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O que são Advergames? Conheça a união de jogos e marketing

Olá Web Developers!
O mercado de jogos está crescendo cada vez mais. Então, que tal aproveitar esse mercado como meio de publicidade de uma marca?

Advergames não são simples propagandas dentro de um jogo, vão além disso. Vamos ver como funcionam.

O que é Advergame?

Este termo vem de “Advertise” (propaganda) + “Game” (jogo). É um jogo desenvolvido especialmente para divulgar alguma marca, evento, produto, ideia, serviço, etc.

Então, não estamos falando daqueles banners ou vídeos que são exibidos em jogos gratuitos que baixamos em smartphones e tablets.

Vantagem de um Advergame

Quantas vezes você já quis pular as propagandas que aparecem no YouTube?
Ou então quando você está em um site e vê uma propaganda em um banner, normalmente nossos olhos focam para o outro lado.

Já em um Advergame, o jogador está imerso naquele ambiente. E diferente de comerciais e propagandas, dentro de um jogo podemos criar vários tipos de interatividade com nosso público alvo.

O tempo médio que uma marca consegue ficar exposta em um Advergame é entre 5 e 30 minutos. Muito mais tempo do que passamos assistindo comerciais ou olhando para uma propaganda numa revista, não é mesmo?

E um estudo que a NeoEdge Networks realizou indicou que anúncios em jogos são mais eficazes do que os presentes na TV.

É dito que as pessoas lembram de “10% do que leem, 20% do que ouvem, 30% do que veem, e 50% do que vêem e ouvem, 70% do que falam e 90% do que fazem e falam”.
Jogar é “fazer”, é interagir. Por isso que jogos marcam mais as pessoas, seja para entretenimento, aprendizado ou propaganda.

Tipos de Advergames

Há vários tipos de Advergames que se diferenciam no nível de interatividade com o jogador.

No Associativo a interação com o jogador é baixa, mas é a mais barata.
Não é um jogo que foi feito pensando na publicidade desta marca. Ela aparece como em uma placa ou estabelecimento dentro do jogo, como se fosse uma simples propaganda.

Um bom exemplo é o jogo Need For Speed Underground 2, onde encontramos vários Burger Kings.

No Ilustrativo a marca além de aparecer também interage com o jogador. Um exemplo é em um jogo você estar com pouca vida e poder entrar em um MacDonald’s para se recuperar.

O Demonstrativo é o mais caro, mas o mais interativo.
A marca está presente o tempo todo.
Aqui, o jogo inteiro foi desenvolvido apenas para promover uma marca.

Um exemplo é o jogo Pepsiman, lançado em 1999 para PlayStation 1. Neste jogo você deve coletar latinhas de Pepsi. Veja na imagem abaixo que a Pepsi está muito presente o tempo todo no jogo.

Até a próxima!

Principais tipos de jogos hiper casuais

Olá, Game Developers!

Já falamos aqui no Blog sobre o que são jogos hiper casuais.

Vamos ver agora sobre os seus principais tipos.

Momento certo

Esse tipo de jogo requer que o jogador aperte algum botão no momento certo. Não é preciso ter tanta habilidade, é preciso mais concentração. Um exemplo é o “Baseball Boy”, onde uma seta fica se movimentando e você só precisa tocar na tela no momento certo para acertar.

Empilhar

Jogos em que precisamos empilhar algo também seguem a ideia de se tomar uma atitude no momento certo. A diferença é que aqui também é exigida habilidade, pois se você demorar acabará perdendo o momento certo.

Um exemplo é o “Stack Jump”, onde plataformas aparecem e você precisa tocar na tela para fazer seu personagem pular. Pular no momento errado (muito cedo ou muito tarde) fará seu personagem ser empurrado pela plataforma e cair.

Habilidade

Jogos de habilidade normalmente nos fazem fazer algo simples e bem repetitivo. Se fizer uma ação errada você perde. Para ficar divertido é bom fazer o jogo acelerar, e então os jogadores poderão aos poucos melhorando suas habilidades e conseguir jogar mais rápido e conseguir mais pontos.

Um exemplo é o “Sky Streaker – Gumball”, onde você (Ricardo Waterson) deve subir em um poste e desviar das roupas. Quanto mais alto subir, mais pontos. Coletar moedas te permite comprar acessórios que te dão vantagens.

Para te apressar, os personagens Gumball e Darwin te perseguem, e você não pode deixar que te alcancem.

Subir / Cair

Jogos em que estamos em constante subida ou queda nos faz pensar em como agir nos momentos seguintes. Não há certo e errado, mas você precisa pensar rápido para tomar uma atitude no tempo certo.

O jogo “Rise Up” é um jogo em que temos um balão subindo e precisamos tirar todos os obstáculos de seu caminho, evitando que o balão estoure.

Desviar

Jogos de desvio nos fazem deslizar com os dedos pela tela para evitar obstáculos.

São bem parecidos com os jogos em que temos algo subindo ou caindo. A diferença é que o tipo anterior depende mais de saber o que fazer no tempo certo, e os jogos de desviar exigem mais da sua habilidade e precisão.

Um exemplo é o jogo “Sonic Dash”, onde temos obstáculos e devemos desviar para os lados, abaixar ou pular.

Juntar

São jogos bem simples e que não exigem necessariamente que você tome decisões tão rapidamente. Objetos parecidos devem ser unidos, então o jogador precisa aprender a observar bem.

Um exemplo é o “Candy Crush Jelly Saga”, onde juntamos doces iguais. Algo que deixa o jogo mais desafiador são certas regras que são dadas em cada fase como, por exemplo, “evite juntar o doce X”.

Crescer

São jogos que te fornecem uma maneira de crescer. Jogadores com mais pontuação serão maiores, mas nem todos poderão crescer igualmente. Então é preciso saber controlar o tamanho da fase, quantidade de jogadores e quantidade de oferta de itens para o seu crescimento.

Um exemplo é o “Slither.io”, onde você deve engolir a maior quantidade de massa sem bater em outro jogador. Algo que deixa esse tipo de jogo mais legal é fazer com que os demais jogadores sejam pessoas reais.

Quebra-cabeça

São jogos em que a parte principal é pensar em como resolver um determinado desafio, o qual vai ficando cada vez mais difícil. É um dos tipos mais difíceis de serem desenvolvidos e é preciso um bom planejamento das fases. Alguns tipos não possuem fases, sendo do tipo infinito.

Um exemplo é o “Cut the Rope”, onde você deve cortar cordas para fazer um doce chegar até a boca de um monstrinho chamado “Om Nom”. Liberar o doce no lugar e no tempo errado farão o doce cair ou se quebrar, resultando no fracasso da fase.

Objetivos adicionais também fazem o jogo ser mais desafiador, como coletar três estrelas ou fazer um número limite de movimentos.

Jogos Hiper Casuais – O gênero de jogo do momento

Olá, Game Developers!

Hoje em dia ainda são muito comuns grandes jogos, mas uma categoria que ultimamente vem ganhando muito espaço são os jogos mais casuais. São jogos bem simples, muitas vezes sem histórias, que jogamos apenas para passar o tempo de forma bem simples.

Se pensarmos neste gênero apenas pela sua simplicidade, podemos dizer que eles existem desde o tempo dos antigos arcades. Mas ultimamente eles vem fazendo muito sucesso, pois este tipo de jogo é ideal para quando estamos, por exemplo, em uma fila e pegamos nosso smartphone para passar o tempo.

Por serem simples, qualquer pessoa, mesmo que não seja gamer, consegue jogá-los. A simplicidade nos controles e objetivos são um ponto que prendem a pessoa, fazendo com que o público seja grande.

As vantagens de se criar um jogo hiper casual

Muitas vezes os gráficos também são bem simples. Qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento de design gráfico e programação, pode desenvolver esse tipo de jogo.

Caso você esteja querendo iniciar no mundo do desenvolvimento de jogos, este gênero pode ser um ótimo ponto de início. Afinal, você não vai precisar gastar tempo criando, desenhando e animando personagens, pois um simples círculo ou quadrado na tela já são o suficiente.
Até mesmo os cenários podem ser apenas um fundo com uma única cor.

A simplicidade desse tipo de jogo também implica no tempo de desenvolvimento. Enquanto jogos mais bem elaborados podem precisar de uma grande equipe trabalhando por meses ou até anos, um jogo deste gênero pode ser criado por uma única pessoa em semanas.

Muitos desses jogos, por não terem uma história, nos permitem criar um jogo “infinito”. Isso significa que podemos ir lançando novas fases, apenas mudando o cenário e desafios. Outra possibilidade é criar um jogo onde não há fases, é sempre o mesmo desafio, mas com a dificuldade aumentando, fazendo com que o jogador queira tentar cada vez mais uma pontuação maior. Neste caso é importante permitir o compartilhamento de pontos, pois isso incentiva o jogador a voltar a jogar para tentar pontuar mais do que seus amigos.

Normalmente esses jogos são gratuitos e monetizados por anúncios. Assim, ao invés de gastar muito tempo criando um grande jogo e tentar vendê-lo por um bom preço, você pode criar vários jogos casuais em pouco tempo, distribuir gratuitamente e ganhar com anúncios ou upgrades dentro do próprio jogo. São estratégias diferentes, mas a segunda é bem mais vantajosa para quem está começando.

Nem tudo são flores

Claro que, como em qualquer lugar, simplicidade não significa que qualquer um pode conseguir sucesso com facilidade.

Se desenvolver esse tipo de jogos é simples para pequenos desenvolvedores, as grandes companhias já perceberam isso e já se prepararam há muito tempo.

Um exemplo é a Voodoo, que só em 2017 lançou 29 jogos na App Store, sendo 14 deles apenas em novembro. Desses jogos, 11 deles chegaram ao Top 10.

Mas isso não significa que é impossível um desenvolvedor conseguir sucesso, pois há casos como o Flappy Bird. Seu desenvolvedor criou o jogo em um período aproximado de dois a três dias. Mesmo assim, este jogo só teve sucesso em 2014, sendo que ele foi lançado em maio de 2013.

Conclusão

Mesmo com as dificuldades existentes no mercado de jogos, ainda sim podemos conseguir sucesso nessa área.

Se estiver começando neste mundo, considere em começar pelo gênero de jogos casuais. E também não se esqueça de conferir nossos cursos de desenvolvimento de jogos.

Ferramentas para Pixel Art

pixelart-octocat

Olá,Game Developers!

Hoje vou listar aqui os melhores programas para se trabalhar com Pixel Art. Entre eles há apps mobile, web e desktop tanto pagos quanto gratuitos.

Piskel

pixelart-octocat

O Piskel é uma ferramenta gratuita que roda diretamente do seu navegador.

Ele te permite criar animações, exportar PNG e GIF, visualizar o resultado do seu trabalho enquanto está editando (permitindo fazer ajustes em tempo real) e criar galerias privadas.

Ele é Open Source e também disponibiliza uma versão para você baixar para poder usar offline.

Pixilart

Pixilart

Pixilart é outra aplicação web gratuita. Ele também é bem simples de se usar. Você pode salvar suas artes online e compartilhá-las nas redes sociais.

Pixilart também é uma comunidade de artistas, então você pode interagir, participar de grupos, entrar em concursos e aprender com os outros.

Lospec

Lospec Pixel Editor

O Lospec Pixel Editor não tem tantas funcionalidades, sendo um dos editores mais simples desta lista. Mas isso pode ser bom para os iniciantes, já que terão uma interface mais simples.

No site você também encontra tutoriais e paleta de cores.

aseprite

O aseprite roda em Windows, OS X e Linux. Ele tem a versão paga (15 dólares) ou você pode obter de graça se pegar o código fonte e compilá-lo.

Esse programa é um dos mais utilizados e recomendados para se trabalhar com Pixel Art.

GraphicsGale

GraphicsGale

O GraphicsGale é outro programa bem completo e muito utilizado para trabalhar com desenho e animação de pixel art. Porém, ele só está disponível para Windows.

Ele suporta formatos como .ico, .gif, .avi, .cur e .ani.

Outra funcionalidade disponível também, muito conhecida em softwares de animação, é a “Onion Skin”, onde a próxima imagem e a anterior ficam na tela para você poder desenhar por cima, facilitando o processo de animação por frames.

Spriter

O Spriter é o mais completo dessa lista, com várias funcionalidades avançadas de animação. Ele não é só para Pixel Art, é um programa completo para animações voltadas para desenvolvimento de jogos 2D.

Os arquivos exportados podem ser implementados facilmente em programas como Construct, GameMaker, Unity, etc.

Entre as funcionalidades temos coisas como: caixas de colisões, animação por bones, curva de animação, modo Pixel Art, criação de efeitos com partículas, adicionar sons às animações, sincronização labial, etc.

Acredito que o vídeo acima já mostra o poder desse software incrível, dispensando mais comentários aqui.

Ele está disponível para Windows, Mac e Linux. Você pode baixar as versões mais antigas de graça ou comprar a versão PRO mais recente por 59,99 dólares.

Pixly

pixly

O Pixly é um editor de Pixel Art planejado para Smartphones e Tablets, e foi feito por um brasileiro!

Ele pode parecer simples na ilustração acima, mas ele possui várias funcionalidades (como animação, camadas, ferramenta de texto, integração com Dropbox e Google Drive, etc), podendo até mesmo ganhar de alguns dos programas já citados antes.

Se você estiver em um Tablet, pode ser que tenha uma boa produtividade por se aproveitar da TouchScreen.

Se estiver em um Smartphone, pode aproveitar o aplicativo em qualquer lugar para se divertir (já brinquei muito com ele enquanto esperava o ônibus).

O Pixly é gratuito e está disponível para aparelhos Android a partir da versão 2.3. Ele entrega uma melhor experiência em telas de pelo menos 4.7″.

Pixaki

Pixaki

O Pixaki é um aplicativo bem completo também, e foi projetado para iPad.

Ele também trabalha com vários formatos, como PSD, permitindo a fácil integração entre seus trabalhos tanto mobile e desktop.

Ele está disponível para iPads com iOS 9 ou superior. Ele custa 24,99 dólares ou você pode testá-lo por 14 dias.

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