Lançado na década de 90 e desenvolvido pela W3C (World Wide Web Consortium – Organização responsável pela definição da linguagem XML e pela padronização de outras iniciativas ligadas à Web), Extensible Markup Language, ou simplesmente XML, é uma linguagem de marcação, ou seja, um conjunto de códigos para determinar a estrutura de dados para facilitar a troca de informação entre sistemas computacionais.

Para que serve o XML?

Como dito anteriormente, a principal finalidade do XML é auxiliar a troca de informações entre sistemas (principalmente via internet). Principal concorrente do JSON, o XML permite que diferentes tipos de sistemas possam trocar dados, independente de sua linguagem de desenvolvimento.

Uma das suas principais características é também sua portabilidade, pois desta forma os seus dados poderão ser compartilhados entre diferentes aplicações.

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Como sabemos, com o passar do tempo, o modo com que os sistemas são desenvolvidos mudou. Atualmente, é bem comum que determinados dados sejam compartilhados por diversas aplicações. Para este propósito, o uso de web services tem se tornado cada dia mais relevante, pois são com eles que conseguimos criar um serviço para que diversas aplicações clientes consumam o mesmo banco de dados. E é aí que o XML entra, pois é com ele que determinamos uma língua “universal” para esta troca de informação.

Estrutura do XML

A estrutura do XML é relativamente simples. Basicamente, suas tags definem o que caracteriza um determinado objeto no sistema (atributos) e seus valores.

Por exemplo, imagine que queremos compartilhar dados de um contato utilizando o XML e este contato é formado pelo nome, email e telefone. Com o XML, o contato seria representado da seguinte forma:

<?xml version="1.0"?>
<contato>
    <nome>Ana Paula de Andrade</nome>
    <email>anapaula@mail.com</email>
    <telefone>
        <ddd>77</ddd>
        <numero>123456789</numero>
    </telefone>
</contato>

Todas as “tags” devem ser fechadas e os nomes dos elementos e dos atributos são sensíveis à caracteres minúsculos e maiúsculos.

Podemos notar o quão simples e legível é um objeto em XML. Sem o auxílio de qualquer ferramenta, conseguimos, facilmente, identificar do que se trata o código XML acima e quais dados ele representa, separados por tags entre os símbolos “.

Vantagens do XML

Além de ser facilmente lido sem o auxílio de qualquer software e ser responsável por prover uma língua “universal” para troca de informação entre aplicações, o XML possui outras vantagens:

  • Fácil distribuição na Web;
  • Integração de dados de fontes diferentes;
  • Buscas mais eficientes;
  • Desenvolvimento de aplicações web flexíveis;
  • Escalabilidade;
  • Compressão.
  • Capacidade de guardar ou vincular dados em qualquer formato, entre outros.

Concluindo

O XML é um ótimo meio para troca de informações entre diferentes aplicações, assim como o JSON. Porém, cada uma destas tecnologias possuem seu público alvo e vantagens. Não sabe qual utilizar? É exatamente isso que discutiremos no próximo artigo 🙂

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Graduanda em Sistemas de Informação pelo Instituto Federal da Bahia. É responsável pelo atendimento ao cliente, gerenciamento de redes sociais e revisão de cursos, além da redação de artigos para o blog da TreinaWeb.