos”, descreve.

    Segundo o pesquisador e vice-presidente do Gartner, Chris Wolf, planejar a virtualização de cada carga de trabalho em cada servidor, sem modificar os requisitos de planejamento de capacidade de TI ou a forma como os recursos computacionais são alocados, além da previsão de horas de trabalho dos profissionais, resulta em um departamento de TI cheio de processos duplicados, com queda brutal no retorno sobre o dinheiro gasto na migração.

    “Tentar replicar a mesma estrutura que era usada no mundo físico levará a empresa a um ciclo de diminuição dos retornos rapidamente”, diz Wolf. Manter o projeto na trilha certa requer mudanças organizacionais e tecnológicas, além de manter os dois lados coordenados de acordo com cada estágio da migração. Aqui vão alguns conselhos para evitar a perda de benefícios financeiros durante as quatro fases-chave dos projetos:

    Fase 1: eficiência técnica e consolidação

    Segundo o analista da IDC, Gary Chen, a primeira onda da virtualização é empolgante, pois economiza muito mais dinheiro, de forma muito mais rápida, do que qualquer outra fase de migração e operação de uma infraestrutura virtual.

    O benefício de eliminar dez servidores físicos, substituindo por um servidor maior, virtualizado e mais automatizado, dá à equipe de TI e às áreas de negócios a falsa sensação de sucesso. Segundo Chen, isso gera expectativas fora da realidade para o futuro.

    Muitos departamentos se prendem às mesmas métricas do início para estimar o sucesso, o que significa focar em quão densamente as máquinas virtuais podem ser empacotadas em um host físico, sem investir em ferramentas de gerenciamento ou treinamento que dá aos gerentes de TI uma melhor ideia de como alocar recursos virtuais, diz Chen.

    “As pessoas precisam tirar da cabeça de que devem se orgulhar da sua taxa de migração ou quantas máquinas físicas consegue retirar de um ambiente, isso não diz nada”, diz Staten, que completa: “A real necessidade é chegar ao ponto no qual se entrega alta eficiência, altamente sustentado por métricas de utilização e picos de todo o pool de recursos, com alto grau de controle sobre toda a infraestrutura”.

    Fase 2 : escolha de alvos e simplificação da administração

    A próxima fase da migração requer conhecimento mais específico sobre o que cada máquina virtual está fazendo, para qual unidade de negócios e quais recursos ela exige.

    Segundo Staten, isso requer mais do que densidade e retorno sobre investimento (ROI). Requer mudanças na administração da TI e no suporte para melhoria de processos como gestão de mudanças, provisionamento e gerenciamento de incidentes. Tudo isso não é compatível com os antigos métodos organizacioanis.

    Segundo Wolf, sem a habilidade de construir um inventário de recursos mais detalhado do que simplesmente a lista de servidores físicos disponíveis, não há forma inteligente de distribuir máquinas virtuais ou cargas de trabalho pelos servidores.

    Para chegar a isso tudo, são necessárias ferramentas de gerenciamento, dando aos administradores de sistemas a responsabilidade de programar as máquinas virtuais de acordo com as unidades de negócios que as utilizam, sem se importar com a localização física das mesmas.

    A falha nesse aspecto pode levar a uma falta de uso eficiente dos recursos, com duplicatas, trabalho dobrado e lacunas na tomada de responsabilidade sobre as tarefas, tudo isso gerando enormes desperdícios para as empresas à medida que máquinas virtuais flutuam sem que haja um responsável por elas.

    Para evitar tudo isso, a empresa precisa também pensar em automação, gestão de ciclo de vida, entre outras ferramentas presentes no mercado.

    Fase 3: automação de processos

    Segundo Wolf, restringir a proliferação de máquinas virtuais sem controles adequados não restringe a ambição de migração da empresa. Pelo contrário, ajuda no processo.

    A vantagem real das infraestruturas virtuais é a flexibilidade. Para garanti-la, o departamento de TI tem de estar pronto para lançar mão de portabilidade de máquinas virtuais, gestão de recursos que atinjam a infraestrutura em profundidade, provisionamento automatizado e gestão de mudanças, ou não haverá eficiência.

    A medida, aqui, não deve ser quão alta é a utilização de um único servidor ou grupo de máquinas virtuais para rodar uma aplicação, mas qual é o grau de utilização de todo o data center.

    Isso requer conhecimento e gestão em tempo real dos recursos. Para isso, é preciso saber como usar os instrumentos certos para monitorar e alocar os recursos para melhorar o desempenho para cada carga de trabalho, cada servidor, cada data center e cada servidor físico, de acordo com as melhores práticas para virtualização do Gartner, publicada em 2009.

    Chen alerta, no entanto, que além do uso inadequado das máquinas virtuais, o uso excessivo ou não supervisionado de licenças também aumenta custos de maneira significativa.

    Uma das soluções encontradas para muitas empresas é renegociar acordos de licença justamente por essa razão. É muito fácil para usuários finais criar servidores, ou instâncias de aplicações, que consome licenças, deixar em uso e lançar mais uma na manhã seguinte.

    Segundo o vice-presidente e analista da Forrester, Galen Schreck, outra questão de processos é a granularidade. Muitas empresas reconhecem o potencial benefício da granularidade, mas não conseguem atingir esse degrau, em parte por conta da limitação de ferramentas, ou porque não têm o pensamento avançado para ser suficientemente confiante para atingir isso.

    Sem gestão de recursos granulares e um alto nível de gerenciamento baseado em políticas, a maioria das empresas vai ficar limitada na marca de 50% de migração para o ambiente virtualizado, ou desperdiçará mais dinheiro do que economizará tentando ultrapassar essa barreira.

    Fase 4: eficiência de custos

    Apesar da notada falta de eficiência na automação das empresas, 36 de cada 100 dólares gastos em servidores físicos em 2014 serão direcionados para hardware voltados ao host de servidores virtuais, de acordo com estudos da IDC, de dezembro.

    O estudo prevê que dos 2,2 milhões de servidores que entraram no radar representam, na verdade, 18,4 milhões de máquinas virtuais, uma média de 8,5 máquinas virtuais por host em 2014.

    Os números representam mudanças no departamento de TI, mas as empresas devem pensar em novas formas de prestar as contas, traduzindo os custos da virtualização para as unidades de negócios. “Se as pessoas olhassem só para os custos iniciais, o Hyper-V, ferramenta de virtualização da Microsoft, venderia muito mais do que vende hoje”, diz Chen.

    Uma máquina virtual extra pode dar a impressão de não causar custos pois não requer custos de capital, mas Staten alerta para os custos de licenciamento, uso de recursos, administração, armazenamento e todas as outras questões que não são adequadamente transferidas para a análise do orçamento para serem entendidas pela área de negócios.

    A falha em entender custos reais da virtualização pode minar até mesmo um projeto bem-sucedido do ponto de vista técnico.

    Fonte: Computer World

  • Cinco formas de evitar desperdício na virtualização


    29 de abril de 2011

    Em mais de 75% das empresas dos EUA existem estruturas virtualizadas baseadas em servidores x86. Ainda assim, a parcela de companhias que consegue extrair o melhor retorno sobre o investimento (ROI) é ínfima. Segundo analistas, isso se dá em função de uma gestão relapsa.

    Três são os fatores de maior confusão: a proximidade na gestão de ambientes virtualizados, o planejamento da carga de trabalho e o descontrole de gastos.

    Muitas vezes, eles conduzem a cinco pontos de desperdício:

    1. Subutilização dos servidores físicos

    É o caso mais comum de ROI deficiente. Segundo Galen Speck, analista chefe da Forrester, é prática corrente manter os servidores rodando abaixo de sua capacidade para garantir um desempenho estável por períodos prolongados. “Como não era interessante ter servidores com desempenho variável, os gestores se davam por satisfeitos com máquinas a 50% da capacidade”, diz.

    “À medida que o número de servidores aumenta e o nível de satisfação dos gestores se mantém estável, isso é indicativo de que a tecnologia não está entregando os resultados esperados”, afirma o analista.

    Segundo ele, esse nível de satisfação equivale a deixar recursos financeiros sobrarem sobre a mesa.

    2. Não usar ferramentas de virtualização apropriadas

    “É fácil abarrotar o servidor com máquinas virtuais adicionais somente para gerar economia”, diz Schreck.

    Mas isso não é uma solução ideal segundo o analista.

    As ferramentas de virtualização como o Microsoft Center Virtual Machine Manager estão anos luz à frente de soluções relativamente novas. Segundo Dan Olds, da Gabriel Consulting Group, acontece que o método de aferição das métricas permanece o mesmo. O que pouco incentiva os administradores a substituir as soluções.

    “Não há como estimar o uso otimizado das novas ferramentas”, diz Olds.

    “É necessário que haja um uso agressivo das soluções novas. Elas oferecem opções de gestão que vão além dos métodos antigos. Trata-se de uma aproximação de cunho mais científico que oferece mais dados que simplesmente informar o que o servidor está executando”, diz.

    O foco deve estar na identificação do custo de cada máquina. Não raro, esse custo é várias vezes superior ao suposto, e tais informações podem ser obtidas através do uso de ferramentas de gestão mais modernas.

    3. Planejamento em curto prazo

    Para James Staten, analista da Forrester, ao planejar o uso de estruturas virtualizadas é necessário olhar para o todo e não ficar focado apenas nas requisições técnicas de um conjunto de servidores.

    “No método tradicional de planejamento de carga, é comum darmos a um aplicativo duas vezes mais recursos do que necessita, para evitar que com a expansão do uso da máquina haja qualquer incômodo”, conta Staten.

    “Mas quando o assunto é virtualização, todo esse espaço de reserva é desnecessário. O verdadeiro alvo dessa otimização deveria ser a utilização sustentável de todo o ambiente a 60% ou mais alto que isso. Na verdade, o negócio é chegar mais perto possível de usar 100% dos recursos”, diz.

    É uma maneira bastante diferente de pensar em infraestrutura.

    4. Não gerir os ciclos de vida

    Para evitar que os servidores virtuais se percam em meio às várias instâncias de máquinas virtuais, cada aplicativo e unidade de negócios tem um ciclo de vida. “infelizmente”, lamenta Staten ”são raros os casos em que empresas definem esse ciclo de vida”.

    “Quando mencionamos ciclo de vida, o comum é entenderem isso como configurar um servidor e esperar que tombe de tão velho”, diz.

    “No mundo das virtualizações, é necessário que haja gestão proativa dos ciclos de vida, processo que se dá dentro das máquinas virtuais. É necessário definir políticas de provisionamento de recursos, de atualizações, de gestão e de administração de todos os outros processos que, de outra forma, seriam geridos manualmente”, completa.

    5. Abrir mão do chargeback

    Uma das maneiras mais eficientes de prevenir gastos excessivos e de manter controle sobre os investimentos é o chargeback.

    “No universo físico, muitas empresas lançam mão de análises técnicas feitas por pessoas para manter o controle do ambiente. Isso porque, parar arregimentar os recursos em casos de necessidade, são requeridos laudos que atestem a falta de hardware ou de outros recursos”, diz Smoot, diretor de marketing da VMware. Segundo ele, requerer uma máquina virtual é muito fácil, o que revela que o processo de aprovação não passa por uma minuciosa análise que contabilize o uso dos recursos alocados e e acbe gerando uma alocação desorganizada.

    Para Olds, as colocações de Smoot estão corretas. “Ainda assim”, diz Olds, “são poucas as empresas que se empenham em implementar tal sistema. Mais de 75% das empresas entrevistadas disseram atentar para a importância do chargeback, mas apenas a metade delas afirmou operar dentro de um esquema dessa natureza de cálculo do custo de cada processo. Apenas 20% das companhias disse reportar os dados para a gestão da empresa.

    “É fato, o chargeback ainda não é realidade em muitas companhias”, finaliza Olds.

    Fonte:CIO

  • Cuidados basicos de segurança na virtualização


    15 de março de 2011

    Enquanto o assunto “virtualização em dispositivos móveis” permanece vivo nos círculos formados por gurus em segurança, existe uma série de outros tópicos, também voltados à segurança da virtualização, que merecem atenção imediata das equipes de TI.

    De acordo com Phil Hochmuth, gerente dos programas de segurança no instituto de pesquisas IDC, falta, por exemplo, encontrar maneiras seguras de virtualização de servidores.

    Especula-se que, até 2012, metade da carga de processos em execução nos servidores corporativos rodará em plataformas virtualizadas, possivelmente hospedados na nuvem. Para o ano de 2015, o Gartner prospecta cerca de 40% dos softwares de segurança rodando a partir de servidores também virtualizados.

    As ferramentas básicas para detecção de invasões do sistema não funcionam de maneira satisfatória em máquinas virtuais, por estas serem mais difíceis de identificar via IP ou endereço físico (MAC). Também, segundo Neil MacDonald, VP do Gartner, existe o problema de software externos interpretarem o conteúdo das comunicações entre máquinas virtuais e servidores físicos.

    Segundo Hochmuth, é muito difícil averiguar o número de instâncias de máquinas virtuais que rodam em um servidor em dado momento. Some-se a isso, a dificuldade de verificar se todas as máquinas virtuais estão com seus aplicativos de segurança atualizados.

    Apresentamos quatro questões de segurança a serem avaliadas quando o assunto é virtualização:

    1. Velocidade de servidor e segurança

    Como ocorre com servidores comuns, a instalação de serviços complementares rodando na mesma instância gera uma maior carga de trabalho e, consequentemente, requer mais poder da máquina hóspede. Apesar de servidores virtualizados usarem os recurso do PC de forma otimizada, isso não significa que seja óbvio onde e quando lançar mão de soluções de segurança.

    “Parece básico, mesmo assim há muito desentendimento sobre a questão de haver um sistema de segurança para cada instância virtualizada em detrimento de esquemas que vigiam um cluster de sistemas virtuais”, diz Hochmuth.

    Optar pela execução de um centro de segurança responsável por um grupo de 30 máquinas virtuais equivale a instalar um programa para monitorar cada instância.

    Outra alternativa prevê a execução de um programa no servidor físico para responder pela segurança de todas as máquinas virtuais e seus sistemas operacionais. Um conceito mais elegante, ainda assim, pouco seguro – nada seguro, para falar a verdade.

    Hochmuth sugere uma aproximação pragmática e baseada em ensaios. Cabe avaliar todas as soluções disponíveis, de diferentes fornecedores. Pode não ser possível mensurar a segurança das soluções, mas será claro qual delas interfere mais no desempenho dos servidores. “Já é uma maneira de descartar as piores”, diz.

    2. Comunicação entre máquinas virtuais: criptografar ou não?

    A virtualização de servidores vai muito além do abarrotamento de um terminal físico com dezenas de instâncias virtuais. É necessário criar uma rede usada na comunicação entre esses clientes e nesse quesito entra a criptografia.

    “Em parte, a tendência a criptografar tudo vem das exigências governamentais e outras políticas de privacidade”, completa Matt Sarrell, diretor executivo da empresa de testes e de análises da empresa Sarrell Group.

    De acordo com Hochmuth, a criptografia dos dados que circulam entre máquinas virtuais e a nuvem (privada ou pública) são uma boa medida para fechar a porta na cara de malwares.

    “Nuvens públicas que partilham servidores se assemelham a um prédio de apartamentos. Então a segurança de cada cômodo é relativa às medidas de segurança adotadas pelo vizinho”, diz. “Criptografar os dados reforça a segurança, mas haverá o incômodo potencial de uma queda no desempenho“, avisa.

    3. Identificação de requisições

    “Diretrizes e políticas de segurança orientadas a IP ou às MACs tendem a falhar quando os clientes são virtualizados”, avisa Gary Chen, gerente de pesquisas do grupo IDC.

    MacDonald, do Gartner, diz que aplicativos que rodam em servidores virtualizados demandam atenção por parte dos softwares de segurança. Essas soluções precisam estar atentas às origens de requisições e a natureza, como tipo de dispositivo cliente e dados requeridos.

    “É o único jeito de garantir alguma eficiência das políticas de segurança na hora em que algum colaborador desavisado tentar baixar um lote de informações confidências a partir de um laptop inseguro”, avisa.

    As máquinas virtuais deveriam ser capazes de executar os mesmo níveis de segurança que os sistemas físicos. E no caso de nuvens publicas, devem ser aplicadas diretrizes de segurança definidas para cada tipo de acesso e o tipo de dados requisitado. “Ficar preso às identificações por IP ou MAC é mau negócio”, alerta Hochmuth.

    4. Examinar todos os espaços

    “Executar sistemas virtualizados implica em rodar um sistema operacional secundário. Pode ser o VSphere, da WMware, o Xenserver, da Citrix ou o Windows Server 2008, da Microsoft. Todos esses sistemas são propensos a ataques por parte de malwares e outras ameaças, algumas especializadas em detectar instâncias VMware ou hypervisor”, diz Chen.

    No caso dos malwares, esses não se limitam a contaminar as máquinas virtuais e as redes em que trafegam. O malware pode se espalhar depois de contaminar uma máquina virtual atrás da proteção do firewall. “Criptografar os dados ou erguer proteção às identidades de acesso são saídas para proteger os dados, mesmo quando um software de virtualização é derrubado”, sugere Hochmuth.

    Fonte: CIO

  • 10 Motivos para escolher a virtualização


    7 de março de 2011

    Optar pela virtualização pode ser uma excelente solução para amenizar o TCO (custo total de propriedade) relacionado ao hardware (desktops e por servidores). Contudo, gerenciar o ambiente de softwares virtualizados traz desafios inesperados para a equipe de TI. O principal deles foi gerenciar esses ambientes, nos quais é possível implementar novas funcionalidades de forma rápida. O que exige a implementação de soluções para gestão dos ativos de software virtualizados e que começam a ser oferecidas pela indústria.

    Razão pela qual muitos executivos ainda resistam à onda.

    É comum, ao ouvir o termo virtualizar, lembrar imediatamente do ato de rodar dois ou mais sistemas operacionais em uma mesma máquina. Essa execução paralela pode ser feita com um hypervisor – software voltado à gestão dessas instâncias – ou operando um ambiente dentro do outro, em janelas. A solução com hypervisor é normalmente operada em servidores e a opção de execução em janelas é voltada aos desktops.

    Empresas como a VMware e a Oracle são as líderes nesse segmento. A Oracle oferece várias versões gratuitas das plataformas de virtualização Virtual Box e VMware Player, ambos para desktops. A VMware disponibiliza o vSphere para a virtualização de servidores.

    Contudo, existem soluções de virtualização de infraestrutura de desktops (VDIs) baseadas em uma tecnologia completamente diferente. Nesse modelo, PCs clientes acessam áreas de trabalho hospedadas em um servidor. Essas áreas de trabalho normalmente são executadas em janelas nos PCs clientes, e/ou em um número cada vez maior de tablets.

    Um exemplo desse tipo de virtualização é proporcionado pelo XenDesktop da Citrix, que viabiliza o acesso de centenas de clientes a um servidor (normalmente ultrapotente). Com cada cliente rodando em instâncias separados e com arquivos e aplicativos próprios, o servidor nesse modelo de operação precisa ser muito robusto.

    Listamos a seguir dez motivos para motivá-lo a experimentar soluções de virtualização.

    1. Executar programas ultrapassados

    Alguns aplicativos rodavam perfeitamente bem em sistemas Windows XP ou anteriores, mas se recusam terminantemente a funcionar no Windows 7. A solução para tal circunstância é simples: instalar o sistema antigo em uma máquina virtual e rodar o programa desejado.

    O VMwaree Player apresenta o recurso Unity, que permite a execução de programas em máquinas virtuais dando a impressão de rodarem de forma nativa no sistema cliente. Com botões em barra de tarefas e programas próprios, a experiência de usar essa plataforma é excelente. Contudo, para possibilitar o funcionamento do sistema, é necessário instalar as VMware Tools na plataforma virtualizada. Normalmente a instalação desse ferramental é sugerido após o setup do sistema operacional.

    2. Acessar dados virtuais

    Já aconteceu de receber um arquivo importante sinalizado como impróprio ou como perigoso pelo programa de antivírus? A maioria das soluções de virtualização tem um recurso de restauro do sistema ao estado anterior a determinada operação.

    Nesse caso, bastaria criar uma instância de recuperação do sistema e pronto: você já pode abrir o arquivo dentro da máquina virtual e se tudo der errado, restaurar o sistema para versão salva.

    3. Navegar em total segurança

    Por que não instalar um Windows no VMware Player e executar o Firefox no Unity, dando a impressão de operar o navegador de forma nativa?

    Essencialmente, o Forefox irá rodar dentro de um ambiente que é chamado de Sandbox. Em um caso de eventual invasão do sistema, não há o menor perigo dessa infecção de espalhar para o ambiente operacional nativo. É sugerido criar um ponto de restauro do sistema (conforme mencionado no caso acima) assim que ele estiver funcionando de acordo como o esperado.

    4. Realizar ensaios

    A técnica que mencionamos acima não é limitada à proteção contra malware. A máquina virtual pode ser usada para realizar ensaios com softwares, verificar atualizações e testar diferentes configurações antes de transferir um aplicativo para o sistema cliente.

    Alguns administradores de servidores usam técnicas de virtualização para criar cópias de instalações e os dados para execução em um ambiente virtual e verificar se uma atualização exerce qualquer efeito indesejado sobre o desempenho do sistema, por exemplo.

    5. Rodar Linux no Windows e vice versa

    Tem vontade de experimentar o Linux, mas detesta a perspectiva de ter de reparticionar o disco rígido? Essa é outra circunstância, em que a virtualização pode ajudar.

    Usuários Linux e Mac OS têm usado técnicas de virtualização para rodar Windows em seus sistemas faz muitos anos.

    Se a decisão recair sobre o emprego de uma instância virtual Linux para dar conta dos serviços de web e de email, por exemplo, pode ser uma boa ideia ter uma máquina com sistema desktop Linux para facilitar a comunicação entre as duas plataformas.

    6. Fazer backup de sistemas inteiros

    Por rodar em um grupo limitado de arquivos, fazer o backup de ambientes virtualizados é extremamente fácil. Equivale à fazer a elementar cópia de alguns diretórios. A mesma regra vale para a instalação de servidores virtualizados. Se um servidor de e-mails funcionar em um servidor virtual e for comprometido, bastará restaurar os arquivos copiados, contanto que o problema seja resolvido assim que o sistema estiver em pé novamente.

    Tenha em mente que a solução da VM é protegida e distribuir cópias de forma livre pode implicar nas sanções previstas em lei. Realizar a cópia para finalidades de backup é algo natural, mas emprestar ou ceder essa cópia para outras pessoas não é permitido.

    7. Uma nuvem pessoal

    Quando estiver em deslocamento, não há porque levar consigo o laptop. Basta deixa-lo ligado (com o modo de hibernação desabilitado) e levar o seu smartphone ou tablet junto. A partir daí, o acesso aos arquivos da máquina doméstica podem ser acessados usando o protocolo de chamada remota sobre internet. O usuário poderá acessa a área de trabalho de casa igual, haverá apenas alguns gráficos estranhos.

    Usuários que estejam executando o Windows 7 Profissional, Ultimate ou Enterprise, podem configurar o acesso remoto às máquinas por meio de um clique com o botão direito do mouse sobre o ícone “Computador” no menu iniciar e selecionando a opção “Propriedades”. Na janela seguinte, o usuário deverá clicar no item “Configurações remotas”. As mesmas instruções valem para as versões Profissional, Ultimate ou Business do Windows Vista.

    É necessário descobrir o IP público de seu roteador e verificar se o dispositivo está transmitindo conexões RDP. Não existe uma receita de bolo para essa configuração, ela varia entre os diferentes sistemas e configurações.

    Uma vez compartilhado o acesso ao host, basta baixar um aplicativo para usar no smartphone ou no tablet para acessar o PC doméstico.

    8. Rodar em segundo plano para desenvolvimento de soluções web

    A maioria dos desktops virtualizados tem a opção de execução em segundo plano, ou seja, não exibe área de trabalho nem janela alguma. Apesar de não aparecer, a plataforma está em execução e aceita requisições para conexões de rede. Desenvolvedores de sites podem, assim, rodar servidores para fins de teste.

    9. Fazer cópias de segurança do servidor

    O serviço Elastic Cloud, da Amazon permite que o usuário realize cópias de segurança da imagem dos servidores Windows 2008 para uso em eventualidade de desastres (é esperada a liberação para qualquer tipo de sistema).

    Criar backups periódicos é uma solução de vital importância no caso de catástrofes no sistema. Passado o período de turbulência, basta reiniciar o servidor com base na imagem capturada, realizar alguns poucos ajustes referentes aos IPs e dar sequência ao trabalho.

    10. Reaproveitar hardware antigo

    Ao optar pela instalação das soluções da Citrix, como o XenDesktop sobre um servidor Windows, o usuário pode realocar PC antigos para servirem como clientes leves.

    A diferença entre a execução nativa de um sistema operacional e a obtenção do ambiente de um servidor é mínima. A plataforma XenDesktop possui tecnologia preparada para evitar erros bastante comuns no acesso a partir de clientes leves. Normalmente as animações em vídeo rodam de maneira insatisfatória se sua execução ficar a cargo dos terminais.

    O sistema da Citrix também oferece a opção de acesso remoto, bastando que o servidor esteja configurado para responder a requisições remotas e o software correto esteja instalado no cliente, que pode ser um tablet, um smartphone ou outro dispositivo com acesso à web.

    Fonte: IDGNow

  • 5 dicas para eficiência do ambiente virtualizado


    3 de março de 2011

    Existe uma variedade enorme de produtos para dar conta da virtualização de vários aplicativos. Tal opulência conduz a perguntas que devem ser feitas antes da adoção de uma dessas ferramentas.

    1. Quando o assunto é segurança, que tipo de produto para a virtualização de infraestrutura você procura?

    A sugestão é procurar por uma solução que disponha de uma integração “limpa” e que tenha recursos do tipo: detecção de invasão e proteção antivírus. Cada máquina virtual, normalmente, suporta as ferramentas mais atualizadas que são endereçadas aos servidores. Cabe avaliar que configurações de segurança devem ser alteradas no servidor que roda as máquinas virtuais. O servidor deve executar sistemas para detecção de invasões, programas de antivírus e um software de monitoramento para vigiar sua disponibilidade.

    2. Que recursos de segurança são desejados na rede?

    É sempre muito positivo contar com uma camada para gestão de rede virtualizada que seja integrável à camada administrativa. O layer de gestão deve ser capaz de se comunicar com três áreas distintas.

    Primeiramente, as máquinas virtuais devem suportar a distribuição equilibrada de carga de trabalho por todas as máquinas. Assim, oferecem suporte a tráfego intenso de dados pela rede.

    Depois disso, vale determinar a alocação de banda para cada aplicativo em execução. Os aplicativos devem dividir a banda disponível dedicada para cada servidor.

    Em terceiro lugar, essa banda específica deve acompanhar as máquinas virtuais à medida que migram entre servidores. Esse acompanhamento é essencial em eventuais recuperações de desastres.

    3. E sobre armazenamento?

    É aconselhado dispor de uma camada para gestão, novamente, integrada à camada administrativa. Tal instância deve monitorar três departamentos dentro da infraestrutura virtualizada. Um deles é mapear a capacidade de armazenamento de dados de cada unidade. Cada vez que uma determinada máquina chega próximo ao limite de armazenamento, ela resolve essa questão estabelecendo ligações entre as unidade de alocação de dados.

    Também é aconselhado que a camada gestora de armazenamento defina as políticas para que a replicação de armazenamento seja localmente ou de maneira remota. Esse recurso é essencial em casos de desastres. Por último, é importante saber que as políticas irão responder pelo direcionamento e pelo processo de conexão entre as máquinas.

    Essa dinâmica flutuante de endereçamento possibilita a continuidade de aplicativos comerciais sob as piores condições. Sempre que houver uma flutuação, a única tarefa a ser realizada é replicar as plataformas de computação em nuvem do tipo plataforma como serviço e software como serviço.

    4. Sobre segurança da informação em camadas de infraestrutura

    No caso de aplicativos o administrador da base de dados define a criptografia para as tabelas e colunas diferentes. Isso significa que a base de dados já se encontra criptografada no sistema de arquivos associado. No caso de dados que se encontram armazenados em forma de arquivos ou de espaços na nuvem? Tal circunstância pode ser sanada aplicando uma política de criptografia para cada unidade de armazenamento na nuvem.

    5. Exemplos dessa análise e de sua prática

    Em minha atual função de consultor na área de riscos, sugiro atualizações de infraestrutura contínuas. Existe a substituição de hardware e a atualização dos softwares de acordo com as plataformas. Frequentemente as estruturas de rede e de armazenamento são as primeiras a serem atualizadas. Ou seja, as empresas desejam esconder as camadas de infraestrutura ao máximo. Outro desejo das organizações é que o produto escolhido para a virtualização facilite a expansão de aplicativos sem implicar demasiadamente em custos adicionais. Obviamente também é requerido que a solução seja capaz de alocar dinamicamente os recursos de rede e de armazenamento, além de oferecer recursos robustos para recuperação de desastres.

    Logo

    As empresas devem desejar que a proteção que têm em suas estruturas adicionais seja incorporada às estruturas virtualizadas. Querem, ainda, que a banda de conexão seja replicada e transmitida a uma máquina virtual. Quando o assunto é armazenamento, vale mapear os recursos constantemente. Finalmente, nada substitui a gestão centralizada de aplicativos nas máquinas virtualizadas.

    Toda essa complexidade serve para tornar a infraestrutura quase invisível.

    Fonte:CIO

  • Práticas para garantir o sucesso da virtualização de desktops


    23 de fevereiro de 2011

    A infraestrutura virtual de desktop (ou VDI, sigla do termo em inglês virtual desktop infraestructure) ganha mais força no mercado com sua possibilidade de permitir que administradores gerenciem desktops e aplicações, a partir de uma localização centralizada. A consequência lógica disso é rapidez no fornecimento e implantação de novas máquinas, situação ideal para ambientes em rápida expansão de máquinas cliente. Os usuários finais também se beneficiam, com a possibilidade de acessar aplicações críticas de qualquer lugar, valendo-se de recursos centrais poderosos.

    Apesar de todas as promessas, projetos de VDI falham. E a razão principal é a insatisfação do usuário. Com a dinâmica veloz do mercado, os usuários estão menos tolerantes a falhas e problemas de desempenho. A boa notícia é que as falhas possuem razões comuns e um estudo mais cauteloso vai ajudar a evitá-las.

    Infraestrutura de rede

    O ponto fundamental para a satisfação do usuário com o desktop virtual é a rede. É ela quem alimenta o dispositivo do cliente com informações e atividades. Mesmo que os servidores sejam potentes e que o melhor equipamento esteja na mesa do usuário, uma rede ruim vai minar o projeto. E para começar, é necessário entender as diferenças entre LAN, WAN e VPN.

    Os problemas surgem quando os usuários começam a acessar o desktop virtual por meio de WAN, VPN ou outros links mais lentos. Na rede LAN, não costuma haver problemas, o que gera outro problema: testes realizados por meio dessa rede podem causar falsa sensação de requisitos cumpridos. Se o time responsável pela implantação não tiver referência do desempenho das máquinas em todos os links de rede, uma entrada em produção dos VDIs pode ser desastrosa.

    Ao analisar a largura de banda, o responsável pelo projeto deve levar em conta os picos de utilização e não somente o uso médio de rede. Com a informação dos picos, o responsável pelo projeto pode trabalhar junto ao fornecedor de VDI para ajustar parâmetros de protocolo que garantam o desempenho da infraestrutura como um todo. Os parâmetros incluem resolução do vídeo, qualidade do áudio, redirecionamento de portas USB e outras configurações.

    Uma vez configurada, é importante monitorar a infraestrutura continuamente para avaliar explosões repentinas nas cargas de rede. Para isso, é importante realizar testes pilotos qualificados, ao longo dos quais os responsáveis vão elaborar diretrizes de estabilidade das quais serão tiradas as bases para o projeto de implantação completa, em produção.

    Visibilidade em tempo real

    A entrega bem-sucedida de um desktop virtual depende de uma série de elementos: rede, armazenamento compartilhado, integradores de conexões, dispositivos do cliente, servidores de virtualização de aplicações, servidores de Active Directory, servidores DHCP, portais de segurança etc.

    Com isso, desempenho, disponibilidade e limitações de cada componente da infraestrutura impactam diretamente a qualidade na experiência do usuário final. Exemplo: quando um desktop demora para realizar login, pode estar sofrendo com um integrador de conexões inapto para lidar com logins simultâneos, mas também poderia ser por conta de uma atualização demorada do antivírus que precisa acontecer após o login. Uma solução granular de gestão de performance é a única maneira de visualizar os elementos nesses segundos críticos.

    As diversas partes de um ecossistema de VDI demandam um retrato preciso, abrangente e veloz, ou a postura reativa será uma triste realidade na infraestrutura. Problemas de desempenho não podem ser recriados por logs ou relatórios disparados por componentes da máquina virtual. Um sistema em tempo real, por outro lado, permite que o responsável navegue pela infraestrutura e descubra a fonte dos problemas no momento em que eles ocorrem. Os administradores devem contar com um único painel de visualização que cubra todos os componentes, físicos ou virtuais, para que não sobrem pontos cegos.

    O tempo de resposta, também conhecido como latência, tem um impacto direto e imediato na experiência do usuário final. O desempenho do desktop virtual é altamente sensível a mudanças repentinas na latência do armazenamento ou da rede. Se essas variações não forem medidas em tempo real, os administradores da infraestrutura sofrerão com reclamações de usuário sem ter um aviso prévio de possíveis problemas.

    As piores situações ocorrem quando o conjunto de soluções dos gerentes de infraestrutura mostra retratos da infraestrutura em intervalos de 5 a 10 minutos, quando qualquer latência de 30 segundos já causa problemas para os usuários e acaba causando má fama para o departamento de suporte de TI. Por outro lado, com ferramentas de análise em tempo real, disponível para todos os membros-chave da equipe de TI, as chances de isso ocorrer se reduzem sensivelmente.

    Poder para os usuários

    Ao avaliar as ferramentas de gerenciamento para virtualização de desktops, as soluções que capturam diretamente a experiência do usuário devem receber consideração especial. Se os usuários puderem disparar uma gravação de suas atividades quando problemas ocorrem, os administradores conseguem monitorar a carga em tempo real na infraestrutura. Essa informação, rica em conteúdo, elimina o passo de “recriar” o problema. Sem contar que isso nem sempre é possível, em diferentes momentos do dia.

    Fonte: Computer World

  • 10 erros em projetos de virtualização


    14 de fevereiro de 2011

    Sem um planejamento detalhado até os projetos de virtualização de armazenamento podem dar errado.

    Em termos práticos, vale a pena considerar os seguintes pontos, também considerados erros clássicos em projetos de virtualização:

    1. Na hora da contratação

    É aconselhável uma sabatina completa do fornecedor sobre as atribuições e suas expectativas de funcionalidade do sistema. É normal que ocorram erros de comunicação quando o assunto é a possibilidade de modificar os caminhos de acesso ao servidor de armazenamento por parte do servidor de aplicativos. O que a empresa contratante esquece ou deixa de observar nesse caso, é que determinados produtos têm tempos de resposta distintos quando recebem a mensagem da alteração no caminho de acessos.

    2. Dimensionamento errôneo dos componentes de armazenamento

    Outro erro absolutamente corriqueiro é não perguntar ao cliente sobre suas necessidades de tráfego de dados de entrada e saída. Tais informações são cruciais para definir a dimensão dos servidores de storage. A correta configuração desses servidores será composta por escolha de interfaces de rede, memória RAM etc. Por motivos de economia, algumas companhias optam por configurar os servidores com o mínimo aceitável de recursos. Um planejamento cauteloso prevê a configuração de um servidor de backup, capaz de reagir à requisição e responder em casos de desastres sem perturbar a dinâmica da rede.

    3. Acertar o cronograma para migração das bases de dados

    O pouco tempo dedicado ao diálogo com o fornecedor sobre esse processo de transferência de dados de um servidor para o outro pode ocasionar atrasos no funcionamento da plataforma virtualizada.

    4. Backup, Backup e mais Backup

    Deixar de conversar detalhadamente sobre as rotinas de backup e ensaios para eventuais recuperações de desastres é o quarto – e um dos mais comuns – erros nas tratativas com o fornecedor de soluções para virtualização de storage.

    5. Conhece o teu hardware como a ti mesmo

    Saber de cor e salteado todas as informações de compatibilidade entre o hardware em uso na estrutura é crucial. Obtenha, assim que possível, a HLC (Hardware Compatibility List) do fornecedor para não cometer esse quinto erro.

    6. invista em planejamento

    Não raramente, o planejamento é dispensado por influenciar demais no preço da solução. Assim, informações importantes acerca da arquitetura, de funções e a descrição completa da dinâmica acabam faltando. Também são descritos em um plano minucioso o volume total de dados a ser transferido, um diagrama da rede, uma lista com os arquivos de sistema e um cronograma.

    7. Zoneamento

    É uma tática que pode custar um pouco mais. Ainda assim é a melhor maneira de garantir que servidores de aplicativo não interfiram um no desempenho do outro. É recomendado que os switches sejam distribuídos com vistas a atender o zoneamento de 1:1.

    8. Testes, ensaios & Cia

    Não existe testar demais. Da mesma forma, documentação nunca é dispensável. Tanto os ensaios quanto as informações que guarnecem soluções diferentes, devem ser absorvidos pela companhia e atualizados constantemente. Essas informações são importantes na hora de eventual reconstrução de ambientes ou de integração de novos componentes.

    9. Manutenção

    Parece esquecida junto com o monitoramento. Paradoxal, se entendermos que a função desses sistemas é crítica. As rotinas de verificação das funções e o estado do sistema devem ser examinadas constantemente e não devem ser relegados a segundo plano em função de falta de tempo ou da interrupção dos sistemas de alta disponibilidade.

    10. Capacitação

    Não se iluda. O fato da falta de capacitação estar no final dessa lista serve para lembrá-lo que todos os fatores anteriores são evitáveis se os profissionais forem apropriadamente capacitados para dar conta da administração do sistema virtualizado.

    Fonte:CIO