Mercado

O impacto do software nas organizações modernas

Mais do que nunca, aplicações computacionais têm o poder até mesmo de decidir o rumo de negócios e empresas inteiras. As vantagens de negócio que a adoção de modernizações computacionais podiam trazer até eram vistas como um diferencial há alguns anos, mas hoje essas vantagens são praticamente pré-requisitos para o sucesso dos negócios. Por exemplo: é praticamente inconcebível que uma plataforma de serviços hoje não tenha um app disponível na Google Play e na App Store (por mais que em algumas situações, o app seja somente uma “casca” para o site da aplicação). Isso traz para um “poder” enorme para os desenvolvedores de software, fomentando o surgimento de técnicas e frameworks que implementam as filosofias ligadas à governança de TI (como ITIL, por exemplo). Mas, será que nós como profissionais da área de desenvolvimento de software, temos o conhecimento do poder e das consequências que nosso trabalho pode trazer?

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O poder que um software tem na história de uma organização

Software de fato pode decidir as estratégias e o futuro de uma organização, tanto para o bem como para o mal: existem vários exemplos para ambas as situações.

O Nubank, por exemplo, hoje é um dos unicórnios brasileiros muito por causa da facilidade e desburocratização que ele trouxe no que diz respeito ao acesso a serviços financeiros… E muito do sucesso do Nubank se deve às ferramentas computacionais envolvidas, como o aplicativo. Ele é um exemplo excelente de como software bem feito pode tornar uma empresa competitiva e inovadora frente o mercado. Hoje, o Nubank tem valor estimado de mercado na casa dos US$ 10 BI.

Infelizmente, também temos vários exemplos ruins. O mais recente envolve a Boeing e seu avião 737 MAX. Devido a problemas de projeto e, principalmente, falhas no MCAS (um dos softwares centrais de controle do 737 MAX) fez com que 346 pessoas morressem em 2 acidentes envolvendo a aeronave. Após os acidentes e as constatações de falhas no software, a maioria das agências reguladoras de aviação espalhadas pelo mundo proibiu o tráfego de aeronaves do referido modelo por precaução. O resultado destes eventos: além da impossibilidade trágica de reverter os efeitos dos dois acidentes, a Boeing amarga o pior prejuízo da história, de cerca de US$ 2,9 BI, prejuízo decorrente de correções que estão em curso no software do 737 MAX e manutenção em solo de centenas de aeronaves do modelo, além do cancelamento de contratos milionários de aquisição do modelo problemático e o crescimento de sua concorrente direta no mercado, a Airbus. E ainda existe o prejuízo realizado à imagem da Boeing, prejuízo este que talvez nunca seja revertido.

Nas duas situações, existe um elemento preponderante tanto para o sucesso quanto para o fracasso: o software. Nas duas situações, foi um programa computacional, escrito por profissionais da área de desenvolvimento de software, que ditou se uma empresa chegaria a se tornar um dos primeiros unicórnios brasileiros e virar símbolo de inovação ou se ia matar mais de 300 pessoas inocentes. Software no mundo atual é algo da mais alta grandeza de importância e deve ser levado muito a sério, principalmente pelas empresas que buscam alinhar tecnologia com seu mercado para se destacarem e se tornarem mais competitivas. Software bem feito e governança de TI hoje não são luxos: são mais do que obrigações para que as empresas se mantenham vivas no mercado atual.

Desenvolvedores precisam entender que seu papel em uma organização é de altíssima importância

Com os exemplos acima, conseguimos evidenciar um ponto: desenvolvedores são peça-chave no sucesso de qualquer organização moderna. E quem trabalha com desenvolvimento precisa ter essa consciência e dar o devido valor a este papel. Já passamos do tempo em que ter software dentro de uma organização era luxo: hoje é mais do que obrigação. E as organizações não podem se dar ao luxo de terem softwares que funcionam “mais ou menos”, pois falhas geram despesas, perda de receita e queda de competitividade no mercado. Precisamos ter consciência de que os software e os profissionais envolvidos na criação são protagonistas nas empresas hoje. As empresas que não possuem este comportamento podem ter sérios problemas de sustentabilidade em uma era tão digital como a que vivemos.

Isso tudo precisa despertar em quem trabalha com software a consciência de que um poder tão grande que acaba sendo depositado traz também responsabilidades enormes. E, por isso, a correta capacitação técnica é tão exigida pelas empresas hoje. E quando citamos “capacitação técnica”, nem falamos necessariamente sobre o domínio de linguagens, frameworks e bibliotecas: estamos falando do domínio de aspectos fundamentais da computação, como estruturas de dados, algoritmos e tópicos de rede. É obrigação de qualquer desenvolvedor moderno entender o que é um algoritmo de complexidade ciclomática O(nˆ2), a diferença na utilização de um vetor ou de uma lista duplamente ligada ou os aspectos semânticos do protocolo HTTP, pois são tópicos que impactam diretamente em manutenibilidade e qualidade do código e, consequentemente, do software, que é um dos elementos centrais das organizações modernas. E quem trabalha com desenvolvimento de software precisa parar de ignorar este ponto e criticar empresas que, durante as entrevistas, pedem tópicos ditos “teóricos” ao invés de focarem em codificação. No mercado atual, por mais “torto” que pareça, quem se destaca não é quem sabe de cor a sintaxe de uma função built-in no JavaScript, e sim quem sabe o que é idempotência em métodos HTTP ou quando uma pilha deve ser utilizada no lugar uma lista convencional.

As empresas também precisam entender que software é um elemento central nos dias atuais

Da mesma maneira que os desenvolvedores precisam ter cada vez mais consciência da importância de seu papel em uma organização, as próprias organizações precisam entender que elas precisam de software e de profissionais de desenvolvimento para se manterem dentro da “revolução digital”. Empresas que não apresentem uma infraestrutura tecnológica mínima correm o sério risco de serem engolidas por outras empresas ou, pior ainda: serem completamente ignoradas. Um exemplo mais direto: é impossível imaginar hoje uma empresa, por menor que seja seu porte, sem um site institucional… Da mesma maneira que é impossível imaginar, por exemplo, uma empresa de mídia sem um aplicativo para acesso a seu conteúdo ou um carro que não tenha nenhuma interface digital mínima (como bluetooth ou até mesmo uma simples porta USB no sistema multimídia). E, para a adoção dessa infraestrutura tecnológica, não existe outra saída: é necessário investimento por parte das empresas, quer seja no que diz respeito à parte técnica ou à parte pessoal e gestão de profissionais. E neste ponto, a palavra “investimento” cai muito bem: software hoje é investimento, não despesa.

Existem vários exemplos de empresas que não se atentaram adequadamente à importância que aplicações computacionais e tecnologia poderiam ter sem seu negócio. Um exemplo é a famosa Kodak, que já foi líder absoluta no mercado de fotografias, mas até hoje tenta se recuperar plenamente do procesos de falência encerrado em 2013 e retornar aos tempos áureos das décadas de 80 e 90. A Kodak não se atentou à migração para o formato digital que o mercado fotográfico começou a adotar na década de 90 e acabou sendo engolida por dezenas de empresas que perceberam as tendências que começavam a ser adotadas. Algumas destas empresas que perceberam este movimento foram a a Canon e a Nikon, empresas estas que hoje são consideradas as líderes neste mercado.

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Outro exemplo de empresa que não tratou software como deveria foi a própria Boeing no projeto do 737 MAX. A Boeing adotou a estratégia de terceirizar o desenvolvimento do MCAS, que é um dos principais softwares de controle do avião (conforme vimos no tópico inicial deste artigo). Esta estratégia foi adotada principalmetne por duas razões: para que, em tese, ficasse pronto mais rapidamente e para cortar custos. No final, boa parte do MCAS do 737 MAX foi desenvolvida por profissionais recém-graduados contratados por um custo muito menor pelas empresas que foram contratadas pela Boeing para o projeto. Alguns dos profissionais que atuaram nesse projeto ganhavam o equivalente a US$ 9, segundo relatos anônimos obtidos pelas investigações, segundo o Business Insider! O resultado da subestimação da importância do MCAS para o projeto e a vontade maior de economizar resultaram no que foi mostrado no primeiro tópico deste artigo: mais de 300 pessoas inocentes mortas e o maior prejuízo da companhia na história.

Da mesma maneira que desenvolvedores precisam ser muito conscientes de sua importância dentro de uma organização, as empresas também precisam sempre se atentar ao fato de que sua equipe de TI pode fazer com que estas lucrem milhões de dólares ou amarguem processos e a falência.

O que fazer enquanto não me recoloco no mercado de trabalho?

Se atualmente você está fora do mercado de trabalho, seja porque acabou de perder o emprego ou por qualquer outro motivo, sabe que não é fácil. Algumas pessoas podem encontrar um emprego mais rapidamente, outras podem demorar um pouco mais.

O intuito deste artigo é dar algumas dicas do que você pode fazer nesse “tempo livre” com coisas que realmente vão te ajudar e não ficar apenas esperando uma oportunidade bater em sua porta.

Invista em você

Investir em nós mesmos é uma das melhores coisas a se fazer. Use o tempo que você tem disponível para investir em coisas que realmente agreguem valor ao seu currículo e a você como profissional. Faça cursos, invista em idiomas… Hoje se encontra de tudo na internet, tanto pago quanto gratuito. Você pode até utilizar esse tempo para desenvolver algum aplicativo próprio que você tanto quis, mas não tinha tempo.

Desenvolvedor Java Sênior
Formação: Desenvolvedor Java Sênior
A formação Desenvolvedor Java nível Sênior da TreinaWeb tem como objetivo a apresentação de tecnologias mais avançadas do ecossistema Java que são extensamente utilizadas no mercado de trabalho. Esta formação aborda essencialmente a JPA - Java Persistence API, a API de persistência unificada para frameworks ORM dentro do Java; e as especificações JAX/WS e JAX/RS, ambas utilizadas para desenvolvimento de serviços SOAP e REST, respectivamente.
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Participe de eventos

Existem diversos eventos na área de TI que você pode participar. Essa é uma ótima maneira de você ser visto por empresas e fazer networking com outras pessoas. Além da troca de conhecimentos, através de palestras e conferências por exemplo, esse contato com outras pessoas pode te ajudar em uma oportunidade de trabalho, algum freela, parceria e por aí vai… Muitas vezes para ser lembrado você precisa ser visto, por isso essa rede de networking é importante até mesmo quando você estiver empregado. Se tiver algum conhecido para te indicar para uma vaga, isso aumenta bastante suas chances, então essa é uma boa hora de acionar sua rede de contatos.

Faça freelas

Precisamos pagar nossas contas, certo? Por isso, essa acaba sendo uma forma de ganhar um dinheirinho enquanto não encontramos um trabalho fixo. Ofereça seus serviços para alguém que possa precisar, peça indicação para amigos, ofereça ajuda a um colega em algum projeto e procure até mesmo em sites específicos de trabalhos freelancer. Além disso, é uma forma de você continuar a desenvolver suas atividades. Use a internet a seu favor, procure vagas online, existem muitas vagas até mesmo em home office e essas entrevistas podem ser feitas até online.

Considere oportunidades temporárias

Voltando ao assunto do tópico acima – que todos temos contas a pagar, se estiver demorando um pouquinho a se recolocar (em média mais de 3 meses), considere aceitar algum trabalho, sempre pensando que é algo temporário, até que você arrume alguma outra oportunidade. Ainda que não seja muito sua área de atuação, é uma forma de você voltar ao mercado e ainda pode até adquirir novos conhecimentos e habilidades. Claro que se for algo mais próximo de sua área melhor ainda. Se não for, aproveite o tempo livre para se especializar para conseguir um emprego na área que deseja.

Por último e não menos importante: sempre envie seu currículo para vagas que estejam condizentes ao seu perfil. Se tiver alguma dúvida em relação a elaboração do currículo, temos um artigo com algumas dicas para fazer um currículo bom na medida certa, que você pode conferir neste link.

Boa sorte! 🙂

Por que estudar e ingressar no mercado mobile?

O uso de dispositivos móveis já tomou uma proporção gigantesca em todo o mundo. O avanço da tecnologia, dentre outras facilidades, fazem com que a população cada vez mais se afastem de seus computadores para tarefas mais rápidas, deixando eles somente para sessões mais longas.

As pessoas se comunicam cada vez mais por meio de tablets e smartphones e você pode se preparar profissionalmente para o presente (e futuro) promissor dos dispositivos móveis.

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Por que eu deveria estudar esse assunto?

Hoje em dia você encontra aplicativos de praticamente tudo (tudo mesmo!), das categorias mais diversificadas possíveis. As empresas necessitam entrar nesse mundo móvel, seja para facilitar algum serviço que ela oferece, ou para que seus clientes possam realizar algum tipo de consulta. O importante é não ficar de fora. Com isso, as empresas podem aumentar seu reconhecimento, popularidade de marca, sair na frente de concorrentes, ampliar suas receitas, atrair novos clientes, divulgar seus produtos/serviços, podendo até ter um canal direto com o cliente.

Com certeza você tem diversos aplicativos no seu celular dos mais diferentes tipos podendo ser redes sociais, música, games, entretenimento, compras, educação, notícias, estilo de vida e até mesmo do seu banco.

Os dados do relatório realizado pela Flurry Mobile mostram que o tempo gasto em aplicativos móveis cresceu 69% no último ano e que esses consumidores tendem a aumentar o seu tempo gasto em dispositivos móveis.

Podemos vê-lo na imagem abaixo e ver que a utilização de aplicativos é 92% do total tempo gasto, sendo apenas 8% na utilização de browser.

O que você pode fazer?

Depois de tudo que vimos até agora, sabemos que temos uma infinidade de aplicativos à nossa disposição e que empresas que ainda não se aventuraram nessa área devem fazer isso o mais breve possível.

Mas, para ter esses aplicativos é preciso alguém para desenvolvê-los e é aí que você pode entrar de cabeça! O setor de TI sempre sofre com a falta de profissionais devidamente qualificados e isso não é diferente no mercado mobile: é necessário investir na carreira pois é fundamental o conhecimento técnico e prático.

Há diversas ferramentas que você pode estudar. Você pode escolher desenvolver para uma plataforma específica ou escolher uma ferramenta que englobe todas, o que é mais aconselhável hoje em dia: escrever uma única aplicação, mas que rode em diversos dispositivos como o iOS, Windows e Android.

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Antes de estudar uma plataforma mobile você deve verificar em qual base de conhecimento ela se encontra, se é Java, C#, Delphi… e sim, você terá que aprender alguma delas. É muito estudo que você terá e isso deve ser constante, como disse anteriormente, toda área de TI é assim. =)

Ah, aproveite e veja os cursos da categoria mobile do TreinaWeb.

Concluindo

A carreira de desenvolvedor mobile pode gerar bons frutos para você, mas é importante estar preparado e antenado no que acontece no mercado, além de, claro, estar sempre estudando e se atualizando, assim você sempre encontrará boas oportunidades no mercado.

Gostou do artigo? Já trabalha ou pensa em se aventurar nesse mercado mobile? Conta pra gente a sua opinião dessas tecnologias que cada vez mais estão presentes em nossas vidas. =)

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Vale a pena entrar no mercado de Big Data?

Nunca tivemos um volume de dados tão grande e variado quanto temos atualmente. Para se ter uma noção, só o Facebook gera ==64 terabytes== de dados por dia. Outras empresas como a Google e a Amazon também estão nesse nível.

Por causa dessa superlotação de dados e informações, as empresas necessitam de profissionais que façam a análise desses dados a fim de obter informações importantes para o negócio (como informações sobre o consumidor e o mercado) e até mesmo aumentar receitas.

A utilização do Big Data e da análise de dados pode gerar bons resultados para a empresa que a utilizar, além do poder de inovação que isso pode trazer. Sendo assim, o crescimento dessa tecnologia nos próximos anos é ainda maior.

Através de um estudo da Robert Half, foi apresentado as 10 áreas mais promissoras para esse ano. Podemos ver que no topo estão os cientistas de dados e os engenheiros de Big Data.

Ainda é difícil encontrar mão de obra especializada para integrar esse time de Big Data. Em relação à formação acadêmica, é difícil falar qual exatamente é direcionada a esse ramo, porém as empresas geralmente buscam profissionais com formação em TI, Matemática, Estatística ou Negócios.

Listamos aqui alguns conhecimentos necessários que podem te ajudar a entrar nessa área.

  • Programação: É necessário conhecer pelo menos um pouco de alguma linguagem de programação como, por exemplo, Python, Java, GO etc. Pacotes de análise de dados como o SAS por exemplo, requerem conhecimento em programação. A programação permite que o profissional extraia ao máximo dos dados, além de ser um diferencial na hora de concorrer a uma vaga.
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  • Lógica: O pensamento lógico é bastante utilizado para realizar as análises. Se você tem conhecimento em programação ou já trabalhou com isso, você tem seu pensamento lógico muito mais desenvolvido.

  • Habilidade com números: Talvez esse seja um problema para alguns, mas é necessário conhecimento em conceitos matemáticos e estatística.

  • Banco de dados: No processo de análise de dados, interações com banco de dados são necessárias, então se você compreender um pouco de banco de dados será um ponto positivo.

Lembre-se que não é porque uma área está em alta que você deve seguí-la. Primeiramente você tem que se interessar pelas atividades a serem desenvolvidas no dia a dia e se sentir satisfeito com o trabalho e, é claro, estudar, pois é uma área em que deve-se estar em constante aprendizado.

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Práticas que todo desenvolvedor que não trabalha em uma equipe deveria seguir

A demanda de projetos na área de desenvolvimento nunca esteve tão aquecida como atualmente. Inclusive, escrevemos aqui no blog sobre o mercado de desenvolvimento web, vale muito a leitura.

Nesse mercado tão aquecido o número de programadores freelancers ou que trabalham sozinhos está cada dia maior. Em grandes projetos, mesmo os programadores freelancers que trabalham remotamente, possuem a possibilidade de participar de uma equipe, porém, na maioria dos pequenos e médios projetos isso nem sempre é possível. Muitos freelancers ou até profissionais fixos trabalham apenas em “EUQUIPE”, como brincávamos na faculdade referindo ao trabalho “solitário”.

Trabalhar sozinho em um projeto pode ser algo extremamente legal e prazeroso, porém, muito tempo trabalhando sozinho pode trazer alguns “prejuízos” para carreira de um desenvolvedor se ele não tomar alguns cuidados.

Desenvolvedor Java Júnior
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A formação Desenvolvedor Java nível Júnior da TreinaWeb tem como objetivo fornecer uma introdução ao desenvolvimento através do Java e todo o ecossistema para desenvolvimento da Oracle. Nesta formação, são abordados tópicos como o desenvolvimento da capacidade analítica, o paradigma orientado a objetos, a preparação do ambiente de desenvolvimento para o Java através do Eclipse e o controle de versão de código através do Git e do GitHub. Além disso, também são abordados aspectos mais essenciais da linguagem e estruturas importantíssimas dentro do ecossistema do Java, como a Stream API, que auxilia a lidar com coleções de dados; a implementação das estruturas de dados mais tradicionais como listas, filas e pilhas; e a API de coleções.
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Falta de revisão de código

Quando um projeto de software está sendo desenvolvido em uma equipe é normal que vários programadores trabalhem sobre o mesmo trecho de código em momentos diferentes por necessidades próprias do projeto. Em uma equipe ideal, quando um programador mais experiente encontra um trecho de código que ele não acha legal, normalmente tende a conversar com quem escreveu para dar dicas sobre uma melhor maneira de desenvolver aquele trecho.

Em outros projetos quando um código é commitado, o próprio pessoal da equipe passa no código por conta própria para verificar se existe algum trecho a ser melhorado e, utilizando serviços como GitHub, levantam uma discussão sobre as decisões tomadas.

Dependendo da metodologia usada no projeto é possível que seja utilizada a prática de programação em par, onde dois desenvolvedores trabalham juntos com objetivo de escrever um código com mais qualidade.

Essas práticas podem aumentar a qualidade do código do desenvolvedor, pois ele aprende a pensar de vários pontos de vista na hora de resolver um determinado problema, além da experiência natural que ele ganha de trabalhar com outros profissionais.

Quando o desenvolvedor trabalha sozinho, normalmente não é possível ter esse feedback natural do código. Além disso, ele não tem a possibilidade de analisar o código de outros desenvolvedores. O problema disso é que ele pode escrever um código ruim por não conhecer as práticas corretas ou até mesmo escrever código com qualidade extremamente baixa por falta de tempo e, como ninguém vai ler aquele código, isso acaba virando um padrão para ele, o que também é um grave problema.

Problema na escolha das tecnologias

Quando estamos em uma equipe normalmente existem vários tipos de desenvolvedores envolvidos. Existem aqueles “hipsters” que gostam de coisas diferentes, querem usar aquele banco dados que ninguém conhece, aquela lib beta e outras coisas do tipo. Existem também aqueles que estão sempre ligados às novidades, porém, são um pouco mais conservadores, além, claro, daqueles que são extremamente conservadores. Quando todos esses perfis se misturam a escolha das tecnologias tende a se equilibrar e chegar a um meio termo bacana.

O problema é quando uma única pessoa vai fazer a escolha das tecnologias de um projeto. Se for alguém extremamente hipster pode acabar escolhendo recursos que no andamento do projeto causem algum problema de compatibilidade ou que seja necessário desenvolver algo do zero e que já existe pronto em outras tecnologias. Ao contrário, se o desenvolvedor for conservador, ele pode acabar ficando anos em um mesmo conjunto tecnologias por comodidade, o que geralmente é mais comum de acontecer. O problema é que o desenvolvedor pode acabar “parando no tempo”.

Habilidade de trabalhar em equipe

Trabalhar em equipe requer além de skills de desenvolvimento de software. Pessoas geralmente pensam de modo diferente, pode ser difícil para muita gente aceitar as opiniões alheias sobre os seus trabalhos. Existem também as dificuldades de comunicação, empatia e outras habilidades necessárias para trabalhar em equipe.

Trabalhando isolado o desenvolvedor tende a perder um pouco essas habilidades. Existem também aqueles desenvolvedores que nunca trabalharam em equipe, esses podem não ter a chance de desenvolver essas habilidades.

O que podemos fazer para evitar esses problemas

Nesse ponto do artigo se você for um desenvolvedor carreira solo deve estar pensando em abrir um site de emprego e procurar uma equipe para trabalhar o mais rápido possível, porém, existem muitas coisas que podemos fazer para evitar tais problemas, o primeiro é ter ciência deles. Existem algumas práticas que podem nos ajudar a desenvolver as habilidades descritas acima mesmo trabalhando sozinhos.

Na verdade, a maioria das práticas expostas abaixo deveriam ser seguidas por todos os desenvolvedores, mas para quem trabalha sozinho elas são quase obrigatórias na minha opinião.

Participar da comunidade

Uma das coisas mais incríveis da área de desenvolvimento de software são as comunidades. Enquanto em muitas outras áreas os profissionais estão preocupados em esconder o modo como fazem determinado processo, nas comunidades de desenvolvimento estão sempre procurando dividir as experiências e entender como os problemas diários estão sendo resolvidos.

Para quem trabalha sozinho a comunidade pode evitar que se fique isolado do mercado. É possível absorver diversos comportamentos que você teria com a sua equipe de projeto, substituindo pela interação com o pessoal da comunidade.

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Nesta formação você aprenderá todos os fundamentos necessário para iniciar do modo correto com a linguagem PHP, uma das mais utilizadas no mercado. Além dos conceitos de base, você também conhecerá as características e a sintaxe da linguagem de forma prática.
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Contato diário

Geralmente, assim como uma equipe de trabalho, o pessoal da comunidade está em contato quase todo dia. Existem membros mais ativos e outros menos, porém, se acompanhar o histórico, com certeza todo dia terá algo para ler. Cada comunidade tem um modo de se comunicar, mas os principais escolhidos são:

  • Slack
  • Telegram
  • Grupos no Facebook
  • Fóruns

Geralmente nesses grupos muitos desenvolvedores tiram dúvidas desde coisas mais simples até decisões complexas de projeto. Outras pessoas postam artigos que escrevem e que acham importante compartilhar. Existem também oportunidades de trabalho para freelancers e emprego fixo, além de convites para meetups e outros eventos.

Os grupos de comunidade podem ser uma grande oportunidade para tirar dúvidas, porém, muito além disso, existe a possibilidade de ajudar outras pessoas. Um dos melhores modos de aprender algo é ensinando, digo isso por experiência própria. Quando precisar explicar algo para alguém você precisará pensar sobre aquilo, pesquisará tudo para dar uma resposta correta. Outra grande oportunidade é compartilhar conteúdo, se tiver tempo escreva artigos e tutoriais. Isso vai aumentar o seu nível de conhecimento e, com certeza, também vai construir uma imagem sua na comunidade. Inclusive, caso queira ser um autor do nosso blog basta entrar em contato.

Eventos

Os eventos de comunidade são algo muito legal! Geralmente eles possuem palestras, coffee breaks e até happy hour. Neles é possível aprender novos recursos nas palestras, ver o que o pessoal está utilizando, conhecer novas pessoas, além da oportunidade de uma conversa mais descontraída.

Participar de projetos Open-source

Projetos open-source são uma ótima oportunidade para programadores trabalharem em equipe. Apesar de não ser exatamente do mesmo modo que uma equipe de trabalho convencional, esses projetos permitem você desenvolver algumas habilidades importantes para qualquer programador.

Analisar código de outros programadores

Para trabalhar em projetos open-source precisará entender e alterar código de várias pessoas diferentes. Com isso, terá a oportunidade ler código de diversos programadores diferentes, ganhando bastante experiência e repleto repertório de soluções.

Revisão do seu código

Ao enviar uma requisição de mudança para um projeto open-source, o código que escreveu ou modificou provavelmente passará por outros programadores, para só então depois ser aceito, com isso você terá o feedback deles.

Ajuda na documentação

Projetos open-source geralmente precisam de ajuda em outros aspectos que não estão ligados à programação em si. Um dos trabalhos mais importantes é a documentação. Caso ainda não se sinta seguro para realizar alterações no código, pode se oferecer para ajudar na criação da documentação ou até mesmo na tradução para português. Trabalhando nisso, automaticamente estará estudando sobre a ferramenta que se tem interesse.

Oferecer qualquer tipo de ajuda

Tanto nas comunidades, quanto em projetos open-source, sempre existe algum tipo de trabalho a ser feito. Seja em divulgação e organização de eventos, ajudando outras pessoas ou qualquer coisa do tipo, isso ajuda muito no engajamento com a comunidade.

Estar sempre aberto a novas tecnologias

Como falado no começo do artigo não precisa ser aquele desenvolvedor que pega qualquer tecnologia nova e já quer aplicar em projetos reais, mas também não precisa ser aquele que fica anos e anos usando a mesma coisa. Nossa área é muito rápida, dominar uma tecnologia hoje pode não significar nada daqui 3 anos.

Nesse ponto estar ligado nas comunidades, eventos, projetos open-source nos ajudam a saber que existem coisas novas, o quanto elas já estão sendo usadas e se realmente vale a pena colocar em seus projetos.

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Aprenda os principais conceitos do Python (uso de variáveis, estruturas condicionais e estruturas de decisão), como trabalhar com orientação à objetos (métodos, construtores, destrutores, classes, herança, polimorfismo e duck-typing) e estruturas de dados (Listas, Filas, Pilhas, Árvores Binárias, Dicionários, Conjuntos, Tabelas de Espalhamento e Mapas).
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Investir em qualificação

As mudanças nas ferramentas fazem nossa área ser extremante volátil. Já falei isso no parágrafo acima e ao escolhermos essa área já estávamos cientes disso. É extremamente importante, além de todas as práticas faladas nesse artigo, investir constantemente em treinamentos.

Gosto muito da ideia pensar em treinamentos como curadoria de conteúdo. Hoje em dia existe muito conteúdo sobre tudo o se que possa imaginar. Na nossa área também é assim, existem ótimos artigos, podemos ter acesso a eles sem nenhum custo, porém, muitas vezes somos bombardeados por conteúdo e ficamos perdidos sobre qual caminho seguir. É exatamente nesse ponto que entram os treinamentos.

Nossos cursos aqui do TreinaWeb, além do fato dos instrutores possuírem grande experiência de mercado, outra grande vantagem é o planejamento do conteúdo. A grade é pensada da melhor forma possível para você entender um determinado conteúdo de forma gradual. O ambiente virtual e a metodologia são propícios para o ensino de tecnologia, além do suporte que permite tirar suas dúvidas sobre o conteúdo de forma rápida e dedicada. Isso garante um aprendizado muito rápido de novas tecnologias, permite se aprofundar nas que já conhecemos e os certificados possuem reconhecimento do mercado.

Conclusão

É extremamente importante se manter dentro das práticas de mercado e obter feedback sobre o nosso trabalho. As ideias acima podem muito lhe ajudar nesse ponto. Fique à vontade para nos contar nos comentários quais práticas você utiliza no dia a dia para manter a sua carreira e seu trabalho em alto nível.