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Double Diamond e sua utilização nos processos de UX

Criado pelo British Design Council, o Double Diamond é um método do Design Thinking que está sendo bastante utilizado em equipes de UX. Este processo auxilia basicamente em encontrar a melhor solução para um problema ou ainda na criação de produtos, serviços e processos.

Esse processo é representado por dois diamantes: um focado em identificar qual é o problema e outro voltado para a solução. Isso para que possamos garantir uma análise mais profunda e com um número maior de possibilidades, ou seja, a fim de se chegar em uma solução mais assertiva.

Neste processo utilizamos dois tipos de pensamentos: divergente e convergente, onde divergente será sempre na abertura do diamante e o convergente no fechamento do diamante. No pensamento divergente são criadas muitas ideias, já que precisamos expandir nossos horizontes, considerando tudo o que for possível, para que no pensamento convergente, possamos analisar as informações e reduzir as ideias para chegar na melhor opção.

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As 4 etapas do Double Diamond

O double diamond é composto por 4 etapas: imersão, definição, ideação e prototipação. Mas você também pode encontrar modelos com as etapas: descoberta, definição, desenvolvimento e entrega. Ainda que com outro nome, as fases tem o mesmo propósito.

Nas etapas de imersão e definição temos o entendimento do problema, o que podemos fazer. Nas fases de ideação e prototipação vemos quais alternativas temos de solução e como vamos desenvolver.

Imersão

Temos o hábito de ao pensar em um problema já querer achar uma solução, de preferência o mais rápido possível. Porém essa solução pode não ser a melhor, ou ainda, pode ser uma solução baseada em achismos. Por conta disso, temos como primeiro passo a imersão. Devemos imergir o máximo em uma situação, para descobrir os problemas, encontrar pontos de dor, para que possamos ter dados que possam ser analisados antes de tomar qualquer decisão.

Precisamos entender o problema antes de pensar na solução.

Algumas ferramentas que podem ser utilizadas nessa fase: entrevistas, pesquisas quantitativas e qualitativas, benchmarking, análise de dados, matriz CSD, análise Heurística

Definição

Depois da etapa de imersão, de ter encontrado pontos de dor e quais problemas podemos explorar, precisamos organizar todas as informações coletadas nessa etapa anterior e definir o problema que será resolvido. Sim, é “o problema”, e precisamos escolher um bom problema.

Como provavelmente não conseguiremos resolver todos os problemas que apareceram, precisamos saber priorizar. Delimite esse problema e deixe aberto para as inúmeras soluções que possam sair dali. Precisamos entregar algo que seja tecnicamente possível de ser resolvido e que seja desejável pelas pessoas.

Algumas ferramentas que podem ser utilizadas nessa etapa: criação de personas, mapa de empatia, etc.

Ideação

Aqui chegamos no segundo diamante do Double Diamond. Agora sim chegou a hora de enfim pensar nas soluções para o problema definido. Mas, primeiramente, precisamos ter o nosso desafio em questão muito bem definido.

Caso ainda não esteja muito certo, por exemplo se está faltando dados, pesquisas, se ainda não sabe ao certo qual problema deve ser priorizado, é importante voltar às etapas anteriores – isso não é um retrocesso. Não se preocupe, pois como não é um processo linear, você pode voltar no início caso necessário.

Aqui todos da equipe podem falar suas ideias, pois uma pode complementar a outra, cada um pode ter uma visão diferente, podemos até pegar partes de cada ideia e transformar em uma só, sempre em busca de uma solução que resolva o problema das pessoas em questão. No fim precisamos juntos ver a ideia mais promissora.

Algumas ferramentas e técnicas: mapa mental, brainstorming, crazy 8’s, Benchmarking, 4x4x4, MoSCoW, Userflow, Sitemap.

Prototipação

Essa etapa pode ser a mais esperada pois é quando vemos algo mais “concreto”. Nesta etapa precisamos tangibilizar a ideia em um protótipo, podendo assim validar com pessoas usuárias e, claro, receber feedbacks. O protótipo pode ser no papel, porém a utilização de algum software fica mais próximo do mundo real.

Nesta etapa também fazemos os testes, que são muito importantes. Temos o teste de conceito, que é ideal para validar a ideia, vendo o que as pessoas pensam sobre a solução e o teste de usabilidade, onde observamos como a pessoa utiliza o protótipo, o que nos ajuda a identificar o fluxo que ela está seguindo, suas dificuldades, etc, surgindo assim melhorias.

Algumas ferramentas: protótipo no papel, protótipo navegável wireframe, Figma, etc.

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O Double Diamond pode ser utilizado nos mais diversos contextos, ainda mais em processos de descobrimentos longos, que você não conhece o resultado final. Quando uma equipe de UX utiliza o Double Diamond, eles conseguem avaliar e estudar cada possibilidade, a fim de propor a melhor solução que atenda às necessidades dos usuários.

O que é Design Thinking?

Hoje em dia é essencial que as empresas pensem em inovações para seus produtos e serviços, a fim de levar melhores experiências para os usuários. Essas inovações são capazes de gerar vantagens competitivas, algo essencial para a sustentabilidade das empresas. Com isso, uma abordagem que muitas empresas vem adotando é o Design Thinking, que as ajudam com caminhos que levam a soluções inovadoras para os negócios.

Mas, o que vem a ser exatamente o Design Thinking?

Design Thinking é uma metodologia criativa que surgiu dentro do design, sendo uma forma de pensar que ajuda a resolver problemas de todos os tipos. O Design Thinking ajuda na imersão e no entendimento de parâmetros e padrões essenciais para criar projetos de melhor qualidade, sendo uma combinação de mindset com plano de ação.

Apesar de ter surgido dentro do design, o Design Thinking pode – e deve – ser aplicado para muitas outras coisas, como por exemplo, para pensar em soluções para clientes, para desenvolver novas ferramentas, tecnologias e até marcas, o propósito é produzir inovações. Alguns exemplos bem conhecidos de empresas que fazem uso do Design Thinking são a Apple e Nike.

Apesar do nome, o Design Thinking vai muito além da estética, ele sempre está em busca de soluções práticas e criativas para resolver problemas. Devemos olhar o ser humano com olhar de negócio, verificando o que é possível fazer visando o ponto de vista da tecnologia.

De forma sucinta, podemos dizer que o Design Thinking é uma junção do pensamento criativo e corporativo, para identificar as melhores opções de um produto ou serviço de forma que ele traga benefícios e vantagens em todas as suas características, tornando as experiências mais eficazes, combinando desejos e necessidades do público.

Etapas do Design Thinking

O conceito de Design Thinking tem algumas premissas básicas, que tem como base a empatia, colaboração e experimentação.

  • Empatia
    É necessário entender o público, para quem você está criando essa solução. Entender quais são seus comportamentos, gostos e ainda, se possível, interaja com eles usando entrevistas, formulários, etc.

  • Definição
    Para poder dar soluções a um problema, é necessário ter o máximo de informações sobre ele. Foque na visão sobre como lidar com as pessoas e em como você deseja fazer a diferença de quem vai utilizar a solução. Aqui você pode pensar em ideias inovadoras, coletar opiniões, a fim de explorar novas áreas.

  • Ideação
    Aqui podemos criar o brainstorming, onde podemos ter diversas ideias, pensar em múltiplas soluções, a fim de testar e achar novos caminhos até por fim, realizar o protótipo.

  • Protótipo
    O protótipo é a melhor forma de visualizarmos as ideias de um modo mais físico, pois as pessoas acabam podendo interagir com ele, inspirando novas ideias, melhorias, ver os erros e acertos. A ideia do protótipo é você ir evoluindo, o máximo possível até chegar em uma solução final. Caso um protótipo não tenha dado muito certo, você pode testar mais ideias.

  • Teste
    É importante realizar testes para ver como o usuário lida com o produto/serviço a fim de obter feedbacks. Fazendo o teste com usuários você tem um resultado mais preciso, verificando as interações que esse usuário tem e se a funcionalidade do seu protótipo está condizente com o esperado. Não menos importante, deve-se observar absolutamente tudo enquanto o teste é realizado.

Se você se interessou pela abordagem do Design Thinking e gostaria de se aprofundar, temos um curso que aprofunda ainda mais em como desenvolver uma ideia, como testá-las e até um workshop de cocriação:

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Te esperamos lá 🙂

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