Testes e Projetos Principais técnicas de testes funcionais

Existem vários métodos que podem ser aplicados na hora de optar pelo teste funcional. Neste artigo vamos comentar brevemente sobre as principais técnicas de testes funcionais.

João Paulo Soares 27 de outubro de 2020

Os testes funcionais, também conhecidos como testes de caixa-preta, é uma validação de software na qual determinada funcionalidade é verificada, sem levar em conta a estrutura do código-fonte, os detalhes de implementação ou os cenários de execução. Nos testes de caixa-preta, o foco é apenas as entradas e saídas do sistema, sem se preocupar com a estrutura interna do programa.

De acordo com a ISTQB, um selo internacional que destaca a importância dos testes de software na qualidade do sistema, as técnicas de caixa-preta são utilizadas para realizar testes funcionais, com base nas funções ou características do sistema, e sua interação com outros sistemas ou componentes. Técnicas baseadas em especificações podem ser usadas para identificar casos de teste, com base na funcionalidade do software, e podem ser usadas para projetar testes não-funcionais.

Em suma, o teste funcional permite identificar:

  • Funções incorretas ou ausentes;
  • Erros de interface;
  • Erros em estruturas de dados;
  • Erros em acessos a bancos de dados externos;
  • Erros de desempenho;
  • Erros de inicialização e término.

Técnicas de testes funcionais

Assim sendo, existem vários métodos que podem ser aplicados na hora de optar pela técnica de caixa-preta. A seguir vamos comentar brevemente sobre alguns deles:

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Partição de equivalência

Nesta técnica, os valores de entrada do sistema são divididos em grupos que vão ter um comportamento parecido, para que possam ser processados da mesma maneira. As partições de equivalência podem ser aplicadas para dados válidos e inválidos, bem como a valores de saída, valores internos, valores relacionados à eventos e para os parâmetros recebidos pelas interfaces.

Análise do valor limite

Este método parte do princípio de que o comportamento na borda de uma partição de dados tem maior probabilidade de apresentar erros. Com isso, esta técnica se torna um complemento para a partição de equivalência. Os valores máximos e mínimos de uma partição são seus valores limites e os testes podem ser feitos para dados válidos como inválidos.

Tabela de decisão

A tabela de decisão é um método importante para documentar regras de negócios que o sistema deve cumprir. Estas são criadas a partir da análise da especificação funcional e da identificação destas regras de negócios. A tabela de decisão contém as condições de disparo, combinações de verdadeiro e falso para cada entrada de dados, bem como a ação que resulta de cada combinação.

Transição entre status

Um sistema pode exibir diferentes comportamentos dependendo de seu status atual ou de eventos anteriores. A elaboração de um diagrama permite que o tester visualize os status, transições, entradas de dados, eventos que os acionam e as ações que podem resultar. Esta técnica pode ajudar a identificar possíveis transações inválidas.

Casos de uso

Os casos de uso descrevem as interações entre os atores, que podem ser usuários ou outros sistemas, os quais possuem pré-condições que devem ser atendidas para atingir o funcionamento correto do software. Os casos de uso terminam com pós-condições, que são resultados observáveis e o estado do sistema após a execução. Esta técnica é útil para definir testes de aceitação, nos quais o usuário e/ou cliente participa.

Técnicas baseados na experiência

De acordo com o ISTQB, as técnicas baseadas na experiência são aqueles em que os testes são derivados da habilidade e intuição do testador, bem como de sua experiência com aplicativos e tecnologias semelhantes. Este método é amplamente utilizado na previsão de erros.

Histórias de usuário

A história de usuário descreve um recurso – ou parte dele – que pode ser desenvolvido e testado em uma única iteração. Esta técnica descreve a funcionalidade que será implementada, os requisitos não-funcionais e os critérios de aceitação. A cobertura mínima de teste para uma história de usuário é composta pelos critérios de aceitação, portanto, os casos de teste são derivados desses critérios.

Considerações Finais

Os testes de caixa-preta são validações que permitem obter um conjunto de condições de entrada que verificam todos os requisitos funcionais de um software. Entre as vantagens deste tipo de teste estão: eliminar a necessidade de testes extensivos; servir como um guia para selecionar o conjunto de dados de entrada para teste, com alta probabilidade de detecção de defeitos; não precisar de acesso ao código-fonte; haver uma separação entre as perspectivas do usuário e do desenvolvedor.

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    João Paulo Soares

    Possui MBA em Arquitetura e Engenharia de Software e bacharelado em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS. Realizou intercâmbio acadêmico em Jornalismo pela Facultad de Letras y Comunicación da Universidad de Colima, no México. Atuou como redator de entretenimento e tecnologia na rádio Metropolitana FM e atualmente trabalha como Analista de Qualidade de Software.

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