Importância de pensar em Design Inclusivo

Acessibilidade se tornou um termo bastante importante na sociedade atual e no mundo corporativo. Em um momento no qual marcas e empresas começaram a pensar nos mais diversos públicos, diferentes tipos de profissionais estão considerando a acessibilidade em seus produtos e serviços.

Acessibilidade digital permite o alcance e utilização, em equidade de oportunidades, em sites e serviços disponíveis na web, por qualquer pessoa. É importante lembrar que existem consumidores com deficiência visual, auditiva e com diversos outros tipos de deficiência. Pensar em cada um deles, não é mais um diferencial da empresa, mas sim, uma necessidade primordial.

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O que é Design Inclusivo (DI)

Nesse contexto, o Design Inclusivo (DI) – conhecido também como Design Universal – se preocupa com as diferentes formas de uso vindas da relação entre produto e pessoa. Em resumo, trata-se de colocar as pessoas em primeiro lugar.

Logo de início, podemos pensar que o Design Inclusivo está direcionado somente para pessoas com algum tipo de diferença funcional. No entanto, na realidade, é sobre pensar os produtos e serviços para atender as necessidades de pessoas com deficiências permanentes, temporárias ou situações momentâneas, como, por exemplo, por baixa iluminação de um ambiente.

Para utilizar o Design Inclusivo, é fundamental que o profissional considere todas as etapas do projeto, ou seja, desde o começo do processo criativo até a análise de todos os possíveis público-alvo. Essa abordagem de projeto deve garantir a acessibilidade e usabilidade, bem como se fazer presente em todas as etapas do nosso dia-a-dia. Muito mais além do que criar objetos concretos, o Design Inclusivo otimiza a relação entre pessoa, seu ambiente, seu círculo social e cultural, somados aos seus valores, ações e emoções.

7 Princípios do Design Inclusivo

No ano de 1997, o Centro de Design Universal, sediado na Escola de Design da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, elaborou sete princípios que visa permitir que os profissionais definam os requisitos em um projeto de produto ou serviço.

A seguir vamos comentar um pouco sobre cada um deles:

Uso igualitário

Considerando que pessoas são diferentes, seja por escolha própria ou pelas circunstâncias, é necessário criar ambientes iguais para todos. Para que seja de uso equitativo, o projeto deve ser útil e comercializável para pessoas de diferentes características, permitindo os mesmos meios de usabilidade para todos.

Uso flexível

Para que exista flexibilidade em seu uso, o Desing Inclusivo deve atender o máximo de habilidades e/ou preferências individuais, como, por exemplo, se adaptando ao ritmo do usuário e ao ambiente que ele está.

Uso simples e intuitivo

Deve ser de fácil entendimento para todos, independentemente de sua experiência, conhecimento anterior, habilidades de linguagem e circunstâncias de uso. É necessário eliminar a complexidade e manter o êxito das informações em todo o processo de utilização.

Informação perceptível

Permite que o usuário possa interagir com o conteúdo da forma que quiser. Para isso, é importante usar diversas formas de comunicação, utilizando símbolos e letras, braile e/ou sinalização auditiva, permitindo que a informação seja facilmente compreendida.

Tolerância a erros

É fundamentos reduzir os riscos e minimizar as possíveis consequências de ações não intencionais. Para isso, é importante que o projeto tenha atenção em isolar elementos perigosos, bem como oferecer mensagens de alerta para os possíveis erros.

Baixo esforço físico

É sobre pensar no conforto. Para que se tenha baixo esforço físico, é necessário permitir que o usuário se mantenha em uma postura corporal confortável, reduzindo assim, repetições e fadiga.

Abrangente

É sobre se preocupar com a postura ou mobilidade da pessoa. É importante que o projeto tenha dimensões e espaços favoráveis para o acesso, a manipulação e o uso, de maneira confortável e agradável para qualquer pessoa em qualquer situação.

Apesar da possibilidade de ser aplicada em qualquer área, o Design Inclusivo é fundamental para a área digital. Ao desenvolver, por exemplo, um aplicativo, é fundamental que ele seja pensando nos princípios do DI, acessibilidade e UX Design. Isto pode garantir que o público alvo seja impactado de forma positiva e atenda às suas necessidades.

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Considerações finais sobre acessibilidade e design inclusivo

Como vimos, sem dúvida pensar em Design Inclusivo traz diversos benefícios num contexto em que marcas e empresas se preocupam cada vez mais com o uso de seus produtos e serviços. Estes sete princípios podem ser utilizados em avaliações de projetos já existentes, mas também podem conduzir a criação de novos projetos e educar os profissionais a pensar em novos ambientes e necessidades de todos.

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Possui MBA em Arquitetura e Engenharia de Software e bacharelado em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS. Realizou intercâmbio acadêmico em Jornalismo pela Facultad de Letras y Comunicación da Universidad de Colima, no México. Atuou como redator de entretenimento e tecnologia na rádio Metropolitana FM e atualmente trabalha como Analista de Qualidade de Software.

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