DDoS

Termos comuns de segurança

Quando falamos sobre a área de Segurança dentro da Tecnologia da Informação, é comum que existam termos que até já ouvimos falar, mas não sabemos ao certo o que significam. Por isso, neste artigo, vamos abordar alguns termos comuns de segurança.

HoneyPot

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Honeypot é uma ferramenta ou um sistema criado que contém vulnerabilidades e pode conter até dados falsos. É como se fosse uma “isca” para fisgar atacantes, onde você configura o computador de modo a deixá-lo vulnerável a invasões.

Quando um invasor tenta acessar seu sistema e consegue realizar a invasão com sucesso, ele realmente acredita que conseguiu invadir uma aplicação, mas na verdade ele está em um honeypot: um ambiente simulado justamente para enganar o invasor.

Com a utilização do honeypot, todos os passos do invasor são vigiados, permitindo o registro e controle de todas as atividades que ele venha a fazer.

Com isso, é possível saber quais ferramentas foram utilizadas para a invasão e quais brechas o invasor está utilizando. Todos estes passos são enviados para a pessoa que está monitorando o honeypot.

Tipos de honeypots

Pesquisa – São ferramentas programadas para observar as ações dos atacantes, permitindo análises detalhadas de suas motivações, ferramentas utilizadas e vulnerabilidades que foram exploradas.

É bastante utilizada com o intuito de estudar o padrão de cada invasor, pois com essas informações pode-se fazer um estudo mais aprofundado para que a equipe possa verificar quais partes os atacantes estão mais tentando acessar e, com isso, tomar os devidos cuidados.

Produção – São utilizadas em redes de produção como complemento ou no lugar de sistemas para detectar, analisar ou ainda desviar ataques contra ativos de rede. Pode ser utilizado por empresas e instituições que visam proteger suas redes. Tem o objetivo de analisar e detectar atacantes na rede.

Se você se interessou, temos um artigo abordando mais a fundo sobre o que é o HoneyPot, seus tipos e níveis de serviços. Além de explorar o que é um HoneyNet e algumas ferramentas.

Phishing

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O Phishing é uma maneira que os hackers utilizam para nos induzir a revelar informações importantes, como dados pessoais, senhas, cartão de crédito, número de contas bancárias e até fazer pagamentos/transferências bancárias.

Para isso, eles enviam e-mails se passando por uma pessoa ou empresa confiável com o intuito de atrair vítimas, mas na verdade, tudo não passa de um golpe virtual. Neste e-mail geralmente contém links que te direcionam a sites também falsos.

À primeira vista o e-mail recebido pode parecer confiável. Eles copiam o logo da marca para desviar sua atenção, escrevem de forma muito educada, onde acabam pedindo por confirmação de dados dizendo que houve algum problema.

Com isso, no desespero, a pessoa clica e é direcionada a um site onde é enganada, resultando em roubos de identidade.

Para conhecer mais a fundo o que é phishing e como reconhecer esse golpe com alguns exemplos, temos um artigo específico dele aqui no blog.

Zero-day

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Quando um ponto fraco da segurança de um sistema ou aplicação é descoberto, um hacker pode fazer um ataque utilizando exploits – um código malicioso que se aproveita dessa falha para que possam acessar um sistema e fornecer as permissões necessárias para depois infectá-lo.

O nome zero-day faz referência ao tempo que o fabricante/desenvolvedor estão cientes da brecha de segurança e devem resolvê-la em menos de 1 dia, ou seja, a partir do momento que a falha é detectada, tem-se efetivamente “zero dias” para produzir uma atualização que corrija o problema, impedindo a exploração por criminosos antes disso.

As vulnerabilidades zero-day podem ser exploradas por meio de vírus, worms, trojans e vários tipos de malwares, o que propaga e infecta outros usuários de maneira muito rápida e, pior, podendo circular pela internet por meses.

Temos um artigo específico falando em detalhes, o que é zero-day, como funciona e alguns casos famosos desse tipo de ataque.

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DDoS

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O ataque DDoS tem como objetivo tirar um serviço (como sites e servidores web em geral) do ar através de uma sobrecarga de requisições de múltiplos computadores ao mesmo tempo.

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, não se trata de um ataque de invasão: os ataques DDoS são apenas para fins de sobrecarga, ou seja, deixar sites sobrecarregados e até mesmo fora do ar.

Como resultado, esse ataque pode causar a interrupção operacional de um serviço por horas ou até dias, o que acaba resultando em prejuízo financeiro e até mesmo dano à reputação de uma organização.

É um ataque direto contra a disponibilidade – um dos três pilares da segurança da informação.

O ataque DDoS pode ocorrer de três formas: ataque por inundação, ataque por amplificação e ataque por exploração. Conheça mais sobre o que é o DDoS e seus tipos de ataques, além de exemplos de empresas famosas que já sofreram com esse tipo de ataque.

Man-in-the-middle

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O ataque man-in-the-middle (em português homem-no-meio) é um ataque relativamente fácil de ser realizado, porém super poderoso. Nele envolve a interceptação e escuta de comunicação entre um usuário e uma outra parte envolvida, como um usuário e um sites de compras, por exemplo.

Contudo, nem o cliente quanto o servidor sabem que a conexão está sendo controlada por uma terceira pessoa. O atacante se posiciona no “meio” entre essas duas partes, acessando a informação trocada entre os dois, se passando por uma das partes envolvidas.

Um ataque man-in-the-middle bem sucedido, permite ao hacker ver tudo o que é enviado como informações de navegação, detalhes de sua conta e login, senhas, dados financeiros, etc.

Além de poder visualizar todas essas informações, ele ainda pode fazer um ataque a confidencialidade e integridade dos dados trafegados, sem que as vítimas percebam. Nesse meio tempo, quando as partes envolvidas derem conta, já será tarde demais.

Alguns tipos de ataques man-in-the-middle são: sequestro de sessão, DNS spoofing, ARP Spoofing e Stripping SSL.

Se você quer se aprofundar mais sobre o que é o man-in-the-middle e como se prevenir, temos um artigo dele aqui no blog.

HTTPS

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O HTTPS é uma extensão do protocolo HTTP com a adição de uma camada de segurança na comunicação entre cliente/servidor, fazendo o uso do protocolo SSL (Secure Socket Layer).

Essa camada adicional permite que os dados sejam transmitidos por meio de uma conexão criptografada, além de garantir a verificação da autenticidade do servidor e do cliente por meio de certificados digitais.

Essas técnicas de criptografia servem para proteger os dados trafegados contra ataques de terceiros, minimizando bastante a possibilidade de que outras pessoas consigam ter acesso a informações que são trafegadas.

Se tiver interesse em saber como o HTTPS funciona por “debaixo dos panos” temos um artigo só dele aqui no blog.

Ransomware

Ransomware é um malware que impede os usuários de acessarem seus arquivos, podendo liberá-los somente com um pagamento de “resgate”. Esse pagamento pode ser enviado por cartão de crédito ou ainda criptomoedas, como por exemplo o bitcoins.

O termo “ransomware” vem da junção de ransom (resgate) com malware. Os hackers se “instalam” no computador sem que o usuário tenha consentimento e vão trabalhando escondido, com o único objetivo de arrancar dinheiro de suas vítimas.

Temos um artigo abordando mais a fundo sobre o que é o Ransomware, como ele invade um computador, os meios que ele utiliza, seus tipos e algumas dicas para se prevenir desse tipo de ataque.

Esses são apenas alguns termos comuns na área de segurança. Tem algum que você acha que deva entrar nessa lista? Conta pra gente =)

Termos comuns de segurança: DDoS

Continuando com nossa série de artigos sobre os termos comuns de segurança, vamos abordar hoje o DDoS – sigla para Distributed Denial of Service, ou Ataque Distribuído de Negação de Serviços.

O que vem a ser o ataque DDoS?

Antes de tudo, precisamos saber que DDoS é uma derivação de DoS (Denial of Service, ou Negação de Serviço). O ataque DoS envolve somente um atacante, contudo no DDoS já acontece o contrário: ele é um conjunto de ataques DoS, com diversos atacantes.

O ataque DDoS tem como objetivo tirar um serviço (como sites e servidores web em geral) do ar através de uma sobrecarga de requisições de múltiplos computadores ao mesmo tempo. Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, não se trata de um ataque de invasão: os ataques DDoS são apenas para fins de sobrecarga, ou seja, deixar sites sobrecarregados e até mesmo fora do ar.

Como resultado, esse ataque pode causar a interrupção operacional de um serviço por horas ou até dias, o que acaba resultando em prejuízo financeiro e até mesmo dano à reputação de uma organização. É um ataque direto contra a disponibilidade – um dos três pilares da segurança da informação.

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O ataque pode acontecer de uma dessas três formas:

Ataque por inundação

Tem o objetivo de esgotar a largura de banda disponível para o servidor, ou seja, enviar uma quantidade enorme de requisições para esgotar a taxa de largura de banda disponível para aquele serviço;

Ataque por amplificação

Tem o objetivo de fazer com que o servidor esgote os seus recursos computacionais;

Ataque por exploração

Tem o foco na exploração de protocolos que são mal implementados pelas estruturas atacadas. Na maioria das vezes, as brechas se encontram em protocolos baseados no TCP.

Alguns tipos de ataques

– Volumétrico (floods)

Esse é um dos tipos mais básicos, onde o objetivo principal é esgotar a largura de banda do alvo a ser atacado, através de um volume muito grande de requisições.

– UDP Flood

São enviados um grande grupo de pacotes UDP (User Datagram Protocol). Como o servidor tem que responder a todos eles, ainda que sejam solicitações UDP maliciosas, ele acaba ficando mais lento até que uma sobrecarga acaba acontecendo.

– NTP Flood

São enviados pequenos pacotes de dados válidos, porém com IPs falsificados, a fim de executar o NTP (Network Time Protocol). Como o NTP tenta responder às inúmeras solicitações recebidas, pode resultar em inundações de UDP, onde os recursos de rede se esgotam por não suportarem a demanda.

– SYN Flood

Neste ataque é enviado uma sequência de requisições SYN visando uma sobrecarga, também fazendo a utilização de IPs falsos, a fim de consumir os recursos do servidor da vítima, sobrecarregando seus limites de capacidade, tendo como resultado a indisponibilidade de solicitações que realmente são legítimas.

Afinal, tem como se defender?

Definitivamente os hackers não param de fazer ataques, pelo contrário, o número de ataques só vem crescendo. Logo, não temos como saber quando vamos sofrer uma tentativa de ataque. Porém, podemos tomar algumas medidas a fim de se obter uma proteção que previna esse tipo de ataque.

  • Largura de banda: Acima de tudo, uma das medidas mais básicas que podemos investir é em largura de banda, para nos ajudar a lidar com picos de tráfego.

  • Monitoramento de rede: Aqui podemos identificar ataques, analisar o tráfego, o histórico, etc.

  • Proteção remota: Utilizar uma camada extra de proteção, como por exemplo um proxy que fica entre o servidor e os usuários.

Um exemplo de ataque DDoS…

Por fim e não menos importante, vamos ver um ataque DDoS que o GitHub sofreu em 2018, onde ficou indisponível por quase 10 minutos.

Segundo o GitHub, foi um ataque de amplificação usando a abordagem baseada em memcached:

“esse ataque funciona abusando de instâncias armazenadas em cache que estão inadvertidamente acessíveis na Internet pública com o suporte UDP ativado. A falsificação de endereços IP permite que as respostas do memcached sejam direcionadas para outro endereço, como as usadas no GitHub.com, e enviem mais dados para o destino do que o necessário para a fonte não falsificada.”

imagem ataque DDoS github

De antemão, o GitHub publicou este relato em seu blog oficial, onde enfatizaram também que em nenhum momento a confidencialidade ou integridade de seus dados ficaram em risco.

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