Principais Estruturas de Dados no Python

No Python, podemos utilizar diversos tipos de estruturas de dados. Estas estruturas resolvem um tipo de problema e podem ser úteis em diversas situações. As principais estruturas são as Listas, Sets, Dicionários e Tuplas e neste artigo veremos as diferenças e principais características de cada uma.

Listas

Uma lista é a estrutura de dados mais básica do Python e armazena os dados em sequência, onde cada elemento possui sua posição na lista, denominada de índice. O primeiro elemento é sempre o índice zero e a cada elemento inserido na lista esse valor é incrementado.

No Python, uma lista pode armazenar qualquer tipo de dado primitivo (string, inteiro, float, etc). Na imagem abaixo podemos ver como uma lista se comporta:

Declarando Listas

Para a criação de uma lista no Python, a sintaxe é a seguinte:

nome_da_lista = [] # Criação de uma lista vazia
nome_da_lista = [1, 2, 3] # Criação de uma lista de inteiros
nome_da_lista = [1, "Olá, mundo!", 1.1] # Criação de uma lista com vários tipos diferentes

Podemos também criar listas dentro de outras listas. Essas são chamadas de nested lists e sua sintaxe é a seguinte:

nome_da_lista = ["Olá, mundo",  [1, 2, 3], ["outra_lista"]]

Possuímos aqui no blog um artigo que mostra os principais métodos de manipulação de listas no Python.

Tuplas

Uma tupla é uma estrutura bastante similar a uma lista, com apenas uma diferença: os elementos inseridos em uma tupla não podem ser alterados, diferente de uma lista onde podem ser alterados livremente. Sendo assim, em um primeiro momento, podemos pensar em uma tupla como uma lista que não pode ser alterada, mas não é bem assim…

É certo que as tuplas possuem diversas características das listas, porém os usos são distintos. As listas são destinadas a serem sequências homogêneas, enquanto que as Tuplas são estruturas de dados heterogêneas.

Sendo assim, apesar de bastante similares, a tupla é utilizada para armazenar dados de tipos diferentes, enquanto que a lista é para dados do mesmo tipo.

Tuplas x Listas

As tuplas possuem algumas vantagens com relação às listas, que são:

  • Como as tuplas são imutáveis, a iteração sobre elas é mais rápida e, consequentemente, possuem um ganho de desempenho com relação às listas;
  • Tuplas podem ser utilizadas como chave para um dicionário, já que seus elementos são imutáveis. Já com a lista, isso não é possível;
  • Se for necessário armazenar dados que não serão alterados, utilize uma tupla. Isso garantirá que esses sejam protegidos de alterações posteriores.

Declarando Tuplas

A sintaxe para criação de uma tupla, assim como uma lista, também é bem simples. Ao invés de se utilizar colchetes (listas), são utilizados parênteses, como podemos ver abaixo:

nome_da_tupla = (1, 2, 3) #tupla de inteiros
nome_da_tupla = (1, "olá", 1.5) #tupla heterogênea

Possuímos aqui no blog um artigo que mostra os principais métodos de manipulação de tuplas no Python.

Sets

No Python, os sets são uma coleção de itens desordenada, parcialmente imutável e que não podem conter elementos duplicados. Por ser parcialmente imutável, os sets possuem permissão de adição e remoção de elementos.

Além disso, os sets são utilizados, normalmente, com operações matemáticas de união, interseção e diferença simétrica, conforme veremos nos próximos tópicos.

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Declarando Sets

Para a criação de um set no Python há duas formas: A primeira é bem similar às listas e tuplas, porém utilizando chaves {} para determinar os elementos do set:

nome_do_set = {1, 2, 3, 4}

A segunda é utilizando o método set presente no Python:

nome_do_set = set([1, 2, 3, 4])

Possuímos aqui no blog um artigo que mostra os principais métodos de manipulação de sets no Python.

Dicionários

No Python, os dicionários são coleções de itens desordenados com uma diferença bem grande quando comparados às outras coleções (lists, sets, tuples, etc): um elemento dentro de um dicionário possui uma chave atrelada a ele, uma espécie de identificador. Sendo assim, é muito utilizado quando queremos armazenar dados de forma organizada e que possuem identificação única (como acontece em bancos de dados).

Um dicionário, portanto, pode ser visto como a figura abaixo:


Onde cada valor é “atrelado” à uma chave, seu identificador. Vale lembrar que, por necessitar que cada valor possua uma chave relacionada a ele, as chaves dos dicionários devem ser únicas para que possam ser acessadas, também, através do seu índice.

As chaves também não são armazenadas em qualquer ordem, elas apenas são associadas aos valores que pertencem.

Declarando Dicionários

Existem duas formas de se criar um dicionário utilizando o Python. A primeira delas é utilizando chaves ( {} ) e separando os elementos das chaves com dois pontos ( : ) e os outros elementos por vírgula ( , ):

nome_do_dicionario = {1: ‘João’, 2: ‘José’}
nome_do_dicionario = {‘nome’: ‘João’, ‘sobrenome’: ‘Silva’}

A segunda forma é utilizando o método dict() com o dicionário sendo passado como parâmetro:

nome_do_dicionario = dict({1: ‘João’, 2: ‘José’})
nome_do_dicionario = dict({‘nome’: ‘João’, ‘sobrenome’: ‘Silva’})

Possuímos aqui no blog um artigo que mostra os principais métodos de manipulação de sets no Python.

Animou?

No Python, possuímos diversas estruturas prontas para utilizar, como vimos neste artigo, e cada uma resolve um tipo de problema. No próximo artigo, iniciaremos os estudos mais aprofundados de cada uma destas estruturas e como manipulá-las no Python.

Até lá 🙂

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Professor na TreinaWeb e graduado em Sistemas de Informação pelo Instituto Federal da Bahia. Apaixonado por desenvolvimento web, desktop e mobile desde os 12 anos de idade. Já utilizou todos os sistemas operacionais possíveis, mas hoje se contenta com o OSX instalado em seu desktop. Quando não está trabalhando, é IGL e Awper do time de CS:GO da Treinaweb. Até passou em uma peneira do Cruzeiro, mas preferiu estudar Python.

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