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Acessibilidade e User Experience (UX)

Usabilidade x Acessibilidade: quais as diferenças e relações

No mundo da tecnologia, é bem provável que você já tenha ouvido falar sobre os termos acessibilidade e usabilidade, que seus sites devem ser acessíveis e usáveis, etc. Esses termos podem ser facilmente confundidos em um primeiro momento e, apesar dos dois falarem sobre a facilidade de interação com um site, eles têm conceitos e objetivos diferentes. Veremos neste artigo o que vem a ser cada um deles.

O que é usabilidade?

Quando o usuário encontra o seu site, ele espera navegar facilmente e encontrar o que procura. A usabilidade da web está relacionada a facilidade que o usuário tem ao utilizar um site, o quão rápido ele consegue realizar suas tarefas, a fim de ter uma experiência de acesso clara e fácil, por parte de qualquer pessoa. A usabilidade pode ser aplicada em todos os campos, mas aqui vamos nos referir à usabilidade web.

Pensar na usabilidade de uma interface é muito importante, pois ela é claramente percebida quando é ruim, ainda mais que isso está ligado a satisfação que os usuários terão durante esse processo.

Para fazer uma análise de usabilidade do seu site, há a avaliação Heurística de usabilidade, que é uma técnica de inspeção que ajuda a identificar problemas de usabilidade em uma interface.

O que é acessibilidade?

O conceito de acessibilidade está relacionado a tornar um site acessível a pessoas com algum tipo de necessidade especial ou não.

O objetivo é que todos os usuários possam ter a mesma experiência de acesso, independentemente de sua condição, seja alguma deficiência (por exemplo auditiva, visual), como também de software, hardware, infraestrutura de rede, aparelho… qualquer circunstância que dificulte aos usuários o acesso da informação.

Por exemplo, se algo do seu site precisa de algum plugin especial ou de um navegador específico para ser visualizado corretamente, acaba deixando de ser acessível.

Quando os sites são bem pensados e desenvolvidos, todas as pessoas podem ter igual acesso
às informações e funcionalidades.

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Qual as diferenças e relações entre os termos?

• Um site acessível beneficia todos os usuários, não apenas os que possuem alguma necessidade especial;
• A acessibilidade é um subconjunto de usabilidade;
• Um site que não é acessível, não é utilizável;
• Enquanto a usabilidade implica em acessibilidade, o contrário não é necessariamente verdadeiro.

Concluindo…

Para finalizar, poderíamos dizer que o objetivo da usabilidade é os usuários serem capazes de alcançar seus objetivos com um mínimo esforço e com resultados máximos. Acessibilidade é as pessoas conseguirem acessar sem nenhuma limitação.

Vamos falar sobre como organizar a informação no seu site? Como deixá-lo acessível, com uma experiência positiva para o usuário? Temos vários posts aqui no blog sobre isso, dá uma conferida 😀


Acessibilidade e User Experience (UX)

Técnicas de acessibilidade para deixar o seu site mais inclusivo

Usar as técnicas de acessibilidade é um dos elementos mais importantes no desenvolvimento moderno de sites e aplicativos, pois visa adaptar as páginas para que o maior número de usuários possa ter acesso ao conteúdo publicado na web, caso não conheça o conceito de design inclusivo, já falamos aqui no blog sobre design inclusivo ou também conhecido como design universal. Com isso, todos os tipos de pessoas terão uma melhor experiência se a acessibilidade for levada em consideração.

É fundamental pensar em acessibilidade web no início do projeto, já que implementá-la adequadamente na etapa final, além de ser mais difícil, pode ter um custo um pouco mais elevado. Por isso, todo profissional de tecnologia deveria entender qual é a importância de abordar esse tema, bem como ter um entendimento, no mínimo intermediário, de como ele é tratado, elaborado e aplicado.

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Cartilha de acessibilidade web

De acordo com o World Wide Web Consortium – W3C, um consórcio internacional no qual organizações filiadas trabalham juntas para desenvolver padrões para a web, as técnicas de acessibilidade na internet permite que cada pessoa possa “perceber, entender, navegar, interagir e contribuir para a web”.

Nesse contexto, a acessibilidade de sites e aplicativos envolvem todas as condições necessárias para melhorar o acesso à internet, de pessoas com deficiências visuais, auditivas, físicas, de fala, cognitivas, neurológicas, entre outras.

Segundo a cartilha de acessibilidade do W3C Brasil, acessibilidade na web significa que pessoas com deficiência devem ser incluídas no ambiente digital. Ela também beneficia outros indivíduos que, ainda que não apresentem algum distúrbio, podem ter sua experiência de navegação prejudicada, como idosos.

Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, afirma que “o poder da web está na sua universalidade. O acesso por todas as pessoas, não obstante a sua deficiência, é um aspecto essencial”. Para o W3C, “é essencial que a web seja acessível, de modo a prover igualdade de acesso e de oportunidades para pessoas com diferentes capacidades”.

Nesse cenário, para possibilitar a igualdade de oportunidades para que diferentes tipos de pessoas, independentemente de suas situações, possam ter autonomia para utilizar a web, é necessário considerar a implementação de algumas ferramentas de acessibilidade em sites ou aplicativos. Nos últimos anos, a internet fez grandes avanços para tornar as páginas mais acessíveis, no entanto, é responsabilidade dos designers e desenvolvedores melhorar seus próprios websites. Abaixo vamos comentar sobre alguns recursos fáceis de serem implementados:

HTML Semântico

É impressionante como a quantidade de sites e páginas na web crescem cada dia mais. Por isso, juntamente com o crescimento da internet, também aumenta os padrões, técnicas e práticas de desenvolvimento web.

Diante disso, o HTML com uma boa semântica visa descrever o significado do conteúdo presente em documentos HTML, deixando tudo mais claro, tanto para desenvolvedores, quanto para browsers. O elemento button tem diversos estilos já aplicados nele mesmo e é embutido com padrões de acessibilidade pelo teclado, botões estes que podem ser navegados por meio da tecla Tab, e ativados utilizando a tecla Enter.

Além da acessibilidade na internet, alguns dos benefícios de utilizar o HTML semântico são:

  • Torna o código mais fácil de ser lido, entendido e desenvolvido;
  • Torna a página mais fácil de ser encontrada pelos mecanismos de busca.

Leitor de Tela

Leitores de tela são programas utilizados para capturar qualquer informação apresentada em texto, com o objetivo de obter uma resposta do computador por meio de um sintetizador de voz. Em suma, o sistema passa por textos, fazendo a leitura de tudo o que ele consegue identificar, e permitindo que o usuário escute o conteúdo publicado na internet.

Esta ferramenta possibilita a navegação por menus, janelas e textos presentes em praticamente qualquer site ou aplicativo. A navegação é feita por meio de um teclado comum, então nenhuma adaptação ou equipamento especial é preciso para que este tipo de programa funcione. No entanto, é importante destacar que esse recurso não vai no site e, usar elementos como HTML semântico e atributo alt nas imagens, auxilia em seu funcionamento correto.

A navegação por meio de leitores de tela, que permite que o usuário consiga acompanhar a estrutura da página, funciona basicamente de três formas:

  • Lendo toda a página ao navegar com as setas;
  • Lendo os links ao navegar com a tecla Tab;
  • Lendo os cabeçalhos ao navegar com a tecla H.

Esta ferramenta é usada principalmente por pessoas portadoras de alguma deficiência visual, seja ela permanente ou momentânea. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE em 2010, apenas no Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão. Considerando estes dados, uma boa parte da população brasileira pode vir a usar este tipo de recurso.

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Leitor de Libras

Leitor de Libras é responsável por traduzir automaticamente conteúdos digitais, seja em texto, áudio, ou vídeo, para a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Com isso, o programa permite que pessoas portadoras de alguma deficiência auditiva possam acessar os conteúdos da internet, em sua língua de comunicação, reduzindo as dificuldades e quebrando as barreiras de acesso à informação.

Uma ótima ferramenta gratuita é o Suite VLibras, um software brasileiro, fruto de uma parceria entre o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), por meio da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O recurso consiste em um conjunto de ferramentas computacionais de código aberto, responsável por traduzir os mais variados conteúdos digitais.

Abaixo é possível ver o leitor de libras funcionando no site do Governo federal:

Leitor de libras para acessibilidade funcionando no site do governo federal

O leitor de Libras é usando principalmente por pessoas portadoras de deficiência auditiva. Este grupo social encontra bastante dificuldade para ler, escrever e se comunicar de maneira oral na língua do seu país nativo. De acordo com o Censo de 2010, cerca de 10 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência auditiva. Outro dado importante de destacar é que 80% dos surdos não compreendem o português corretamente e precisam da Libras para receber informações.

Alto Contraste

O Alto Contraste é uma ferramenta que deixa o fundo da página totalmente escuro e as letras mais claras, podendo também ser relacionado à troca do tamanho das fontes. Este recurso, utilizado principalmente por pessoas que possuem médio ou alto déficit de visão, bem como usuários que apresentam algum grau de daltonismo, permite aumentar o contraste das cores do texto e das imagens na tela, facilitando sua identificação.

Podemos ver o recurso de alto contraste disponível na página do Governo:

Página do governo sobre acessibilidade para web

Ao clicar no botão de alto contraste no canto superior direito, é possível ver o resultado:

Página do governo sobre acessibilidade para web utilizando alto contraste

Vale lembrar que a utilização de cores é um dos principais problemas de acessibilidade, pois nem todos os usuários as visualizam da mesma maneira, já que diversas pesquisas revelam que cerca de 8,5% da população masculina mundial apresentam deficiência na percepção de cores.

Sabemos que a cor é um recurso importante que costumamos utilizar para se comunicar na web. Entretanto, é um erro transmitir as informações somente por meio deste elemento visual. A cor deve sempre complementar uma mensagem, mas não pode ser o único mecanismo para passar o conteúdo. Para alcançar todas as pessoas, é recomendável que os designer e desenvolvedores adicionem ícones ou textos, mostrando claramente ao usuário a informação que ele deseja.

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Ferramenta de Lupa e Zoom

A ferramenta de Lupa tem o objetivo de ampliar palavras e imagens. O recurso, que também é um software à parte, permite que o usuário com baixa visão aumente o tamanho da fonte e/ou das imagens na tela do dispositivo, podendo aplicá-lo em toda tela ou em parte dela. Em alguns programas é possível personalizar a disposição da ferramenta nos modos: tela inteira, lente e ancorado.

Somado ao uso da Lupa, é recomendável que designers e programadores não desative a funcionalidade de zoom nas páginas da web, para aquelas pessoas que utilizam dispositivos móveis. O bloqueio do zoom, que está dentro do próprio site, prejudica pessoas que sofrem com déficit de visão, sendo que é sim possível desenvolver uma boa aplicação com zoom de até 200%.

Muitos sites disponibilizam a ferramenta de zoom para seu conteúdo, veja como exemplo, o site do Governo do estado de São Paulo:

Recurso de zoom no site do governo do estado re são paulo

De modo geral, vale lembrar que pessoas com baixa visão, mesmo que tenham acesso ampliado em seus dispositivos, estão mais propensas à fadiga, por conta da forte exposição a que ficam submetidas aos raios emitidos pelas telas. Por isso a importância de se pensar em um conjunto de recursos de acessibilidade, e não apenas na utilização de uma única ferramenta de maneira isolada.


Acessibilidade e User Experience (UX)

Acessibilidade em projetos web: como pensar desde o início

Não há como negar a necessidade de se pensar em acessibilidade em projetos web desde o início e em formas de incluir todos os tipos de pessoas na sociedade. As organizações estão cada vez mais cientes que precisam se adaptar à diversidade do seu público e, boa parte delas, já começou a pensar em acessibilidade desde o começo do planejamento de um determinado projeto. Diante disso, é de suma importância criar um ambiente digital inclusivo, permitindo que todas as pessoas, seja ela portadora de alguma deficiência momentânea ou crônica, tenham autonomia para realizar suas tarefas diárias.

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Impacto da acessibilidade em projetos web

De acordo com diversos estudos relacionados à elaboração de projetos, pensar em acessibilidade no início do desenvolvimento pode impactar, quando muito, em apenas 5% no custo previsto. No entanto, caso seja necessário implementar recursos de acessibilidade mais adiante ou readequá-lo após o projeto ser finalizado, esse custo pode variar entre 20 e 40%, pois, mudanças em um ambiente web, o trabalho de análise da acessibilidade de cada página, do código gerado, da acessibilidade dos elementos visuais, entre outras questões, gera um custo muito maior do que incorporá-las na base do projeto proposto.

Isto demonstra que, se a acessibilidade for considerada um requisito do projeto, e se ela estiver presente durante todo o desenvolvimento, muito pouco será afetado. Ao ser pensada desde o começo, por toda a equipe envolvida no projeto, o impacto no trabalho e nos custos serão bem pequenos. Por outro lado, o impacto positivo em relação à experiência do usuário será alto, fato que, comercialmente falando, justificará o investimento.

Quantidade de pessoas beneficiadas pelo uso da acessibilidade em projetos web

Outro ponto bastante importante a se considerar é que boa parte da população brasileira e mundial possuem algum tipo de deficiência. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, com dados de 2011, cerca de 1 bilhão de pessoas vivem com alguma deficiência – ou seja, uma em cada sete pessoas no mundo. Por outro lado, no Brasil, de acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.

Criação de um ambiente acessível

Considerando estas questões, ao se pensar em acessibilidade num projeto, há algumas boas práticas que auxiliam em sua elaboração. A seguir vamos comentar brevemente sobre cada uma delas, tendo como base um manual do portal de acessibilidade do governo do Reino Unido. Alguns pontos a serem pensados são de acordo com cada pessoa:

  • Transtorno do espectro autista, é recomendável utilizar cores simples, escrever frases de forma clara e simples, criar botões descritivos (como, por exemplo, “anexar arquivos” ao invés de “clique aqui”), e construir layouts simples e consistentes;
  • Portadores de deficiência auditiva, é recomendável escrever de forma clara e simples, usar texto literal (evitar gírias, metáforas e palavras estrangeiras), usar legendas, fornecer transcrições para vídeos, dividir o conteúdo com subtítulo e permitir que o usuário escolha a melhor forma de consumir o conteúdo;
  • Portadores de dislexia, é recomendável usar imagens e outros elementos visuais para acompanhar o texto, alinhá-lo à esquerda e manter a consistência do layout. Outra boa prática é produzir materiais em outros formatos – como áudio e vídeo -, manter o conteúdo curto e direto, e permitir que os usuários alterem o contraste entre plano de fundo e texto;
  • Baixa visão, é recomendável permitir a variação de contrastes, ter um tamanho de fonte legível com possibilidade de alteração, utilizar fontes sem serifas, publicar todas as informações diretamente em páginas HTML, usar combinação de cores, formas e texto, construir um layout linear e lógico para garantir uma boa leitura, colocar botões e notificações no contexto, e não bloquear o zoom;
  • Portadores de deficiência física, é recomendável criar grandes áreas clicáveis, ter um espaçamento maior entre campos de formulários, projetar para que o recurso possa ser utilizado por teclado ou voz, fornecer atalhos, e outros recursos que reduza o esforço físico;
  • Ao projetar para usuários de leitores de tela, é recomendável descrever imagens, fornecer transcrições para vídeo, construir um layout linear e lógico, criar uma estrutura de código baseado em HTML5, construir para uso apenas do teclado, e escrever links e títulos autodescritivos.

Geralmente, este tipo de demanda surge de duas maneiras: com foco em atingir um público maior, por questões comerciais ou não, ou para a empresa estar dentro do Decreto-Lei nº 5.296, no qual o capítulo IV, sobre o acesso à informação e à comunicação, reitera que “será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet)”. Hoje o governo é obrigado a pensar em acessibilidade em projetos web.

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Considerações Finais

É bom lembrar que acessibilidade não é apenas permitir visualizar ou ter acesso a determinado conteúdo, mas sim possibilitar que o usuário o compreenda. Esses pontos descritos acima também valem para pessoas com deficiências temporárias ou circunstanciais.

Elaborar um projeto, pensando em acessibilidade desde o seu início, deveria ser algo tão natural quanto pensar na qualidade e usabilidade. Pensar no amplo acesso como requisito ou desejo, independente da atividade do negócio, é uma questão fundamental que deve ser considerada desde o princípio.

Para que a falta de sensibilidade e empatia dos envolvidos não seja um problema, deve existir um alinhamento no projeto. É de suma importância que as pessoas entendam quem farão uso dos recursos acessíveis, que se sintam parte da mudança positiva que irá ocorrer, e percebam como pequenos recursos podem ser de grande ajuda para o usuário.


Acessibilidade e User Experience (UX)

Importância de pensar em Design Inclusivo

Acessibilidade se tornou um termo bastante importante na sociedade atual e no mundo corporativo. Em um momento no qual marcas e empresas começaram a pensar nos mais diversos públicos, diferentes tipos de profissionais estão considerando a acessibilidade em seus produtos e serviços.

Acessibilidade digital permite o alcance e utilização, em equidade de oportunidades, em sites e serviços disponíveis na web, por qualquer pessoa. É importante lembrar que existem consumidores com deficiência visual, auditiva e com diversos outros tipos de deficiência. Pensar em cada um deles, não é mais um diferencial da empresa, mas sim, uma necessidade primordial.

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O que é Design Inclusivo (DI)

Nesse contexto, o Design Inclusivo (DI) – conhecido também como Design Universal – se preocupa com as diferentes formas de uso vindas da relação entre produto e pessoa. Em resumo, trata-se de colocar as pessoas em primeiro lugar.

Logo de início, podemos pensar que o Design Inclusivo está direcionado somente para pessoas com algum tipo de diferença funcional. No entanto, na realidade, é sobre pensar os produtos e serviços para atender as necessidades de pessoas com deficiências permanentes, temporárias ou situações momentâneas, como, por exemplo, por baixa iluminação de um ambiente.

Para utilizar o Design Inclusivo, é fundamental que o profissional considere todas as etapas do projeto, ou seja, desde o começo do processo criativo até a análise de todo o possível público-alvo. Essa abordagem de projeto deve garantir a acessibilidade e usabilidade, bem como se fazer presente em todas as etapas do nosso dia-a-dia. Muito mais além do que criar objetos concretos, o Design Inclusivo otimiza a relação entre pessoa, seu ambiente, seu círculo social e cultural, somados aos seus valores, ações e emoções.

7 Princípios do Design Inclusivo

No ano de 1997, o Centro de Design Universal, sediado na Escola de Design da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, elaborou sete princípios que visam permitir que os profissionais definam os requisitos em um projeto de produto ou serviço.

A seguir vamos comentar um pouco sobre cada um deles:

Uso igualitário

Considerando que pessoas são diferentes, seja por escolha própria ou pelas circunstâncias, é necessário criar ambientes iguais para todos. Para que seja de uso equitativo, o projeto deve ser útil e comercializável para pessoas de diferentes características, permitindo os mesmos meios de usabilidade para todos.

Uso flexível

Para que exista flexibilidade em seu uso, o Desing Inclusivo deve atender o máximo de habilidades e/ou preferências individuais, como, por exemplo, se adaptando ao ritmo do usuário e ao ambiente que ele está.

Uso simples e intuitivo

Deve ser de fácil entendimento para todos, independentemente de sua experiência, conhecimento anterior, habilidades de linguagem e circunstâncias de uso. É necessário eliminar a complexidade e manter o êxito das informações em todo o processo de utilização.

Informação perceptível

Permite que o usuário possa interagir com o conteúdo da forma que quiser. Para isso, é importante usar diversas formas de comunicação, utilizando símbolos e letras, braile e/ou sinalização auditiva, permitindo que a informação seja facilmente compreendida.

Tolerância a erros

É fundamentos reduzir os riscos e minimizar as possíveis consequências de ações não intencionais. Para isso, é importante que o projeto tenha atenção em isolar elementos perigosos, bem como oferecer mensagens de alerta para os possíveis erros.

Baixo esforço físico

É sobre pensar no conforto. Para que se tenha baixo esforço físico, é necessário permitir que o usuário se mantenha em uma postura corporal confortável, reduzindo assim, repetições e fadiga.

Abrangente

É sobre se preocupar com a postura ou mobilidade da pessoa. É importante que o projeto tenha dimensões e espaços favoráveis para o acesso, a manipulação e o uso, de maneira confortável e agradável para qualquer pessoa em qualquer situação.

Apesar da possibilidade de ser aplicada em qualquer área, o Design Inclusivo é fundamental para a área digital. Ao desenvolver, por exemplo, um aplicativo, é fundamental que ele seja pensando nos princípios do DI, acessibilidade e UX Design. Isto pode garantir que o público alvo seja impactado de forma positiva e atenda às suas necessidades.

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Considerações finais sobre acessibilidade e design inclusivo

Como vimos, sem dúvida pensar em Design Inclusivo traz diversos benefícios num contexto em que marcas e empresas se preocupam cada vez mais com o uso de seus produtos e serviços. Estes sete princípios podem ser utilizados em avaliações de projetos já existentes, mas também podem conduzir a criação de novos projetos e educar os profissionais a pensar em novos ambientes e necessidades de todos.


Tecnologia

Acessibilidade web: por que deixar seu site acessível?

A infinidade de coisas que conseguimos fazer na internet é imensurável. Hoje podemos pagar nossas contas sem sair de casa, pedir algum delivery, agendar uma consulta… coisas que a uns anos atrás não era possível fazer com essa facilidade toda.

A ideia é que isso cresça cada vez mais e que todos possam se beneficiar deste uso. E é aí que entra o termo acessibilidade. A acessibilidade na web significa que qualquer pessoa que possua algum tipo de limitação possa utilizar a web, navegando, entendendo e interagindo, a fim de obterem proveito dessas facilidades, como fazer uma compra online por exemplo, de forma independente.

Essa limitação pode vir de várias vertentes: pode ser visual, auditiva, pessoas mais idosas que possam vir a ter alguma dificuldade, pessoas com conexões lentas, usuários pouco frequentes, e qualquer pessoa que tenha algum outro tipo de limitação, fazendo com que a navegação delas seja a melhor possível. É muito importante termos essa inclusão digital.

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A W3C é uma organização de padronização da web, incluindo os de acessibilidade. A W3C possui um documento especificamente voltado para isso: o WCAGWeb Content Accessibility Guidelines. Este documento traz as diretrizes de acessibilidade para conteúdo web, contendo um conjunto de recomendações que tem como objetivo justamente tornar o conteúdo web mais acessível.

Dentro dessas diretrizes temos quatro princípios:

1. Perceptível

Segundo o documento, as informações e os componentes da interface devem ser perceptíveis. Um exemplo são os conteúdos que são apenas decorativos, como uma formatação ou uma logo por exemplo, neste caso eles devem ser implementados de forma a ser ignorado pelas tecnologias de apoio. Um outro ponto é o redimensionamento de texto. O texto deve poder ser redimensionado em até 200% sem perder conteúdo ou alguma funcionalidade.

2. Operável

Nesse princípio os componentes da interface e a navegação devem ser operáveis. Um exemplo é fazer com que toda funcionalidade fique disponível a partir do teclado.

3. Compreensível

Toda a informação e a utilização da interface devem ser compreensíveis, tornando o conteúdo legível e entendível. Por exemplo, se acontecer algum erro na inserção de dados, o item que apresenta o erro deve apresentar alguma mensagem e/ou alguma cor diferente.

4. Robusto

Esse princípio preza que o conteúdo deve ser suficientemente robusto para que possa ser interpretado por uma ampla variedade de tecnologias assistivas.

No documento WCAG é explicado mais profundamente todos esses princípios e suas especificações. Mas, de início, você pode fazer coisas simples em seus projetos, mas que fazem toda diferença, como fazer textos simplificados e de fácil entendimento, se atentar a não utilizar somente cores para destacar um erro por exemplo e fazer uma descrição da imagem no atributo alt. Essas são apenas algumas recomendações.

Aconselho a leitura de nosso artigo sobre Acessibilidade em projetos web: como pensar desde o início.

Se quiser saber mais sobre esse assunto, lançamos recentemente um curso voltado a acessibilidade. Com este conhecimento você conseguirá que mais pessoas tenham acesso ao conteúdo do seu site, além de ajudar ao próximo a ter os mesmos proveitos que a internet pode nos oferecer.

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HTML, CSS e JavaScript são a base de toda a web. Tudo o que você está vendo aqui agora depende deste tripé. Nesta formação vamos iniciar aprendendo lógica. Em seguida veremos todos os aspectos do HTML, CSS e JavaScript. Por fim, aprenderemos Sass, Google Analytics, empacotar nossas aplicações com Webpack, criação de aplicações Desktop com Electron, UX/UI e uma introdução aos frameworks mais utilizados no mercado: Angular, React, Vue e Ember.
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Entrevistas

TW Entrevista 09: Reinaldo Ferraz

Olá, Web Developers!

Hoje trazemos para vocês uma entrevista com o Reinaldo Ferraz, especialista em Acessibilidade para a Web e que trabalha na W3C Brasil.

Se você ainda não viu, o Fabio Costa foi o último entrevistado por nós.

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Fale um pouco sobre você (de onde é, onde mora, o que faz, onde trabalha atualmente, etc)

Eu tenho 41 anos, moro e trabalho em São Paulo. Atualmente estou no W3C Brasil e no Ceweb.br trabalhando como especialista em desenvolvimento Web. Sou responsável por ações e estudos sobre tecnologias Web, desde as principais tecnologias do W3C como HTML e CSS até projetos relacionados a Web das Coisas.

Apesar desse amplo espectro, sou apaixonado por acessibilidade digital. Além de ter o privilégio de coordenar as ações de acessibilidade aqui no escritório, sou um militante da causa de uma Web inclusiva para todas as pessoas, independente de deficiência ou limitação tecnológica.

Quando e como você começou a se interessar pela área?

Sempre gostei de tecnologia. Quando era office boy de uma companhia aérea (a finada Transbrasil) eu ficava fuçando os computadores da secretária do meu chefe para aprender a mexer em alguns programas.

Foi lá que aprendi a mexer com o Lotus123, Wordstar e programas “gráficos” como o Printmaster. Isso me estimulou a procurar um curso de graduação na área e acabei encontrando um curso de Educação Artística e Computação gráfica na Anhembi Morumbi (hoje esse curso não existe mais mas gerou diversos cursos como design digital e outros).

Lá eu aprendi muita coisa relacionada a tecnologia (como operar software) mas como também a ter um olhar crítico sobre a produção digital. Foi lá que eu tive meu primeiro contato com a Web, por volta de 1998 (no último ano da faculdade). Logo depois que me formei fiz uma pos de Design de Hipermídia, também na Anhembi Morumbi e comecei a trabalhar na área.

Como foi seu primeiro trabalho na área?

Meu primeiro trabalho foi com desenvolvimento Web em uma pequena empresa de tecnologia em 1998.

Eu tinha acabado de sair da faculdade e precisava fazer o estágio. Eles eram especialistas em rede e estavam expandindo seus serviços para o desenvolvimento Web. Trabalhei com um time pequeno. Era um coordenador, dois desenvolvedores/design e um ilustrador. Aprendi muito nesse trabalho.

Na época, design de sites era desenhar a página no Photoshop e picotá-la para colocar em tabelas no site (antes de existir o Adobe ImageReady) no HTML3. Com o tempo fomos estudando e aprendendo como melhorar a performance com um design mais limpo e elaborado, mas nunca passou pela nossa cabeça conhecer Web Standards.

Era uma época interessante, pois nem todo mundo dava bola para a Web e o pessoal de vendas trocava tudo por site, desde pizza para a equipe até bicicletas. Tudo isso virava moeda para pagamento.

Muitos devem ter curiosidade: como é trabalhar na W3C Brasil? Conte-nos um pouco sobre o dia a dia, o que é feito lá, suas responsabilidades, etc.

Trabalhar no W3C Brasil é diferente de trabalhar no W3C Internacional. Lá as funções são com focos nos grupos de trabalho que desenvolvem os padrões, e o pessoal do staff trabalha diretamente nessa linha de frente.

Aqui no Brasil nossas atribuições principais são fomentar o uso dos padrões e estimular a participação brasileira no cenário de construções de padrões internacionais. Eu trabalho principalmente com os projetos relacionados a acessibilidade na Web.

Ainda existe uma carência muito grande de material em português e iniciativas para colocar esse tema na pauta do desenvolvedor. Minhas atividades incluem promover essas atividades, como a construção de guias de boas práticas, coordenar traduções de documentos e disseminar esse conteúdo, promovendo e participando de eventos em todo o mundo.

Também estou trabalhando com Web das Coisas, que é o uso de tecnologias Web na Internet das Coisas, e Publicações Digitais na Web, que estuda a evolução das publicações eletrônicas, como ebooks e revistas digitais. Trabalhamos aqui fazendo estudos e promovendo iniciativas para essas tecnologias também.

Na verdade acabamos trabalhando com o W3C Internacional, participando de grupos de trabalho para discutir a evolução dos padrões. Além de estimular a participação brasileira, também contribuímos como membros do consórcio.

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O que você enxerga como maior desafio no seu trabalho? Quais as partes que mais e menos gosta?

Acho que o maior desafio no meu trabalho é conseguir colocar a pauta da acessibilidade especialmente para empresas.

Usuários e desenvolvedores compram a ideia e a causa muito fácil, mas para empresas muitas vezes as prioridades são prazos e falta de capacitação, o que acaba envolvendo tempo e custos.

Quando o desenvolvedor se envolve com a acessibilidade ele acaba colocando no seu dia a dia, mas muitas vezes não é uma preocupação da empresa.

Hoje em dia ainda é muito comum que as pessoas se preocupem com acessibilidade apenas no fim do projeto ou como um simples item para melhorar o SEO. Compartilhe conosco a importância de se desenvolver uma web mais acessível para todos, e quais ferramentas você costuma usar para fazer testes de acessibilidade.

Por isso esse trabalho e importante. Muita gente vê a acessibilidade como um benefício para os outros. Acessibilidade tem a ver com o nosso acesso ao conteúdo no futuro, seja devido a uma limitação temporária ou mesmo com a chegada da idade, quando a acuidade visual e auditiva vão diminuindo e a destreza manual também.

Tanto a acessibilidade quando UX tem um papel importante na tecnologia que é aproximar o ser humano da aplicação. Deixar que a aplicação seja mais amigável para as pessoas. Na verdade, para TODAS as pessoas.

Eu defendo que a acessibilidade deve fazer parte do início do projeto. Levar em consideração requisitos de acessibilidade desde o início evita o retrabalho depois do site pronto. É como construir uma casa: Melhor pensar em uma casa com batentes amplos antes de construir do que quebrar paredes para fazer isso.

Ao pensar em acessibilidade, muitas pessoas costumam pensar primeiramente em leitores de telas voltados para deficientes visuais, mas pensar em acessibilidade vai muito além disso, já que existem várias outras necessidades especiais que muitos de nós nem nos damos conta. Comente sobre outros casos que precisamos levar em conta na hora de cuidar da acessibilidade e quais fontes você recomenda para que possamos aprender mais sobre o assunto e nos mantermos atualizados.

A questão da acessibilidade vai além dos leitores de tela. Pensamos nisso em primeiro momento porque é o que parece ser mais impactado, já que a Web tem um apelo gráfico e visual muito forte. Porém quando pensamos no acesso de todas as pessoas precisamos considerar também as pessoas de baixa visão (que não enxergam letras pequenas ou determinadas cores), pessoas surdas ou de baixa audição (que precisam de legendas ou tradutores para LIBRAS) e pessoas com mobilidade reduzida (principalmente pessoas tetraplégicas, que não se movimentam do pescoço para baixo). Para todas essas situações (e muitas outras) existem técnicas e diretrizes para evitar barreiras de acesso.

Uma forma de entender essas questões é ter empatia pelo seu usuário. Compreender as diferenças e estudar como as pessoas navegam ou acessam a Web. Todas as pessoas são diferentes e tem características únicas e navegam de forma distinta, seja com um navegador ou ou um leitor de tela.

Empatia nos possibilita pensar no desenho universal, que não cria barreira para nenhuma pessoa, seja ela uma pessoa com deficiência ou não.

Existe um amplo material disponível sobre acessibilidade na Web. Além das Diretrizes do W3C (https://www.w3.org/Translations/WCAG20-pt-br/), eu recomendaria a leitura dos seguintes materiais:

Cartilha de Acessibilidade na Web

Essa cartilha tem links com ótimas referências, desde artigos técnicos até legislação relacionada aos direitos da pessoa com deficiência.

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Livro Acessibilidade na Web

http://www.reinaldoferraz.com.br/livro-sobre-acessibilidade-na-web/

Produzido no âmbito do curso a distância do curso de Pós-Graduação em Tecnologias e Inovações para Web para o Senac, nesse livro (de minha autoria) você encontra um ótimo contexto da acessibilidade além de técnicas para tornar páginas acessíveis

Dicas para verificar a acessibilidade da sua página Web
https://medium.com/revista-web/dicas-para-verificar-a-acessibilidade-da-sua-p%C3%A1gina-web-186acdfb865c

Um artigo que escrevi com dicas para encontrar barreiras de acesso em páginas e aplicações Web e como soluciona-las.

Movimento Web para Todos

http://mwpt.com.br/

Um movimento com o objetivo de disseminar a acessibilidade digital entre desenvolvedores, empesas e o público em geral. Tem um amplo repositório de artigos e uma área para que qualquer pessoa possa “compartilhar sua experiência” com relação a acessibilidade na Web, seja ela boa ou ruim.

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Para seguir o Reinaldo Ferraz: